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19/out

Mais uma vez, vocês, leitores desta resenha, me deixaram no chão, tanto aqui como no Twitter por conta dos mais diversos comentários positivos. Eu quero agarrá-los! Como não posso, imaginem que eu os esteja agarrando agora, ok!? Nunca cansarei de dizer o quanto é mágico ser encontrada por pessoas que discutem TVD de um jeito maduro, sem drama, sem chorumelas. Repetindo o discurso da semana passada: é por essa fatia do fandom que estou aqui. Por isso, obrigada mesmo! Vocês são awesome! <3

 

Agora, vamos ao que interessa!

 

**

 

O nome deste episódio deveria ser: enganando os fãs com uma promo Stelena. O resultado foi efetivo: a audiência subiu. Foi uma bela jogada de marketing que deve ter rendido aos produtores de The Vampire Diaries um belo de um suspiro (temporário) de alívio. Afinal, a coisa não tá fácil para a série, ainda mais quando se tem duas médias que a colocam no cesto para o sorteio de próximos cancelamentos. Admito que foi muito estranho escrever esta resenha com o coração bombando de pensamentos bons. Digam-me que vocês também ficaram iludidos a esse ponto, por favor! Depois de muito tempo, gostei do que foi feito, uma porcentagem de 90%. A trama não ficou redondinha, pois sempre tem alguém/algo para estragar, e os 10% negativos pertencem a Dona Caroline.

 

O reboot na memória de Elena nos proporcionou um episódio que pode ser chamado perfeitamente de Piloto. O que foi visto há duas semanas é esquecível, parece até parte da 5ª temporada, cuja decisão da Santa Gilbert não passou de um cliffhanger – malfeito – de um season finale. Zerar a mente da protagonista faz menção a uma página em branco. Em outras palavras, se trata de uma tentativa de consertar os erros esdrúxulos que TVD acumulou, uma bagunça de nós cegos que só aumentaram desde que Kevin Williamson pulou do barco. Não me animarei, pois este episódio foi pura ilusão. Um sonho muito bom, daquele que você fica enraivecido porque acordou na melhor parte. Uma enganação tremenda, especialmente quando temos Elena Gilbert tão de bem com a vida. Sério! Eu já estou com dó, pois, logo mais, ela voltará a ser um porre por causa do retorno do Damon.Tudo que é bom dura pouco.

 

A trama abriu com Stefan, todo trabalhado no ódio por Enzo. Simplesmente, ele resolveu se demitir depois do ocorrido no jantar infernal e passou a trabalhar com verdades. O vampiro estava enfurecido com toda a razão do universo. Piro quando o Salvatore encarna o lado badass, sem medo de ser feliz, algo que tem acontecido desde a temporada passada. Ouvi dizer da boca de alguns fãs que o personagem teria desligado suas emoções e me pergunto de onde veio essa impressão. Se ele tivesse se tirado da tomada, não haveria um pingo de cordialidade, nem mesmo com a Santa Gilbert. Confesso que foi meio maldoso da parte dele abrir o porta-malas e revelar a pobre da Ivy espremida lá. Foi frio demais! Porém, quem é que não riu quando Stefan partiu para cima do chefe, usou o poder da compulsão e pediu um aumento? Sempre quis fazer isso, mas tenho certeza que minha maldade seria nível Damon.

 

O objetivo da sede de vingança de Stefan foi movê-lo para a fronteira de Mystic Falls. Doeu em mim quando ele anuncia a falta de vontade de retornar para “o último lugar que gostaria de estar”. Incontáveis sinceridades do Salvatore neste episódio me machucaram porque se tornaram reais. Ele odeia a cidade. Uma cidade que costumava ser mágica. Não tiro a razão dele, claro, pois para se recuperar de um baque, nada mais humano que se isolar e ignorar as pessoas que trazem à tona as lembranças do passado. Repito que estou com ele nessa tomada de decisão. A visitinha à cidade, um detalhe bem irônico, pois o piloto de TVD é marcado com a chegada de Stefan, só tinha como meta a cabeça do Enzo. Depois, o retorno para a toca. Justíssimo. Tinha que ir atrás desse babaca que não sabe de nada e que ainda tentou vender a pose de justiceiro da “eternidade de sofrimento”. Como detesto personagens que mal chegam e já querem o banco preferencial.

