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29/out

Estou feliz porque as coisas em The Originals foram bem melhores em comparação à semana passada. Muito agito, muita porrada, muito tease de possíveis romances, reencontros, alianças e alguns estragos em um episódio que só teve o background de Dia das Bruxas. A trama frisou duas coisas muito importantes: o medo e a bravura. No quanto você deve endurecer ou sacrificar ao estar em uma guerra. No quanto você aguentará na mesma posição, que nem pode ser a certa, só para garantir a própria sobrevivência. Muitos vieses foram trabalhados, o que garantiu algumas reviravoltas que incitaram minha curiosidade pelo que está por vir. Adorei o clima de festa de New Orleans, aquelas fantasias e decorações ficaram muito legais. Confesso que esperava algo mais aterrorizante por ser uma semana sobrenatural por assim dizer, mas o episódio honrou no quesito ação e aflição.

 

O bando do Marcel ganhou um pouco mais de foco neste episódio e tem sido muito interessante assistir o posicionamento do até então líder da classe vampiresca. Pirei com o tratamento calmo e solícito dele quando Aiden avisa que a permanência dessa turma fora do Quarter foi revogada. O personagem manteve a compostura para lidar com os lobisomens do começo ao fim da trama, uma atitude de verdadeira chefia. Meu coração foi parar na garganta por Elijah ter se juntado a ele, me fez lembrar do flashback e do quanto ambos precisam remendar algumas coisas por causa do descaso do passado. Gia ganhou um pouco mais de espaço também e ela tem sido uma versão de vampiro em transição muito diferente se formos compará-la aos moldes de The Vampire Diaries. Alguns pontos foram pulados, como a fome e o comportamento surtado, e achei isso muito bom porque The Originals é outro nível.

 

Apreciei demais o fato de Gia ter mostrado interesse em aprender os paranauês do vampirismo. Afinal, o que a torna diferente de uma Vicki ou de uma Elena, é o fato de ter optado por essa mudança radical. Achei que a dinâmica dela com Elijah não seria nem um pouco bacana por ter sido forçada por Marcel, mas vibrei com a cena em que ambos treinam – que ficou abusivamente sexy, diga-se de passagem. Acredito que a personagem tem tudo para ser uma vampira forte, pois ela está muito focada em fazer as coisas direito. Sem contar que Gia vê o Original como inspiração e sabe o quanto foi difícil tê-lo como mentor. Isso trouxe novos ares sobre o fato de saltar da vida humana para o vampirismo, de um jeito extremamente maduro, sem chorumelas, reforçando o quanto Marcel também é um ponto influenciador por equilibrar as coisas no lar e tratar todos os recém-transformados como seus iguais. Awesome!

 

Para minha grande felicidade, Cami retornou e rachei o bico com ela do começo ao fim do episódio. O ponto positivo é que, ao menos por enquanto, o plot da personagem está dentro do proposto pelos showrunners: uma vivência humana. Na companhia de Finn, Cami se mostrou realmente empenhada em ser uma psicóloga graduada. Tudo bem que achei fora do comum uma pessoa aceitar seu “orientador” na sua casa, mas, no mundo que tem nem que seja uma digital da Plec, tudo que é atípico é possível. Na presença dela, esse Mikaelson até que pareceu um cavalheiro, educado, sincero, atencioso, bancando o professoral só para atingir as defesas da “aluna”. Caí pra trás quando ela começou a falar indiretamente do Klaus. Ok que a quero a mil quilômetros de distância do maluco de New Orleans, e fiquei meio assim com essa confissão, mas foi sincero e puro. Coisas de únicos humanos, como Matt.

 

O fato de eu não ter gostado tanto foi porque Cami passou a temporada passada inteira sendo manipulada. De onde veio toda essa impressão sobre Klaus? Tudo bem que ela foi a única a ficar ao lado dele e tudo mais, achei pertinente o Finn pontuar que ela queria salvá-lo, pois era a mais pura verdade. Agora, fazê-la gostar dele, em um rompante, bem… Entenderei como um recado final de que Klaroline está fora de cogitação (algo que já tinha sido avisado, né?). Apenas observo a onda de ódio em cima da Cami. Preparando minha faca de rocambole.

 

Gostei muito da conversa de bar entre Klaus e Cami, como também a do final do episódio, ela toda desesperada com medo da Davina ter saído machucada. Sinceramente, está mais do que na hora do híbrido virar o disco, pois acho essa paranoia de mil anos muito chata. Se está ruim, resolve esse negócio logo de uma vez. Bati palmas quando ela pergunta pelo que ele está lutando. De fato, o personagem não tem lutado por quase nada. Só por ele (vale lembrar que Klaus passou metade da temporada passada querendo o bendito trono). Ele passou pela vida focado na vingança, um eterno repeteco que não chega a nenhum tipo de conclusão. Por isso, por mais que ame Esther e Mikael, espero que esta temporada dê uma resolução final aos dois. Final, final, sem chance de retorno. Em TVD, essa treta era novidade, extremamente fabulosa, mas esse Original fica insuportável quando foca em uma única coisa.

 

Klaus é tão obcecado que só ele estava paralelo do que de fato acontecia na trama. Como sempre, o perfeito egocêntrico que só quer saber do dele para depois, talvez, pensar no próximo. Entendo que ele tem complexos por causa da humilhação, mas, como disse Cami, há coisas melhores na vida e nada melhora depois que você se vinga. Ok querer justiça, mas resmungue menos e faça mais de um jeito decente, né? Outra coisa que me mata é a maneira prática com que o personagem consegue as coisas. Tenho a impressão que em TVD, o híbrido apanhava mais. Por isso, admito que fiquei insatisfeitíssima com o fato dele ter conseguido dar cabo no Mikael, por meros segundos. Sério, estou meio cansada também do Klaus vencer, seja com as decisões súbitas de Elijah que o beneficiam ou um quique da sorte. Entendo que ele já sofreu demais, mas cadê o susto? Cadê o impacto de que ele não é tão awesome assim?

