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15/out

Tá para nascer uma turma de magoados como essa de New Orleans, hein? Esse povo precisa de uma terapia em grupo porque não está fácil viver no Quarter com tanto rancor no coração. Com o objetivo central de reconquista e de domínio da cidade, o episódio se preocupou em firmar o posicionamento dos personagens no tabuleiro e definir de vez as alianças. Por mais que Esther, Finn e Kol tenham brilhado nos poucos minutos de cena, nada supera os flashbacks. A trama teve alguns picos de tensão, mas, em compensação, tivemos o “retorno” do Buzolic, um pequeno detalhe que foi o suficiente para qualquer fã se descabelar. Houve muita nostalgia, só que do ponto de vista de Elijah, o responsável em nortear os impactantes acontecimentos que, de novo, me deixaram no chão.

 

Dois itens foram importantes neste episódio: a estaca e a bruxa dos moonlight rings. Por mais que goste muito da Rebekah, foi possível notar como Klaus e Elijah conseguem se individualizar dentro dos devidos plots. A trama não dispersou, ficou redondinha. Os irmãos tinham objetivos diferentes que se encontraram no final do episódio, um ótimo encadeamento da história. Não adianta negar que a personagem de Holt sempre ficava de escanteio, ou era usada ou estava se deixando levar por algum tipo de situação. Bem provável que ela estaria na mesma vibe nesta temporada e são nessas horas que agradeço pela saída dela.

 

Até mesmo Hayley, que “ocupou” o buraco da Rebekah, teve o que fazer. Literalmente, little wolf fez a felicidade dos inimigos, inundada em um belo dia de derrota, só faltando cantarolar Céline Dion. A personagem ainda não está confortável na própria pele, tem ímpetos emotivos e uma fome dupla por ser vampira e lobisomem. A ideia de Klaus ser mentor dela me deixou meio preocupada, pois, com um estalido, ele pode torná-la uma versão sua só que de saia. Basta usar as emoções intensificadas e distorcê-las, algo que ele sabe fazer com excelência. No começo do episódio, Hayley me deixou tensa com a frieza para cima do Elijah, aquela tranquilidade inquietadora de anunciar que as bruxas não passam de alimento. Duas atitudes que conflitaram com o discurso da semana passada. Hayley foi introduzida nesse universo com o objetivo de encontrar a família e manter essa ideia é imprescindível.

 

No fim, fiquei aliviada por Hayley ter se contido, pois estava muito fácil pisar no acelerador para cometer mais atrocidades por causa do peso da “perda” de Hope. A personagem ainda mastiga o luto, mas a vingança a consome em rompantes. Vibrei quando ela assume que está um lixo enquanto Klaus força a barra para vê-la usar as habilidades de híbrida. Preservar essa faísca de humanidade tem sido uma preciosidade. Não seria nada honesto torná-la como Klaus, especialmente por ainda não saber a que turma pertence. Afinal, essa é uma das lutas que little wolf terá nesta temporada. Ela pode ter um tremendo desejo por sangue, faz parte da transição, mas são as atitudes protecionistas, como a que quase custou a cabeça de Oliver, que a faz diferente. Que a faz consciente das prioridades. Que a faz forte. A ação dela para cima desse babaca foi de extrema dignidade.

 

A personagem pode não ter experiência como mãe, isso lhe foi tomado, mas há dentro dela o instinto de cuidar. Um instinto puro de lobisomens que pensam e agem em bando. Porém, é inegável que ela está mais selvagem, um comportamento perigoso e que cativou Klaus. O novo status de Hayley é vantajoso para o híbrido que vê nisso as mais infindáveis oportunidades. Não é à toa que ele não cansa de frisar o bendito rainha (como se ele fosse rei. Que burrico, dá zero pra ele). O dilema é: Hayley não é submissa. Ela está mais obstinada e astuta. O que Klaus impulsionou no Bayou deu a ela consciência da sua posição e o desejo de ter uma família a levará ao limite. Capaz de dar uns tabefes no mentor se encher muito o saco.

