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14/nov

Chego aqui com uma tremenda ressaca do big crossover entre Chicago Fire, SVU e Chicago P.D., que teve seu fim neste episódio. Eu nem sei o que dizer, ainda estou emocionada e chocada, pois a conclusão dessa tramoia, que envolveu um esquema bem fechado e alinhado de pedofilia, me destruiu. Estou chorosa e orgulhosa por saber que ainda existem séries maravilhosas que me deixam sem reação, sem palavras, sem vida, etc..

 

Recapitulando: Chicago Fire deu o pontapé inicial no caso e SVU explorou as alternativas e as testemunhas. Em CPD, veio a resolução, com mais carga dramática que roubou o ar dos meus pulmões. As coisas na cidade selvagem do Voight tendem a ser escabrosas e, dessa vez, não foi diferente. Assim como aconteceu em SVU, fui abordada pelos mesmos sentimentos negativos que me engoliram conforme essa equipe, junto com a da Sargento Olivia, botou fim nessa grande dor de cabeça que não está distante da nossa realidade.

 

O episódio foi uma montanha-russa emocional. Em menos de 10 minutos, você recebe um golpe dado por Ruzek, extremamente abalado com a morte de Ross, policial que passou junto com ele pelo treino na Academia. Logo em seguida, vem Platt, derrubando os forninhos ao se mostrar fragilizada, algo inédito para uma mulher que adora tratar os outros com sarcasmo. Meus olhos se encheram de lágrimas quando ela se responsabiliza em dar conforto à família do policial e ao homenagear o curto tempo de serviço desse homem que estava no lugar certo, mas na hora errada. A atitude desses dois personagens foi um teaser do agito emocional que se estendeu e se entremeou no caso aparentemente insolucionável. Até mesmo para Voight, que correu o risco de perder a liderança por causa dos rastros de mortes que se seguiram e envolveram testemunhas que foram silenciadas para protegerem os líderes desse esquema.

 

O que aconteceu neste episódio foi o encaixe final das peças que foram apresentadas em SVU, uma linha que revelou pessoas que poderiam muito bem ser nossas vizinhas. O caso trouxe todos os personagens para o cerne da trama, um trabalho focado e ritmado. Até Nadia fez pouco, mas o suficiente para manter a roleta girando até que parasse no real líder desse esquema – o objetivo principal. Teddy retornou, personagem apresentado em SVU, e foi o clarão que faltava para concluir um caso que estava prestes a se perder. Surtei até mesmo com Sean na caçada pelo atirador que custou a vida de Ross. Todas as atuações estavam impecáveis, sou suspeita para falar. Esse combo deixou meus sentimentos ainda mais à flor da pele, pois emendei SVU com CPD e claro que o estrago abateu meu coração.

 

Desabafei todo meu desconforto sobre esse caso na resenha de SVU. O que levei para CPD foi uma dose tremenda de frustração e de revolta. O episódio me deixou com ódio, pois, de novo, houve a impressão de que o vilão da vez sairia ileso. Ainda mais quando penso que esse tipo de seres que não deveriam ser chamados de humanos existe. Conforme o caso era destrinchado pela equipe de Voight, junto com os detetives Rollins e Amaro de SVU, a inquietação foi constante, especialmente ao encarar que pessoas com rotinas aparentemente normais faziam parte dessa organização de tráfico de crianças. Pior que isso, faziam parte de uma instituição ainda maior que a de NY que deveria proteger menores de idade, mas virou ponto de partida com adoções falsárias que culminaram no engrandecimento desse crime.

 

Ver a canalhice dos personagens que assumiram esse crime me deu ânsia de vômito e, claro, a pergunta que nunca será calada: o que faz uma pessoa chegar a esse ponto? Ganância, como Andrew que recebia uma grana e bancava a vida de Matilda, ou doença como bem contestou Sam? Fiquei abalada e ainda estou, juro.

