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20/nov

Estou completamente apaixonada por este episódio de Chicago Fire. Era esse climão com uma dose pesada de dramatismo que estava em falta nesta temporada da série. Parece que meus resmungos foram escutados ao ponto de até a Donna retornar (algo que reclamei na semana passada). Gosto muito dos chamados semanais, é óbvio que eles são a cereja do bolo, mas gosto ainda mais quando um perdura no desenrolar de 40 minutos. Todos os personagens ganham espaço e mostram o valor que possuem dentro da trama. O trabalho em equipe é salientado, bem como as fraquezas e os pavores durante o resgate. Estou vomitando arco-íris neste presente momento de tanta felicidade.

 

Se é uma coisa que tenho pavor (dentre tantas) é de altura. Não sei o que seria de mim se estivesse no helicóptero. Certeza que teria des-mai-a-do! Não teria jogo de cintura, nem se a turma responsável pelo meu resgate fosse fofa como o Esquadrão de Severide. Fiquei arrepiada de ver a causa do novo chamado e sofri em cada tomada de decisão dessa turma que voltou a mostrar que está em plena forma, tanto para se ajudarem, como para nos emocionar. Por ter sido a razão da trama, o acidente mostrou o típico bom trabalho de Casey e de Severide, ao ponto dos dois correrem risco de vida, basicamente ao mesmo tempo. Isso rebateu nas mulheres, onde uma pagou de maluca e a outra se fez de iceberg para não sair da regra de misturar o pessoal com o profissional. Respectivamente Brittany e Dawson.

 

Este episódio foi muito bom para a Gabby. De fato, ela conquistou a confiança que tanto queria dos colegas de trabalho e continua destemida em não ultrapassar a linha tênue que a separa de Casey durante o expediente. Quando ela foi a única a não retornar do prédio, foi muito fácil prever o pior, um detalhe que não me espantaria se acontecesse no final desta temporada. Afinal, ela é nova, ainda não sofreu o baque da profissão, e o constante risco pode proporcionar um acidente. A personagem ainda tem o feeling de paramédica que a faz cometer loucuras – como abandonar a máscara de oxigênio –, o que pode colocá-la em sérios apuros no futuro. Não me aguentei com a expressão contida e preocupada do Casey ao dar uma bronca nela, especialmente por exigir um tremendo controle das emoções, em todos os sentidos. Como disse Severide, foi preciso foco, mas muitos ânimos foram testados.

 

Além disso, Dawsey rendeu bons risos por causa da presença de Severide e de Brittany no antro de amor que não é mais deles. Rachei com as expressões dos dois e achei ainda mais bizarro ambos terem que sair da própria casa para terem um pouco de intimidade. Dawson foi amazing ao largar a responsabilidade de chutar Severide nas mãos de Casey, pois ninguém mandou confirmar algo que não foi decidido entre os dois. Nesse quesito, o casal ficou de boa, melhor que o desconforto sem sentido da semana passada que cheirava a recalque.

 

O chamado semanal também foi muito eficaz para Sylvie e Peter que, pela primeira vez, ganharam a atenção que merecem. Ambos não tinham mostrado a típica dinâmica que estávamos acostumados com Gabby e Shay que conversavam, faziam uma análise de como proceder, e controlavam os ânimos uma da outra. Felizmente, isso aconteceu neste episódio. A última lembrança que tenho de Mills com relação à companheira de trabalho foi a dura chamada de atenção sobre não deixar as emoções falarem mais alto durante o resgate. Isso abateu Sylvie de novo que não escondeu a revolta em perder vidas e que duelou o tempo todo com os feels do acidente. Por outro lado, foi sensacional vê-la desafiar o cara da van.

 

A paramédica deixou claro que não tem medo do perigo, embora seja uma patricinha muito sensível. É algo que confronta seu instinto doce e altruísta de salvar. Ninguém diria que Sylvie é badass, mas ela parece ter desenvolvido táticas para se defender. Surtei com o posicionamento frio e distante para cima do cara, mesmo com a possibilidade de ter uma bala na testa. Ainda não entendo como há fãs que a detestam. Ela lacrou neste episódio. Adoro mulher com pulso firme e a paramédica simplesmente sambou em todos os quesitos.

