Menu:
26/nov

Que golpe baixo foi esse antes do hiatus de The Originals? Tudo bem que estava preparada para a participação da Rebekah e da Hope, mas foi como se não soubesse e tomei um tiro. Não tenho emocional para lidar com esses momentos, especialmente quando a trama cai em cima da temática da irmandade e da lealdade. Só sei que queria pegar todo mundo, colocar em uma cestinha e esconder no armário. Até a anta do Finn me fez ter pena porque está para nascer um personagem tão porta como esse (exemplos?).

 

O episódio trouxe tudo que gosto, como o foco nas tretas entre os irmãos, voltou a ser envolvente e teve a audácia de dispensar Esther. Amém porque não aguento mais essa mulher, verdade seja dita. Essencialmente, o que aconteceu teve o intuito de zerar as storylines de um jeito que todos reconhecessem que o problema do Quarter é a mama Mikaelson. Os planos finais vieram à tona e acredito que agora sim o barraco rolará solto.

 

Dentre as coisas que mais gosto em TO, está a narrativa de Klaus que costumava abrir grande parte dos episódios. Surtei muito! Fiquei contentíssima pelo retorno dessa ideia e por ter sido usada para reapresentar Rebekah e Hope na trama. O engate foi por meio do cliffhanger da semana passada e jurei que as coisas não seriam nem um pouco fáceis para Kol e para Finn. Até que foram suaves, pois o intuito era uma mera negociação.

 

Klaus também estava do jeito que mais gosto, sacana, cara de pau e arteiro. O híbrido foi bonzinho e esperto por combater os irmãos do mesmo jeito que Esther: cutucando o emocional. O objetivo dele foi frisar que a bruxona é a real inimiga de New Orleans, não ele, o que rendeu cenas mais divertidas que tensas. Finn e sua crença cega na mama e Kol e sua carência, foram dois pratos cheios que trouxeram o melhor de Klaus. Estava com saudade dele todo saidinho, sem limites, sendo rei da situação ao ponto de me tirar do sério com tamanha petulância. Encarar os dois últimos episódios com esse personagem na fase emo foram mais que suficientes. Que o deixem comovido só quando o papo é Hope, obrigada!

 

O que chamou a atenção neste episódio foi a divisão das duplas do que foi uma mera tortura psicológica. Os flashbacks que envolveram Klaus e Finn, bem como os que incluíram Kol e Marcel, foram trazidos para o presente com o gosto ostensivo do recalque. A começar por Finn e Klaus, uma irmandade banhada pela inveja. O retrocesso que girou em torno de ambos deixou nítido que o impasse principal foi a competição pelo chamego de Esther. Afinal, Finn foi facilmente trocado por Klaus. Isso gerou séculos de angústia.

 

Finn é o Mikaelson imutável com relação à mãe. É fato que ele prefere morrer a trair a mulher que tanto venera. Durante as discussões com Klaus, essa lealdade tão forte ganhou uma explicação: Finn é detentor de muitos segredos da mama. Ele viu e acompanhou todas as decisões dela, o que deixa o sobreaviso “ninguém a conhece como eu”. Achei conveniente o personagem ter sido responsável em contar sobre o que aconteceu com a Freya para o híbrido e o que aconteceria se Hope estivesse viva. Finn foi responsável em botar na mesa o tema de lealdade, algo que os Mikaelson não conhecem por serem marcados por traições e por puxões de tapete, embaraços mastigados com o passar dos séculos.

 

Além disso, o outro problema do bruxo é não entender como os irmãos se submeteram a tirania da aberração da família, o que trouxe Rebekah para o cerne do debate. Por mais que não goste dele, entendo essa mágoa infinita. Ainda mais por ter sido empalado incontáveis vezes por capricho de Klaus.

