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21/nov

Este foi aquele episódio que tudo deu errado, mas que de um jeito desesperador deu quase tudo certo. Essa não é a primeira vez que fico com a sensação de que um caso não será resolvido e, esta semana, isso de fato aconteceu. Layla saiu pela tangente, sem deixar vestígios, o que aumentou a impressão de que ela será o novo Pulpo, com retorno no final da temporada. Ok que ainda considero Bembenek o grande vilão por todo caos que causou por três episódios, mas seria lindo ver a India mais uma vez, sendo linda e brilhante, toda trabalhada na canalhice e sapateando na Unidade de Inteligência de Chicago.

 

A maravilha do caso semanal foi ao colocar Antonio no centro das atenções, algo que realmente precisava antes da série tirar umas férias até janeiro. Adoro o detetive, é meu terceiro favorito, e meu coração ficou na mão ao vê-lo agonizar em uma vibe tremenda de azar. Não me recuperei até hoje do season finale da temporada passada, aquela cena final dele, solitário e abandonado pela família, foi arrasadora, um momento resgatado e que rebateu na abertura dessa tramoia que mostrou que nem todo job extra compensa o esforço. Literalmente, Sean meteu o colega de trabalho em uma completa cilada. Era fato que Asher não valia nada, isso ficou evidente quando Antonio o acompanhou na venda de diamantes, e minha suposição de que isso se tornaria alvo de investigação não estava tão errônea.

 

Assim como aconteceu com Halstead na temporada passada, Antonio foi o sorteado da vez para correr o risco de perder o distintivo. Que sofrimento! Juro que achei que o personagem não conseguiria sair dessa, pois Layla não facilitou em nenhum momento. Achei até que a súbita obsessão dele por ela comprometeu toda a investigação. O babado da vez não foi tão tenso por ter centralizado outra pauta: o âmbito familiar. Um dilema que interligou Al, tão abatido quanto Antonio sobre o assunto. Tenho vontade de bater um papo com a Laura, pois ninguém chuta um homem elegante, fino e sincero como o Dawson. Não está nada fácil encontrar maridos como o detetive, ok? Doeu na alma a afirmativa dele sobre aceitar a separação e engolir a seco o processo de divórcio. Chateada!

 

A situação foi o bastante para elevar todos os sentimentos de Antonio. Ele confrontou o mesmo dilema de Jay, sob uma ótica diferente, mas com os mesmos riscos de terminar o dia na ruína. Sutilmente, foi abordado o tema de corrupção entre policiais, pois foi muito fácil presumir que Antonio atuava como segurança de Asher para encobrir as pegadas dele e para ganhar uma grana por fora. O detetive não foi acusado diretamente, mas acabou visto como cúmplice. Afinal, ele sabia dos diamantes, só não da proveniência.

 

O que me deixou meio encucada foi o fato de Antonio ter tido autorização para se envolver na investigação, sendo que Jay foi barrado. Tudo bem que o peso das duas situações são completamente diferentes, mas as semelhanças vêm do fato de incluir pessoas mortas com um relacionamento estreito com os detetives. Achei um bocado incoerente, mas tudo bem. Afinal, a liberdade de Dawson em guiar o caso tinha tudo para comprometer a parcialidade dos fatos. Sem contar o emocional envolvido. Por isso que achei estranho, sendo que Jay foi chutado assim que pisou na Unidade. Em tese, Antonio deveria ser convidado a passear também, pois ele estava incluso no assassinato. Não “tanto” quanto Halstead, que bancava o pentelho ao redor da família do Lonnie e que tinha mais justificativa para ser afastado.

 

Manter Antonio no caso rebateu na preocupação sempre muito bem-vinda do Voight. Choquei com a ideia do Sargento em salvaguardar o detetive que, em outros tempos, só faltou comê-lo vivo. Isso me fez voltar até a 1ª temporada de Chicago Fire, lugar onde esses dois personagens se confrontaram. É mágico comparar o que ambos se tornaram um para o outro em Chicago P.D., pois jamais imaginaria que haveria tanta afinidade. Antonio era a pessoa que assumiria a Inteligência, mas Voight tomou a frente ao fazer o acordo com a Corregedoria. Havia terreno amplo para os dois se confrontarem por vários episódios, e é maravilhoso ver o quanto uma situação desconfortável os amadureceu. Vê-los em postos equiparados e apoiados na confiança mútua são reflexos de uma evolução tremenda de dois caras que poderiam muito bem migrar para o spin-off preparados para brigarem pelo cargo de chefia.

