Menu:
12/dez

Que episódio maligno foi esse? Alguém me explica? Foi torturante a espera de 3 semanas para conferir o mid-season finale desta temporada de Chicago P.D. e, sem sombra de dúvidas, essa abstinência valeu muito a pena. Vocês precisavam ver as minhas reações quando o conferi online. Comédia! Com muito amor, confirmo que, ao assisti-lo pela 2ª vez, com legenda, sofri de novo como se fosse a 1ª. Não tem como negar que tudo se assentou com excelência, 40 minutos redondinhos de pura ação e conflito. Sem contar que foi muito difícil dar a estrelinha de detetive badass da semana, pois todos ganharam os holofotes, arrasaram, e amo quando isso acontece. O resultado até então foi o fim de um arco que deixou novas pontas soltas (e chocantes). Sinto uma dor no peito por ter que esperar até janeiro.

 

O episódio começou como se a trama estivesse do avesso. Nada como a impressão de um cliffhanger logo de cara para envolver quem assiste, de uma maneira que haja apenas o desespero de saber o que acontecerá em seguida. Erin na correria, Nadia em pânico pela amiga… Do nada, a cena corta para uma operação da equipe de Inteligência que mais parecia um assalto. Juro que caí como um patinho e, quando vi essa turma sem as máscaras, surtei que nem uma maluca.

 

O plano perfeito me deixou petrificada e deu aval para pensar no pior. Os primeiros minutos de ação foram o petisco de um caso semanal que foi muito complicado, o que dá força para o interesse dos escritores em mostrar que a turma do Voight é propensa a falhas. Até então, só há o caso Layla não solucionado, e bem achei que o desta semana também entraria na fila. Especialmente por envolver o tema corrupção, algo que tem sido abordado desde o começo desta temporada.

 

Mal acreditei que um juiz e um secretário foram levados para a sala de interrogatório e achei bem digna a posição de Voight quanto a isso. Tudo bem que esperava um show à parte, mas ele disse uma vez que não perseguia policiais, o que também deve incluir qualquer um que tenha jurisdição em nome do Estado.

 

O tema corrupção não só combate as atitudes e os comportamentos de Voight, como pontua que nem todos que possuem uma estrelinha no peito são heróis. Uma realidade. Em todos os episódios de CPD até aqui, independente da abordagem, há uma mágica em que até mesmo o vilão possui certa humanidade. Nunca me esquecerei do crossover em que Olivia (SVU) pede para o mother fucker acessar seu lado humano para interromper o tráfico e a exploração infantil. No caso deste episódio de CPD, o esclarecimento soou como um absurdo, claro, mas a indagação teve sentido. Se não fosse um, poderia ser outro, algo que me fez pensar em Voight que aproveitou a oportunidade de ganhar uma grana extra no passado e foi preso.

 

O que me faz uma pessoa cada vez mais apaixonada por essa série é isso: a capacidade de humanizar os personagens. Essa é a grande prioridade em meio aos casos semanais. Nada melhor que ver essa turma com os ânimos à flor da pele. É agonizante!

 

A maravilha que aconteceu neste episódio foi o destaque dado à Nadia. Finalmente essa mulher saiu do posto de entregadora de recados. Muito me incomodava. Pela primeira vez, foi cutucada a pauta sobre o interesse dela em ser policial e não vejo a hora disso acontecer. Sou totalmente a favor. Tudo bem que esse possível viés na storyline dela sempre foi meio claro, ainda mais agora que não se sabe se Burgess morreu. Só sei que seria muito bacana mostrar a evolução da personagem de tal forma. Seria sensacional, especialmente por abordar o treinamento na Academia – algo meio Dawson quando começou a carreira de bombeira.

 

O pavor de Nadia, com medo de perder a amizade da Lindsay, foi muito similar ao momento em que teve que usar drogas para proteger Burgess na temporada passada. Em todos os sentidos, ela focou sua sobrevivência na detetive que admira. Ficou claro que a personagem é insegura ao extremo, que acha que tudo que faz ou tende a fazer é errado. Foi totalmente compreensível vê-la com receio de perder a única amizade saudável que possui em Chicago. Afinal, essa cidadã não tem muito na vida.

 

O babado da Elisha colocou Nadia e Erin na lupa do Voight, tudo porque agiram no calor da emoção e falharam em muitas medidas, como registrar a cidadã como informante e reportar o caso por inteiro. A parte boa é que não foi apenas um deslize de uma, mas das duas. Na hora de enfrentar o chefão, Nadia mostrou certo amadurecimento. Eu ficaria apavorada e tenho certeza que lidaria de um jeito muito pior. Provavelmente, sairia daquela sala aos prantos. A compostura da personagem foi excelente, pois, naquele cubículo, havia todos os motivos para fazer uma pessoa desmoronar. No fim, tudo ficou bem, e tenho que dizer que surtei quando Lindsay a aconselha sobre o desejo de ser policial e de tomar decisões inteligentes.

 

Só acho que precisam investir na Nadia. Meio difícil, pois ela tem uma história que depende demais da Erin.

