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10/dez

Estão todos convidados para minha festa ao redor da fogueira por motivos de Esther. Ela se ferrou lindamente e isso me deixou contente. Só achei uma lástima ela não ter morrido pela milésima vez, pois merecia. A reviravolta da personagem foi o ponto mais interessante deste episódio que, no geral, foi fraco para um mid-season finale. Contudo, houve ação e tensão, detalhes que conseguiram tirar a trama do ritmo monótono, um detalhe que só aconteceu depois de árduos minutos de lerdeza. Só perdoo por causa da Hope. A presença dela trouxe muito amor e fofura – mas faltou um beijo babado na bochecha do Klaus.

 

A trama abriu com um gostinho natalino graças ao flashback de Kol em 1914 que nos apresentou um dos objetivos da trama: o diamante. Juro que fiquei bem incomodada com o tratamento de Klaus e de Marcel para cima dele. Ainda não consigo entender essa implicância toda. Não há uma razão sólida. Ok que o pentelho dos Mikaelson não foi o melhor samaritano quando saía do castigo e nem um ótimo cidadão ao lidar com o protegido do híbrido, mas esse retrocesso deixou claro – e ajudou a intensificar no presente – a necessidade desse personagem em tirar Klaus da jogada custe o que custar.

 

Não consigo aceitar que esse atrito entre Klaus e Kol tenha engrossado pela quantidade de vezes que o então bruxão foi empalado ou do quanto foi excluído da tríade. Ainda procuro uma mágoa intrínseca, aquela que é mastigada por tanto tempo. Falta algo mais e esse algo mais só será revelado se, em algum momento, ele enquadrar o híbrido.

 

Ou se vocês me disserem que rolou esse esclarecimento na websérie do Kol (que não tive tempo de sentar e assistir ainda, sorry!).

 

Confesso que sinto falta de uma explicação além do básico. O bruxão deve ter uma justificativa maior para proteger o time que é composto por ele mesmo. Digo isso porque Rebekah fundamentou o motivo do qual Finn é tão leal à mãe e tão relutante ao restante dos irmãos: Freya era a irmã amada que foi sacrificada para Elijah nascer. Nisso, foi um efeito em cadeia, como se esse Mikaelson não fosse parte da família. Totalmente excluído junto com Kol que não tem um gatilho plausível para dançar conforme a própria música.

 

O que concluo até então é que Klaus atormentou Kol. Pentelhou forte e ganhou antipatia.

 

No presente, Kol estava ciente do que desejava. No decorrer da trama, o personagem provou que é o maior jogador. O famoso come quieto. Estou estarrecida como ele moveu as peças, sutilmente, criando dúvidas, mas não suspeitas. Foi mágico ver Klaus confiar nele, até Rebekah, ao ponto de plotarem juntos para eliminar Esther. O bruxão arrasou e ganhou espaço mais do que suficiente para fazer o que bem entender. Afinal, a partir do momento em que devolveu a estaca, a confiança com Klaus foi meio que recuperada.

 

O retrocesso evidenciou os pontos que Kol trabalhará de agora em diante. A primeira da lista foi Rebekah, agora resta saber se Marcel será o próximo, algo que boto fé. Contudo, ainda tento entender essa mágoa. Não pode ter sido só implicância. Vejam bem, Rebekah viveu na sombra de Klaus, foi manipulada e barrada de ter um relacionamento com Marcel. O que ela fez? Bolou um plano para eliminá-lo. Kol não dá muito o que pensar, a não ser a quantidade de vezes em que foi empalado e, claro, o ciúme daquele que nem sangue Mikaelson tem. Certeza que o menino bruxo tomou uma surra de toalha molhada.

 

A melhor coisa disso é ver Davina engajada. Mesmo que tenha havido uma súbita união para salvar Cami, esses dois personagens são os mais esclarecidos até então. Ambos sabem o que querem e já espero vê-la magoada no fim do dia em nome dos velhos tempos. O bendito diamante foi recuperado e isso é motivo o bastante para os bruxos se sentirem poderosos. Kol e Davina estão em um patamar superior, estão confiantes, e a vampirada ainda depende dessa facção de Nova Orleans. Ambos ganharam o direito de manipular o tabuleiro e é ótimo.

 

Adendo: e rolou Kol e Davina. Surtei sim, por que não? Mas não sei o que dizer, mas no fundo amei demais. Contei nas resenhas passadas que seria muito legal ver esse Mikaelson em um relacionamento, mas que seria estranho por causa da diferença de idade, tanto dos personagens como dos atores. Em contrapartida, essa bitoca soou como “agora é a hora de iludir essa menina”. É difícil ver Kol apaixonado, mas vai que rola, né? Seria divertido, pois o bruxão tem um jeito de bloquear as coisas com sarcasmo.

 

E, venham cá, será que o Kol era BV? #palhaça

 

O encontro entre os Mikaelson derreteu meu coração. Nunca vi tanta gente linda e maravilhosa no mesmo frame, e isso inclui dona Rebekah que resolveu passar um make e pentear o cabelo. Com direito a selfie do pop, foto do qual Klaus tinha que estragar com a típica expressão de birra, a tríade, junto com Hayley e Hope, voltou a mensurar valores familiares e o quanto se perdeu no trajeto por causa das loucuras de Esther e de Mikael.