 

Só sei que o papo de recomeçar no plot do Stefan precisa ser encerrado. Já deu! Se ninguém o entende, bola pra frente. Esse tema não favorece o personagem em nada, só traz dor de cabeça à toa. Chega, né? Sem contar que esse “dilema” afundou o glamour que ainda restava em Steroline (que tá uma chatice que só por causa disso). De novo, Stefan foi criticado pela falta de tato e Enzo foi glorificado (sendo que ele só atrai morte). Não entendo esse tipo de coerência mental, mas tudo bem. O Ice Bucket Challenge dos dois na festinha da Elena me matou de vergonha. WTF? Stefan não precisava se rebaixar tanto para colocar o vampiro que matou sua namorada no lugar. Mais uma vez, senti vergonha do Paul pela precariedade que seu personagem se encontra. Porém, esse sentimento se desvaneceu por alguns minutos quando o Salvatore alveja Enzo com as estacas. Melhor cena do episódio!

 

Pela última vez: é muito poético sempre ter um alicerce que não passa de um otário na maior parte do tempo e, quando a poker face impera, todo mundo fica ofendido e dá-lhe julgamento. É muito cômodo querer Stefan nos moldes de antes, mas as pessoas tendem a evoluir. Em TVD, isso é raridade, pois alguém sempre cai no processo retrógrado, vide Elena. Depois de ter sido feito de idiota por tantos anos, o ataque ao Enzo só fez cócegas. Uma das poucas coisas que deu – um pouco – certo desde a partida do Kevin foi o desenvolvimento desse personagem que atingiu um grau de maturidade ao ponto de querer vingança completamente consciente do que é. Ele não recorreu ao lado ripper para ser mau, uma prática costumeira do Damon. Um pouco de cold shoulder não faz mal a ninguém. Sem querer ser chata, faz muito bem, ainda mais em Mystic Falls, lugar da galera que vive a base de brisa enquanto outra pessoa assume a responsabilidade. No caso, Stefan.

 

A prova desse comodismo rebateu até mesmo em Matt e Tyler que ficaram felizinhos com o retorno do Cruzeiro Stefan – o navio maior que o Titanic por abrigar almas de pessoas mal-acostumadas e que não sabem se virar sozinhas. Tá na hora de afundá-lo! A atitude comedida deles ficou muito: amém, todos os nossos problemas serão resolvidos. Desçam da nave da Xuxa e vão sentar com a Claudia, por favor!

 

Enzo é o personagem que me deixará na corda bamba daqui por diante. Ele conseguiu me desencantar com uma simples atitude: julgar Defan. Assim como na semana passada, o amei no começo do episódio e depois dei amém por Stefan ter calado a boca dele. Não é porque o vampiro “salvou” o Salvatore que oferecerei uma xícara de café. Enzo com Caroline tem sido uma preciosidade, mas é só tirá-lo dali que essa figura fica um pé no saco. Claro que ele está de parabéns pelo insight sobre os caçadores de vampiros, mas só isso.

 

Eu preciso falar do Matt e do quanto quis pegá-lo no colo. Ele é o personagem mais puro dessa série e, às vezes, fico até feliz de vê-lo sem um plot decente. Ok que na penumbra nem sempre é seguro, mas ficar lá evita fortes decepções, algo que aconteceu neste episódio. Fiquei arrasada quando ele descobre que Jay era um caçador de vampiros e que Tripp pode ser o mentor do tal esquadrão contra o sobrenatural. Definitivamente, Matt era a pessoa na bolha de ilusão pós-queda do Outro Lado. O personagem realmente acreditou que tinha seguido em frente. Que as coisas estavam melhores. Que Mystic Falls estava livre dos perrengues por causa da barreira do Markos. Ver tudo isso retornar é como se só ele tivesse vivido uma mentira. Nada mudou. Só o ângulo. Matt partiu meu coração, fiquei muito triste, pois o humano da turma foi o único que mostrou interesse sincero em dar a volta por cima. De ter um propósito. De ser independente. Ver isso ruir acabou com a vida dele.

