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27/nov

Achei que as coisas pegariam fogo neste episódio de Chicago Fire, especialmente por saber que o Jesse, aka Jay Halstead, participaria. A trama foi açucarada com romance, um detalhe que impregnou e abriu brecha para alguns relacionamentos começarem, outros terminarem e antigos se reacenderem. Tudo dentro das possibilidades. Algumas storylines foram concluídas e novos vieses deram partida. Nada grandioso, mas que abriu um leque de questionamentos sobre o que virá a seguir. Mais uma vez, nossas emoções foram poupadas e tudo transcorreu com uma sinistra tranquilidade. Digo sinistra porque não fui tirada do meu eixo.

 

Severide e Brittany

Amém que o casamento fake do Severide foi dessa para melhor. Não que eu não tenha gostado da investida. Afinal, esse minúsculo subplot não foi incluso na trama de um jeito aleatório. Ele provou o seu pretexto. Nem posso julgar o casal também porque era nítido que seria algo temporário e nem deu tempo de sentir alguma coisa, seja positiva ou negativa. Por ter consciência de que era fachada, só restou esperar o fim – que veio mais cedo do que esperava. Como comentei na resenha passada, os dois se usavam para calar as respectivas perdas. Ambos mergulharam um no outro, se tragaram, se esconderam em um amor que não existia. Era carência com uma pitada de negação.

 

De novo, Brittany me deixou desconfiada com o súbito comportamento de não atender as ligações da mãe e, de quebra, emendar uma mentira na cara lavada. Inclusive, a aparição súbita no Batalhão me fez pensar mais uma vez que essa mulher não passava de uma controladora e stalker. Sendo sincera, esperava que a personagem da Serinda trouxesse algum tipo de mistério. Adoraria vê-la atazanando o bombeiro pegador. Só por isso fiquei bolada com o término prático desse subplot. Até que dava para investir se explorassem o lado twisted da coisa toda. No mais, era óbvio que esse casamento não iria para canto algum.

 

Severide

O intuito desse casamento foi justamente fazer Severide sentir e enfrentar logo de uma vez a perda da Shay. Essa foi a meta de Brittany. Tudo bem que o Tenente poderia driblar o luto de um jeito mais maduro, repeti incontáveis vezes no decorrer das resenhas, mas ele com as mulheres é uma tática padrão que não pode morrer em Chicago Fire. Gostei muito do tour no Batalhão na companhia de Brittany e da clareza com que ele comentou da melhor amiga, sem se esquecer de afirmar o quanto a paramédica era incrível. Fiquei no chão quando o bombeiro conta que era a primeira vez que falava sobre a BFF abertamente, o que de fato foi, já que Severide passou 8 episódios em negação, um detalhe que estava me dando nos nervos.

 

O encontro de Brittany e de Severide só tinha uma via: fazer com que ambos parassem de camuflar o que sentiam. Da mesma forma que foi triste ver o bombeiro cutucar a própria ferida, achei tocante ver a “esposa” desmoronar e revelar que se sentia responsável pela morte da irmã. A conversa final teve o intuito de trazer uma libertação emocional para que os dois pudessem seguir em frente sem optar mais pelo caminho fácil. Como disse, não esperava que houvesse um “divórcio” tão cedo, justamente porque tinha expectativa de que essa mulher fosse uma doida. Pensando com carinho, esse subplot não foi uma total perda de tempo. Teve validade, perspectiva, honestidade. O mérito é que Severide quebrou as correntes. Espero que agora ele amadureça um pouco mais e fique verdadeiramente bem.

 

Demorou, mas Casey e Dawson começam a ver o teto de vidro trincar. Não estou feliz. Fazer Peter um pivô para causar tensão foi um tanto quanto desnecessário, pois é ele quem sairá magoado. Como disse na semana passada, está claro que o personagem não superou a ex, e achei mancada colocá-lo na zona de tiro já que as coisas entre Dawsey estão balançadas.

