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06/nov

É fato que Taylor Swift demorou em fazer música aos meus ouvidos (que nem são tão exigentes, sou muito eclética. Já fui muito fã da Demi Lovato se querem saber). Não sou tão chegada à música country, o artista precisa tocar lá no fundo do meu âmago. Ao menos, conseguir fazer cócegas, pois quem me destrói desde 199 e alguma coisa é a Shania Twain.

 

Minha trajetória com a Swift foi de olhadelas por cima do ombro. Passei a conviver com You Belong With Me e todos os affairs dela. Minha birra forte nasceu a partir do momento em que foi confirmado o featuring dela com Gary Lightbody, vocalista do Snow Patrol, minha banda número um e que tenho aquele ciúme. Xinguei, xinguei muito, pois como fã achei de um atrevimento tremendo da parte dessa moça tê-lo em seu novo álbum – que no caso foi o Red. Achei que era olho grande, metidez extrema, um meio de querer se aparecer e afins. Claro que pensei em uma ficadinha básica – quem não pensa quando o assunto é Taylor Swift? –, mas ele não é pegador como o destruidor de corações chamado John Mayer. Sou humana, penso coisas boas e ruins, e a vida segue.

 

Para aceitar esse featuring, precisei conhecer Red.

 

Resumo: Gary me levou à Taylor Swift. Uma ironia épica. Até porque a única similaridade que vi nessa bagunça é o talento deles para compor músicas. Só. Até o gênero musical de ambos é diferente. O Ed Sheeran até que fez um pouco de sentido, Taylor e ele não se distanciam tanto na sonoridade quando falamos de canções sobre corações partidos. Agora, Gary e Taylor? Não vi lógica. Morri de ódio por meses!

 

Quando Red saiu, fui que nem uma bruxa malvada atrás desse featuring. Resultado da obra: The Last Time é a música mais tocada do meu iTunes. Passei meses ouvindo-a, imaginando clipe (que até tem, mas não daqueles bonitinhos com historinha, o que me fez ter mais raiva ainda porque amo clipes com historinhas). Nisso, comecei a dar mais atenção às outras faixas desse mesmo álbum e adquiri os seguintes hinos: State Of Grace, The Moment I Knew, Red e 22. Também gosto das mais populares que foram lançadas como singles.

 

Como disse, um artista country tem que balançar meu coração para me fazer ouvi-lo de cabo a rabo, e eu sempre tive essa dificuldade com a Swift. O último álbum que me conquistou com essa pegada foi o da Lucy Hale. Red ainda tem um pouco dessa sonoridade que a lançou no mundo da música, mas não é tão carregado quanto Fearless e Speak Now. Taylor me embalou com o romantismo desse álbum, além de The Last Time. Ele me cativou com mais facilidade que os anteriores por ter um toque mais pop, o sinal de interesse dela em fazer algo diferente.

 

Bem adaptada ao Red, subi o andar para ouvir os dois primeiros e, então, fui fisgada de vez. Justamente porque amo romance mamão com açúcar e são músicas assim que me impulsionam a escrever esse gênero. Definitivamente, Taylor Swift se tornou a pessoa que me deixa na fossa sem ao menos ter um boy para amargurar sobre o fato de ter recebido um toco.

 

Você percebe que sua relação com um artista mudou quando passa a acompanhá-lo. Não me dito como uma fã. Eu aprendi a apreciá-la. Se é uma coisa que sempre tive muito clara na minha mente é do talento da Taylor em compor. O atrito é que ela fazia um som que não me atraía. Ok que os namoricos dela me faziam rir que nem uma condenada, zoava horrores, mas, com o tempo, passei a vê-la como o Neymar (comparação besta, mas útil para vocês entenderem onde quero chegar). É fácil depreciar pessoas com carreiras sólidas, sem nenhum escândalo. O que resta para a Swift é a fila de affairs para criticar. Não é?

 

Acompanhei o processo de lançamento de 1989. Quando Taylor o anunciou, dizendo que teria uma pegada da época e tudo mais, realmente fiquei curiosa. Out of The Woods foi a primeira música que caiu no meu colo e foi amor à primeira vista. Literalmente, minha nova The Last Time. Depois, veio Welcome to New York, uma faixa que me deixou meio assim por não dizer nada, e só fui gostar mais quando a ouvi pela segunda vez, assim que o álbum saiu. Ambas me cativaram por terem me lembrado do bom pop dos anos 90.

 

E eu amo o pop dessa época por ter vivido nela. Isso porque o álbum se chama 1989 e poucas músicas remetem à sonoridade dessa respectiva década.

 

Falando do 1989

 

Red tem pouco da pegada country. Em 1989, esse gênero musical é imperceptível, só está presente nas baladas românticas, pois, a maioria, tem uma pegada eletrônica, com uso constante de sintetizadores. Quem merece os parabéns pelo excelente trabalho é Max Martin, que produziu esse álbum junto com a Swift, e contribuiu em 7 músicas.