 

Os “shippers”

 

Este é aquele momento em que o menu de futuros shippers entra em cena. Muitos culpam Delena pela queda da audiência e não me espantaria se essa ideia tenha sido levada a sério pelos produtores de TVD. Afinal, outros vieses “amorosos” começaram a ser testados e dá para notar claramente o empenho em Bamon. Sei que não há promessa de romance para ninguém, por enquanto só para Damon e Elena, mas é assim que os envolvidos com a série trabalham. Como disse na semana passada, o hate no Twitter é o termômetro deles. Quem vasculha as redes, sabe que Damon e Bonnie viraram o novo pote de ouro. A dupla está muito mais valorizada que Steroline. Isso me preocupa porque a escrita da jornada tende a ser boa, no caso, a confiança mútua que Bonnie e Damon têm conquistado. Na hora de dar um tease sobre o engate romântico, o plot fica uma droga. Maior exemplo: Klaroline. Os dois arrasaram na 3ª temporada. Quando o babado virou real, só restou a bagaceira seguida de um quique.

 

– Stelena

 

Quando vi a promo deste episódio, não poupei a risada. Achei a medida descarada e desesperada, uma venda do casal que não é mais casal para atrair a fatia desistente da série. O mesmo aconteceu no 5×04 por causa da amnésia do Stefan, o revival de momentos icônicos dele com Elena, que rendeu uma das melhores audiências da 5ª temporada. Não mentirei, estava com a expectativa elevada para saber como se daria essa milésima tentativa de solidificar a dinâmica dos dois. Tentaram uma amizade, mas ela escapou por entre os dedos. Tenho que dar amém ao Brian porque parece que só homem consegue escrever um plot decente para Stelena (da mesma forma que o Joshua Butler dá uma suavizada em Delena).

 

O que mais me encantou nas interações entre Stefan e Elena foi o fato de ter visto o que aconteceu no 1×01: o fatídico encontro entre dois personagens que são os nortes de TVD. Ao menos, eram. Foi isso que captei quando ambos se abraçaram no corredor da universidade. A dupla representa (isso para sempre) o ponto de partida. Uni-los, especialmente no estado do qual Elena se encontra, pode ser uma tentativa de alinhar a lealdade que os dois costumavam ter. A ilusão deste episódio me afetou tanto que vi possibilidades de um futuro melhor para a série, pois Stefan e Elena sempre se uniram para resolver as enxaquecas de Mystic Falls. Isso me fez até lembrar de uma entrevista da Nina em que ela explica Stelena de mãos dadas no pôster: união para resolver o babado Bamon e reconquistar a cidade.

 

Stelena é platônico, mas vê-los juntos foi algo extremamente saudável. Um viés possível por causa da chance dos dois se restabelecerem emocionalmente juntos. O que aconteceu neste episódio entre ambos foi simples e familiar. O clima ficou muito bom por causa da Elena. Querendo ou não, ela é a parte vital da série. Tanto na presença de Stefan como na dos amigos, a personagem me deu a fagulha para acreditar que as coisas poderão melhorar. Que as antigas amizades poderão ser restabelecidas, independente de triângulo amoroso. Poderão. Um futuro distante ou quase inexistente. Olha o tamanho dessa ilusão, gente! Infelizmente, a personagem continua em risco no quesito emocional. Confiar nela como responsável pelo viés da trama desta temporada é o mesmo que achar que não há bomba em um campo minado. Uma pena que não sou eu que escrevo a série, pois tenham certeza de que Elena morreria solteira, em Cancún e veria o filme do Pelé.

 

– Bamon

 

Bamon: luz, raio, estrela e luar, manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô. A dupla que desafoga a trama e que traz contínuo interesse. Eu não posso com esses dois em clima de “recém-casados”, praticamente no rola ou não rola. Só faltou o Rodrigo Faro para mexer o balaio. Bem… Até que o balaio mexeu, pois novos nós começaram a aparecer na storyline deles, incoerentes demais, diga-se de passagem.

 

Pensem comigo:

 

Como pode haver apenas 1 pessoa nessa dimensão sem nome, sendo que uma penca de gente também foi sugada para o alto? Como se pode morrer sendo que você já está morto? Como Damon sobrevive? A base de leite e ovos frescos? Cadê o sangue? Se o Salvatore sofre com verbena, a essa altura do campeonato ele já estaria em abstinência e, no mínimo, Bonnie seria seu mais novo alimento. A resposta: é o inferno do Damon. Ao menos, isso justifica um pouco a presença de Kai, mas não o resto. Por mais que Bamon seja a melhor coisa em TVD neste presente momento, a química deles tem ofuscado leves incoerências que precisam e muito de explicações.