 

O senso de família do Finn é completamente diferente do de Esther. Acredito que ele almeja isso também, mas de um jeito muito puro. De novo, é bem provável que o bruxo vá para o mármore do inferno por uma senhora que pouco se importa com os filhos. Algo que ele não consegue entender. Esse Mikaelson, por ser o mais velho, se acha detentor da verdade. Por saber dos segredos da mama, é capaz dele jamais se submeter a não ser que veja à la Tomé que a mulher que tanto venera é uma megera. Uma roda de oração para Finn, por favor.

 

Quando Klaus colocou Marcel e Kol frente a frente, pedi para estar morta. Afinal, Marcel foi responsável em deixar Kol com complexo de inferioridade. Inclusive, com carência afetiva aguda. O retrocesso que os envolveu deixou isso bem claro e lacrou quando no final do dia o híbrido preferiu botar o irmão para dormir ao invés do projeto de caridade. Esse Mikaelson me enganou completamente ao choramingar seus sentimentos para cima do antigo rei de New Orleans. Achei que era piadinha a confissão de “não fazer a menor diferença” e “que Klaus nem se importava”. Imaginei que se tratava de um joguinho, pois Kol é sacana. Contudo, não passou de meras verdades que fizeram sentido com o flashback.

 

Entendam: Kol ficou de lado por toda eternidade. Elijah, Klaus e Rebekah formaram uma tríade, e Finn sempre teve Esther. Kol ficou no bloco do eu sozinho e foi trocado pelo que facilmente chamaria de agregado. No caso, Marcel. Ele é frustrado. Enquanto Finn tem o carinho, por mais que seja falso, da mama, esse petulante não teve nada e acabou como uma ameaça constante por ser incontrolável. Marcel teve muito mais senso de familiaridade que o próprio Kol, como ele pontuou no episódio, sendo que Klaus e Cia. são sangue do seu sangue. Como disse nas resenhas passadas, o problema do bruxão é a lealdade e, atrelado a isso, o desespero de pertencer. Enquanto não tem segurança, Kol é individualista, como bem fez ao esconder que Mikael está vivinho da silva.

 

Achei surreal Kol revelar o ponto fraco na caruda para Marcel, o que me fez pensar na lata que era algum tipo de pegadinha. Porém, isso foi explicado: ele tem um desejo enrustido de pertencer, de fazer parte de algo. Especialmente da vida de Klaus, o irmão que o renegou. O personagem é o Mikaelson que não participou de absolutamente nada e, quando o fez, morreu (daquele jeito imundo nas mãos dos Gilbert, não me conformo com isso até hoje). Foi avassalador Klaus revelar que ficou abatido pela morte dele. Esperava ansiosamente por esse momento, pois nunca me esqueci da maneira como o híbrido parou na soleira da Elena, com os olhos cheios de lágrimas, jurando vingança. Espero que Kol não trolle isso, por favor! Apesar que é bem a cara dele, já que o bonitão só pertence ao time que está à frente do placar.

 

Inclusive, não vamos esperar honestidade mútua, pois ainda temos Hope na jogada.

 

O que dizer sobre Hayley e Jackson? Eu consigo sentir o ódio de muitos daqui. The Originals é uma das séries raras que me neutralizam com relação à shipper e não fiquei de sobrancelha em pé quando ambos topam o desafio de se casarem para libertar os lobisomens. Não achei a atitude da little wolf terrível. Ela foi muito corajosa, especialmente por abrir mão de Elijah. Isso é um tanto quanto heroico, ainda mais se considerarmos que a maioria dos personagens femininos que passa pela caneta da Plec não consegue viver sem o boy. Ok que Hayley magoará Jackson, já acho uma tremenda sacanagem, mas a Suprema dos lobitos fez a diferença ao optar pelo que é certo. Elijah e Hayley ainda se gostam, mas uma treta requer sacrifícios e achei incrível isso vir da parte dela. Ela continua a mostrar que é dona de si e não fraquejou. Que tem atitudes próprias e que não precisa de babá. Gosto disso.

