Menu:
05/nov

Vamos dizer que estava com as expectativas elevadas para este episódio por causa da Nina Dobrev. Que atuação mais ou menos, hein? Fizeram tanta propaganda em cima dela que apenas vi mais uma Elena Gilbert só que com o cabelo da Lorde. Tirando isso, o que aconteceu esta semana em The Originals foi mais uma vez sensacional. Estava certíssima em dizer que Mikael é o atual ponto de atrito da trama, pois só ele conseguiu gerar tensão e agonia ao mesmo tempo em que colocou a “gangue” do Klaus na mesma página, na luta por um objetivo em comum. Sem dúvidas, a melhor investida é mantê-lo como equilíbrio da história. Ao menos para mim, está difícil aguentar a Esther e a mesma ladainha de purificar os filhos.

 

Eu não sei se só eu saí meio decepcionada com relação ao flashback que envolveu Tatia seguida da “tortura” de Elijah nas mãos de Esther. Achei tedioso. Como disse na abertura desta resenha, esperava muito da presença da Nina, pois é sempre bom ficar por dentro da storyline das doppelgangers. Concluo que nem mil versões da atriz em TVD ou em TO substituirá Katherine, a mulher que aprendeu a se virar para sobreviver e que jamais colocou os desejos dos outros acima dos próprios. Até para ter o Stefan a bicha má manipulou geral. Acreditei piamente que a 1ª cópia seria awesome, mas me enganei. Tatia era sem graça e me pergunto como havia pessoas que a invejava. Fiquei com preguiça dela.

 

Esther também me deixou com preguiça ao investir no caminho óbvio para massacrar o filho. Nada mais sensível que o coração do Elijah, certo? Pelo menos, entendemos um pouco mais sobre a dificuldade desse Original se entregar amorosamente e dos motivos dos quais relutou tanto para ceder à Hayley. Tudo trauma da Tatia. De quebra, o Mikaelson tem problemas de TOC. Juro que esse foi o único viés desse plot que me deixou baqueada. Achei bárbaro e bizarro a revelação de que o vampiro se limpa para afugentar as vítimas além da portinha vermelha. Fez sentido, pois o personagem sempre tem um lenço em um dos bolsos dos ternos. Tenho que dizer que Elijah foi parar nas mãos da psicóloga errada.

 

Nesse retrocesso, o que ficou nas entrelinhas é se Elijah matou ou não Tatia. Ele não quis abraçar a ideia em voz alta, mas a maneira como a informação o abalou pode ser sinal de que tem sangue nas mãos. Esther descavou muitas coisas que se encaixam na trajetória desse personagem ao longo dos séculos: a fuga do amor, a prioridade de vida depositada em Klaus, ser contido para não passar dos limites e, claro, ter o lenço para se limpar depois de um rango. Vale lembrar que Klaus chegou a dizer na temporada passada que o irmão era pior do que ele no quesito acerto de contas. Assim, é fato que o mais dócil dos Mikaelson tem lá seus momentos perversos e obscuros nível 100, basta saber como cutucá-lo para tirá-lo do eixo. Em contrapartida, Elijah aprendeu a se cuidar e a fazer uma manutenção dos próprios ânimos, um vício sobre si mesmo para não sair dos trilhos. Um dos focos foi controlar o híbrido da família.

 

Vale mensurar o velho desejo de ver Klaus rendido que não foi alcançado até hoje. Enquanto não ajeitava o irmão, Elijah moldou um moralismo que o salva, pois, o que estiver além da portinha vermelha, é “esquecido”. Sem contar que a sopa de lembranças sanguinárias o faria um ripper, sem sombra de dúvidas. Se ele mergulhar nelas, basta se desligar para não ser consumido pela culpa e tudo certo. TVD nos ensinou sobre esse botão muito prático.

 

O que foi bom mesmo no retrocesso foi a cena entre Elijah e Klaus. Cutucou meu coração ver o híbrido desolado, descobrindo que era extremamente diferente dos irmãos, dono de uma aflição que lhe rendeu a treta eterna com Mikael. De resto, não houve nada de inusitado. Nada que pudesse realmente mudar algo na trama no presente. Nada do que veio da Tatia foi propriamente novo, pois ouvimos tudo isso lá na 3ª temporada de TVD. Agora, tivemos algo visual. Acho que estou meio anestesiada sobre essa pegada de amores impossíveis e do choque de uma revelação vampiresca seguida de morte. Quando Tatia vê Elijah lutando contra o desejo por sangue, vi Elena ficando bege diante de Stefan no mesmo estado. A diferença é que uma entendeu e a outra acabou morta.