 

Fora isso, me diverti à beça com os dois no supermercado. Fiquei sem chão quando Bonnie protege Damon, o estímulo que lhe faltava para ativar seu lado bruxa. Surtei! Kat Graham humilhou nessa cena, rainha ao extremo, amo demais. Não me açoitem, mas tem sido muito amor acompanhar as traquinagens de Damon e de Bonnie sabe-se lá onde. Não quero que ambos voltem para Mystic Falls. Mande-os para a Ilha de Caras!

 

Damon está muito Damon, pentelho e cheio das graças, algo que lhe foi extirpado assim que se uniu à Elena. O que foi ele agindo como uma criança de 5 anos no carro? O que foi ele cutucando Bonnie dizendo que ter esperança é lorota? O que foi ele voltando a ser brincalhão? Repitam comigo: brincalhão. Fazia muito tempo que o personagem não me fazia rir e me joguei para trás com todas as cenas dele. Até fiquei com dó do ataque do Kai contra ele, algo que não sentia há mil anos. É desse Damon Salvatore que TVD precisa, não aquele chorão por causa da Santa Gilbert. Não sinto falta das expressões de dor de barriga dele.

 

Gracinhas à parte, fiquei que nem uma manteiga derretida quando ele confessa que a primeira coisa que dirá a Elena é que a ama. A expressão dele me deixou sem vida, porque mal sabe ele a baixaria que a ex-namorada fez. Damon me lembrou daquele vampiro Salvatore cheio do gingado da 2ª e da 3ª temporada, sabem? Foi nesse período que o personagem conseguiu me conquistar e estou ficando bege por voltar a gostar dele (não que eu o odiasse, apenas aprendi a ignorá-lo). Tenho que aproveitar esse sentimento, porque logo mais ele aparata em Mystic Falls e só me restará exaustivos revirar de olhos. Só de pensar que o reencontro Delena fará os personagens envolvidos voltarem à estaca zero, me dá uma tristeza…

 

Cadê a petição para Stefan, Elena e Damon ficarem solteiros? Isso ninguém faz, né? Seus sacanas!

 

– Steroline

 

Steroline e Stelena trocaram de sapatos. Stelena virou platônico, um posto que pertencia a Steroline, o “casal” que está mais próximo do real e que continuo a erguer a bandeira vermelha por achar uma forçada de barra.

 

Para começar: Stefan e Caroline estão em páginas opostas e isso é meio caminho andado para estragar a jornada deles até aqui. O que me deixa enfurecida é que esse deslize começou a acontecer na semana passada e, nesta, Caroline voltou a agir como uma criança mimada, centralizadora e que, depois de tudo que passou, amadureceu -0,1. A personagem sempre foi melhor que isso. Por que mudá-la à mercê de um “romance”, o mesmo que aconteceu com Elena? É tão difícil manter a personalidade e o papel da mulher na série, independente de qualquer cara? Caroline é famosa pelos momentos de franqueza e pela lealdade em demasia. Porém, o que aconteceu neste episódio me fez não respeitá-la mais.

 

Eu entendi a chateação de ter sido abandonada pelo melhor amigo. De se sentir sozinha. Contudo, se essa reação fosse movida pelo sentimento de amizade, este parágrafo não existiria. O escândalo juvenil foi porque ela sente algo por Stefan, como bem disse na resenha passada, e que se confirmou. No reencontro deles, você só escuta da boca dela o ‘me, me, me’. Caroline se tornou uma presença sufocante. Grande parte dos defeitos da Elena foram transferidos para ela e nem sei se isso é culpa do Stefan. Ele não pode ser tão zicado para atrair mulher bipolar ou pode? Katherine não era a mais ajuizada, então…

 

De novo, o show de Caroline foi por estar diante do descaso do cara que gosta muito mais que um amigo. De novo, ela se aborreceu ao ouvir que o “BFF” vazaria assim que pegasse Enzo. Que eu saiba, ela é paga para ser a melhor amiga e não para fazer cosplay de ex-namorada traída desesperada por atenção. Isso porque Caroline nunca teve nada com o Salvatore, imaginem quando tiver? Se a vampira foi destruída para atender 10 minutos de safadeza oculta com Klaus, quem me garante que ela continuará a ser incrível depois de 10 minutos com o Stefan?

 

Desculpem a frieza, mas foi assim que me senti. Eu não consigo engolir isso. Eu até via potencial em Steroline porque Caroline fazia um bem danado ao Stefan, mas esses surtos não ornam com a personagem.

