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20/nov

E mais um episódio arrastado de The Originals. Começo a achar que essa impressão vem dos meus ânimos acostumados com o ritmo da 1ª temporada que, considerando até aqui, foi bem melhor. Entendo perfeitamente a necessidade de encaixar peça por peça, um dos principais motivos dessa lentidão, especialmente quando se tem uma oferta maior de personagens. Depois do que aconteceu esta semana, acho que está aí uma boa chance de pisar no acelerador e mostrar o quanto a série ainda é capaz de ir longe, tendo como apoio uma tramoia de explodir o coração. Afinal, os baixos índices de audiência chamam mais atenção que os poucos picos que TO teve, e seria uma tremenda sacanagem ela ser cancelada antes de TVD.

 

O objetivo da trama sofreu um significativo revés. Os Mikaelson estavam com o score baixo por causa das últimas investidas de Esther e Hayley foi a responsável em alterar isso. A personagem mudou um pouco o ritmo das coisas ao partir do mesmo ponto de vista da bruxona do Quarter: atingir as pessoas amadas. Ideia linda, mas não impactou. Na companhia de Marcel, algo que continuo a achar excelente por mostrar o quanto é útil dois grupos diferentes se unirem contra um inimigo em comum, achei que a investida em capturar Finn seria mais complicada. Especialmente por incluírem Cami como isca. Honestamente, a missão transpareceu uma simplicidade que me incomodou. Mesmo que o Mikaelson sorteado seja um molenga, acredito que ele teria dado um pouco mais de trabalho.

 

Meu resmungo acima tem motivo: Cami. Ela tem sido a personagem com um encaminhamento de storyline formidável. A futura psicóloga deixou de ser a mulher manipulada para ser a que assume sua linhagem. Para capturar Finn, poderiam ter feito mais, justamente para valorizá-la. Claro que a personagem arrasou em botar as correntes nele, mas não foi o bastante. De novo, ela se mostrou decidida, astuta e consciente do que queria. Merecia mais espaço. Cami está em uma fase maravilhosa por causa do encaminhamento em torno da sua transição, uma pena que o barraco não foi caótico e arrebatador. Juro que esperava mais do plano para tirar esse mané de cena. Chateada!

 

O único ponto positivo desse plano foi fazer Finn engolir a própria arrogância por achar que todo o poder que tem agora o faz dominante. O golpe final dado por Cami apenas revelou que ele é detentor da principal carência que abala essa família: ausência de ser amado.

 

Adendo: a saga do Finn não termina tão cedo porque o ator foi promovido a regular. Queria estar morta!

 

Falando em carência afetiva, Kaleb me fez surtar. Ou deveria dizer Daniel Sharman me fez surtar? Enfim, o combo dos dois ativou meu lado fangirl e quase morri quando ele ficou a poucos centímetros de dar uma bitoca na Davina. O personagem estava bem disposto a saltar a linha tênue que o separa da bruxa e, o final do episódio, deu até a entender que ele só fazia um joguinho da sedução, sendo que acabou sequestrado por Marcel. Volto a reforçar que Kol é outro que, acredita-se, nunca foi amado, a grande falha dos Mikaelson. Tudo bem que é muito estranho vê-lo como peguete da Davina por causa dos anos vampirescos. Ela é humana, vive conforme a idade que tem, e ele passou por uma intensa turnê de idas e vindas no caixão. Não soa como um casal ideal, mas fico angustiada.

 

Repito: adoraria vê-lo em um relacionamento, pois seria o mesmo que dar um pouco de humanidade a ele. Vamos lembrar do quanto foi divertido essa figura brincando de videogame na casa dos Gilbert. Imagina esse maluco em um encontro? Mas eu racharia o bico.

 

O dilema agora é que Davina ficará no limite da razão por achar que foi traída pela milésima vez. Sem a estaca e sem o paradeiro do Kol, o combo é o bastante para fazê-la perder as estribeiras. A pergunta é: ela irá salvá-lo? Afinal, ele é a única chance de destruir Klaus, sem contar que o bruxo se revelou como uma importante fonte de aprendizado. Mesmo convicta de que foi enganada, não acho que Davina quebrará essa parceria. Eu não quero, pois ambos precisam abalar as estruturas de New Orleans. Imagino perfeitamente Kol subjugando Klaus, nem que seja por meros segundos. Seria lindo!

