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07/nov

Como estava com saudade de resenhar Chicago P.D.. Essas férias de 1 semana pareceu uma eternidade e isso contribuiu para aumentar minha ansiedade. Devo dizer que minhas opiniões sobre este episódio estão bem divididas, mas, basicamente, o plot que colocou Atwater finalmente nos centros das atenções não se compara em nada com o que já aconteceu até aqui. A trama foi morna, meio arrastada, com poucos momentos de impacto e com uma dosagem emocional bem econômica. O que se desenrolou pelas bordas do caso semanal foi muito mais interessante de assistir. Encararei isso como um pretexto de folga, pois é quase certo que todas as energias foram concentradas no crossover que unirá não só essa série, como Chicago Fire e Law & Order: SVU, que acontecerá na próxima semana.

 

Nunca escondi a minha insatisfação com a posição do Atwater. Ele estava perdido, sem trama, um membro a mais em um time fechado. Repito que não o acho merecedor do cargo e o caso semanal até que me inspirou a ser menos ranzinza com o personagem. Digo isso porque, se formos pensar no que a Burgess fez a favor da Inteligência, especialmente a situação em que ela pagou de prostituta junto com a Nadia, um dos melhores episódios da temporada passada, foi de uma bravura tremenda. Por isso, esperava algo estarrecedor no plot dado ao Atwater, justamente para comprovar que ele mereceu o cargo. Resultado: não me convenceu tanto assim.

 

Admito que foi legal vê-lo no convívio familiar, todo cuidadoso com a irmã, e ainda muito amigo da antiga parceira. Gostei dessa parte, pois o detetive não tinha sido devidamente explorado. Sem contar que foi um gancho pertinente para ele se envolver emocionalmente com o dilema da vez, um detalhe que sempre abate um dos personagens que, por fim, ganham destaque na trama.

 

O que me deixou descontente é que o personagem do LaRoyce ganhou poucas cenas para quem recebeu uma divulgação maciça da NBC. Quando terminei de assistir ao episódio, me perguntei: só isso? Achei que a trama centralizaria Atwater, pois ele, male, male, ainda é um novato e nunca pegou um caso para chamar de seu. Juro que estava curiosa para ver o desenrolar desse novo viés da storyline dele, até porque o personagem não tinha ganhado um bom destaque. Não o odeio, muito pelo contrário, o acho extremamente leal, compassivo e dedicado, mas o babado na prisão não contribuiu para me fazer entender, de uma vez por todas, as razões das quais esse homenzarrão foi escalado para o time de Inteligência. Ainda não desce o fato dele estar ali porque Voight barrou Burgess por causa do casinho com Ruzek.

 

Atwater ainda não provou o seu valor, mas, por outro lado, mostrou que tem iniciativa, e isso é importantíssimo. O detetive me fez feliz por ter batido na portinha do Sargento, intencionado a mergulhar no caso, especialmente por estar inspirado na irmã, detentora da mesma idade que a vítima. Gosto disso, e o Voight também. Adoro esse envolvimento emocional, pois é um detalhe que torna CPD uma série extremamente humanizada. Que mostra que essa equipe não é formada de membros frios e calculistas. Eles se importam e isso os impulsiona a fazer um bom trabalho. Porém, o poder do personagem morreu aí, pois Ruzek roubou a cena. Atwater estava indo bem, achei que ele se revelaria um grande mother fucker, mas a esperança morreu no papo com Devon. Quis bater minha cabeça na parede.

 

Na prisão, Ruzek foi destruidor. Eu sabia que ele seria incluso por causa das fotos promocionais, mas não deixei de ficar preocupada com sua participação nessa nova tramoia de disfarces elaborada e autorizada por Voight. Sabemos desde a 1ª temporada que esse detetive se deixa levar pelos impulsos quando fica de cabeça quente. Ele não tem controle dos próprios ânimos, é estourado e ficou famoso por quase destruir algumas operações da Inteligência. De novo, o personagem me trouxe esse receio e ele criou um encadeamento de eventos que terminou de sabotar o plano. O bom é que a conclusão foi feliz.

 

Adorei e ri da iniciativa dele em partir para cima do Atwater. Morri de raiva quando ele bate o pé para não ficar na solitária, pois esperei, com ódio no coração, o momento em que o detetive daria com a língua entre os dentes sobre a operação. Uma atitude típica dele por sempre se deixar levar pelo calor da emoção. Ruzek tem o grande problema de ser explosivo, só que, ao contrário de Jay que tem um pouco de senso, ele não raciocina sob pressão. Ele se entrega. Não é à toa que Al quase o devolveu para a Academia por ser tão irresponsável. A parte boa é que parece que se firmou a parceria entre Ruzek e Atwater, o que acho ótimo.