 

Volto a dizer: o objetivo, segundo os envolvidos com TVD, era tornar Caroline o alicerce de Stefan, tal como Lexi. Para mim, em dois episódios, Caroline matou a química com o Salvatore em todos os sentidos. Petulância demais. Reflexão de menos. Eu entendo que ela sofre com a nostalgia do que não tem mais, mas forçar a barra, só porque foi deixada de lado ao invés de ser compreensiva, como bons amigos são, a fez intensificar as coisas por besteira. Tal como Enzo. Eu sei que Steroline tem chance de virar, mas não vejo vantagem se isso descaracterizar Caroline. Tudo bem que a vampira se apega fácil, é leal e insistente, mas isso mudou a partir do momento que ela caiu na mesma lama que Elena: montar o altar para um Salvatore. A única vantagem é que a personagem ainda olha para os lados, algo que a Santa Gilbert não fizera. É triste, porque ela se salvava da zoeira que virou a série.

 

Sério! Caroline me chateou demais neste episódio. Não consegui nem ficar tocada com o fato dela se sentir sozinha. Sabem por quê? Porque achei de uma hipocrisia tremenda ela correr atrás do Enzo à procura de um BFF só porque tomou uma voadora do Stefan. Achei de uma humilhação extrema ela buscar arrego em um cara que tem a mesma síndrome do Klaus – e que ela condenou por anos até ceder. A personagem estava recalcada e achei o fim da picada ela dizer que Enzo era a pessoa mais estável da sua vida. Oi?

 

Eu não acredito que chegarei a esse ponto, mas verdade seja dita: eu gostei mais da Elena esta semana que da Caroline que está me virando a réplica do que a Santa Gilbert “costumava” ser. Pior que a atitude tonta para cima do Stefan foi a lição de moral na “melhor amiga”, sendo que, na semana passada, ela “pagou de Bonnie” e deu todo “apoio” na decisão de Elena em apagar as memórias do Damon. Achei uó Caroline dar uma chamada de atenção. De novo, a felicidade alheia a incomoda por estar obcecada por Stefan. Depois vem Bonnie e Mystic Falls. O episódio deixou isso escancarado e acredito que essa síndrome foi tirada dos livros. Está difícil demais tolerá-la.

 

Se não fossem as entrelinhas Steroline, eu a teria compreendido melhor. Contudo, a necessidade de cutucar Stefan foi meramente amorosa e eu não sei como lidar com essa zona.

 

Caroline e Elena em: a troca de sapatos

 

Da mesma forma que Steroline e Stelena trocaram de sapatos, o mesmo comentário vale para Elena e Caroline, rivais nos livros e BFFs na série. Ou agora seria uma chance para fazê-las se bicarem? Eu amaria, de boa. Nina falou na Comic-Con deste ano que sua personagem aceitaria muito bem Stefan com Caroline. Eu tenho lá minhas dúvidas. Santa Gilbert tomou a iniciativa de perguntar se a amiga gostava do seu ex depois de tê-los visto na floresta. Altruísmo? Pode ser, porque me apaixonei pela Elena de novo depois de vê-la abraçar Caroline. Contudo, os escritores são pentelhos. Seria o céu para eles cutucar o lado frenemy das duas. Ainda mais se for por Stefan. Apenas teses.

 

Nada é aceito de boa em Mystic Falls, ainda mais se a ideia é causar uma fogueira de curto prazo para testar o território de um possível romance. Por mais que não haja nada – por enquanto –, a mania desse povo em ter opinião para tudo me impede de acreditar que Elena dará amém a melhor amiga. A relação delas esta semana estava muito parecida com a dos livros. Caroline no jardim de infância e Elena sendo a garota da laje. Confesso que sou extremamente a favor disso. Falta uma briga de garotas petulantes para eu morrer de raiva.

 

Uma roda de oração para a Santa Gilbert

 

Já nas primeiras cenas deste episódio, ficou claro como água que o maior problema da série é a protagonista. Ela foi vítima das reformulações do popular fan service, sendo retalhada e distorcida para atender dois caras com personalidades extremamente opostas. É fácil aguentar as bipolaridades de Stefan e de Damon, mas não de Elena, a pessoa que tinha se esquecido de que o altruísmo é sua maior força. Neste episódio, Santa Gilbert provou o que muitos não aceitam: ela é mil vezes melhor sozinha. Por meio dos dedos de Brian Young, a personagem firmou de vez que é a maior influência de TVD. Se ela não está bem, nada funciona. Não adianta mentir, a série se tornou tão dolorosa de assistir por causa dela. Afinal, a vampira é o caminho que norteia os outros personagens. É uma pena saber que essa garota, que voltou a ser amada por mim em 40 minutos, logo será destruída – de novo – por causa de um romance.

