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13/nov

E foi dada a largada para a semana crossover da NBC com início em Chicago Fire e que se estendeu em Law and Order: SVU e Chicago P.D.. Criei expectativa sobre a presença de Voight e de Erin, mas isso só aconteceu nos minutos finais, dando o engate para o caso que uniu as três séries. Fora isso, o episódio foi paradíssimo. A trama que sacudiu a rotina da galera do Batalhão 51 foi o tal casamento de Severide, tema que se prolongou até Casey e Dawson. Só houve um ponto positivo: a pausa sobre as dificuldades da transição de Gabby como bombeira. Agora sim ela botou a mão na massa sem ser perturbada pelo Herrmann.

 

Pouca coisa aconteceu esta semana em CF. Newhouse trouxe um pouco de mistério por causa do cliffhanger do episódio anterior, mas essa sensação de perigo não perdurou por tanto tempo. Perguntei-me até se esse seria o caso do crossover, o que acharia bem legal porque traria esse personagem para o meio do caos, já que ele está de lado desde que chegou. Era um plot que parecia intrigante, especialmente por incluir Mills, um tremendo boca aberta (o que aconteceu com esse personagem, gente? Gostava tanto dele). Porém, não passava de uma tentativa de captura desesperada para conseguir uma graninha em nome da filha. Com a mesma facilidade que o dilema brotou, ele foi aniquilado, pois o Batalhão 51 deu um jeito para o bombeiro sair do perrengue. Nem todo dinheiro compensa, né?

 

Severide retornou da turnê Se Beber, Não Case. Porém, ele bebeu e casou. Fiquei chocadíssima, como toda galera do Batalhão 51, com a revelação. Rachei horrores quando esse cidadão anuncia o casamento, só faltando o mico de saltitar pelos corredores. Esse personagem está um perfeito bobo alegre e não consigo lidar com essa “mudança radical”. Quando você acha que o bombeiro não pode se superar, ele vai lá e samba um pouco mais.  Essa novidade me fez pensar, como a Gabby pensou, sobre o quanto Severide ainda está em negação. O Tenente está tão de boa e tão tranquilo com certas tomadas de decisões, detalhes que me incomodam. Sem contar o comportamento sorridente para quem conseguia ser bem chatinho e os high five como se fosse um treinador de um time. Não sei se ria ou se chorava.

 

Foi divertido vê-lo sair da bebedeira e do abatimento por causa da Shay, mas, assim como todo mundo, achei essa empreitada surreal. Severide não tem muita maturidade, daí me vem com uma dessas? Eu nem sei o que dizer.

 

A surpresa do casório trouxe muitos debates silenciosos, como o fato de que Severide não tem maturidade para tanto, vide a falta de senso para lidar com toda a papelada organizada por Mouch. Inclusive, a falta de senso de realidade do bombeiro gerou o bolão + o resgate da memória de Shay. De fato, a paramédica jamais deixaria esse bafo acontecer, ficaria enfurecida, mas daria um pouco de espaço. Praticamente seria o perrengue dela depois do namorico flopado da temporada passada e que quase destruiu a amizade dos dois. A diferença é que Brittany parece que o faz feliz. Como o novo casal afirmou, ambos se salvaram, o que deixou a lacuna de uma perda em comum que os assomam de tempos em tempos. No caso dela, deve ser algo relacionado à família, cuja pequena conversa com o marido denunciou o possível ponto fraco. Seja o que for, esse casamento está perfeito demais para ser verdade.

 

Admito que a leveza do Severide, longe das típicas implicâncias, tem sido uma grata surpresa, mas não tem como não se perguntar se o personagem sairá desse momento pré-adolescente. Alguém sairá magoado dessa, fato. Brittany me deixou desconfiada por parecer perfeita (a Serinda é perfeita, fala sério) demais. Ela é linda, simpática, leva donuts para a galera e ama animais. Praticamente um anjo que calhou na vibe loser do Tenente que continua sem eira e nem beira, sem um pingo de remorso em seguir no lema “deixa a vida me levar”.

 

Já diziam que a felicidade incomoda e tentei entender o súbito desconforto da Dawson. Gostei da voadora em forma de argumentos que Severide lançou contra ela, mas não teve propósito. O Tenente foge da realidade pelas bordas e não gostar do que a colega de trabalho disse faz parte do processo. A breve discussão só foi para elevar a frustração da bombeira que tem tudo, menos o “direito” de se casar com Casey. Achei totalmente desnecessário a chamadinha de atenção sobre o que Shay acharia das decisões de Severide e tudo mais. De resto, concordei com ela, pois está claro que ele não superou a perda. O bombeiro só tem buscado saídas.

 

No mais, o que a incomodou, e até mesmo Casey, foi o fato das coisas acontecerem com facilidade para alguns. Dawsey simboliza aquele casal perfeitinho e regrado, que embarcou em um relacionamento sem deixar a individualidade de ambas as partes de lado. Eles seguem um passo a passo e se tornaram a prova de que nem tudo o que é planejado dá certo. Isso conflitou na temática de casório deste episódio, pois Severide uniu a escova de dente com a de outra pessoa em um passe de mágica. Isso gerou o inconformismo de Gabby por ver que a vida de alguém pode fluir que é uma beleza, sem planos e sem chorumelas, menos a dela. Houve um conflito de dois ângulos nesse quesito: o casal boring, representado por Dawsey, cuja animação estava nível 0, e o casal supostamente feliz. Foi bizarro, como disse Otis.

 

Outra coisa que não gostei foi o Casey se lamentar de não poder casar ciente das circunstâncias. Amo muito esse shipper, mas quando os dois pegam para ser chatos…

 

Sylvie ganhou mais atenção e descobrimos um pouco mais da vida dela. Uma vida que ninguém merece, né? Típica dona de casa que esperava o “marido” chegar em casa para servi-lo. Entendi totalmente a indignação de não ser mandada por homens, está certíssima. O auge dela foi procurar coisas para fazer além do trabalho, o que deu na aula de Zumba do Cruz. Ele roubou a cena. Eu tive que pausar o episódio porque me matei de tanto rir. A expressão da paramédica foi impagável. O bom é que os dois ficaram mais próximos, já imagino até um possível romance. Tudo em nome do Molly’s II.

 

Os chamados da semana foram um pouco mais intensos em comparação aos dos episódios anteriores. Confesso que estou meio bolada com essa temporada de Chicago Fire, pois, a essa altura do campeonato, já era de se esperar algo bombástico. Está faltando ação. Por breves segundos, voltei a sentir a antiga aflição, mas o último chamado, que deu aval ao crossover, me deixou absolutamente enojada. Esse viés mudou toda a cara da série e deu até a impressão de que assistia Chicago P.D.. Sempre é bom ver o Voight no lugar onde tudo começou.

 

Parece que os próximos episódios do crossover serão bem intensos (que rolaram ontem), pois falar de pornografia infantil não é nem um pouco fácil. Ainda mais quando uma das vítimas é irmão da minha detetive idolatrada. Da detetive que realmente se envolve. Não pude quando o Voight a abraça, gente. Meu coração está na mão desde já. Ninguém mexe com a Erin xodó.

 

PS: estou sentindo falta de um parecer da gravidez da Donna. Boden nem apareceu no episódio passado e, neste, não disse absolutamente nada. Estou bolada.

Stefs
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