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22/out

Episódio paradinho, não? Gostei e não gostei, estou indecisa. Por ter focado somente no interesse da Esther em encontrar Elijah e Klaus, as situações rastejaram. Fato que Mikael precisava estar presente para animar um pouco as coisas. Depois de três episódios, começo a sentir falta de subplots, especialmente porque já fazem 2 semanas que a Cami não aparece. Por mais que os acontecimentos até aqui estejam bem sólidos, caminhando a passos de bebê, ainda não me sinto instigada. O foco está na Esther, mas, mesmo assim, nada mais sensato que ter outros acontecimentos. Em um breve comparativo, o papa Mikaelson traz mais interesse ao invés da mama. Tenho que dizer que achei o episódio meio irritante também, tudo culpa do Finn. É fácil ver que a história segue um caminho minucioso para que peça por peça se encaixe, como aconteceu na temporada passada, mas cadê os outros personagens? Não sei vocês, mas fiquei olhando os minutos para ver quando o episódio acabava. Sorry, not sorry!

 

Como sempre, este episódio de The Originals honrou os anteriores com bela música e belos efeitos visuais. Não havia muitas metas dessa vez, só o convite de Esther para um jantar que prometia ser nem um pouco agradável. A mama Mikaelson foi ousada, mas esperava mais da aparição dela. Ela só sentou ali para se transferir para outro corpo? Por ter sido o ponto central da trama, criei expectativa à toa. Por outro lado, o que se aprendeu foi como essa mulher consegue mudar as regras do jogo em um piscar de olhos. A bruxa se manteve a todo o momento à frente da dupla que queria esmagar a cabeça dela. Esther tinha tudo planejado, passo a passo, e foi incrível de assistir, não nego. No final das contas, o trabalho dela em New Orleans tem muito a ver com amor e com reparação. Não sei por quais motivos, mas isso me irritou. Por isso mesmo quero que o Mikael seja tirado da coleira, pois Esther entregará a trama a um sono mortífero se o objetivo dela for só fazer Elijah e Klaus voltarem atrás e implorarem por uma limpeza do vampirismo.

 

Claro que o caminho para isso é clichê: mexer com as pessoas que ambos gostam. Não sei… Perdi a confiança nesse plot.

 

Os flashbacks foram as melhores coisas do episódio. Quem diria que Klaus era o favorito da mamãe, né? Sempre achei que fosse o Finn, mas esse retrocesso mostrou o contrário. Que dó do menino Klaus, gente. Mal quisto desde criança, uma lambança emocional causada por Esther. Porém, quem se destacou no passado e no presente foi Finn, o Original que pouco se sabia. Dei risada ao ver que as atitudes dele para agradar a mãe eram impulsionadas por mero recalque. A treta entre Klaus e ele vem do principal defeito dos Mikaelson que comentei na semana passada: inveja. Finn não escondeu em nenhum momento como se sentia com relação ao irmão “mais especial”. Basicamente, o torturava psicologicamente enquanto Mikael o fazia tanto mental como fisicamente. Foi sensacional rever aquele bando de crianças reunidas, até mesmo a little Rebekah. Esther sendo uma fofa… Mal sabia o mundo que ela é uma doida varrida.

 

Finn mostrou que é um completo submisso. O vampiro pode ser leal à mãe, mas só faz isso para agradar. Foi assim no passado e no presente nada mudou. Não me aguentei com o flashback, as expressões dele de repúdio ao Klaus, como se quisesse que a maldição do irmão mais novo disparasse. Um ciúme tremendo. Bem acho que Finn passou a mão naquele colar e só o devolveu para ganhar outro gesto afável da mulher que nem lhe dá bola. Enquanto alguns ganham respeito por mérito, Finn tem o dele por ter passado boa parte da sua existência sendo capacho. Não é à toa que Kol nunca hesitou em tirar sarro das fuças dele. Merece, né?

