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11/dez

Acredito que a única missão deste episódio temático de Pretty Little Liars, considerando o quesito qualidade, era superar o de Dia das Bruxas do ano passado (que foi extremamente vergonhoso). Por não estar com as expectativas elevadas, fui surpreendida pelo que se desenrolou e gostei muito. O retorno breve das Liars derreteu e afligiu meu pobre coração, a trama me engoliu e fiquei abalada por motivos de Spencer. Uma loucura!

 

A mudança de data comemorativa fez um bem danado. De certa forma, renovou a criatividade da série. Mesmo com pouca ação, tudo funcionou, especialmente por ter deixado muito claro o intuito da trama: abrir novos vieses para que as Liars continuem a ter o que fazer quando a série retornar no ano que vem. A meta não era aprofundar nada. Nenhum “especial” entrava em detalhes, justamente por se tratar de um pontapé do que virá na parte B de cada temporada. Acredito que muitos queriam mais A e mais Mona, porém, o intuito foi esquentar as turbinas.

 

Sem contar que não se podia anular, em hipótese alguma, o espírito natalino. Em outras palavras, os tais milagres e sentimentos que dominam muitos nessa época do ano. Marlene foi rainha em não ter excluído isso, pois ajudou a transmitir a ideia de que no meio da tempestade ainda há muito nesta vida que vale a pena.

 

A temática de milagres natalinos foi pontuada logo na abertura do episódio. Depois de tanto tempo, foi bom rever as meninas em um clima diferente. Spencer estava livre sob fiança, Emily manteve a posição de entusiasta do Natal, Aria de conselheira e Hanna de cética depois do incidente com Mona. O começo foi irônico, com um Q de desesperança. O peso dos últimos acontecimentos ainda estava enraizado nelas, inclusive, o incômodo da existência de Ali. Sem contar a infelicidade de viver no A World. Por mais que o recado da vilã/vilão desse uma folga para as Liars, a faísca de tensão foi criada, e só ganhou poder a partir do momento em que Hanna testemunha um milagre ao receber o mapa da casa da Rainha da Maldade.

 

O fato de Mona ter mapeado a casa da rival inflou meu coração de orgulho. No último episódio, fiquei realmente preocupada com o que aconteceria daqui por diante, pois ela tinha todas as provas contra Ali/A.

 

Todo aquele esforço da parceria do quarteto com ela não deu em nada. Ficou um buraco com eternas reticências. Até que essa ideia deu um revés tolerável, pois não resta muita coisa para as Liars a não ser investigar a cidadã que parecia de bem com a vida ao ponto de dar uma festinha. Achei inteligente, digno da personagem. Aquela cartinha destruiu meu pobre coração, bem como o flashback. Saudades, Mona!

 

Confesso que imaginei a inserção de Mona na trama, o fantasma de Natal, de um jeito completamente diferente. Não sei ainda se gostei, porque deu a entender que a falecida não vai a lugar nenhum. Tudo bem que isso foi noticiado, mas é bom e saudável matar um personagem e desencanar dele. Não tem graça segurá-lo, especialmente porque os próximos episódios não possuem temática alguma, e a visita dela nos sonhos de Ali foi uma bela de uma viagem na maionese. Está certo que a presença de Mona está atrelada à Rainha da Maldade, o que dá um pouco de sustento, mas a empreitada quebrou o ritmo de trama. A ideia de criar um suspense falhou, pois a situação ficou cômica (bem como a abertura, por favor!).

 

Tirando isso, Mona arrasou como sempre, as ironias que saltaram da boca dela foram um deleite. Nada mais justo que ser ela a responsável em torturar Ali psicologicamente. O que eu gostaria mesmo dessa versão fantasma é que houvesse um esclarecimento sobre o discurso da Rainha da Maldade no season finale da temporada passada. Ainda acho que foi a maior lorota.

 

Adendo: melhor cena foi a da igreja. Ri demais com a sutilidade da Mona dizendo que Ali estava linda, só que sem as pernas. O que se tirou de lição foi o prazo de validade da Rainha da Maldade em Rosewood. Nada contra a personagem, mas ela precisa bater as botas. Nesta temporada, sendo mais específica.

 

Então que Ali resolveu repetir o estilo de vida de antes. Que previsível! Quando a dondoca parou de brincar de morta-viva, imaginei que ela teria potencial para causar muitas coisas. A personagem consegue ser criativa com ela mesma, mas não para lidar com os outros. Isso se pensarmos que A não é essa cidadã. Foi bacana e irritante a dualidade dela no início da temporada e só lamento por ver sua storyline cair na mesmice. A mente insana de Ali a prendeu no repeteco. De novo, ela monta um exército, atrai as pessoas mais fracas e dá uma festa para se firmar como a Rainha Suprema de Rosewood. Ela continua presa as mesmas infantilidades, sendo que poderiam caracterizá-la como uma little bitch de outro nível.