 

No geral, o caso semanal não fez jus ao Atwater. Ele foi bem fechado e não deu para explorar muita coisa. A estadia na prisão não foi algo atípico ou inusitado. Não houve surpresa. Fiquei mais envolvida e alarmada com a panelinha do Voight ao invés dos barracos dos detentos – que só me renderam risadas porque pareciam coisa do ensino médio. Só faltaram gritar “fight!, fight!, fight!”, e estaria tudo certo. O Sargento e Cia. ficaram presos na parte básica da investigação e, mesmo assim, renderam mais pano para a manga. A cena em que eles capturam o atirador me assustou. Aquela mulher pipocando do nada fez meu coração saltar pela boca. Sem contar que as emoções de todo mundo estavam à flor da pele, inclusive de Erin.

 

O que também foi mais interessante que o baile na prisão foi o esclarecimento da birra do Roman com o Al. Não era para se esperar menos, não é? Vítima abandonada na tentativa de capturar o vilãozinho da vez. Porém, o estrago foi maior e é totalmente compreensível essa amargura do Sean. Ele só contribuiu para acrescentar mais sentimentos à vida de Al, que já não está nada bem por causa da esposa. Agora, o detetive passará um bom tempo remoendo o que aconteceu em um passado do qual não se lembrava.

 

Daí, vemos o quanto as pessoas envolvidas nessa profissão precisam bloquear para seguirem em frente. Se não houver uma parte do cérebro para afugentar as mancadas, mesmo que tenham sido por uma boa causa, o fim seria um sanatório. É humano surtar por causa da culpa e achei válida a reação do Al, a consciência pesada, um conflito moral que o fez se abrir com Voight. Foi bacana!

 

Pausa em Linstead

 

 

Eu não posso mais com as interações entre Erin e Jay. Ou eles se casam ou continuarei com a minha faquinha de rocambole. Achei que o papo da possibilidade de mudança de cargo da Lindsay seria trabalhado mais para frente, uma ideia de season finale, mas a pauta voltou mais cedo que o esperado. Magoou vê-la cogitar a saideira, especialmente por influência de ter liberdade para lidar com os casos que almejar. Estou muito orgulhosa, porém, a detetive ficará arrasada em não ver mais o sorriso do Jay todos os dias. Eu ficaria arrasada. Já estou arrasada só de pensar.

 

Derek Haas disse que essa é uma temporada muito boa para Linstead e a cada episódio isso tem sido comprovado. Acalmem-se que o beijo que todo mundo quer não foi confirmado. Do jeito que os produtores de CPD são trolladores, capaz de sermos pegos de surpresa (e prefiro para morrer e nunca mais voltar). O “talvez” ainda existe, mas, por enquanto, tenho achado de extremo valor a priorização da amizade, bem como a lealdade mútua entre ambos. Esses pequenos momentos dos dois detetives são muito preciosos. Lindsay foi até Halstead para contar a novidade. Antes do Voight. Uma tremenda prova de confiança. Adorei mesmo as reações dele, pois o personagem não consegue disfarçar amor. Como Haas disse, Jay ficaria chateado com a ida, mas ficaria feliz pelo sucesso dela. Vamos ver até onde isso vai.

 

Comentários aleatórios

 

Roman também roubou a cena na companhia de Platt e me surpreendeu. O personagem estreou na série aparentemente como um mala sem alça e, esta semana, minhas impressões sobre ele mudaram um pouco. Adorei como o policial incitou a chefe a se rebaixar por causa do trio de adolescentes. Foi um máximo vê-la se desculpar por dar informação incompleta, o que o inspirou a ser genial, uma grata surpresa. Até que enfim Roman provou seu valor e morri de amor com a atitude final. Amo quando os cartões entram em cena.

 

Eu gosto muito quando a Platt se impõe. Adorei vê-la apartar o barraco entre a mãe da vítima e James, decidida, mandona, forte. Ela sempre se protege no sarcasmo e acho bárbaro quando a personagem sai da bolha e mostra os motivos de ter um distintivo e mais algumas estrelas no peito. Na semana passada, ficou clara a cumplicidade que Platt tem pelo Voight, e, dessa vez, foi mostrado o quanto a Sargento tem pulso firme, se garante e tem voz de comando.

 

Burgess me deixa chateada. Quis me dar um tiro quando ela diz que não sabe os motivos de não ter entrado na Inteligência. Me poupe, né? Entenderei isso como uma forma de desconversar a dúvida da irmã do Atwater, pois não quero pensar que a policial se faz de besta sobre a decisão do Voight. O que me mata é que a personagem estava tão interessada em subir o patamar e parece que agora rola um conformismo que muito me incomoda. Capaz da Nadia conseguir um espaço no time de Inteligência antes dela. Repito: Burgess perdeu o senso de prioridades, pagando de garotinha do Ruzek e sombra do Roman. Hora de se mexer!

 

No fim..: temos um novo comandante que parece muito mais legal. Mas eu dei risada com as reações do Jay e do Voight sobre a aprovação dele no disfarce da prisão.

 

PS: Voight e Al sempre implodem meu coração de amor. Queria estar morta quando ambos correm atrás do menino no carro velho.

 

Quem venha o big crossover!

Stefs
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