 

No presente, Finn me irritou, mas concordei com alguns pontos levantados durante o encontro com Klaus e Elijah. Assim como Rebekah, esse Original acredita no poder da família. De um jeito estranho, mas acredita. Ele não aceita muito bem o fato de ter ficado empalado por 900 anos, o mesmo dilema que abateu Kol. Por causa disso, muitas dúvidas surgiram na minha cabeça. Independente do Elijah sempre ter protegido Klaus, especialmente contra Mikael, qual foi o principal pretexto de manter os outros irmãos dormindo? Assim, aquele mega, blaster pretexto, não o que o híbrido costumava dizer em TVD. Devo ter comido bola agora, mas só consigo ver ira. Toda vez que Kol saía do caixão era para fazer estrago. Ele não era dominável. Rebekah era influenciável, mas viveu muito mais em comparação aos outros irmãos por ser a favorita de Klaus (e acabava empalada por ser emocional).

 

Apoiei Finn sem pestanejar ao dizer que Elijah teve 9 séculos para reajustar a família, um tremendo fracasso para quem gosta de remendar as coisas. Esse rancor é plausível, até eu me revoltaria, ainda mais quando falamos de proteger Klaus, o incoerente. Elijah passou anos buscando a redenção do híbrido, outro tremendo fracasso. Pensando, queria entender qual é a real do personagem do Gillies a não ser abrir mão das coisas. Que raiva!

 

Outro ponto muito bem levantado por Finn foi a necessidade de proteger Klaus acima dos outros irmãos. Há muitas lacunas entre os Mikaelson que amaria que fossem preenchidas, pois não deixo de pensar como Elijah pode ser tão besta e Klaus tão dominante. Vamos combinar que Finn, Rebekah e Kol são sangue do mesmo sangue, né? O híbrido não. Essa família e a falta de noção sobre prioridades…

 

Esse retrocesso também foi útil para posicionar as intenções de Esther na trama. Por que ela odiaria tanto os filhos ao ponto de persegui-los? Vimos em TVD que o grande objetivo de vida dela é desfazer a maldição do vampirismo. Ela é a culpada de ter provocado essa mudança por causa da perda de 2 crianças e, na sua mente, é muito fácil remediar o deslize. Finn e Kol “mudaram”, por que não os demais? Muito me espanta ela não ter perguntado da Rebekah ainda, mas tudo bem. Por mais que Esther tente vender a ideia de amor e de reparação, acredito que a bruxa não ligaria se Klaus morresse. A abominação, segundo Mikael.

 

O vampirismo mudou completamente a família e não é a remoção dela que tornará as coisas entre os Mikaelson melhores. Como disse Klaus, o ato desencadeou uma sequência de eventos. Todos destrutivos. Independente disso, o amor voltou a ser pauta principal em TO e se é uma coisa que essa família entende muito bem é que há diversas formas desse sentimento. No caso de Esther, não passa de uma preocupação temporária. Matando os filhos, é bem capaz que essa senhora ache que fez um bem danado à sociedade.

 

O único ponto alto do jantar foi o surto do Klaus para cima da Esther. Não esperava que o discurso fosse abalá-la de alguma forma. Se é que abalou, pois se é outra coisa que essa família também aprendeu com o passar dos séculos é camuflar/distorcer o que sente. É dolorido demais ver o quanto o híbrido sofreu bullying quando era criança, até mesmo antes de ativar a sua maldição. O segredinho do colar foi o babado da semana, pois até Esther queria bloquear o próprio filho. Enfim, Klaus foi pintado de vítima durante os flashbacks e Esther de mãe acolhedora. Foi tocante vê-lo fraco e reprimido, especialmente quando colocamos na balança todos os atos de crueldade que ele cometeu. Um pouco de sensibilidade não faz mal a ninguém e esse é o grande problema do personagem. É impossível odiá-lo 100% e é bom lembrar que a mãe iniciou o estrago, mas foi ele quem traçou o próprio caminho.

 

Por mais que meu coração fique mole ao vê-lo injuriado, não consigo ter pena.

