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16/nov

Primeiramente, já peço desculpas se esta resenha for cheia das grosserias. Sempre dou meu melhor pensando em vocês, mas, neste caso, estou tão nervosa ao ponto de achar que escorregarei na imparcialidade. Como só trabalho com verdades, não passarei a flanela com lustra móveis na cabeça de ninguém. Sendo assim, sintam-se à vontade em colocarem o colete à prova de balas, por favor!

 

Este episódio foi um gatilho de tudo de ruim que tento não pensar na maioria das vezes que assisto a essa nova fase de The Vampire Diaries, oscilante, sem propósito, focado em shipper, que vem desde a 4ª temporada. De fato, o que aconteceu esta semana foi um belo lembrete de que a série morreu no 3×22, um período em que o papel do showrunner era lei e não do fandom. Uma das palavras que resumem o que sinto é: vergonha. Soa dramático, mas, quando se ama tanto algo e ver esse algo ser lançado parte por parte no lixo, é de doer na alma.

 

Sinto vergonha da falta de profissionalismo, vergonha da chacota e vergonha de terem tornado um programa de televisão, que um dia foi extremamente promissor, em, oficialmente, The Fanservive Diaries (créditos a turma do Twitter que nunca me decepciona). Uma atitude incontestável quando o episódio termina com um beijo na chuva – exigido pelos fãs. Credibilidade, cadê?

 

Como disse na semana passada, Plec e Dries fingem que não existe outra fórmula para nortear a trama de TVD, sendo que há. Porém, o comodismo bateu forte e nem a baixa audiência é suficiente para essas duas perceberem que o viés dos dois últimos anos da série não funciona. Você vê isso quando o fandom, em unanimidade, fica feliz com cenas Defan. O povo está de saco cheio dessa novela que matou a mitologia e a presença dos outros regulares. Ok em ter romance, pois, de certa forma, muitas storylines se apoiaram nisso. Contudo, os outros personagens nunca foram esquecidos (e, atualmente, são postos em momentos ridículos) e nem a qualidade da trama. Esses dois fatores morreram quando o shipper virou o big thing, uma palavrinha sinônimo de arma para alguns fãs e que acarreta em manipulação.

 

Desculpem, mas esse TV show da CW já foi mais que isso. The Vampire Diaries, aquela série que assisto desde 2009, nunca precisou disso. Só foi Williamson sair que a palhaçada da incoerência, ao ponto de até mexer no contexto criado por ele, começou e avacalhou. Shame!

 

Um breve resumo de Fanservice: palavra que passa a definir o trabalho de produtores, escritores e afins bestas o bastante para se deixarem levar por uma margem de pessoas do fandom que não representa a maioria. Eles chegam ao ponto de desrespeitarem o próprio trabalho – e ainda acham que estão na fita. Com relação à TVD, tenho certeza que, com uma boa vasculhada no FanFiction.Net, há escritores que fariam um serviço mil vezes melhor que o da Plec e o da Dries. E não é forçada de barra. É um fato.

 

Traduzindo melhor a informação: a cena Delena na chuva foi linda até você lembrar que os fãs do shipper só faltaram fazer Plec e Dries de reféns para isso acontecer. E aconteceu, né? De novo, volto na curva tortuosa: se você está tão infeliz, por que não para de assistir? Eu poderia parar, há muito tempo, mas são poucos resenhistas que jogam a verdade sobre aquilo que amam ou amaram com todo o coração. Então, estou aqui como missão de vida. Tudo que escrevo sobre cada episódio de TVD é para machucar mesmo.

 

Esclarecimentos à parte, o episódio desta semana foi medíocre e teve poucos momentos bons. Claro que um deles foi da rainha Bonnie, ainda perdida no inferno do Kai, praticamente um filme de terror. Foi muito bom revê-la, nem sei se quero que a personagem retorne para a bagunça da vida real, pois ela tem se dado melhor sozinha. Sem Damon, a bruxa ainda conseguiu prender e gerar tensão, especialmente por estar debilitada. Retornar para Mystic Falls é o mesmo que vê-la vitimizada pela milésima vez nas mãos dos escritores. Sem se esquecer de que há o porre do Jeremy. Bonnie está boazinha com o Kai, deixem-na lá.