 

Vejam bem, se é uma coisa que se aprende com TVD é o quanto esses produtores mudam de ideia. Eu acredito, piamente, que o triângulo amoroso acabou. Porém, depois do súbito pico da audiência, estou com medo do quanto eles prolongarão a oferta de cenas Stelena só para prender quem torce pelo casal enquanto Delena acontece na outra ponta. Mancada ao extremo. Ganância ao extremo. Desrespeito no auge. Decidam-se, Plec e Cia.!

 

Se ainda há preocupação dos produtores em salvar um pouco da dignidade da série, nada mais coeso que começar a fazer isso a partir da protagonista. Podem zoar a Caroline, de boa, mas queria que poupassem essa Elena Gilbert que retornou depois de morrer no 3×22. Faz muito tempo que não a elogio e me sinto no direito de rasgar seda porque senti muito a falta dessa garota. É essa versão que me fazia erguer pompons na torcida. Sentia falta da preocupação dela com os amigos, com a família. Me fez feliz vê-la mencionar Bonnie com carinho, de tratar Caroline como uma irmã e de chamar a atenção de Jeremy como nos velhos tempos. Eu me dei o direito de achar linda a maneira como ela conversou com Stefan, sem o peso do romance, bem como a maneira como ela uniu a galera em um point para tentar se divertir.

 

Tenho que dizer que concordei com Matt quando ele afirma que a amiga estava mais feliz. Desculpe sociedade, mas ela estava sim muito contente e, melhor ainda, livre. Sem peso de Salvatore algum. Uma roda de oração para a Santa Gilbert, por favor!

 

Varrer o Damon da cabeça dela não foi de todo mal, embora eu tenha desligado o botão crítico para não ver como essa situação está meio que surreal. Nem passou 24 horas e Elena estava amando a vida, o universo e tudo mais. Tudo bem, adoro quando a personagem esboça essa humanidade maravilhosa, mas vamos com calma. Até porque esse é aquele novo doce que será tirado bruscamente das nossas mãos. Elena não continuará assim. Tenho certeza.

 

Depois de muito tempo, Elena estava natural. O sorriso da personagem sempre foi capaz de transmitir os mais variados sentimentos e captei isso com extremo prazer. Ela estava humanizada. Acima de tudo, consciente de si mesma e dos arredores. Foi maravilhoso vê-la buscar as pessoas, algo que ela não fazia mais. Porém, confesso que foi um escorregão daqueles ela dizer para Caroline que precisar dos amigos não é uma fraqueza. Opa! Até ontem Santa Gilbert nem queria saber da galera.

 

O que pegou mesmo nessa ilusão ao redor da Elena foi isso aqui: o que restou na mente dela?

 

Os 2 anos roubados da Elena

 

Elena não soube dizer quando o relacionamento dela com o Stefan acabou. Certo?  Certo! Isso não quer dizer que essa novidade fez sentido na minha cabeça. Explico. Considerando minhas viagens na maionese, o mundo da Santa Gilbert parou no 4×06, o episódio que marcou o fim do relacionamento Stelena e o início do período sire bond. Lembrando do que aconteceu no episódio passado, as cenas resgatadas do relacionamento Delena foram da 3ª temporada. Só houve uma da quinta, pós-elo. Levando em conta que apagar a memória leva embora pessoas e fatos, como Elena se lembra dos últimos acontecimentos de Mystic Falls sendo que eles são intrínsecos ao relacionamento dela com Damon? Ric teve como meta apagar toda a dor da personagem por meio das memórias e acredito que isso também incluiria a Sarah, não?

 

Se formos pensar no desenrolar da 3ª temporada, não havia muita coisa para Elena esquecer sobre Damon, não pontos importantíssimos que influenciaram diretamente na trama. Na época, todos os acontecimentos estavam interligados ao Stefan. Esse é o ponto onde a mente dela, em tese, empacou. Sendo assim, penso que parte da 4ª e da 5ª temporadas não existem na mente da Santa Gilbert. Ou eu comi bola?