 

Para quem viveu os anos 90, sabe que esse cara é brilhante e deu um tremendo tapa na carreira da Britney Spears e dos Backstreet Boys, bem no início. Quando disse que senti os anos 90 em 1989 foi por causa desse senhor, pois todo aquele pop que costumava escutar quando era adolescente está intrínseco no quinto álbum da Taylor. Juro que até senti uma pegada meio Mandy Moore em algumas faixas. Dessa forma, foi fácil para minha pessoa se familiarizar e amar 1989 em apenas uma reprodução completa.

 

1989 – Faixa a faixa

 

Começarei pelas faixas que mais gostei, considerando meus nobres sentimentos. Eu amo músicas que conversam comigo e em 1989 há muitas delas. A boa nova: nenhuma faixa dura mais que 5 minutos. Outra coisa: há 13 canções, isso sem incluir as que pertencem à versão Deluxe que conta com New Romantic, You R In Love e Wonderland.

 

It’s a new soundtrack. I could dance to this beat. Forevermore. The lights are so bright but they never blind me

 

Welcome to New York: confesso que, de todas as faixas liberadas, essa foi a que menos gostei a princípio, embora tenha curtido a pegada tecnopop. Quando a escutei pela segunda vez, aceitei melhor. Agora, bato palminhas e quero dançar em New York.

 

Got a long list of ex-lovers. They’ll tell you I’m insane. But I’ve got a blank space, baby. And I’ll write your name

 

Blank Space: uma das melhores faixas de 1989. Dou metade dos créditos ao Max Martin. Ela me fisgou assim que a ouvi por haver uma quebra daquela garota que chora por causa de um boy. Essa é a garota que está bem, quer se aventurar e se rolar de preencher a lacuna rolou. Chamem-me de louca, mas essa música me fez lembrar da pegada pop estilo Mandy Moore por causa dessa coisa de brincar com o crush. Bateu uma nostalgia danada.

 

You got that James Dean day dream look in your eye and I got that red lip classic thing that you like. And when we go crashing down, we come back every time ‘cause we never go out of style. We never go out of style

 

Style: essa música menciona um dos meus atores favoritos: James Dean. Inclusive, o casal com estilo cantarolado pela Taylor deixa a impressão de que os personagens foram tirados dos anos 50. Muito Juventude Transviada. Por outro lado, senti que essa faixa é a que mais se aproxima do estilo dos anos 80. Quem escutava rádio, ainda mais naqueles especiais de determinada década depois da meia-noite, sabe bem do que falo.

 

But when the sun came up, I was lookin’ at you. Remember when we couldn’t take the heat. I walked out and said, “I’m settin’ you free”

 

 

But when the sun came up, I was lookin’ at you. Remember when we couldn’t take the heat. I walked out and said, “I’m settin’ you free”.

 

Out of the Woods: meu novo hino by Taylor Swift. Eu me vi em cada estrofe, o que não é bom, pois não sou fã dos meus flashbacks amorosos. Sem contar que adoro coros e ecos embalados por batidas eletrônicas. Além disso, sou muito apegada a letras que contam uma história, detalhe que tem aos montes neste álbum. Não sei explicar como Out of the Woods me faz sentir, mas ela mexe comigo desde a primeira vez que a ouvi.

 

Fight for the girl. Let me remind you this was what you wanted

 

All You Had To Do Was Stay: essa música me fez voltar aos anos 90. Na época em que Britney Spears berrava que a solidão não a matava mais ou implorava para não ser a última a saber. Ela é muito girlie e, basicamente, transmite o recado de que o cara deveria ter lutado mais pela garota. Foi nessa que Taylor revelou sua autoestima graças à simplicidade do recado: não é preciso se matar por um relacionamento, basta medidas simples.

 

And the haters gonna hate

 

Shake it Off: festa do pijama mode-on. Taylor sempre tem que escrever uma música chiclete como You Belong With Me e We Are Never Ever Getting Back Together. O videoclipe tem uma pegada Hey Ya! do Outkast, vamos combinar (eu descavando as pérolas).

 

You always knew how to push my buttons. You give me everything and nothing

 

I Wish You Would: outra que me fez lembrar dos clássicos da rádio depois da meia-noite quando era uma menininha de 15 anos. Ela me fez voltar aos anos 80, mas o efeito final tem muito cara dos anos 90. De novo, me lembrei do quanto às músicas da Britney tinha o refrão com a sonoridade mais marcante, com o intuito de dar ênfase ao que a letra realmente significa. Juro que imagino até a coreografia. Sem contar que me dá vontade de sair correndo pela Avenida Paulista que nem uma desvairada.