 

Bonnie mostrou mais uma vez que sabe se defender e que de ingênua não tem absolutamente nada. Contudo, fiquei muito encucada com a ausência de cura. Kai foi “morto” há alguns episódios e me pareceu muito saudável depois de um machado no peito. Agora, a bruxa me aparece ferida, com um corte mais suave em comparação ao do parceiro psicótico e tá malzona? Não há como culpar a falta de vampirismo, pois Kai é bruxo e voltou a andar sem um pingo de dor. Só eu achei estranho? Torci o nariz para o hospital com medicamentos, pois nunca vi inferno mais fácil que esse. Só risos! Lembrando que ainda não engulo o fato do Damon ter permanecido maravilhosamente bem ali, sem sentir sede por sangue. Agora, Kai e Bonnie se machucam, usam aspirina e Band-Aid, e tudo fica bem? Nossa, quero um universo paralelo desse para mim, de preferência com open bar e com todos os álbuns das Spice Girls.

 

Mesmo com essa pequena grande incoerência, a brincadeira de gato e rato me deixou inquieta. Eu queria tirar a Bonnie dali, pois essa mulher já sofreu demais e não precisa mais disso. A personagem provou que é rainha. Quem é Santa Gilbert na fila da tele sena? Morri de orgulho das tomadas de decisões da bruxa, uma superioridade tremenda que colocou Kai no devido lugar. Ela manda nesse inferno e é astuta ao enfrentar um cara que nunca escondeu o prazer de ter matado a família e que poderia detoná-la com um estalar de dedos. Pirei quando ela o golpeia e parte para montar o ascendente. Sangue frio total!

 

O choque do episódio foi Bonnie meter de louca e dizer que perdeu os poderes. Já imaginei um bloqueio por causa da ferida, um desgaste de energia. Caí para trás quando é revelado que sua magia está concentrada no ursinho que partiu rumo à Mystic Falls. A bruxa provou que não tem limites, que sabe jogar para sobreviver ao mesmo tempo em que barra uma figura como Kai que pode matar pessoas a torto e a direito se voltar para os anos atuais.

 

Kai ultrapassou os limites da cara de pau, especialmente ao dizer que Bonnie o inspirou. É muito comediante esse menino. Quando ele enumera as qualidades da bruxa, pensei que ela fosse cair como um patinho, a mesma impressão quando, na companhia de Damon, bolou um plano para sair dali, mas sem esse maluco. O pequeno discurso dado antes da nova tentativa de voltar para os dias atuais foi o suficiente para criar dúvidas sobre o caráter desse personagem que, pensando na morte de Tripp, pode ser o vilão da 2ª parte da temporada. O bruxão tem um lado da moeda ainda desconhecido. Vimos isso com Klaus que, no fundo, tinha algum resquício de altruísmo, um detalhe centrado na família. No caso de Kai, está fácil julgá-lo, pois ele não colabora e age como um babaca psicótico para cima de Bonnie.

 

A incógnita: Kai é um monstro ou não? Sinto que, no fim das contas, ele terá uma bela justificativa. Lembrando que o bruxo foi banido do coven por ser uma aberração. E se isso foi motivo para estilhaçar geral? Não é justo, claro, mas todo vilão tem uma motivação para ser cruel, um detalhe que costuma ser intrínseco a problemas familiares. Admito que me compadeci quando ele diz que está com medo de viver no mundo real, o que me fez retornar ao que havia dentro da mochila, objetos dos quais Kai é apegado. Há uma tremenda lacuna na storyline desse personagem, o motivo real para ele ter assassinado a família. O cara tem problemas de temperamento, o que mais?

 

E é aí que acho que Jo entra. O pouco que se sabe do passado obscuro dela facilmente a conecta com o coven Gemini, assim como o corte na barriga que me fez pensar automaticamente no Kai. A personagem repetiu mil vezes que é bruxa, mas não pratica, um fator que deve ter sido influenciado pelo papo de família disfuncional. Não me espantaria vê-la como a irmã sobrevivente do truta da Bonnie ou uma parente que se verá forçada a usar o poder não só para trazer nossa Suprema de volta, mas para acabar com a turnê desse doido. Vale até comentar a sutil aparição de Liv e de Luke que serviu para frisar a importância de um coven. De alguma forma, sinto que todos esses personagens estão conectados, e são eles que trarão a rainha e seu bobo da corte para o presente. Só espero que trabalhem essa storyline direito.

 

Enzo tem me dado nos nervos. O BFF do Damon me deu um tiro ao agir como o garotinho enciumado (fiquei com essa impressão, gente!) só porque Caroline gosta do Stefan. Tenho até que dizer que só me faltava esse personagem ter um crush na vampira, está certo que Carenzo é mais divertido que Steroline, mas seria muito wannabe Klaroline. Por isso, sempre frisarei a idade dessa turma, porque parece que todo mundo empacou na mentalidade de adolescentes de 15 anos, sendo que nem todos nessa faixa etária são tão infantis.

