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31/dez

Como é uma tradição aqui do blog, todo final de ano escolho um “tema” para o próximo que virá. No caso de 2014, a palavra-chave foi Excelsior. Quem assistiu ao filme O Lado Bom da Vida é bem familiarizado com ela. Uma ideia que o personagem de Bradley Cooper adotou para a vida: pegar toda a negatividade e tornar em algo positivo.

 

Não sabia que Excelsior calharia tão bem com este meu ano um tanto quanto esquisito.

 

Pat passou uma temporada em uma clínica psiquiátrica. Eu passei quase 365 dias no retiro chamado We Project (tive que sair para ver gente, né?). Atitude que teve como intuito dar forma ao meu sonho de ter um livro completo. Basicamente, 2014 foi o ano em que deixei uma rotina segura para viver uma nuance do meu desejo. Não só vivê-lo, como entendê-lo e compreendê-lo.

 

Pensar em Excelsior se tornou mais uma missão interna do que externa, pois toda a negatividade que tive que combater durante o processo de escrita foi dentro de mim mesma. Feliz ou infelizmente, essa experiência de escrever me forçou a externar muitas coisas ruins que surgiram no caminho e que quase me empurraram para longe daquilo que decidi trilhar em 2014. Um caminho solitário, pois, por mais que haja apoio moral de quem você ama e confia, é o filme: me, myself and I. Ainda mais quando falamos de escrever uma história.

 

Inclusive, essa decisão me empurrou para uma fase da vida meio ‘agora ou nunca’. Assim, não tenho mais idade para saltar de emprego em emprego, bem como mudar de sonhos ou de tarefas em um rompante. Ok que não me importo tanto com isso, pois tento ser fiel ao que quero o máximo possível. Porém, é de dinheiro que estou falando, amigos. Seria lindo sobreviver só com 2 reais na carteira.

 

Real life sucks!

 

A temporada de Pat no castigo também foi uma chance dele se refazer, algo que estranhamente aconteceu comigo. Foi automático. Depois de rever o filme para repensar este post, conclui que 2014 não foi só uma luta para sentir o gosto de viver um sonho ou de brigar contra toda a negatividade… Foi também um período que descobri o quão malignas podem ser minhas emoções. Muito mais malignas em comparação ao que estou acostumada. Acrescentado a isso, entendi os sinais, outro item do filme entoado pela Tiffany, e os agarrei. Em parte, isso tem a ver com a análise do “o que eu quero daqui por diante?”.

 

Relendo o post do ano passado, comentei que 2013 foi um ano difícil, mas nada se comparou a 2014, que se superou nos níveis de trollagem. Trollagens das quais me fizeram perder a cabeça incontáveis vezes. Assim como Pat, duelei muito para não ser tragada pelas intempéries, pela negatividade e pelas negativas que tomei na cara (e que me desanimaram demais ao ponto de eu descrer de tudo que fazia). Não foi pura mágica!..

 

Não sei dizer exatamente o que aprendi em 2014, mas acho que uma delas foi diminuir ainda mais minhas expectativas. E não vejo isso como algo ruim.

 

Explico: quando espero demais de algo ou alguém, a chance de quebrar a cara é altíssima. Isso dói mais quando tem a ver com meus projetos pessoais. Quando me desligo e faço o que tenho que fazer, seguindo o compasso do que acredito e do que sinto, tudo flui mil vezes melhor e os retornos são positivos. É difícil ficar longe dessa emboscada, de não esperar demais, de não dar F5 no e-mail quinhentas vezes, algo que me machucou em alguns capítulos de 2014. Aprendi a controlar ainda mais os capotes, o que exigiu a presença do meu lado racional.

 

2014 também me deu a consciência de que estou mais velha. Por mais que a ideia de sair do emprego para escrever tenha sido uma bênção na minha vida, não dá para fugir do pensamento de que não tenho mais idade para brincar disso. É pura insegurança que acarreta em uma pressão psicológica que me faz almejar caixas e mais caixas de chocolate.

 

Sem contar aquela maldita e insistente impressão de que fulano com a mesma idade que você tem isso… Ciclano com a mesma idade que você tem aquilo… Argh!