 

Peter também foi beneficiado pelo acidente. Ele estava um porre, até mesmo com o Newhouse. Só achei meio desnecessário darem um revival dos sentimentos dele pela Gabby, algo que sempre acreditei que não foi superado, e que ficou evidente neste episódio. Pior que não posso reclamar muito, pois gostava dos dois juntos, embora torcesse demais para Casey notá-la. Acho o máximo quando encontro uma série em que posso shippar todo mundo sem medo de ser feliz, algo que me abala profundamente quando assisto Teen Wolf. Enfim, Peter foi muito bacana com a Sylvie, deu apoio e a fez controlar o lado emocional em meio ao caos. A birra acumulada dele desde a season premiere deu uma aliviada e espero que ele tenha um plot decente (algo que terá conforme a promo do próximo episódio. Estou bem curiosa!).

 

Agora, o que foi o show da Brittany? Fui enganada direitinho porque pensei milhões de coisas sobre a personalidade dela ao longo do episódio. Primeiro, a achei meio irresponsável por dar ideia pro Severide faltar e fiquei com medo que ele cedesse. Afinal, a vibe do Tenente anda muito Las Vegas, só neste episódio que a coisa toda deu uma amenizada. Isso me fez vê-la como uma mulher que simplesmente quer curtir a vida, sem compromissos… Até que ela me manda mil mensagens para o marido. Comecei a achá-la uma tremenda sufocadora, stalker e afins. Uma possível controladora ou carente. A situação piorou quando a personagem me pipoca em meio à cena do acidente, com uma tremenda expressão de choro. Acreditei que era amor mesmo, mas obsessivo. Brittany estava com a jaqueta do Severide, gente! Depois que ele me vê mais quinhentas mensagens, só pensei que o bombeiro se meteu numa cilada.

 

Até que todo esse comportamento freak foi esclarecido. Brittany perdeu a irmã e tem esse complexo de insegurança. Foi um baque que a mudou. A lacuna que indaguei na resenha da semana passada e que justificou a tamanha compreensão que há entre Severide e ela. Está mais do que evidente que não há amor, mas uma dependência criada pelo terror de ficar sozinho, amargurando o que se perdeu. Acredito que os dois representam a necessidade de terem um alicerce e não um companheirismo para construir uma vida, como Dawson e Casey. Não é à toa que Severide nem teve tempo de responder a questão sobre planos.

 

Brittany e ele não têm nenhum plano, mas são similares na dor. Por meio dela, ele não pensa na Shay. Um bloqueia o outro de sentir dor e isso não tende a ser bom, ainda mais com as demonstrações de loucura da Brittany. A pessoa tem milhões de pessoas para casar e investe num bombeiro? Certeza que os surtos dela não terminam por aqui. Severide é facilmente irritável.

 

Mais delicado que o chamado semanal, foi a gravidez da Donna. Cobrei que faltava um esclarecimento sobre o quanto esse ponto é grave, algo que ficou em aberto lá na season premiere. Ver o Boden feliz da vida é de partir o coração, ainda mais quando pensamos o quanto o personagem lutou contra tudo isso. Foi impossível não se emocionar junto com ele ao saber do sexo do bebê. Herrmann foi essencial nessa dificuldade, especialmente por ser o único que tem uma família e sabe o quanto é difícil coordenar e controlar certas coisas. Amei as interações de ambos, e adorei mais ainda a frase que nem todo céu escuro é sinal de chuva. Donna e Boden não podem perder esse bebê. Invadirei a NBC se isso acontecer.

 

Pausa dramática para a aula de Zumba. Quando Sylvie deu com a língua entre os dentes e a fofoca se espalhou, tive certeza de que todo mundo iria fazer a aula. Dito e feito! Essa cena foi uma das milhões de amostras do quanto a série sabe conciliar um dia difícil e, depois que a areia assenta, ainda é possível se divertir. Em meio a toda a tensão, o susto e o caos de um acidente que basicamente desmoronou os arredores, por causa de um simples brinquedo, não havia outra situação de unir essa galera se não fosse na academia. Ri como se não houvesse amanhã da expressão do Cruz. Destaque para o figurino do Mouch que parecia ter saído do videoclipe de Physical. Tinha que ser boy da Platt, né? hahahaha

 

Assim, se eu continuar a escrever esta resenha a rasgação de seda será enorme. Fazia tempo que não ficava derretida – não tragicamente de luto como nos 3 primeiros episódios desta temporada – ao ponto de querer rever o episódio milhões de vezes (algo que sinto que farei no final de semana). Pela próxima promo, teremos um episódio tão bom quanto este. Vejo até a possibilidade do novo chamado dar brecha para o crossover entre CF e Chicago P.D. (que o Derek confirmou no Twitter), como manda a tradição.

Stefs
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