 

Sério, não sei descrever quem foi o pior na tramoia de fazer Tripp relatar os planos contra a vampirada. Até Stefan estava um porre, com umas atitudes nonsense. Queria estar morta! Tenho que dizer que fiquei chocadíssima com a nova jogada surpresa de Enzo para cima do Tripp. Estou muito chateada com a morte precoce dele. O susto da novidade me deixou boquiaberta, pois não esperava uma cartada final desse nível para recuperar Liz. Por isso que nunca dou trela para plots que envolvem família de Fundadores, pois nunca vai a canto algum. Metade dos moradores de Mystic Falls são vampiros, todos amigos, que se unem para destruir a fatia minoritária de humanos. Vide a explosão do Conselho. Muita pilha para pouco desenvolvimento. Pior que estava simpatizando muito com esse viés da trama por trazer medo e perigo reais para essa turma que parece não temer absolutamente mais nada. Até Kai chegar para mostrar o que é medo, a galera terá que lidar com os simpatizantes do falecido caçador.

 

Ultimamente, me sinto como o Matt. Exausta dessa vampirada se dando bem. Comentei na resenha passada o quanto seria maravilhoso vê-lo virar a casaca. Seria inusitado. Diferente. Acima de tudo, justo. O personagem só perdeu ao longo da jornada entre amigos vampiros e lobisomens, e acho esse um bom momento para ele se revoltar. Dou o maior apoio para vê-lo assumir o esquadrão e botar todo mundo para passear. Isso seria uma mega storyline para o humano da turma, mas é claro que TVD não é uma série que arrisca por causa da mesma receita de bolo. Gostei muito da curta conversa entre Tripp e Matt, sobre os motivos de treinar garotos em busca de um mundo melhor. Não vamos nos esquecer de que o líder foi uma vítima e morreu injustamente. O personagem era humano, queria justiça, e me doeu ver a revolta nos olhos de Matt ao assistir mais uma perda em nome do sobrenatural, algo que ele está claramente de saco cheio.

 

O inconformismo no olhar do Matt é sinal de que algo dentro dele explodiu. Algo dentro dele trincou de vez. Talvez, agora o personagem veja que está jogando no time errado. Tripp deixou o recado para um de seus pupilos e eu gostaria de vê-lo assumir os caçadores. Juro, uma empreitada dessas me faria morrer de orgulho do humanoide.

 

The Fanservice Diaries

 

Nunca cheguei a detestar nenhuma mistura de casais em TVD, assim, daquele jeito em querer fazer bigodinho nas fotos, xingar muito no Twitter, tretar com quem gosta e afins. Até me sinto mal porque há muitas pessoas que apoiam Stefan e Caroline como casal, algo que um dia fiz no decorrer das minhas resenhas, mas anuncio que não consigo mais com esses dois. Antes, até via futuro, mas a forçada de barra está sem precedentes. Me contorço toda vez que escuto a voz da Caroline – mas eu te amo tá, Candice? – e começo a ter birra do Stefan.

 

O ponto positivo de Steroline esta semana é que Caroline estava light. Quando ela está light, não me incomodo tanto. Para mim, ela é o problema principal, pois Stefan está na poker face – e acho isso até que ótimo. Foi muito ensino médio a maneira como os sentimentos dela veio à tona graças ao Enzo. Revirei os olhos. Passados os anos escolares, essa turma está em falta de pensamentos e comportamentos maduros. Chegar ao ponto de um cutucar para criar certo desconforto me fez rir porque dava para fazer melhor. O golpe foi a cena do hospital. Até semanas atrás, a vampira não tinha esse orgulho todo, se rebaixou horrores pelo Stefan e se deixou ser usada. Muito hábil jogar a culpa no crush e dizer que “merece coisa melhor”. Estou bem farta desses surtinhos, sendo que Caroline em relacionamentos já foi mais decente.

 

Delena é um caso extremamente sério. Sim, havia amor na 3ª temporada, mas o descaso pegou o shipper a partir da 4ª temporada, concordem ou não. Tenho amigas que torciam pelo casal e não aceitam o que Elena e Damon se tornaram um para o outro. Reassistam a série e verão que não minto. Não é à toa que resgataram, via diálogo do Salvatore, os melhores momentos criados no auge da série. E foram os melhores mesmo, antes do sire bond.