 

Então que Klaus continuou na paranoia por causa da estaca de carvalho branco. Ele poderia ter ficado só com essa neura, mas Elijah fez o favor de pegar essa problemática. Mesmo assim, o híbrido não ficou na folga, pois lá estava ele todo empenhado em saber quem é a bruxa ousada que confecciona moonlight rings como biribinha de festa junina. Antes de chegar a esse ponto, preciso dizer que não confio no Klaus perto da Hayley. As iniciativas dele foram muito falsas. Pode ser impressão minha, pois ainda há muito que rolar nesta temporada. Contudo, sabemos que esse cidadão não retrocede quando tem uma ideia (nem sempre genial) e é insistente para vê-la concretizada. Tornar Hayley rainha dos lobos é uma delas. Ele impulsionará a little wolf pelos motivos bons e ao mesmo tempo ruins. Ela ganhará a confiança da família e ele um exército.

 

Apenas teses. O que me deixou meio assim também foi a falta de hesitação de Klaus ao dar ênfase no lado cruel de ser um híbrido. Ok, normal. Mas o espertinho atiçou Hayley para caçar as bruxas. Por uma estaca… Por uma paranoia dele.

 

Klaus achou lindo vê-la degolar uma penca de bruxinhas e morri com o “sorriso de orelha a orelha”. Ok que Hayley está em clima de vingança, mas é bom não alimentar, né? Ele não sabe o que é sofrimento alheio. O personagem pode entender da própria dor, mas ainda lhe falta muito para compreender o próximo. O híbrido vê potencial na dor de Hayley e dane-se. Ele fez muito disso com a Rebekah. Quero só ver aonde essa brincadeira chegará.

 

O ponto positivo disso é que Klaus aceitou o discurso do Elijah e prosseguiu na trama com atitudes um pouco amenas. Não se enganem com o fato dele não ter matado o Oliver. Nada tira da minha cabeça que ele fez isso por interesse (pessoal). A presença de Hayley dentro da alcateia é um fator importante para a guerra que Esther quer travar. No geral, Klaus é apenas o estepe de impulso para a little wolf atingir um objetivo que não só dê a ela a família, mas um poderio que a faça temida, respeitada e, claro, rainha para mandar as bruxas dançar. O híbrido está muito focado na ascensão de Hayley e sabemos que isso tem segundas intenções. Afinal, quem conquistar a confiança dos lobos primeiro tem mais chances de ficar com New Orleans.

 

A compostura do Elijah sempre me enche de admiração. Não tem como não venerar esse homem que, simplesmente, resume a sua ira a pequenos gestos e poucas palavras. Ele é tão contido que nem ao menos se abalou com a Hayley peladona. Onde pede em casamento? Amei como o personagem jogou a toalha, seus olhos berrando para ela deixar de ser estúpida. É excepcional quando Elijah age como o condutor da trama e dessa vez não foi diferente. Quem diria que Marcel e ele tinham uma relação afável, né? Pior, quem diria que, com o passar dos anos, ainda há mágoa enrustida? Elijah sempre foi o mais fraternal, aquele que sempre ficou na saia justa para controlar uma penca de irmãos, cuja maioria foi/é irresponsável. Vê-lo cuidadoso com Marcel me fez querer apertá-lo, juro!

 

O intuito dos flashbacks não foi só para dar um gosto de nostalgia com a presença do Kol ou para explicar as razões que fariam Elijah cruzar a cidade atrás de Marcel. Um dos piores sentimentos entre os Mikaelson é a inveja, o causador dos complexos de inferioridade, especialmente de Klaus. Se você quer tirá-lo do sério, basta dizer que quer ser como Elijah. Não é à toa que na New Orleans de 1821, o híbrido deu outro chilique por recalque da relação entre o irmão e Marcel. A resposta? Tirar Kol da tumba.

 

Nos dias atuais, o cutucão é Hayley. De novo, Elijah pulou do barco e a deixou à mercê do irmão (que está degustando muito essa oportunidade). Não tem como não ficar um pouco revoltada toda vez que Klaus vence de certa forma, um fato que só acontece quando Elijah abre mão de algo por prezar o bem-estar do próximo. Isso me irrita! Ainda mais porque me lembro do Stefan. Mesma vibe, mesma expressão de cachorro molhado… Fico em estado bipolar por concordar com certas decisões e querer enforcá-lo por causa de outras. Argh!