 

Essa sensação se esvaiu quando Mikael traz uma reviravolta na trama. Vibrei como se fosse final de Copa do Mundo, gente. Foi muito fácil Klaus vencer o pai pela milésima vez e achei extremamente sem graça. Ainda bem que usaram a inteligência para mudar isso, sério.

 

Elijah é outro que eu quero dar uns tapas. Por qual outro motivo ele poderia se dar mal, a não ser o altruísmo? Lá foi o vampirinho salvar um bando de crianças da maldição. Lindo, mas agora ele será banhado na cachoeira da mãe para ser purificado. Gente, como fiquei revoltada. O maior defeito desse Original é ser bonzinho e acreditar em unicórnios. Da mesma forma que não suporto ver o Klaus vencer seguidas vezes, não aguento o Elijah ser pintado de fracote – em tese –, sendo que esse personagem é o que dá mais duro para limpar a sujeira. O posicionamento dele foi excelente. Caso contrário, não seria ele. Nada mais viável que colocá-lo para interagir diretamente com Marcel para defender os vampiros, ao mesmo tempo em que dá um pouco mais de confiança para o bando da Hayley e para Gia. Contudo, como de praxe, ele tem que ser o primeiro a se dar mal. Eita síndrome do Cruzeiro Stefan, hein?

 

Isso me irrita porque Klaus ganha espaço. Honestamente, espero muito que o híbrido não saia do objetivo do 1º episódio desta temporada: conquistar o lar de volta com senso de família. Eu quero que destroquem isso. Quero Klaus no calabouço no lugar do Elijah.

 

Adendo: eu não odeio o Klaus, ok? Ele é meio Damon, tudo faz, tudo mata, todo mundo perdoa e, no fim, recebe a flanela na cabeça. Não consigo engolir esse tipo de coisa. Ser impulsivo e incoerente faz parte da personalidade do personagem, é o charme dele, mas não me venha perdoar o que ele faz/fez por crueldade e por bel prazer. Klaus nunca tem motivo palpável para muitas coisas, algo que Cami tentou buscar ao querer uma justificativa dele para matar Mikael. Daí, Elijah, Marcel, etc. fazem tudo e tomam na cara. Tá errado isso aí!

 

Minha pequena Davina foi outra que fez falta e foi ela quem conseguiu frisar a questão de fraqueza. Como comentei na resenha do 2×02, a bruxa bancou de forte desde a 1ª aparição, mas é mais fraca do que se imaginava. A personagem ainda não dá conta de feitiços mais poderosos sozinha. Não esperava que Mikael fosse bater no peito para “ajudá-la”, o que realçou a possível atitude que ele tomou ao tentar tornar os filhos uns grandes guerreiros. Pena que Esther o desiludiu, né? Eu tenho as mais divergentes opiniões sobre o papa Mikaelson, pois só há desgosto nele. Um desgosto que nasceu com a mulher que ele um dia amou. Ele destruiu Klaus por descontar seu ódio na abominação criada pela esposa, e estendeu esse sentimento de filho a filho que defendia o ser diferente. Enquanto Esther é doente para pôr a família nos conformes, Mikael só quer mandá-los para o túmulo. Básico!

 

Meu lindo e maravilhoso Daniel Sharman, digo Kaleb, voltou, e preciso dizer que meu coração palpita quando ele aparece. Maldito seja Isaac Lahey! As interações do bruxão com Davina foram muito dóceis e, por mais que soe como algo mecânico para atrair a confiança dela, me peguei pensando na seguinte realidade: Kol nunca se apaixonou. Isso me deu calafrios, pois sabemos que o amor tende a mudar as pessoas, e se há um Original carente é ele. O vampiro que agora é bruxo sempre foi meio perverso, sempre priorizou a si mesmo porque nenhum irmão se atreveu a ficar a favor dele, e ser um psicopata se tornou seu mecanismo de defesa.

 

Como disse na resenha do 2×02, Kol nunca ficou livre o suficiente para ter uma vivência, conhecer outras pessoas e ser, digamos, adestrado. Admito que tenho medo dele gostar da Davina porque, como disse na resenha de TVD, sabemos o futuro de Kols: eles morrem. E, sério, se ambos se apaixonarem, é batata o final trágico. Assim, diante das cenas que a dupla compartilhou, bem fofinhos e lindinhos, eu queria ver Kol sair da asa da mãe e do controle de Finn para ter algo seu, sabem? Basicamente o mesmo que Rebekah, pois ela também queria ter uma vida para chamar de sua. Ele não é o melhor samaritano, mas acho que, assim como Klaus, ambos possuem os mesmos gênios e a perspectiva de que nunca serão amados. Cami abraçou Klaus e ele amoleceu. Davina foi dócil e Kol não conseguiu confrontar isso.

 

O episódio frisou no quanto é preciso lutar para combater. Houve paralelos incríveis entre Klaus x Mikael, Elijah x Esther, Gia x Elijah, Davina x Mikael. Gostei muito dessa brincadeira. Considerando como o episódio terminou, posso imaginar que as coisas sairão um pouco mais do controle. Ainda mais para Klaus que carrega a melhor pessoa no porta-malas.

 

PS: Josh é assim tão amor que eu quero que o romance com Aiden atinja a Lua. Ele merece!

Stefs
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