 

Claro que essa decisão dela afetará Elijah também. O Mikaelson confirmou o que comentei na semana passada: uma inversão de papéis com Klaus. Ao contrário do costumeiro, o sempre elegante e sensato vampiro recebeu umas belas puxadas de orelha e foi posto para dormir. Quem diria, né? Enfim, no encontro com Rebekah, achei que Elijah não era Elijah, pois o pavor dela beirou a uma súbita desconfiança que me fez pensar em alguma magia negra da Esther. Fiquei receosa e tomei um susto quando a vampira toma a iniciativa de se proteger. Acho que será interessante acompanhar esse lado incoerente do Elijah, tudo bem que a fome dele me fez lembrar do ripper Stefan, mas será bacana essa quebra de moralidade. Foi demais a dica na manga suja, uma intenção dele em relutar contra o que a mãe despertou na sua cabeça. Agora, esse Mikaelson mata mesmo, sem medo do TOC. A porta vermelha está com os dias contados.

 

Estou cansada do Marcel sempre achar o que Davina precisa. Sabia que ela apareceria agarrada ao sentimento de traição e fiquei com raivinha do vampiro agir como se barrar Kol fosse a coisa mais heroica da semana. Não foi. Não depois de tudo que essa personagem engoliu na temporada passada. Acho lindo esse lado fraternal do Marcel, mas fico enraivecida quando ele, ou qualquer outro, toma uma decisão só porque acha que está correto. Não, né? Está na hora do personagem dar espaço para a bruxinha, pois essa garota provou que já está em outro patamar. Foi genial vê-la enganar Joshua, aderir às lições de casa de Kol, correr para salvar o parceiro e botar Klaus para dormir. Morri de orgulho! Davina jogou formidavelmente e é assim que precisam mantê-la.

 

Bem como Cami que me fez vomitar arco-íris ao estapear Finn.

 

Sobre Rebekah e seu novo lifestyle: sem make e cabelo oleoso. Isso que chamo de humanidade. Já pressinto que ela dará trabalho por saber da oferta de Esther. Como disse Elijah, a proposta tem muito apelo, ainda mais para essa personagem que só faltou se jogar da ponte pela cura (e quem foi responsável em monitorá-la foi justamente esse irmão). A expressão dela diante da chance de ser humana foi exatamente o que esperava. A vampira nunca escondeu o desejo de voltar a ser o que era antes (uma semelhança com Kol que passou um tempo da vida agindo como bruxo + mortal porque era o que gostava de ser antes do vampirismo). Até ele demonstrou o descontentamento dessa vida eterna neste episódio e não esperava nada diferente da Rebekah. De novo, ela se tornará um ponto preocupante, ainda mais por causa de Hope. Já vi a cena dela diante de Esther dizendo sim e abraçando o capeta.

 

Ponto sem noção deste episódio: então que Esther estava de olho na Rebekah esse tempo todo? E eu sou o Bozo! Foi muito conveniente dar ao Finn o diálogo que revelou a caça da bruxona atrás da filha perdida. De quebra, Cami terminou preparada para ser possuída, e eu crente que ela seria refém para atrair Klaus. Duas atitudes apressadas para dar um jeito de encaixar essa personagem, já que Holt não deu indícios de que retornaria para TO (e ela está com projeto novo). Achei uma furada tremenda, pois as chances de Esther aterrorizar os irmãos sobre o paradeiro de Rebekah foram inúmeras. Pior que isso foi ver que a mama sabia da vampira foragida, mas não de Hope. Oi? Como um bando de irmãos do Damon, digo corvos, não viu um bebê logo com essa Mikaelson?

 

No fim, geral agora vê Esther como ameaça, inclusive Davina, o que abriu terreno para Dahlia. Já pode chegar junto do Quarter e botar todo mundo para correr, obrigada!

 

Não menos importante: Joshua e Aiden = meu mais novo shipper.

 

PS: Klaus e Hayley com Hope na promo do próximo episódio. Estou chorosa!

 

The Originals retorna no dia 8 de dezembro.
Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3