 

Elijah terminou em conflito com o verbo “pertencer”. Ele sabe em que buraco tem que ficar, mas fica de frescura. Bater em retirada me enfureceu, mas não tiro a razão dele. O Original não tem moral para controlar lobisomens, muito menos híbridos. O único lugar viável é com Marcel. De novo, o altruísmo de Elijah falou mais alto e sabemos que ele nunca é devidamente recompensado.

 

Adendo: Elijah acha que me engana, mas sei que ele só foi atrás da estaca pela Hayley.

 

Marcel estava incrível neste episódio. Amei a pegada professoral, explicando os fatores bons e ruins de ser vampiro. O cara manda muito bem, não tem como contestar. Aplausos porque The Originals apresentou a primeira transformação e não foi a Cami (ainda). Jogar Gia nas costas de Elijah foi uma cartada audaciosa e que ressaltou a mágoa de Marcel pelo quique que tomou no passado. Estou curiosa para saber como essa aliança se dará.

 

Shakespeare Kol

 

Se é uma coisa que nunca reclamarei é de uma bela dose de flashbacks. Klaus e Elijah na Espanha, fugindo de Mikael, com o figurino à la Entrevista com o Vampiro. Gente, eu não posso com aquelas perucas, de verdade. Esse ponto nos apresentou novidades sobre quem era Kol durante o vampirismo. Nenhuma surpresa ao vê-lo como um tremendo açougueiro, sem vergonha nenhuma de fazer sujeira. Durante o retrocesso, o que me surpreendeu realmente foi a quantidade de vezes que o vampiro foi empalado. Isso me fez pensar na Rebekah, sempre calada do mesmo jeito quando estava prestes a falar umas boas verdades. Eita hábito, viu?

 

Algumas características da personalidade do Kol foram apresentadas em TVD. No flashback em New Orleans, vimos mais da insolência dele e do quanto suas atitudes eram semelhantes às de Klaus. A diferença é que esse Mikaelson nunca sentiu absolutamente nada e, com certeza, isso foi efeito das empaladas. Enquanto Marcel recebia todo o amor dos irmãos, Kol tentou dançar em volta daquele com os mesmos instintos que os seus, mas não deu certo. A cena do teatro me fez ficar falecida por alguns minutos, pois não me aguento com a cara de pau dessa criatura.

 

Fiquei com muita dó do Marcel diante daquela zona de terror criada por um inescrupuloso Original, uma encenação (muito real, diga-se de passagem) que serviu para reforçar o quanto a inveja acompanhou o caminho desses irmãos ao ponto de um não preservar a felicidade do outro. Kol foi o ativador de lembranças que mostraram como Klaus e Elijah são diferentes, até mesmo ao lidar com o termo “sangue do próprio sangue”. Na antiga New Orleans, Kol só foi liberado porque Klaus queria irritar Elijah, um joguete que voltou para o mesmo buraco com tremenda frieza. Nisso, concluiu-se algo que acredito que será importantíssimo para o posicionamento deste personagem nesta temporada de TO: a falta de senso de lealdade. Um fator que, com certeza, influenciará na versão Kaleb.

 

Kol não teve a mesma experiência de “vida” que Klaus, Elijah e Rebekah. O personagem só teve um tease de normalidade em The Vampire Diaries, episódio 4×12, justamente o que ele morre. O vampiro se divertiu escutando música e jogando o videogame. Kol não teve uma vivência que o tirasse do preto e branco. Todas as vezes em que foi empalado, ele levou a raiva pelos irmãos mais velhos para o caixão. Não é à toa que, quando Klaus o liberava do castigo, ele nunca soube se comportar. Mesmas atitudes. Mesmas piadinhas. Kol é teatral porque não evoluiu e agia no piloto automático. Um pivete insolente. Quando ele foi liberado em Mystic Falls, nada mudou, justamente porque ele nunca foi muito longe. Esse é um detalhe que Kaleb pode fazer a diferença. Meu medo é: ele se apaixonar por Davina. Prevejo um adeus drástico.

