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12/nov

Este episódio de The Originals foi outra prova de que Mikael traz atrito e emoção para o cerne da trama. Mais uma vez, Esther me deixou morrendo de tédio. Deixá-la em foco rendeu, de novo, muita missa para pouca ação. A bruxona continua presa ao seu objetivo de purificar os irmãos, só que, dessa vez, fez uma abordagem diferente. Algumas revelações foram bem legais – e úteis –, mas já não aguento mais a mesmice dessa storyline. Só os lobisomens mexeram com meu emocional, até mesmo Cami que reinou graças a um posicionamento que pode ser muito essencial daqui para frente. Mais uma vez, tudo transcorreu com pacificidade, principalmente o outro objetivo principal que era resgatar Elijah.

 

Os flashbacks se tornaram partes essenciais de TO e, quando envolve os Mikaelson, eles tendem a ser pertinentes. Dessa vez, o retorno ao passado parecia inútil. Afinal, não é de se surpreender que Esther pisava na jaca antes mesmo do Klaus nascer. Essa mulher só se apoia em comportamentos e atitudes errôneas, e é por isso que nem dou tanta fé para ela. A bruxona é completamente desestruturada, não há como negar. Contudo, gostei da atenção dada à personagem, pois já sabemos de muitas coisas que envolvem os irmãos. A versão jovem dessa maluca esclareceu a obsessão por Elijah, o filho dado por meio de magia e que lhe custou Freya, como também o desespero de remendar as coisas com Klaus. Foi impossível não pensar quantos filhos Esther teve nessa brincadeira. Certeza que passou a família Weasley.

 

Esther já foi melhor e mostrar suas fraquezas, se é que podemos chamar de fraquezas, provou que essa doida é um perfeito museu: retida no passado. Ela vive em constante nostalgia e busca no antes as justificativas para o agora. Tudo o que foi dito para Klaus foi um balde de lorotas. Ok que metade da história pode ser verdade, pois vê-la chorosa no final do episódio, toda chateada com a recusa do híbrido, pode ser sinal de que, no final das contas, ainda lhe restam alguns bons sentimentos. Porém, desde que capturou Elijah, a bruxa cutucou pontos delicados e repetiu o mesmo processo com o filho mais novo. Ela sabe a ferida de cada um dos Mikaelson e, aborrecê-los do jeito certo, poderá fazer os que resta ceder. Esther não é burra, ela só se faz.

 

Esse pequeno flashback da Esther foi bacana só porque acrescentou novas informações que só se revelaram pertinentes na conclusão do episódio. Elijah continuou em cárcere, faminto e delirando, enquanto ela rodeava Klaus. Sinceramente, revirei os olhos com o falatório dela, pois foi mais do mesmo. Fiquei com preguiça até do híbrido que parecia uma vitrola que repetia pela milésima vez o quanto os pais foram uns cretinos. Sem contar que não é novidade para ninguém que os Mikaelson se separaram por causa das mentiras, detalhes que não me impactam como antes. Digo isso porque não dá para saber o que é verdade, então, faço a egípcia. Esther repetiu o que fez, do mesmo jeitinho ao azucrinar Elijah, só que com cautela, pois Klaus tem um gênio tão imutável quanto de Mikael. Claro que não deu em nada.

 

O único ponto pertinente da lavagem de roupa suja entre Esther e Klaus foi sobre o pai verdadeiro do híbrido e o motivo da traição da bruxa. A suposta verdade dela mostrou que Mikael não era tão mal assim. Nunca acreditei que o papa Mikaelson fosse terrível. Ele é magoado por motivos até que justos. O personagem tem um temperamento bem difícil de lidar, mas não há como negar que ele foi vítima de todas as maluquices da esposa. Um simples feitiço de fertilidade, que trouxe o dócil e o bom Elijah ao mundo, acarretou um efeito em cadeia que destruiu a família. Acho que Mikael foi a pessoa que mais sofreu, talvez, por não entender o que havia de errado. Talvez, ele pensou em uma maldição, um detalhe que ganhou a forma de Klaus, a aberração. Esther fez muitas burradas antes mesmo do Kol nascer e ela provou de novo que não tem limites.

 

Ela é maluca o bastante para trazer o amante do Outro lado. Como lidar?

 

A conversinha entre Klaus e Esther também deu motivos para rir. Quem diria que ela pediria uma aliança contra Mikael? É cada uma.