 

Eu não consigo engolir o que fizeram com Delena a partir da 4ª temporada. O sire bond não foi bonito, nem muito menos o excesso de safadeza oculta que pregou que esse tipo de relacionamento é ideal. Não para quem vive no mundo real e nem adianta pontuarem que é só ficção porque sabemos que há pessoas que se inspiram naquilo que amam, e a mensagem de Plec e Dries é ofensiva. Especialmente para o papel da mulher. Nem John Green, o cara mais amado do planeta, faz uma baixaria dessas com os próprios personagens. Nem tio Jeff de Teen Wolf destruiu Allison e Scott, o amor mais lindo dessa série. Fala sério!

 

De novo, Plec e Dries tentaram romantizá-los neste episódio ao resgatarem as memórias mais bonitas, um belo engana trouxa. O plot dos dois seguiu o mesmo percurso da mente desmemoriada da Elena: vamos dar os momentos bons para que Damon seja aceito como namorado do ano e, bam!, Delena endgame. Ótimo seria se o percurso desse shipper, até a jura do amor eterno, fosse outro. Dava para fazer melhor, não dava? Dava! Mas a preguiça brotou e o objetivo agora é tornar o Salvatore um cara bacana. Desculpa, mas o vampiro era bacana lá na 3ª temporada, quando realmente se empenhava para ser melhor. Depois, ele virou um mal-acostumado por ser perdoado seguidas vezes pela namorada – que costumava ter juízo – depois de dar mancada. É para isso que existe aquela cena, cujo “título” é Never Let Me Go. Isso que era Delena, meu povo. O sentimento existia na 4ª temporada, não precisavam humilhar tanto a Elena para fazê-la ver que gostava do Damon – sendo que ela já sabia. Entendem?

 

Algumas coisas que me mataram além do beijo na chuva:

 

– Damon não querendo que ela morra: Elena se jogou na fronteira e ele me diz uma coisa incoerente dessas sendo que achou lindo de doer quando a namorada entrou no carro rumo à morte. É basicamente o que o Salvatore falou com orgulho na semana passada: Elena pode ser feliz, mas com ele. Agora, Elena pode morrer, mas  com ele.

 

– Damon assumiu o que há muito tempo eu queria que assumisse: o egoísmo de ter Elena só para si a partir do momento em que ela virou vampira. O Salvatore terminou de me matar ao emendar que percebeu que a Santa Gilbert perdeu todas as chances de ser feliz por causa da transição. Resposta errada! Em momento algum Damon se preocupou com o estilo de vida dela na 5ª temporada. O vampiro deu alguns toques de apoio, mas ele a tomou para si, não deixou ninguém chegar perto e achou muito romântico. Perdeu as barras de ouro.

 

Neste episódio, tentaram vender um amoroso Damon Salvatore. Acreditei na mágoa dele em ser esquecido, mas esse sentimento morreu quando o vejo ser sufocador e infantil. Na conversa com Alaric, o personagem não pareceu preocupado em fazer uma análise pessoal para entender o que se passa na mente da ex-namorada, com base nas atrocidades que cometeu. Ele só resmungou e voltou a ser beberrão, stalker e uma criança ao ponto de hipnotizar Liam pelo simples motivo que friso há algumas resenhas: ele não aceita negativa.

 

Por isso mesmo não engoli nem um pouco quando ele “abre mão dela”. Damon precisa de muito para deixar de ser egoísta no quesito Elena e não é uma amnésia que o tornará uma pessoa melhor. O vampiro disse coisas que fariam sentido se não conflitassem com tudo o que ele fez da 4ª temporada pra cá. Ele tinha tudo para me convencer, até eu rebobinar minha memória e relembrar que metade do que foi dito não ornou com o momento.

 

Elena passou pela forçada de barra em se sentir culpada por uma decisão (fraca e covarde) pessoal. Sim, foi uma burrada tremenda, mas a personagem estava bem e agora me aparece injuriada? Ao ponto de se jogar na fronteira? Quando você acha que a Santa Gilbert conseguiu se estabelecer para voltar a ser uma protagonista decente, ela vai e me dá uma dessas. Como respeitar? A justificativa é porque a vampira quis preencher a lacuna da vida dela. Lindo, mas não. Se quisesse as coisas em um curso natural, não teria dado um reboot na memória.