 

Elijah nasceu para ser babá. Ele foi babá do Klaus, da Rebekah, do Marcel e agora será de Gia. Marcel foi sábio em dizer que o maior defeito e a maior qualidade desse Original é consertar o que está quebrado. Enquanto a batalha real com Esther não vem, o vampiro ingressará no trabalho de mentor e admito que fiquei um tanto quanto frustrada. Não por ele finalmente querer ajudá-la, mas por abraçar muitas coisas ao mesmo tempo. Por mais que seja lindo, às vezes, não aguento esse altruísmo do Elijah. Ainda bem que ele não perdeu o jeito de jogar sujo, como aconteceu para cima de Lenore, mas a atitude ficou por isso mesmo. Como Marcel também pontuou, o grande problema do Cruzeiro Elijah é que ele não conseguiu atracar em outro porto, a não ser o das antigas tradições familiares. Ele ainda não se desprendeu disso.

 

Tenho que deixar meus elogios ao Marcel. O personagem está bem dedicado em reconquistar New Orleans por meio da nova comunidade de vampiros e é lindo de se ver. Contudo, já está na hora dessa utopia ser abalada e fiquei contente por Esther tê-lo colocado como foco da vez.

 

Por fim, Esther mostrou que ama os filhos de um jeito estranho. Não podemos nos esquecer de que um dos focos dela é conquistar New Orleans. Para isso, deu a entender que limpar os filhos da maldição faz parte do processo. Estou me sentindo meio esquisita com esse objetivo de fazer Klaus e Elijah, os relutantes, se dobrarem para implorarem por algum tipo de “cura” que os tornem dignos de ter qualquer coisa. A proposta chegou até Hayley que não escondeu que ficou tentada, provando que ainda não está tão bem com os últimos acontecimentos. Só sei que Esther terá um trabalho e tanto para tirar os alicerces dos dois filhos, ainda mais Marcel que não reagirá muito bem se a comunidade de vampiros for invadida.

 

Como disse no começo deste review, a proposta do plot dela é o que de fato me preocupa. Não dá para segurar uma temporada só com essa trama. Afinal, Klaus e Elijah não possuem tantas coisas a perder.

 

Daí entra a hipótese de Esther descobrir que Hope está viva, algo que me fez tremer quando Hayley estava diante dela. Pensei na hora em leitura mental, gente. Socorro!

 

Como disse na resenha da season premiere, Esther e Mikael são os dois fatores que causarão dores de cabeça para os irmãos. A bruxa ainda não sabe do marido e nem de Hope, palco perfeito para um tremendo revés. Sem contar que o papa Mikaelson pode até querer matar Klaus, mas vale lembrar que ele também tem recalque da mulher que o traiu. Vingança por vingança. Só acho que precisam liberá-lo logo da coleira da Davina.

 

No mais, está na hora de parar de economizar e trazer os personagens secundários para o barraco.

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Foi mto boring esse episódio. Nuss! Faltou Mikael e a Davina, só sei disso Hahahaha E, claro, meu marido Kaleb, mais conhecido como Kol hahahahaha

    Sim, eu acho que o Klaus merece um pouco de justiça, mas ele me irrita com o círculo vicioso, sabe? Oh minha mãe me odeia, meu pai tbm e mimimi. Filho, vá fazer alguma coisa ué hahahhaahahah

    Essa semana as coisas foram melhores #preach. Vc vai gostar por causa de Klami. <3 Hahahahahaha

  • Isis Renata

    Olar!
    Também achei levemente arrastado este episódio. Senti falta da Cami, e também achei Mamma Witch não tem muito o que arrancar de Klaus e Elijah. (exceto Hope – medinho disto)
    Seria legal papai caçador de vamps trombar com mamma hahaha seria no mínimo interessantíssimo.
    Senti falta de Kol (e olha que o detesto u.u) e sempre detestei Finn u.u
    Não sei sentir exatamente dó de Klaus, só sinto que ele deve buscar sim justiça (de maneira correta né?)

    ps. o que foi o discurso do Elijah dizendo que Klaus é extremamente poderoso, mais poderoso que TO-DOS que ele conhece – 'FUDIDO!' (já dizia meu chefe!) hahaha

    vamos ver se tem mais personas nesta quinta :*