 

Oliver me fez feliz. Uma surpresa, pois o achava extremamente insuportável. Ele foi um babaca desde que entrou na vida de Hayley, mas fiquei balançada com sua morte. O discurso para cima de Aiden foi crucial para mostrar que as bruxas são as malditas da história toda. Inclusive, pontuou que eles deveriam ficar unidos e não se prostituírem por imunidade. Foi um fim digno porque houve instinto de nobreza. Literalmente, o personagem morreu dando o exemplo. O efeito rebote foi a união de Hayley e de Jackson, a dupla que pode coordenar a bagunça contra Esther daqui por diante. Sem os vampiros no poder, é bem capaz que tenhamos um Alfa, que não é Scott McCall (#SddsTeenWolf) para arrumar a bagunça no Quarter.

 

Falando em vampiros, Hayley foi preciosa mais uma vez ao unir vampiros e lobisomens. A personagem mostrou, de novo, que uma aliança contra um mal comum entre duas espécies sobrenaturais totalmente diferentes é possível. Na busca, Gia se destacou. Ela apresentou maturidade e achei bem legal o papo de aceitação. Ser vampira deu um up na vida da personagem devido à necessidade de se encaixar e, tendo Marcel como líder, esse pertencimento foi fácil de encontrar. O antigo rei tem um jeito nato de fazer qualquer pessoa se sentir especial e parte de algo maior. Sem contar a proteção, algo que o vampiro não poupou no decorrer da ação para salvar Oliver. Fico tranquila que todos saíram bem dessa.

 

Cami foi a verdadeira estrela do episódio. Fico a cada dia mais besta como essa mulher toma seu plot só para si, sendo corajosa e valente, ao invés de se deixar levar como uma peça do tabuleiro. Por ser a única humana, a personagem não conta com as facilidades sobrenaturais de vampiros e de lobisomens na hora de se meter nos barracos, e não ficaria nem um pouco espantada se ela terminasse a temporada com uma bela mordida. Devo dizer que um incidente desse aniquilaria toda a magia da Cami, pois a graça da storyline dela é a vivência conturbada no meio sobrenatural. Detalhe apoiado nas maneiras como se desvencilha para mostrar seu valor. Pirei quando ela simplesmente bate no peito para enfrentar Finn. Agora que sabe que o Mikaelson tem uma quedinha por ela, quero ver essa zoeira.

 

Depois de uma longa enrolação, o forninho caiu para o Klaus. Além de ter vários revivals na companhia da mãe, o híbrido deu de cara com o pai e apresentou mais um momento de neurose e paranoia. Ansel me matou ao reconhecer o próprio filho, e já imagino o perrengue que isso será, pois Mikael está soltinho em alguma parte do Quarter. Tenho que dizer que fiquei passada com esse final, mas darei uma criticazinha: acho bárbaro como as pessoas retornam com tanta facilidade. Não consigo mais ficar feliz com isso depois da zoeira que foi a 5ª temporada de TVD, uma opção que virou um péssimo hábito. Espero mesmo que esse resgate do pai do Klaus seja de grande utilidade, pois não vejo espaço para ele na trama.

 

Ainda em Klaus, dou meus parabéns por ele ter cuspido o que sente sobre Hope. Fiquei orgulhosa. Vê-lo com remorso por algo justo não tem preço, pois voltamos ao que Esther comentou no começo do episódio e que citei ao longo das resenhas de TO: Klaus só se preocupava com o trono quando chegou ao Quarter. Agora é que ele sente o peso de não ter priorizado a filha. O personagem ouviu só verdades da bruxona, verdades que Elijah também já dissera, e tem pagado caro desde então. Dificilmente o híbrido reconhece as próprias falhas e gostaria de pensar que essa súbita reação seja um sinal de amadurecimento. Afinal, ele mudou de opinião e quer reconquistar o trono priorizando a família. Espero que isso perdure.

 

A citação à Hope calhou na passividade de Esther que não me desce. A cada episódio, o raciocínio da bruxa fica a desejar. De novo, me pergunto por que essa mulher ainda não foi atrás da Rebekah. Não é possível! Não me conformo com essa tranquilidade em só citar a filha, mas não perguntar sobre o paradeiro dela. Juro que tremi na base quando Cami cita a vampira para Finn, e depois Esther bem de leve, mas é como se essa Original não existisse. No fim, como foi prometido, o papel de Hope ganhará importância. Afinal, Dahlia está à espreita e acho que agora sim a storyline de Esther sairá dessa missa sobre cura. Já deu.

 

Se analisarmos bem o episódio, não aconteceu nada de interessante até os 10 minutos finais. A movimentação da galera do Quarter só serviu de distração até a trama mostrar o que acontecerá daqui por diante. Klaus salvou Elijah, com uma facilidade tremenda, e toda a bagunça para resgatar Oliver só foi um sambinha de leve que não adiantou de muita coisa.

 

Toda essa enrolação nos trouxe uma nova inimiga no horizonte: Dahlia. Cadê essa mulher para dar um up na storyline de Esther? Pode chegar junto, não seja tímida, moça.

Stefs
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