 

Gabby e Casey

O casal provou que tem uma grande dificuldade: dialogar. Enquanto Gabby consegue ser transparente, Casey é aquele que mastiga a birra em silêncio até a poeira baixar. Ele é a parte idiota do relacionamento, aquela que aprecia um pouco de tortura psicológica para fazer a pessoa ao lado se sentir um lixo. Foi efetivo! Admito que fiquei ao lado do Tenente e quis arrancar meus olhos com o show da Dawson. Ok que foi um insight genial, algo que facilitou o trabalho de isolar a zona de ácido. Contudo, o que interfere uma celebração nessas tomadas de decisões é o ego gigantesco da personagem. Um ego que sempre foi alimentado com elogios, algo que não tem acontecido desde que assumiu o posto de Candidate.

 

Isso a fez sair do chamado como uma tremenda irresponsável, que se leva pelo calor da emoção. Detalhes que rebateram negativamente em Casey que está de parabéns por ter sido duro com a noiva. Dawson, eu te amo, mas seu ego me tira do eixo do também.

 

Gabby

Não é a primeira vez que Gabby deixa o ego falar mais alto. Comentei várias vezes que ela gosta de ficar no pedestal, de ser elogiada e de ser vangloriada. A ausência desse “estrelismo” tem sido um dos principais conflitos dela desde que migrou da ambulância para o caminhão. A personagem provou de novo que não lida bem com negativas e com ordens, justamente por vir de um berço que comandava. O último chamado deste episódio a mostrou mais solícita e obediente, mas até quando durará? Como paramédica, Dawson podia fazer o que bem entendesse. Afinal, ela era sua própria chefe. Ela passava dos limites, o que acarretou atitudes impulsivas que quase a comprometeram, recorrências das temporadas passadas.

 

Gabby se acha autossuficiente e não tem experiência com trabalho em grupo. Mesmo que implore para que Casey seja profissional, ficou ainda mais claro que ela não aguenta ser contestada ou minorizada. A bombeira não aceita ser mandada ou receber chamada de atenção. Não é à toa que, depois da bronca do noivo, Dawson fez o favor de se gabar com um sorrisão nos lábios. Ao contrário de Casey, ela mostrou que tem mais facilidade em misturar os dois lados da moeda, mas por motivos bestas. Afinal, ela aceitou o puxão de orelha do Casey-chefe, mas queria os parabéns de imediato do Casey-noivo. Até eu ficaria enraivecida.

 

Só acho que essa iniciativa da Gabby não deveria ser o golpe contra a relação Dawsey. Repito que não achei justo colocarem Peter no meio para criar mais atrito. Sabia que a inserção do bombeiro de volta à vida dela geraria desconforto e quis morrer quando Casey pega os dois de mãozinhas dadas. Mills sempre foi muito gente boa e o que ele precisa é de um plot decente e não de um revival. Prevejo que ficarei bastante frustrada.

 

Os demais plots

 

Lullo

A única pessoa que quebrou por miseráveis segundos o ritmo da trama foi o tal de Lullo, a pessoa que fará Peter se mexer. Preach! Acredito que esse será o viés para o próximo crossover entre Chicago Fire e Chicago P.D.. A curta presença do Jay inflou meu peito de esperança sobre isso, porém, fiquei chateada pelo minúsculo tempo de tela (por favor, sou apaixonada pelo Jesse e exigia mais hahaha). Queria vê-lo diante de Casey e de Gabby, só para piorar os ânimos. Estou bem interessada em como essa storyline se desenvolverá, Voight entre gangsters arrogantes, e Mills merece mais espaço na trama. Com a jura de morte, eis que temos um tema eletrizante para unir as duas séries. Vamos aguardar!

 

Quem deu uma contrabalanceada nas coisas também foi Mouch e sua insegurança por ter chamado a médica para sair. Ri demais da Platt, pipocando no meio do jantar, bancando o homem da relação. Acho os dois engraçadinhos. Sempre dou risada quando a vejo sem o uniforme, toda girlie, mas ainda com o temperamento mandão. É bem a cara dela ser a controladora.

 

Sabia que Cruz e Sylvie tinham potencial para virarem shipper. Ainda mais sendo esse bombeiro o envolvido. Vamos combinar que ele se apaixona muito fácil (e tende a ser o mais fofo ever!). Gostei da química desses dois personagens que darão motivos para reacender as fofocas no Batalhão. Não pude com o sorriso bobo do Cruz ao sair da friendzone. Espero que dê certo!

 

Ainda teremos Chicago Fire na semana que vem. Mid-season finale promete!

Stefs
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