 

Quem também ganhou um tremendo destaque (merecido) foi Al. Desde que sua filha foi uma testemunha-chave na temporada passada, nada de emocionante aconteceu na storyline dele. Só havia em aberto a intenção de reconquistar a esposa. Essa situação foi o gancho para mais um pesadelo do detetive que puxou o gatilho para proteger quem ama. Derreti com as flores e sorri de felicidade quando ele diz à Nadia que a atitude era porque se mudaria da garagem para casa. Pena que, em instantes, Meredith se tornou refém do bando, o que acarretou uma transformação brusca no comportamento do personagem. Do homem dócil e apaixonado, Al se tornou um iceberg.

 

Capotei quando ele atira em um dos componentes da gangue. Não esperava! A expressão de derrota dele me enganou direitinho. Por mais que ame Linstead, minha parceria preferida é entre Voight e Al. Ambos possuem muita história para contar e uma cumplicidade que intriga. A construção desses dois personagens é perfeita, mesmo com storylines não aprofundadas. Eles se complementam como se tivessem sido feitos um para o outro. Acho isso mágico e ao mesmo tempo perturbador. Isso me fez até pensar que Al foi e ainda é um tipo de equilíbrio ao parceiro que não hesita em matar qualquer bandido. Isso aconteceu com Pulpo, que saiu vivinho da silva. O Sargento só abaixou o revólver depois das palavras de Al, embora quem tenha grande parte dos créditos seja Jay.

 

Al é o tipo de personagem que consegue chocar sem esforço. Que abala as estruturas em momentos impensáveis. Ele tem muitas camadas, muitas nuances. O rosto dele fica lívido em meio a tensão, sem um pingo de emoção, o que o torna insondável. A raiva do Voight é muito transparente e Al tem um jeito de se esconder, como se canalizasse a ira. Nunca fica evidente se seus pensamentos são para o bem ou para o mal. Gosto disso demais!

 

Erin foi deixada de lado para ser parte do cliffhanger do mid-season finale. Não me surpreendi ao vê-la aceitar o posto na força-tarefa e estou ao lado dela. Foi perfeito o discurso do Sargento, meus olhos se afogaram nas lágrimas. Esse momento lindo me fez pensar no que Kot disse a ela, sobre ser a eterna Voight’s Girl, um detalhe que ficou nas entrelinhas neste episódio. Vejam bem, Lindsay é alvo da Corregedoria por motivos de Voight. Tudo o que ela fizer rebate nele e vice-versa, uma situação desconfortável por ambos atuarem na mesma unidade. É uma mancha que não sumiria se a detetive continuasse onde estava. A personagem precisa quebrar as amarras e mostrar o seu valor, por mais que o amor pelo Voight nunca a tenha atrapalhado na hora de exercer sua profissão.

 

Não faço ideia como encaixarão esse novo viés na storyline da Lindsay, muito provavelmente será um casamento com o que aconteceu com a Burgess, o que me soa como mais uma pauta sobre terrorismo. Afinal, há o presidente da Bulgária envolvido. Com a força-tarefa na companhia da Inteligência, dá para balancear essa decisão – e fazer Linstead acontecer.

 

Eu não queria falar mal da Burgess, mas falarei de novo. Pelo previously, acreditei que Burzek traria algo de novo à trama, mas só foi um acréscimo de safadeza oculta feat. uma DR desnecessária. A presença de Jen, ex do Sean, só reforçou algo que até Platt comentou na 1ª temporada: a aventura de ter um relacionamento no trabalho. O problema é que Burgess se deixa levar com facilidade ao ponto de se permitir a uma neurose amorosa.

 

Começo a me perguntar seriamente o que diabos aconteceu com aquela mulher empolgada, que não hesitava em se jogar nas tarefas da Inteligência para mostrar o seu valor. Até Platt a sabota, com toda razão. Sim, romance não mata ninguém. O que mata é mudar tanto e se esquecer dos próprios desejos. Não aceito isso!

 

Estou decepcionadíssima com o encaminhamento da storyline da Kim, acho ridículo o desrespeito do Ruzek. Só revirei os olhos ao perceber que Jen só estava ali para criar clima para DR, tanto para Sean, quanto para Burgess. Porém, tenho que dizer que Roman surtado foi engraçado demais.

 

Agora, e aquele tiro? Será que a Burgess morreu mesmo? Olhem, do jeito que anda a storyline dela, vocês me desculpem, mas não faria nenhuma diferença para mim. Sim, fiquei jogada, passada e chorosa, porque ainda quero vê-la vencer na vida. Só que para isso, ou ela chuta o Ruzek ou ela equilibra ambição pessoal e amor.

 

Sem sombra de dúvidas, esse mid-season finale de Chicago P.D. merece todas as honrarias. Acarretou drama, suspense e agonia do começo ao fim. Foi formidável, ainda estou em choque e mal posso esperar para o próximo episódio.

 

PS: fiquei com dó do Atwater que deu a impressão de ser um novo Jin, responsável em monitorar e tudo mais. Voight foi muito sacana com ele, mas não teve como não rir.

 

Chicago P.D. retorna no dia 7 de janeiro.
Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3