 

Em um ponto, concordei com o Damon e quis agarrá-lo: quem ama não faz esse tipo de coisa. Como venho dizendo, a Santa Gilbert enfrentou coisas piores. É o cúmulo ver o que ela provocou por não aguentar o tranco por um cara. Já disse e repito: não é romântico. O Salvatore ganhou meus parabéns ao mensurar isso, uma atitude que deveria ser o bastante para ele seguir a vida. Foi nesse momento que o vi realmente magoado pela iniciativa da Elena, outro detalhe que morreu assim que ele começou a falar um monte de baboseiras.

 

Da mesma forma que Steroline, também não consigo mais ver magia em Delena, não como na 3ª temporada. A cena na chuva, que deveria ser parte da storyline do casal, foi embutida na trama por ter sido uma exigência do fandom. Se tivesse sido ideia da Plec e da Dries, eu respeitaria mais, porque ficou bonitinha. Porém, lembrar que ela aconteceu porque os torcedores do casal bateram o pezinho, é broxante. Sem contestar, The Vampire Diaries se tornou uma série tão manipulada quanto o jornalismo da Globo.

 

Desde a transição para a 4ª temporada, shipper é prioridade ao ponto de destruir o que Williamson escreveu e deu aval. Um conjunto de incoerências que rebateram no fato da Elena não ter as memórias de volta assim que Ric se tornou humano. Como viver, pessoal? Não me conformo como pisaram em cima de tudo que Delena construiu ao longo de 3 anos, e no quanto Plec e Dries descontextualizaram muitas coisas na série para fazer o casal acontecer.

 

Adendo: você vê o quanto a falta de criatividade está grande quando voltamos à típica cena da dança. Stefan tentou fazer Elena se lembrar quando estava desligada, agora Damon fez o mesmo. Ainda não entendo a dificuldade de deixar quieto o que morreu. Stelena teve o momento deles, deixa quieto, e foquem em criar algo bacana para Delena. Que coisa!

 

Conclusões finais

 

Pergunto: como torcer por um casal quando você sabe que ele está sendo manipulado? Como torcer sendo que o encadeamento da história não é mais natural? Como fazer gifs no Tumblr se tudo é uma mentira criada por fãs que mais atrapalham que ajudam? Como ignorar que tudo o que tem acontecido com TVD faz parte de uma enquete lançada no fandom? Cadê minha faquinha de rocambole?

 

Não me entendam mal. Eu amo ter um shipper para torcer por mais que seja um que ninguém gosta. Gosto de ser envolvida, consumida, de querer agarrar a tela do computador quando acontece aquela cena maravilhosa. Sou muito fangirl com relação a isso, mas não perco tempo discutindo porque já passei dessa fase. Infelizmente, TVD não me traz todos esses sentimentos por tudo ser uma farsa. Não há mais encadeamento natural, entendem? Um encadeamento que – quem escreve sabe – flui na escrita.

 

Resultado: frustração até o fim da série. Por isso, só os fortes continuarão.

 

Nem um pouco me espanta que Kevin nem se dá ao trabalho de ser mencionado. Ele era o sustento que fazia Plec trabalhar com coerência, a mesma mulher que está em The Originals e que não destruiu a saga dos Mikaelson ainda porque está na companhia do Narducci. Dries só sabe escrever episódios soltos e provou, desde que assumiu como produtora executiva, que não sabe administrar uma temporada completa. Sem Kevin, o que sobrou? Um medidor do fandom.

 

De novo, é muito triste chegar aqui e ver o que a série se transformou. Como respeitar pessoas que menosprezam os fãs e fazem do próprio trabalho um script de manipulação? Temos muitos exemplos de showrunners que mandam em séries adolescentes, como o Jeff Davis de Teen Wolf. Até Marlene King de Pretty Little Liars, que chega a seguir um pouco os pedidos dos fãs, não deixa de lado a trama, dá patada em gente chata e nunca hesita em avisar que não fará X coisa só porque o fandom quer. É bom quando curtimos algo e a chefia, por mais mala que seja, prioriza sua mente criativa. É por isso que há Shonda Rhimes no mundo, arrasando nas quintas.

 

De novo, foi um episódio bagunçado, sem aprofundamento, priorizando algo que todo mundo está cansado de ver. Podem dar um spin-off para Delena e liberem o Paul Wesley, obrigada.

 

PS: Damon com o ursinho da Bonnie, cena mais linda do episódio. Hora de trabalhar Bamon já.

 

PS²: Jo será o ponto-chave para trazer Bonnie de volta. Com o ursinho, alguém precisará se mexer. De repente, há uma oferta tremenda de bruxas.

 

PS³: Liam tá pedindo pra ser morto, né? Ok que vai porque TVD não gosta de coadjuvante.

Stefs
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