 

Preciso de ajuda: uma coisa que me deixou meio confusa é a Tatia ter escolhido Elijah, algo meio Katherine. Ela estava claramente infeliz com Klaus e queria o irmão bondoso e protetor. Pergunto: mesmo ela sendo humana, só com sangue mágico, não deveria ter uma versão do Stefan igual a ela, já que ambos possuem uma linhagem de doppelgangers que se encontram repetidas vezes? Se Tatia morreu nas mãos desse Original, onde uma cópia do Salvatore se encaixa? Perdi o bonde? Esqueci alguma coisa? Incoerência com a storyline de TVD? Recadinho da Plec para dizer que o universo não tem influência de nada? Se foi esse o intuito, agradeço a consideração, pois me gasta essa treta de que um casal X ficou junto porque Deus quis. Afinal, Katherine também gostou do Elijah e quase terminou com ele. Já, já, esse Mikaelson é dito como um doppelganger Salvatore, porque a storyline está praticamente a mesma. Elijah até deu umas bitocas na Elena, reflitam.

 

O que chamou minha atenção foi Tatia dizer que o coração dela não é ditado pelo destino. Várias ironias saíram da boca dela, perceberam?

 

No geral, o flashback repetiu a história do Stefan e do Damon. Só com algumas leves diferenças. Klaus com a garota, Elijah sendo escolhido. Garota morre (Katherine se fingiu, mas morreu) e só restam os demônios. Não sei… Estou meio insatisfeita com o rumo da storyline do Elijah. Ele tem se tornado o tipo de personagem que já existe em The Vampire Diaries. Quanto mais tento evitar tais pensamentos, mais o vejo se aproximar da personalidade do Stefan e isso não é legal. Até porque a bagagem dele é muito valiosa para ser reduzida a um coração partido. É meio caminho para destruí-lo e enaltecer quem não merece.

 

Voltando na Esther, alguém vira o disco dessa doida? O que deu certo alívio foi o esclarecimento dela em querer purificar os filhos: quer todos mortais e bruxos. Muito me espanta a passividade dela em não perguntar sobre a Rebekah e não se movimentar para encontrá-la. Só assim para o plot dela ficar mais interessante, pois isso criaria uma nova onda de perigo com relação à Hope. Até então, o plot da bruxona está muito morno, arrastado demais. Pensei que sentiria dó do Elijah sendo massacrado, mas só faltei fazer meu café para acompanhá-la, com pose blasé para assistir a brincadeirinha. Só acho que está na hora de dar uma alavancada no plot da Esther, pois as atrizes que a representam tem dado um show de atuação. Dá para explorar mais sim além do súbito desejo de curar aqueles que amaldiçoou. Sinceramente, a storyline dela não tem ganhado muito meu interesse.

 

No sentido oposto, Mikael trabalhou e deu muito mais trabalho que a esposa. O teatrinho dele para ganhar tempo foi de rachar o bico. Ele tem sido o responsável em tirar meu coração do lugar e de agitar as coisas no Quarter. Sem o personagem, é óbvio que o episódio seria chato. Adorei o momento desabafo sobre os motivos de querer Klaus morto, aos berros para cima de Cami, uma das melhores cenas do episódio que elevou a atuação dos atores envolvidos, com direito a cuspe e tudo mais. A futura psicóloga foi muito, muito, muito corajosa em não ter deixado a peteca cair. Morri de orgulho! Achei graça da psicanálise no imutável dos Mikaelson, aquele que tem todas as raízes muito bem entrelaçadas no quesito tirar Klaus da jogada. Sebastian e Leah estavam excelentes e me doeu quando Mikael a morde, bem como a estapeia. A bichinha ganhou mais experiências para incluir na bagagem de traumas. Tinha que ser a humana para tomar uns capotes.

 

Repito que fiquei muito feliz com a reviravolta do Mikael no final do episódio passado e fiquei ainda mais feliz por ele ter saído de cena com vida. Ele é minha esperança para esta temporada de TO. Juro que aplaudi quando ele empala Klaus por alguns segundos e fiquei na torcida “queima, queima, queima”, mas não rolou. Por mais que ame a Cami e a Davina, admito que pirei com as mordidas impulsivas do personagem, detalhes que estavam em falta na série, cujo universo tem um modus operandi em que cada um dita as regras do jogo dentro do respectivo quadrado. A breve mistura de facções contra Mikael me deixou com água na boca, pois criou uma união súbita e bombástica. Vampiros, híbridos, bruxos e humanos no mesmo frame contra um maluco. Surtei!Fiquei no chão quando Marcel e Hayley dominam a cena, bem como Davina e Kol lutando contra o patriarca dos Mikaelson. Toda essa mistura me tirou do eixo e firmou que Klaus teria um exército muito eficiente se não tivesse tantos inimigos em New Orleans. Davina que o diga.