 

O foco em Kol serviu também para mensurar o peso de Marcel no meio desses dois irmãos. Depois de ver os flashbacks, acho que esse Original é o mais carente de todos. Elijah e Klaus viveram juntos apesar dos pesares. Rebekah é a protegida. Finn é o favorito da mãe. Enfim, esse retrocesso caiu perfeitamente com o comportamento de Kaleb no final do episódio. Ele testará território para não sair de cena antes do esperado. Mentir para a Esther sobre Mikael é só o começo. Se é uma coisa que esse Mikaelson aprendeu com o passar das empaladas é se defender – e nem sempre se dá bem, claro. Kol é sádico, duas caras, canalha e salafrário (e casava porque sei que o coitado precisa de amor e casava duas vezes com a versão do Buzolic e do Sharman porque sou dessas egoístas). Pergunto-me se Kol como Kaleb levará a dedo o desejo de fazer Klaus sofrer (algo assim meio Damon com Stefan, não?).

 

Considerações finais

 

Davina se deu muito mal no duelo no bar, a cena que foi o auge do episódio. Mikael sambou lindo ao proteger a bruxa e fiquei para morrer com aquela maldita pulseira, pois estava claro que algum deslize aconteceria. Não é hora para deixar esse homem à solta. Não ainda! Nesse conflito, não sei quem me deixou mais inquieta: Elijah passado ao ver o pai ou Kaleb petrificado ao ver o pai e o irmão. Muita dramatização, especialmente para Davina que se apresentou mais fraca do que eu imaginava. A mentalidade dela pode ter endurecido, o que já acho incrível, especialmente por ter colocado Elijah no devido lugar. No quesito poder, há muito trabalho a ser feito. Acho que alguém precisa voltar para um certo coven…

 

Preciso elogiar a atuação da Natalie neste episódio, mais conhecida como Cassie, que também atende por Esther. Estou pasmada com o desempenho dessa menina. Ela é completamente envolvente. Adoro a maldade contida nos gestos elegantes. O papo entre mãe e filho foi tão emocionante, cheia de perigo e trabalhada na cara de pau que fiquei com gosto de quero mais. Inclusive, o desprezo pela vampirada, essa ínfima cena, me fez morrer de amor.

 

No final das contas, cada um teve que escolher seu time. Enquanto isso, Klaus e Elijah estão presos a uma dúvida complicada. Matar Esther ou Mikael primeiro? Seja qual for a decisão, estou muito curiosa pelo que está por vir. A promo do próximo episódio promete.

 

PS: meu time sempre foi e sempre será o das bruxas, embora elas sempre se ferrem, socorro!

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Klaus é um sacana interesseiro. Elijah tá ficando besta de novo. Esther sendo rainha. E Kol
    precisando vir aqui em casa pra gente bater um papo Hahahahahaahah. Eu não sei se rola ele a Davina, acho que seria meio estranho, não sei. Eu tenho conflito com as idades da Danielle e do Daniel. Ele tem 28, como eu e ela é baby, mas pegava mesmo assim, sem preconceitos HAHahahahahahah

    Eu quero que o Mikael saia da coleira logo. Só ele pra trazer caos.

    E não é? A Rebekah não tá fazendo falta. Ao menos, não nos conflitos. Certeza que ela cagaria todo o encontro de família (e me deixaria ferrada da vida hahahahaa).

    Beijoss!

  • Isis Renata

    esse Klaus não tem jeito, quer dominar o mundo > ou melhor dizendo: New Orleans.
    também acho que ele não matou o lobinho pelo simples fato de usar a Little Wolf a seu favor > safadenho rs (mas amo!)

    Elijah sempre divo e ajeitando as cagadas dos outros. É aquilo, ele realmente vê humanidade em Nick e sofrimento por ele ser hibrido, então tenta deixar ele o mais confortável possível, enquanto ele diz 'vou dar uma volta, pois muitos deles em minha casa, me incomoda'

    Mamãe bruxa = OMFG. é muita presença para pouca cena. Tremi na base com a cena chazinho da tarde com o Klaus e fiquei "sai daí filho hahah'

    Kol = tu não vale nada mas a gente gosta de você. Mentiroso salafrário hahaha. e mentiu pra mamãe ainda. isso vai dar uma merdinha básica 😉 ele e davina? será? medinho2

    Papito solto = pela misericória esse encontro de 5 minutos que valeu pelos 50 do episódio.

    também acho que Bekah saiu sem muita firula. e os boys sustentam e bem toda essa bagaça de amor ♥