 

Por favor, Ali passou tanto tempo fora e não consegue inovar?

 

A única parte interessante com relação à storyline de Ali foi quando Mona a “teletransporta” para um típico dia banal da infância. Marlene refuta a teoria das gêmeas, mas tem amado brincar com ela, né? Vestidinhos ironicamente amarelos? Really? Resta saber se um dos presentinhos era para Bethany – que pode ser irmã não exatamente uma gêmea – ou para a real twin que não foi revelada. Considerando os péssimos costumes da Mrs. D, não me espantaria se essa criança – que com certeza incitou a ira maníaca de Ali – fosse produto de um affair. Essa senhora tem um vício em chifrar o marido, vamos combinar!

 

Isso me fez pensar na marca profunda que toda essa manipulação de Jessica provocou na personalidade de Ali. Basicamente, essa mulher ensinou a filha a descrer da realidade. Ela fez a filha depender da mentira para sobreviver. Se aquele retrocesso for real e não uma invenção da Mona, há uma marca psicológica que tornou a Rainha da Maldade uma insana.

 

No decorrer da investigação em torno do passado de Bethany, foi destacado o quanto Ali não aceita pouca atenção. Nunca foi preciso uma suposta irmã para mostrar que a dondoca não tolera ficar em 2º plano. Isso ficou claro quando as Liars a excluíram e mostraram que Spencer se tornou a garota venerada. Facilmente, esse complexo ganhou um escape na arte da mentira. Uma arte que Jessica empurrou pela goela dela desde pequena. Além disso, o que chamou minha atenção também foi vê-la se empenhar em dar um banho de loja justamente em irmãs gêmeas. Obsessão? Talvez, pois não acredito em aleatoriedades em PLL.

 

O Ice Ball

 

Como de praxe, o coração da trama foi a festa. Cenários e figurinos perfeitos. Até mesmo CeCe com aquele pó cinza na cara estava uma deusa. Além de render muitas revelações, foi inegável o foco dado aos casais. Geralmente, reclamo disso, pois prefiro ação ao invés do romance, mas, dessa vez, foi totalmente perdoável. Justamente por mostrar que essa fatia excluída de Rosewood está bem ritmada e agarrada ao desejo de destruir Ali. As meninas não possuem tantos alicerces e só restam os boys. Foi muito bacana vê-los (isso inclui a Paige) no auxílio das Liars, engajados e empenhados. Adorei a divisão dos trabalhos.

 

Nunca cansarei de dizer que uma das coisas que mais amo em PLL é a cumplicidade que há nos relacionamentos. Por mais que sempre aprove súbitas e temporárias mudanças, por achar extremamente saudável e coerente, os casais que perduram, de certa forma, garantem um amadurecimento mútuo. Tudo bem que acho um absurdo os pais nunca estarem presentes na vida das Liars, especialmente no Natal, mas são meros benefícios de se viver em Rosewood. Só acho que deveriam parar com isso, pois ninguém vive de amor. A anda muito ousada/o.

 

Algumas coisas reveladas durante o Ice Ball (e coisas estranhas também):

 

– Jenna e Sydney se venderam para o lado negro da força, uma iniciativa que cheira mal de qualquer jeito, por mais que ambas também acreditem que Ali matou Mona. Ok que Sydney (not gay!) tinha sinceridade no olhar e Jenna tinha o típico pânico que só aflora diante da Rainha da Maldade, detalhes que dão respaldo para a “mudança de lado”. O meu ceticismo vem do fato de, pela milésima vez, Emily ser a pessoa que descobre as bobagens. Justamente por ser a Liar que acredita em unicórnios. Facilmente, ela abrirá a boca para as amigas e mais um arco infernal dará início. O saldo positivo dessa revelação é que a luta contra A e Ali se tornou um Jogos Vorazes. Para sobreviver, só com bons aliados.

 

– Alguém me explica qual é a do Gabe? Ou melhor, a necessidade de ter outro policial que não consegue sair debaixo da saia da Ali? Se o Papai Noel for ele mesmo, já estou preparada para tomar um tiro. O jeito como ele perseguiu as supostas Ali e CeCe foi doentio, mas acredito que foi uma atitude para enganar os namorados das Liars. Já podem matá-lo.

 

– O aparecimento de CeCe só serviu para ela mostrar que continua linda e para me deixar mais encucada. Até o episódio passado, Ali era a inimiga da Mona. Agora, Mona era uma suposta inimiga de Ali. A Rainha da Maldade voltou a aparentar vulnerabilidade, porque, em tese, Mona foi a causadora do seu eterno inferno astral. Isso abriu uma lacuna de incertezas. Claro que só acredita nisso quem quer. Não estou pronta para mais um rodízio de Ali, a vítima, pois o episódio provou que ela é uma maluca. No máximo, uma maluca paranoica.