 

Sinceramente, seria desagradável demais acompanhá-los em uma inimizade, um querendo meter o bedelho no trabalho do outro. Ainda bem que isso não foi levado a sério. O posicionamento de Voight, na companhia de Al, mostrou que tudo o que rolou ficou para trás. Duramente, o Sargento aprendeu a pensar na equipe, por completo, não mais no próprio umbigo. De novo, o que aconteceu na caixa, ficou na caixa. Morro de orgulho toda vez que ele me surpreende com uma dose de altruísmo. Vomito arco-íris!

 

O caso também trouxe Sean para o cerne da trama, o que acarretou dúvidas com relação ao caráter dele. O personagem entrou em CPD todo estranho, sabido das coisas, com um baita temperamento e com uma dificuldade tremenda de aceitar puxões de orelha. Achei-o muito esquisito desde a primeira aparição e esse sentimento deu uma aliviada gradativa conforme as ações positivas do personagem. Juro que cheguei a considerar o envolvimento dele na teia do Asher e pirei quando Voight o confrontou ao ponto de perguntar se ele tinha dormido com Layla. No fim, Roman provou que tem valor, que é comprometido com a justiça e que não recusa auxílio na hora de limpar a sujeira. Platt fez o favor de confirmar isso. Gostei de vê-lo em ação, o que garantiu sua primeira incursão no meio da equipe de Inteligência.

 

O que dizer sobre Linstead? Eu não gosto de pontuar shipper nas resenhas – independente do encaminhamento –, pois sempre gera treta. Contudo, abrirei uma exceção. Sou suspeita para falar dos dois, já comentei que não aguento essa tortura, essa angustia de deixar as atitudes e os comportamentos de ambos nas entrelinhas. Mas essa é a graça entre Jay e Erin que voltaram a me dar um tiro, como aconteceu no 1×06. Estou completamente com o Ruzek sobre a detetive aparecer toda linda e maravilhosa, porque a Sophia é linda e maravilhosa. Ri demais da expressão do Halstead, claramente incomodado com as olhadelas dos parceiros de trabalho para cima da “sua garota”. Não aguento!

 

Estava crente de que Jay mandaria no curso do disfarce, mas Erin sambou. Sinto que Voight está bem à vontade em deixá-los juntos, algo notado no crossover da semana passada. Isso me fez cogitar que, na 1ª temporada, o Sargento não ia com a cara do Jay. Em todos os sentidos. Antonio fez parte do caso, o filho querido, e Halstead foi açoitado. Incontáveis vezes, até ao chegar perto da Lindsay.

 

As relações entre Voight e esse detetive sempre foram conturbadas e só mudaram no retorno do Pulpo, pois fincou a lealdade. Por causa disso, vejo uma confortabilidade que permite Linstead se mover naturalmente. Ri demais dos dois juntos no clube, Erin sendo sacana para o choque do parceiro. Não posso quando Jay é humilhado por ela, sem tempo de agir, apesar de que ele sempre representa o lado heroico que coloca o rosto dos bandidos no chão. Só sei sentir!

 

Outros momentos

 

Que saudades eu estava da parceria entre Atwater e Burgess. Contudo, a policial voltou a me chatear ao dizer que não tem mais o suposto interesse em subir de andar. Só consegui pensar na safadeza oculta dela com o Ruzek e, se for isso, arrancarei meus olhos. Nada de aniquilar um sonho por causa de um romance, por favor!

 

Alguém faz a Nadia parar de ser sombra e entregadora de recados da galera? Sinceramente, fico com dó da personagem. Quero vê-la em ação!

 

Erin foi emparedada com o prazo final sobre sair da Inteligência. Tenho que dizer que concordei um pouco com a chamada de atenção sobre o rótulo de Voight’s Girl. Todo mundo a vê desse jeito, independente do talento. Só não Jay. Por mais que aceitar a proposta seja o mesmo que tirá-la do lugar onde sua presença tem sido bem pertinente, não há como negar que a detetive é marcada pela proteção do Sargento, porém, é plenamente capaz de ir longe. O problema é justamente a lealdade com o seu acolhedor. Por mais que uma negativa esteja no horizonte, a sacudida a fará refletir. É impossível não pensar que a personagem só subiu na vida por ter sido apadrinhada com estilo e mudar de cargo é o mesmo que lhe dar a oportunidade de brilhar sozinha. Dará a ela independência. De trilhar um percurso sem Voight.

 

No fim, o caso ficou sem ser solucionado. Que coisa não? O episódio desta semana foi mais emocional, justamente para emendar o clima com o que acontecerá só daqui 3 semanas. É, gente, um hiatus tremendo! Al e Antonio foram os responsáveis em criarem uma vibe familiar que estará atrelada ao próximo caso. Só sei que quero abraçá-los e pagar uma cerveja. Tá difícil demais essa mulherada, hein?

Stefs
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