 

Claro que Rebekah representaria a parte solidária, com direito a decoração natalina e o resgate de uma tradição dos Mikaelson. Adorei a maneira como ela disse ao Elijah sobre eles não serem tão ruins quanto aparentam – e juro que pensei em Matt por causa do que ele disse no episódio da semana passada de TVD. O discurso da vampira foi lindo e épico, mas não dá para evitar o ceticismo sobre a capacidade desses seres sobrenaturais se adaptarem aos costumes humanos. Elijah tem sido o maior exemplo, pois se tornou imprudente com apenas um cutucão nos neurônios, sendo que era o Mikaelson mais próximo da própria humanidade. Essa classe pode ser wannabe humano, mas se defendem como predadores.

 

Daí, entramos na descrença de Finn sobre redenção. Esse Mikaelson soou como um religioso fanático ao combater Cami e ao se posicionar contra a vampirada. Admito que, nesse quesito, concordo totalmente, pois sou cética quanto a esse assunto. Não acredito em redenção. Não acredito em determinadas mudanças. Gastou-me todas as vezes que Elijah tentou redimir Klaus, pois o híbrido é imutável. Ele jamais abriria mão da selvageria para se defender. O personagem só foi aparentar mudanças quando Hope nasceu, o que o fez centralizar o tema vingança com um viés familiar. Uma evolução. Porém, Klaus não está aberto a negociações e se um dia ele encontrar a redenção – isso, pensando na ficção – paro de assistir The Originals.

 

Elijah e Hayley. O que dizer? Resumindo: isso que é amor. Doa a quem doer, a dupla simbolizou o ponto-chave de um relacionamento: o sacrifício. Elogiei a Hayley por ter tomado a iniciativa em se casar com Jackson para unificar os lobisomens, friso que continuo orgulhosa, e agora rasgo seda para a decisão de Elijah. Foi um tiro. Não esperava, de verdade. Simplesmente, ele compreendeu. Decisão difícil. O Quarter está em guerra e não dá para pensar no próprio umbigo. Por mais que haja amor.

 

Ao contrário dos hábitos egoístas que agora existem em TVD, aqui está a amostra de um sentimento que não precisou de um namoro de meses para se assentar. É um sentimento forte para aguentar as intempéries, só resta saber se é o bastante. Ele entendeu a iniciativa da little Wolf, o que o fez, junto com ela, o pilar essencial para arrumar a bagunça de News Orleans para que Hope retorne. Admirei-os por deixarem na bandeja o que sentem para darem atenção ao que importa.

 

Mas sem se esquecer da pegação. Que nota será que o Paul deu? #palhaça

 

Outros plots

 

Mikael e Esther, frente a frente, me fez desejar pancadaria e angry sex. Esses dois se odeiam, mas se amam. Ainda há faíscas.

 

Elijah e seu TOC, o que dizer? De fato, Esther fez um bom trabalho na mente dele e, pelo visto, a chacina no restaurante foi parar além da porta vermelha. O vampiro disse que não se lembra do que fez, o que, sendo bem honesta, duvido.

 

O salto entre Cami e Rebekah foi outra problemática, mais poderosa que o tal diamante. Juro que achei que, por detrás das boas intenções da vampira em aceitar o trato de Esther, havia o sonho de consumo em ser humana. Sinceramente, fiquei um pouco chateada por Cami não ter se tornado Rebekah, pois seria muito mais interessante e conflitante. Porém, a meta foi favorecer a storyline do Kol, que mandou a irmã para a prisão criada por Klaus. Inclusive, esse pulo do gato foi apenas para dar um jeito de manter a personagem na série, sinal de que os irmãos não têm sido o bastante. O que é a mais pura verdade.

 

Esther teve alguns momentos e destaco o do final do episódio, em que ela descreve cada filho. Ri demais, especialmente da expressão passada do Kol. Admito também que não esperava tamanha reviravolta na storyline dela, pois ansiava pela morte, morrida, matada. Não aguento mais essa mulher! Se a personagem só faltou fazer protesto pros filhos aceitarem a transição para um corpo mortal, quem dirá agora ao ter se tornado o que mais despreza.

 

Suicídio a vista? Não sei, mas essa maluca não parará de chorar, por isso mesmo que a queria morta. Ok que bati palmas da forma como a mama terminou. Klaus me matou com aquelas palavras cheias de divertimento e com aquele deleite em jogar a bolsa de sangue na cara dela. Meu medo é que Esther intensifique o drama, algo que deveria ser barrado por Dahlia.

 

Falando em Dahlia: quando essa belezinha chega? Na Páscoa? Quando Hope receber a carta de Hogwarts? Essa demora está ridícula.

 

PS: alguém avisa o Marcel o quanto ele soa insuportável ao tentar controlar Cami ou Davina? Nossa, esse cidadão me irritou, isso porque nem falou muito neste episódio.

 

Cadê a Gia, pessoal?

 

E esse Finn dando a louca?

 

The Originals retorna no dia 19 de janeiro.
Stefs
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