 

Sério: o que foi o passaporte com nome Holly e uma foto à la Audrey Hepburn? Doidinha!

 

Hanna e Spencer

 

Com a morte de Mona, foi fácil prever que quem ganharia destaque seria Hanna. A personagem chamou atenção por estar motivada pela necessidade de honrar a lembrança da amiga que não protegeu. A presença forte e as palavras de efeito, tudo maravilhoso. Nem parece que ela passou por todo o perrengue besta de mudar o visual por causa da Ali. Foi bom vê-la equilibrada, mesmo presa ao ceticismo de que pedidos não se realizam, e muito bem acompanhada de um Caleb que também estava na medida. Adorei vê-los na igreja, sendo solidários com as crianças. Ri demais da little Ali e da maneira como Hanna humilhou essa criatura maligna. Tá de parabéns!

 

Spencer também estava no centro das atenções por ainda ser vista como culpada pela morte de Bethany, e não me aguento quando ela paga de frágil. Foi de repartir o coração a maneira como ela conversou com Toby, com aquele gosto agridoce de ser o último Natal, convicta de que será formalmente acusada. Nada mais sensato que colocá-la em ação na companhia de Hanna. Gosto muito dessa parceria, por mais que Sparia seja muito amor também.

 

Não sei explicar, mas Hanna e Spencer tem um entendimento na hora de investigar que funciona. Acho mais efetivo. Sem contar que é nesses momentos que Hanna brilha e sai um pouco do rótulo de ser a burrinha do quarteto. Ambas na casa de Ali foi arrepiante. Prendi a respiração incontáveis vezes. Foi intenso, até mesmo para Toby que não podia fazer nada a não ser ficar sentado.

 

O saldo: Hanna praticamente colocou a casa de Ali abaixo. Ela descobriu coisas que serão pertinentes para o andamento da 2ª parte desta temporada. O passaporte, a gravação e a carta de Bethany. Spencer descobriu a comunicação por meio de anúncios de jornal. O que me preocupa é o furo, pois Ali com certeza sabe que as meninas estavam no seu território, o que fará as outras “evidências” mudarem de lugar. No fim, o mapa de Mona foi um artifício temporário.

 

O pior de tudo foi A aparecer com uma faca, o que provou de novo o quanto essa versão é mais brutal. Confesso que temi mais pela carta que por Hanna, pois nunca vi uma turma perder evidências em poucos segundos.

 

Pequenos gestos

 

Este episódio de PLL não se perdeu da mensagem principal dessa época do ano: a esperança natalina, o prazer de estar com pessoas amadas, os pequenos gestos e a crença no milagre. E o mais importante: nostalgia. Tendo o conceito da série em mente, tudo isso foi alcançado com sucesso e nada mais digno que A ser a cereja do bolo no fim do episódio. Spencer conseguiu o milagre dela, Hanna sentiu que honrou Mona, Aria estava bem com Ezra, e Emily com Paige. Esse espírito de que coisas boas podem acontecer não poderia ser aniquilado. Faz parte do contexto natalino ter coisas fofas em meio ao caos.

 

No final do episódio, o que importou foi ver todos aqueles personagens juntos, esperançosos, unidos até mesmo para verem a mensagem natalina estrondosa de A. Houve a importância dos pequenos gestos, mas o que tornou este episódio redondinho foi o destaque para amizade, amor e família, conceitos que rebateram na Ali recalcada e que são permanentes em qualquer época do ano. Só que no Natal tudo se intensifica. Essa conclusão deu força ao que Mona disse: ninguém se importará quando a Rainha da Maldade for dessa para melhor.

 

Além de toda essas emoções natalinas, o episódio firmou novos vieses de um jeito que contornasse a possível incapacidade da trama se recuperar do tranco que foi a perda de Mona. A perda de uma personagem que esquentava com excelência as coisas em Rosewood. Agora, há novas evidências e uma Mona que pentelhará a mente de Ali. Se esse ritmo for respeitado, acho que a 5B pode ser interessante. Ainda mais essa versão de A, sem paciência para quem tá começando.

 

Lágrimas de Sangue

 

– Alguém cancela o Gabe? Nojento ele falando com a Aria, hein?

 

– Lucas de Papai Noel e Spencer sentada no colo dele. Minha morte hahahaha

 

PS: o Chapeleiro Maluco pode ser considerado como uma pista duradoura?

 

Pretty Little Liars retorna no dia 6 de janeiro.

Stefs
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