 

Só para esclarecer, esse caso foi pessoal à Erin. Teddy, o irmão, foi explorado e abusado por anos. Mais emoções afloraram quando a detetive mergulhou no caso, como bem devia, já que foi barrada em SVU. A personagem intensificou mais as coisas, especialmente ao encontrar uma das vítimas, Amy, que me deixou sem chão quando me toquei que é a Onata, atriz do filme Pelos Olhos de Maisie. Só de olhá-la, desmoronei e fiz biquinho quando ela salta no pescoço da Lindsay para um abraço. Às vezes, acho que Brooke Davis e Erin Lindsay são irmãs gêmeas, com algumas nuances diminutas que as diferenciam. Não teve como não associar uma personagem a outra, como bem fiz quando Bunny se revelou como uma péssima mãe, um ponto em comum dessas duas personagens interpretadas pela Bush.

 

Agora, foi essa inclinação por crianças, um detalhe que marcou demais em One Tree Hill. Morri quando Erin conta parte da sua história com Voight para Amy, como ele salvou a vida dela. Gente, só sei sentir.

 

A união da família de Erin foi estranha de assistir, mas conveniente. Foi uma pintura de três vidas destruídas por causa de um comportamento nocivo da mãe. O trio tem um passado manchado e, de certa forma, a última ponta do triângulo era a que precisava ser remediada. No caso, Teddy, que provocou também as mais diferentes sensações, inclusive a de ser culpado. Foi bom ver essa família trapo reunida, mesmo tendo causado certo desconforto, pois não tem como não pensar que a mãe foi responsável pela quase ruína dos dois. Ela perdeu Erin para Voight e perdeu Teddy para a vida. Como disse o irmão, cada um seguiu conforme o vento os levava, e espero que ele não se meta em mais encrenca.

 

Reafirmando: Olivia e Voight podem se casar por terem repetido a química arrebatadora que aconteceu em SVU. De novo, ela controlou os ânimos do Sargento e o botou no lugar dentro da própria casa. Achei demais, do mesmo jeitinho que aconteceu em NY. A mulher me deixou na ruína ao dar aquele discurso maravilhoso para cima do chefe do esquema. Quando ela diz que precisava que ele acessasse o lado humano, quis o abraço da Lindsay. Olivia maravilhosa, totalmente autorizada a ter mil filhos com o Voight. O que matou mais um pouco foi o chefe do time da Inteligência meio que flertando. Ele dizendo que queria rever o sorriso dela? Queria estar morta. Estou de olho em você, sim senhor.

 

Platt me deixou derrubada. Desde os dois últimos episódios, a personagem tem abaixado um pouco a bola para mostrar que não é tão ruim assim. Eu a adoro, mesmo sendo mala. Neste episódio, havia outra mulher no posto de Sargento, totalmente magoada por se sentir culpada pelo que aconteceu com Ross, um policial que fazia parte do time dela. Vê-la arrasada, ordenando a típica saudação em homenagem a ele e à família, se segurando para não chorar, me fez ficar em posição fetal. Eu queria pegar esses showrunners e dar uns tapas por serem tão maravilhosos. Não aguento quando esse tipo de cena arremata o episódio, algo que aconteceu na 1ª temporada de CPD e de Chicago Fire, e que destruiu meu pobre coração.

 

Para finalizar, faço uma ressalva as melhores cenas: a da caça ao atirador por fazer todo mundo correr. Haas falou que queria muito uma perseguição no telhado, algo que só consegui imaginar quando ele liberou o tweet. Quando Ruzek e Halstead se unem, meu coração foi parar na garganta, porque os dois são muito descontrolados e estavam com as emoções em alta. Ruzek pelo amigo e Jay por Lindsay (vide SVU).

 

Não tenho palavras para o novo suicídio inserido na trama diante da Erin e da Rollins. Lembrou-me da Shay. #RIP

 

Melhor que isso foi a cena em que as equipes conseguem encontrar Chris, outra vítima do esquema. Não precisou de nada. Bastaram gestos e uma música de fundo. Não houve diálogo e nem o ronronar dos movimentos das duas equipes. Fiquei deslumbrada. Ficou perfeito!

 

O crossover foi arrebatador. Destruidor. Muito bem conduzido, parte por parte, e com uma conclusão que foi impossível segurar as emoções. Dentre tantos sentimentos restou o alívio e o orgulho de acompanhar um trabalho que rendeu mais uma trama inesquecível.

Stefs
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