 

O que me deixa um pouco com raiva é o resgate desse sentimento de fraqueza da Davina, pois quero vê-la forte, tanto quanto Cami. As duas foram usadas na temporada passada e têm tudo para representarem a voz feminina por quererem fazer as coisas do próprio jeito.

 

É oficial: a ladainha da Esther está tão chata que o recontar do Kol foi o ponto mais interessante do episódio. Claro que essa atenção vem da websérie, mas, se é uma coisa que gosto demais, é da lição de casa que universos sobrenaturais oferecem. Os Mikaelson têm uma bagagem histórica tremenda, e Kol é o personagem que não chegou a ter o passado explorado. Fiquei envolvida com todos os relatos dele, o que culminou na quebra da ideia de que o bruxão não teve nenhum tipo de vivência fora da caixa. O bacana é que o personagem mostrou um diferencial sobre o que é: ele sempre tentou preservar o que era antes da maldição da mãe. Enquanto alguns brothers se revoltaram, ele acabou indo atrás do que o atraia, algo intrínseco a sua existência. Algo meio Rebekah que queria voltar a ser humana.

 

Não é à toa que ele se revelou um bom criador de alianças – mesmo que as tenha avacalhado. A ligação com a família de Davina justificou a aproximação dos dois e o interesse dele em querer ajudá-la a ser mais forte. Acredito que Kol nunca foi de esconder as coisas como Klaus, o ponto forte dele é ser transparente, e o que o afugenta é a possibilidade de ser atrapalhado ou beneficiado por algum samaritano que assuma o babado – como esconder a existência de Mikael, o único que poderia matar o híbrido que tanto quer eliminar do planeta. Kol e Davina estreitaram uma relação que já é muito antiga, fomentaram uma singela confiança, e o sequestro dele botou todo esse clima apaziguador a perder. Ambos se uniram pelo desejo comum de fazer Klaus dormir, mas o gosto de traição por parte da Davina será trash de novo.

 

Kol tem sido instigante. Totalmente imprevisível. Não dá para saber em que time joga. Nem o que há na mente dele. Nem se ele é sincero. Só há incógnitas. Até então, sabemos da afinidade com bruxaria e de onde veio o gosto pela coisa. De novo, reforço a questão da lealdade. Ele permanece onde tem chances de ganhar. Por enquanto, isso é com a Davina. Dentro do quadrado mágico, o personagem está confiante de que dará cabo em Klaus, independente de estar em zona de perigo agora. O bruxão não é burro como Finn. Tenho certeza.

 

Estou com preguiça do Klaus. Honestamente, começo a sentir falta do instinto brutal, inconsequente e impulsivo do personagem. Um dos meus maiores medos era os envolvidos com a série torná-lo um pouco mais altruísta ao mesmo tempo em que o mantém preso ao mimimi do descaso. Dito e feito. Não sei vocês, mas não estou suportando. Gosto quando o híbrido reconhece coisas boas, age dentro da justiça, mas não dá para trabalhar e melhorar a personalidade dele tendo como impulso os comportamentos inseguros por causa da mamãe e do papai. Meio mundo sabe que ele é magoado, não precisa repetir isso mais mil vezes.

 

Por outro lado, houve uma reviravolta boa no plot do Klaus, o ato de matar motivado por algo “extremamente positivo” (matar não é legal, ok?). Claro que jamais esperaria vê-lo tirar o pai de cena, mas o alívio vem ao saber que a investida não foi motivada por bel prazer ou por poder. Ele fez o que fez para proteger Hope e por medo de cometer os mesmos erros que os pais. Ainda bem que esse revés aconteceu, pois estava vendo meu ódio crescer se o híbrido não tivesse feito nada para salvaguardar a existência da filha. Klaus acreditou nas palavras de Ansel muito rápido, um deslize tremendo para quem é todo autossuficiente.