 

Daí penso que nenhum deles terá um livro e dou risada da cara do perigo (eu, alucinando já).

 

Enfim… Atingi a meta que estipulei em 2014 de terminar o bendito WP. E terminei, suckers! Nada como planejar algo, transpirar por esse algo, ver suas mãos doerem e tremerem de tanto que digitou por esse algo, e ver esse algo ser concluído no dia 30 de dezembro de 2014.

 

Cadê os brindes? Foto no Facebook? As barras de ouro que valem mais que dinheiro?

 

Só sei que fiz tudo que podia. Depois de viver este ano, entendi muito mais o poder de Excelsior. Pensar positivo… Agir com positividade… Pegar a negatividade e tornar em algo bom… Trabalhar duro… Fazer o que posso… Desafios que nem todo mundo consegue abraçar e adotar para a vida. Eu ainda não consigo, não totalmente, pois adoro (mentira!) viver em uma montanha-russa emocional, sem cinto de segurança. Acho que comentei aqui no blog que tolero 24 horas de lamúrias e foi difícil ver 24 se tornar facilmente 72, que viraram 1 semana… Tinha dias que queria arrancar minha pele, fato!

 

Adaptando como forma de resposta aos haters: I’m just the crazy Stefs with a fake book Hahaha!!

 

Basicamente, o resumo do meu ano foi lidar com a Stefs. Não é todo mundo que confronta a si mesmo. Eu costumava fugir da minha pessoa (que não é a minha Person, mas fujo dela também), especialmente quando as coisas ficam obscuras. De um jeito ainda mais esquisito, aprendi a ter uma conversa seríssima com a moça que escreve este post.

 

Incluído a isso, combati demais a sensação de que não fiz nada em 365 dias. Mas fiz muito e recebi mais ainda. Houve tantas coisas legais no blog, os tais sinais que me mostraram que preciso continuar com meus projetos que, de forma geral, é meu sustento emocional.

 

Em contrapartida, a quantidade de negativas que recebi (e não é de boys que estou falando) poderia me fazer desistir de tudo. Bateu a vontade de desviar o caminho e de destruir a meta que estipulei para mim. Mas insisti e chego aqui com a ideia por detrás de Excelsior mais sólida. Quem sabe, aprimore, pois precisarei manter os pensamentos positivos em 2015 (e por toda a vida).

 

Estou surpresa comigo mesma, especialmente quando penso que mudo de ideia com extrema facilidade. Como disse nos posts do WP, escrever é algo solitário. É uma briga do eu vs. eu. É preciso jogo de cintura para não deixar de acreditar no sonho ou no propósito. Independente daquilo que se almeja. Achei mesmo que abandonaria o pseudo-livro, mas isso não aconteceu. Minha principal meta de 2014 foi cumprida com estranho sucesso.

 

Excelsior!

E o tema de 2015?

 

Para o ano que vem, decidi montar um manifesto, porque amo palavras/quotes.

 

O que é isso, Stefs?

 

No sentido criativo da coisa, será uma “coletânea” de frases ou de palavras, uma soma de ideias que terão a ver com desejos e objetivos que representarão o Random Girl.

 

E óbvio que todos vocês estão convidados. Adoraria saber quais são seus quotes ou palavras favoritas.

 

Resumindo, cada mês terá um quote/palavra que tenha a ver com a meta de 2015: o ano de ser você mesma. Eu não sabia o que escolher até receber uma notícia linda que impulsionou essa temática para o próximo ano (e que faz parte dos novos projetos do Random Girl, da minha vida, do universo e tudo mais).

 

Começarei assim: seja esquisita, seja aleatória, seja quem você é (Autor Desconhecido).

 

Obrigada por visitarem esta casinha sempre que possível, bem como por deixarem comentários (que fazem meu dia!). Agradeço a turma que passa nas resenhas também (de TVD, especialmente, vocês me matam). Enfim, espero que ano que vem seja bom não só para o blog, como para vocês também, meus caros leitores aleatórios.

 

Feliz Ano-Novo! <3

 

Os gifs deste post não me pertencem.
Stefs
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