 

Em compensação, Cami provou o nível de lealdade por Klaus e o quanto deve amá-lo. Pobre mortal! Achei admirável da parte dela se impor e tudo mais, bem como encontrar fôlego para desafiar Mikael, sabendo que poderia terminar com o pescoço quebrado. Foi incrível!

 

Por um mundo em que o Kol seja meu marido

 

Kaleb e Davina têm sido minhas pessoas favoritas desde o início desta temporada. Acho isso engraçado, pois nunca escondi o quanto não era fã da Danielle. Daniel eu não posso falar nada, porque esse meu amor vem desde Teen Wolf. Além de Mikael, os dois foram responsáveis pelas melhores cenas do episódio também, justamente porque abriu um baita suspense sobre como Kol domina tão bem bruxaria, algo que será explicado na websérie.

 

Quando disse que Klaus teria um exército bacana é porque essa dupla mágica fincou o interesse de tirá-lo de cena. Meu coração está com eles. Já disse que não odeio esse Mikaelson, mas dou valor a personagens que se lembram das atrocidades que um outro cometeu. Não é fácil ignorar o passado em uma sessão de terapia com a Cami ou de largar na mão de Elijah o caminho rumo à redenção do irmão, vamos combinar. Não é tão simples como aparenta por mais que Klaus faça aquelas expressões fofas e preocupadas quando é pertinente. Ainda mais quando temos Davina, a pessoa que sofreu desde a chegada do híbrido no Quarter. Ela tem sim todo o direito de se vingar, de querer que esse mala queime forte, mesmo que as chances disso acontecer sejam mínimas, pois falamos de um protagonista. Isso já o deixa imune, porém quero que a bruxinha continue a sambar junto com o Kol.

 

Sou suspeita para falar do Kaleb. Agradeço a todos os envolvidos por terem dado uma websérie ao Kol, só assim para o Sharman ter ganhado mais espaço na trama em TO. Seu personagem revelou um alto domínio da bruxaria, até mesmo a compreensão de conceitos mágicos que vêm do lado negro da força, e estou bem interessada em saber como isso aconteceu. Adorei a interação dele com Klaus (os dois atores já trabalharam juntos e morri de amor), aquela briga de sotaque maravilhosa. Realmente estou bege como o Daniel soa como o Nate, até na puxadinha de determinadas palavras. Me diverti à beça com as provocações para cima do híbrido, mas devo confessar que vi um amor enrustido entre os dois.

 

Explico: Klaus disse que Kol está do lado errado. Como o insolente dos Mikaelson era mais próximo do híbrido e do Elijah, pode haver certa facilidade em fazê-lo virar a casaca. Afinal, o atual bruxão tem problemas de lealdade e só apoia uma causa quando tem chances de ganhar. Vejo futuro nisso, pois me lembrei da indignação de Klaus quando Elena e Jeremy matam Kol, aqueles olhos cheios de lágrimas e a revolta no rosto. Há amor, eu sei.

 

Kaleb oscilou bastante sobre as próprias intenções neste episódio que brincou muito bem com a questão de quem está sob domínio de quem. Elijah era dominado por Esther, Davina por Kol, Kol por Finn e Cami por Mikael. Não é à toa que o viés da storyline do bruxão se alargou, colocando-o como um praticante ativo de magia, bom conhecedor até mesmo de canalização de poder. Ele tem escondido muitas coisas de Esther e de Finn, com certeza porque tem uma carta na manga. Manter-se perto da Davina é um meio de não só torná-lo mais forte, como ela também. No fim, mesmo sendo desmascarado, o personagem conquistou a confiança de uma das pessoas mais manipuladas de New Orleans com grande senso de humor. Tudo bem que a menina tem se mostrado bem esperta, porém fraca, o bastante para saber que tipo de pessoas precisa ter por perto. Só sei que adorei a dupla em cena, dominando o episódio. Continuem a me encher de orgulho para manter meu serviço de edits no Tumblr.

 

Se não fossem alguns diferenciais, este episódio de The Originals seria mais do mesmo: Elijah sendo torturado, Esther com a mesma ladainha e Klaus priorizando o próprio umbigo para depois pensar no resto. Camuflando isso, a trama foi realmente boa, prendeu, gerou tensão e deixou aquele gosto amargo de saber o que resta para Elijah. Deixo registrado que esperava muito mais da aparição da Nina, mas continuo a amá-la mesmo assim.

 

PS: alguém me explica a pegadinha entre Hayley e Elijah? Fiquei chateadíssima com a mentirinha. Já imaginava um vamp sex… Só imaginava.

 

PS²: e o ponteiro do tabuleiro, digo estaca, voltou para o ponto inicial: Davina.

 

PS³: alguém faz alguma magia para a audiência de TO subir? Deposito aqui meu pavor chamado cancelamento. A coisa está tensa, amigos, muito tensa.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3