 

Did you think we’d be fine, still got scars on my back from your knife. Band-aids don’t fix bullet holes

 

Bad Blood: Taylor falou em incontáveis entrevistas que essa letra é sobre uma garota. Foi a decepção mais recente que virou música, sobre uma amiga que não era tão amiga. A punhalada virou letra, e dizem que é para a Katy Perry. Quem nunca passou por isso, não é? Dedico essa canção a todas que me magoaram. E, digo mais, continuo linda e cheia de valor.

 

I said, “No one has to know what we do,” his hands are in my hair. His clothes are in my room and his voice is a familiar sound, nothing lasts forever

 

Wildest Dreams: tenho que concordar com alguns críticos que ditaram essa música como dona de uma vibe Lana Del Rey. Deu para captar a suposta inspiração e deve ser por isso que gostei tanto dela. E, claro, há uma história. Uma história completamente associável. Taylor afirmou que essa foi a faixa que mostra o quanto sua visão sobre o amor mudou.

 

This love is good, this love is bad. This love is alive back from the dead. These hands had to let it go free and this love came back to me. This love left a permanent mark. This love is glowing in the dark. These hands had to let it go free and this love came back to me

 

This Love: disse que Out of the Woods é minha nova The Last Time, mas, conforme escutava o álbum, encontrei outras concorrentes. Essa é uma delas. As baladas românticas da Taylor são meu fraco. Nesse caso, relembrei do quanto a cantora gosta de explorar seus sentimentos mais profundos, na companhia do violão ou do piano. Juro que voltei para a minha adolescência em que me debatia com as músicas dos Backstreet Boys, aos prantos por causa do crush. Dessa vez, não tem crush para chorar.

 

They are the hunters, we are the foxes and we run

 

I Know Places: gostei dela, mas deixo registrada um pouco da minha insatisfação. Essa faixa abre do mesmo jeito que Loved Me Back to Life da Céline Dion e, sendo inspiração ou não, respeito sempre a minha rainha Dion. Fora isso, gostei muito da letra e da batida. Achei uma das músicas mais fortes do álbum.

 

Clean (com Imogen Heap): essa música me fisgou pelo seguinte trecho: 10 months sober, I must admit just because you’re clean don’t mean you don’t miss it. Limpeza amorosa, porém, resolvi adotá-la como um pretexto para qualquer limpeza emocional. Um detalhe que tenho feito no decorrer do 2º semestre. Em todos os sentidos. E tem a Imogen ecoando de fundo, né?

 

You R In Love: outra que entrou na lista de competição para ser minha nova The Last Time. Sinceramente, acho essa e This Love complementares. Basta ouvi-las na ordem contrária que se cria uma história tremenda (eu e minha imaginação, me deixem). Depois que tirei Out of the Woods do repeat, essa ocupou o looping. Adorei a composição como se fosse um poeminha, frases curtas, mas o suficiente para compreender que se trata da evolução de um relacionamento.

 

Essa faixa conta de um jeito muito doce uma história de amor, como ela mudou com pequenos gestos até o sentimento ser recíproco. Taylor a descreve como sua impressão do amor verdadeiro. I feel you, sestra!

 

Músicas que não me pegaram (até a conclusão deste post)

 

How you Get the Girl, Wonderland e New Romance (que tem uma pegada disco maravilhosa). Porém, isso não quer dizer que as detestei. Curti, mas, se a música não me transmite nada, nem que seja 1% de vontade de viver dentro dela, dificilmente ganha minha estrelinha.

 

De Taylor Swift até 1989, é possível ver o quanto a Taylor tentou se reinventar. A mudança de agora foi fatal, pois ela se distanciou completamente dos álbuns anteriores. Enquanto em Red havia a lamúria pelos boys perdidos, agora não há essa ponte. Como Taylor falou, 1989 é focado nela mesma, não é centrado em alguém que partiu seu coração. Ela não estava nesse estado de espírito quando escreveu cada música desse novo projeto. Não é à toa que há muito sobre viver o momento, se divertir, de ter um cara que a aprecie e de falar do amor do ponto de vista puro – quando ele está prestes a nascer. Há autoestima, ao contrário do Red que é bem tristonho.

 

Ainda gosto muito do Red por achá-lo mais intenso em comparação ao 1989, por conversar mais comigo, mas é tudo uma questão de fases. Em uma opinião bem particular, o quinto álbum da Taylor representa o pop que morreu na década de 90, um pop limpo, divertido, que todas as pessoas podem ouvir, sem preconceitos. É aquele pop que dá para colocar em qualquer momento, por ser alegre e ter a dose certa de romantismo.

 

Concluindo: 1989 é o tipo de álbum pop que sentia falta de ouvir e que sempre buscava matar a saudade na Britney, nos Backstreet Boys, Spice Girls e assim por diante.

 

The best people in life are free

Stefs
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