 

Eu só achei meio estranho Elena estar muito consciente dos últimos acontecimentos sendo que não tem mais Damon na cabeça, uma pessoa que simboliza metade da vivência dela em Mystic Falls na Era sobrenatural. Tudo bem ela agir como uma mulher livre, sem impedimentos para degustar de uma vida que lhe foi tomada desde que se tornou vampira. Foi sensacional a ideia da festa, a bitoca do Liam, bem como aquele sentimento bom de que ela quer se agarrar a algo e esse algo tem a ver com amigos, com a família que lhe restou e com o próprio futuro. Em contrapartida, esse furo – que a meu ver é um furo – não remete a situação atual da trama. Para mim, Elena não saberia quem é Sarah, porque ela a mordeu quando alucinava com o Damon. Provavelmente, Ric distorceu essa lembrança ao mesmo tempo em que varria o boy dos neurônios dela. Então, o que sobrou?

 

Os mistérios que ficaram

 

De tudo o que aconteceu neste episódio, acho que a pauta de compelir alguém a esquecer e o método prático de resolução chamou mais atenção. Sarah foi hipnotizada, voltou para Mystic Falls e a magia desvaneceu. O que acontece se Elena for empurrada do mesmo jeito? Tudo bem que ela morrerá por ser vampira, mas teria as memórias do Damon de volta, não? Eu não sei se fico revoltada ou animada, porque detesto as resoluções de TVD, instantâneas como um miojo. Ou dá um tempo para a protagonista ou dá logo a faquinha de rocambole.

 

Já sou fã do Tripp. Adoro gente sangue frio na ficção e cara de pau (sou meio doida, ok?). Tem que tocar o terror e espero que escrevam esse plot direito. Ainda mais quando rola encontro entre dois membros de famílias fundadoras. Será que Stefan o acompanhará nessa empreitada? Bem, considerando que é do Cruzeiro Salvatore que estamos falando, é bem provável que ele pague de duplo agente. Tudo bem que foi bem baixo ele largar Enzo ali, mas ninguém mandou matar a Ivy, né? O pseudo-Klaus poderia ter sido salvo, mas quem mandou descer pro play e não fazer o bagulho direito? Receba.

 

Os pedaços de informações soltados no plot Bamon fazem parte de um belo dia infernal da vida do Salvatore. O pior dia da vida dele. Só resta saber quem diabos é esse Kai que, amém, conseguiu tirar a dupla da possível mesmice de falar com as paredes e de viver o mesmo dia.

 

Com a volta do poder de Bonnie, confirmou-se a necessidade de um feitiço reverso. O problema é: Kai quer sair do buraco também. O outro problema é: não é possível que só haja os 3 ali. Katherine e Kol foram para onde? Sheila? Silas? Que mundo virtual é esse que Bamon se encontra? The Sims? Esse plot começa a ficar confuso por mais que aparente ser simples.

 

Sarah vai tocar o terror para cima da Elena. E agora, José?

 

Considerações finais

 

A parte boa dessa ilusão chamada episódio é que ela foi leve e divertida. Houve a dose certa de tensão e de mistério. Não sei vocês, mas me vi diante do que TVD costumava ser e eu já estou chateada desde já porque esse viés será temporário. Achei genial os cortes de cena que encaixaram cada “shipper” na sequência. De Stelena, a trama transitou para Bamon. O mesmo aconteceu na cena da universidade, cada um que saía, outro assumia, um revezamento que favoreceu o ritmo da trama. A edição estava impecável.

 

Este episódio deixou muito claro o que acredito ser o principal objetivo desta temporada – ainda mais se formos pensar na decadência da audiência dos últimos episódios –: voltar aos moldes antigos. Alguém percebeu que a antiga trilha sonora voltou a ser usada? Tanto no começo como no fim do episódio? Alguém percebeu que a dinâmica na faculdade está com um tremendo apelo da época que a galera estava no ensino médio? Alguém percebeu que Elena estava sendo a Elena da qual eu, você e todo mundo torcia nas 3 primeiras temporadas? Alguém percebeu que alguns personagens resolveram se lembrar de que são vampiros e nos banharam com o poder de compulsão? E o encontro de dois membros de famílias de Fundadores, sendo que não há mais Conselho? Já vimos esse combo e, pelo visto, esse será o percurso da série. Repetitivo, claro, mas nostálgico.

 

Assim, friso: o que aconteceu esta semana foi uma tremenda ilusão. Especialmente a boa vida de Elena Gilbert.

Stefs
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