 

Nada me tira da cabeça que Ansel foi manipulado, pois ele estava dançando conforme a música de Esther. Parecia até um anjo da guarda para o Klaus. Ele stalkeia o filho há mil anos, revela a planta para curar Elijah, enumera os pontos positivos do híbrido, os benefícios de ser lobisomem… Falas muito moldadas pela mama Mikaelson que deixou bem claro que só o trouxe de volta para cutucar Klaus no coração, dentro da oferta de extirpar o vampirismo para manter o gene lobito. A morte de Ansel foi uma surpresa e se encaixou no objetivo de Hayley. Klaus arrematou o final ao aniquilar uma pessoa amada pela mama. Mesmo por fora dessa ideia, o híbrido destroçou a mãe que foi mexer logo com quem… Cami! Já sofro!

 

Tirando a chatice com o pai, Klaus foi maravilhoso ao lutar pelo bem-estar de Elijah e ao mostrar uma real preocupação que não lhe garantia nenhum tipo de benefício. O híbrido agiu, de novo, por amor. O personagem nunca escondeu que Elijah é o seu maior alicerce e que, por mais que rolem as milhões de brigas, ambos se apoiam um no outro. Está claro que Klaus não se esqueceu do desejo de se vingar das bruxas em nome da Hope e, para seguir em frente, precisa do brother ponderador. Achei lindíssimas as cenas em que Klaus tentou tirar Elijah da árdua luta contra os próprios demônios. Mexeu com meu pobre coração.

 

Esther pode ter saído mal neste episódio, mas o estrago na mente de Elijah foi feito com sucesso. O vampiro terá pesadelos e será levado para além da porta vermelha com mais frequência. A bruxona derrubou o bloqueio que o protegia, o que o fará se debater e conflitar ainda mais com o próprio caráter, ciente desse círculo vicioso de bloquear as vítimas que começou justamente com a mulher que mais amou. Vejo perfeitamente o movimento contrário, Klaus tentando controlar a sede do irmão. Esses demônios dispararão o pior de Elijah (assim espero) e acho isso excelente. Nada como fazer o cara otário mostrar do que realmente é capaz.

 

Uma coisa que tem me chamado a atenção nesta temporada de The Originals é a oferta de artefatos das trevas #Voldemort, cuja metade, a que pertence à Cami, afugenta as bruxas. Acho que esse ponto é o coração da trama, pois os demônios estão à solta. Espero que as coisas esquentem, pois o final do episódio foi o suficiente para deixar muitos ânimos à flor da pele.

 

PS: gente, eu gosto do Jackson. Fiquei arrasada ao vê-lo forever alone no “funeral” do Oliver. Façam esse homem ser o Alfa logo porque esses lobisomens estão sem limites!

 

PS²: Finn e Esther são idiotas. Não me conformo como esses dois acharam que Klaus, logo Klaus, seria submetido. A bruxona tomou uma rasteira tão simples por burrice. Sem contar que ela estava relaxada e otimista demais, né? Como se não conhecesse a peça.

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Eu fiquei meio indecisa com esse episódio, daí gera dificuldade de resenhar hahahaahha Especialmente qdo não sinto absolutamente nada. Ele não me cutucou como alguns desta temporada. Fiquei bolada!

    Não aguento mais a Esther! Jamais pensei que diria isso, mas podem cancelá-la no lugar da série ahahaahahahahaah Só foi bom por causa dos momentos em família, única coisa que presta em TO pq me deixa no chão.

    Kaleb, meu rei <3 Gente, quando ele se ausenta, fico mto triste (especialmente por não ter minha dose diária de Daniel ahahahaha). Mas como o plot dele se desenvolveu neste episódio foi incrível, envolvente.

    Eu cheguei tarde pra responder seu comentário e o episódio desta semana #aplausos. Rebekah sem make, toda dona de casa kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Beijos, sua linda!

  • gabrielle araujo

    eu até que gostei desse episódio, ja assisti melhores, mas de todo foi bem interessante por esclarecer algumas coisas, não queria que a série fosse cancelada, ela é uma das que eu mais gosto, Esther tá me enjoando com esse papo de redenção dos filhos tanto quanto aquela conversa de recomeçar do Stefan, Klaus me emocionou também demonstrando afeto pelo irmão, essas coisas de família me deixam jogada no chão, mas Kaleb é o personagem que está me prendendo na série, eu fico sempre ansiosa para ver o que ele vai fazer, e ele sempre age diferente do eu penso, e é esse tipo de personagem que gosto, imprevisivel. Came, arrasou mais uma vez, por isso o Klaus baba por ela, Amei sua resenha como sempre, tá de parabéns