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07/dez

Primeiramente, gostaria de agradecer os envolvidos pela ausência de Caroline Forbes. Só fui me dar conta disso quando comecei a escrever esta resenha. Doa a quem doer, a personagem da Candice se tornou um zero à esquerda na minha vida. É triste afirmar isso, mas verdade seja dita. Houve uma folga abençoada dos surtos insuportáveis dela que não seriam bem-vindos no desenrolar dos acontecimentos deste episódio de The Vampire Diaries. Afinal, a vampira só tem sido útil para alimentar Steroline, e isso me mata porque ela já foi mais relevante.

 

Resmungos de lado, Kai tornou mais um episódio tolerável. Foi bacana, como um passeio de rotina sem grandes surpresas. Ele é o único personagem que tem recebido um tipo de esforço para trazer algo de diferente para esta temporada, na tentativa de passar por cima do fiasco que foram os dois últimos anos de TVD. Sendo assim, continuo a pensar positivo sobre ele, justamente por ter sido a faísca do perigo que não existe há muito tempo em Mystic Falls. Um tipo de perigo que a turma nunca mais enfrentou. De novo, o bruxão envolveu e não poupou a ousadia de ser inconveniente. Gosto de personagens sem escrúpulos.

 

Não teve como não gostar da tagarelice que mostrou que esse cidadão sabe persuadir para ganhar tempo e, de quebra, emendar com um sustinho básico. Kai tem segurado uma storyline que nem cresceu ainda e espero que arrase porque as coisas continuam difíceis para o antigo hit da CW.

 

O único porém é que não consigo apostar em Kai para novo vilão, até porque o background que o envolve é uma imitação da storyline dos Mikaelson, um detalhe que comentei na resenha passada. Isso me fez dar menos créditos. Sem contar que, mesmo sambando em Mystic Falls, o que se desenrolou com relação ao personagem esta semana foi simples, prático e básico demais. Cadê as dificuldades que frustram o inimigo, como sempre acontecia com Klaus? Não acho que seja cedo para cobrar isso, pois, a última vez que enrolaram, Markos se revelou uma piada sem precedentes, foi morto de um jeito tosco e deixou uma barragem que só tem sido eficiente para esconder Matt e Jeremy. Kai aparatou com sucesso e deu de cara com Liv. Ok que ninguém imaginava que esse cidadão sairia do próprio inferno astral, mas, em poucos segundos, ele sabia da fronteira e foi perfeitamente posicionado em Whitmore.

 

Essa facilidade em obter as coisas me deixou desconfortável. Não só do ponto de vista de Kai, mas de outros personagens também. Fiquei bem insatisfeita, e o que me restou foi rir do começo ao fim dessa súbita praticidade. Uma preguiça evidente dos escritores em não focar onde há possibilidade de engatar e de emplacar, com o intuito de trazer um suspense interessante.

 

A começar pela Jo, tão porta quanto o Matt, que mal começou um relacionamento e já abre a vida para o crush. Vamos com calma, querida! O que se salvou nesse encontro romântico com Alaric foi entender o acordo dela com Joshua, sobre matar Kai e ter a liberdade. De resto, essa bruxa precisa provar que é inteligente, por favor.

 

Momento à prova de balas: nos primeiros minutos, TVD escancarou pela milésima vez o hábito já intrínseco de Plec e Dries de entregarem demais em curto espaço de tempo. Foi fácil associar os gêmeos do flashback com Liv e Luke, por exemplo. Agora, a pressa em resolver determinados pontos foi apenas para dar relevância ao casal ao invés da trama. Tudo isso para Delena flopar como se não houvesse amanhã na meta de trazer Bonnie de volta. Este episódio tinha tudo para trazer reviravoltas chocantes, mas, praticamente, todo mundo descobriu/encontrou o que queria em um estalar de dedos.

 

Claro que não é a primeira vez que isso acontece e, por já ser uma mania, dificilmente será a última. Só reforço isso com base no tiro que tomei quando a Jo abre a boca sobre o ascendente. Assim, como se a vida fosse sempre colorida. Ric e ela não possuem um relacionamento sólido. Uma confiança que justificasse o “incidente” de fazê-la contar a localização desse artefato. A desculpa para o deslize veio do propósito de embebedá-la, ideia do Damon, a fim de deixá-la soltinha. Quis arrancar meus olhos!

 

Primeiro: estava claro que essa ideia de jerico afetaria Dalaric, um detalhe que começou a partir do momento em que Damon o compeliu no episódio passado. Para que deixar a amizade que meio mundo só faltou organizar um flash mob na praia de nudismo para ter de volta em paz, né? Não se pode ter coisas boas nessa série, pois logo as arrancam pela raiz. Tudo bem que logo o teacher perdoará o Salvatore por causa dos “fins justificam os meios”, mas essas trollagens me gastam. Em contrapartida, não tirei o direito de Ric em nenhum momento de arrebentar a cara do BFF ao descobrir que foi forçado a fazer o que não queria.

 

Está certo que esse súbito amor dele pela Jo, acompanhado de um desejo insano de protegê-la, está muito incabível, vamos combinar.

 

Segundo: não me desceu a facilidade do Salvatore conseguir o que queria, “custe o que custar”, em tão curto espaço de tempo. Com apenas uma garrafa de vinho. Please! Cadê o timing prolongado para o suspense nos corroer? Claro que não teve, pois a rapidez foi para colocar Damon e Elena no cerne da trama.

 

E que teletransporte do flop.

 

Quando vi que os dois seriam responsáveis pela tentativa de resgatar Bonnie, revirei os olhos, pois esperava o clássico. De um lado, Elena resmungaria das memórias. Do outro, ele seria invasivo para cima da ex. Isso rolou, mas foi de leve. Pelo menos, não se esqueceram de que Bonnie é a pessoa mais importante do momento, uma prioridade tanto quanto Kai. Sem contar que o romance precisa dar uma folga, né? E urgente! Ver Delena assumir essa responsabilidade me fez torcer o nariz, pois não confio nos dois juntos. Considerando a lista de irresponsabilidades dessas duas crianças, esperava coisa pior. Tudo bem que o pior aconteceu no final do dia, mas de um jeito que rebatesse em alguns personagens de forma pertinente. Nada mais incrível ver Jeremy surtar de novo para cima da dupla.

 

O começo desse tour no inferno do Kai foi chato demais. Quis estar morta ao ver a reprise de momentos Bamon, mas sem aquela alegria de viver. Não foi gracinha o Salvatore entregando uma panqueca para Elena como foi para Bonnie. Nem muito menos o recontar do que aconteceu em 1994, o ano em que o Salvatore deu mais uma mancada épica para cima do Stefan (com direito a uma gravação caseira). Repetecos! O que valeu foi sentir por breves minutos o retorno de comportamentos e de atitudes que costumavam ser típicos de Delena – ele mentir sobre como fez o barro acontecer e ela surtar por ser do contra a qualquer atitude que pise em alguém. Tomei um tiro quando a Santa Gilbert repetiu a clássica: “ele conseguir o que quer sem se importar com quem machuca no processo”. Deu nostalgia.

 

Esses fatores me fizeram lembrar do quanto Damon costumava ser incrível todo trabalhado na poker face, sem medo de ser feliz, algo que morreu quando se apaixonou pela Santa Gilbert. O personagem tinha mais personalidade. Saudades dessa versão!

 

O surto de Elena para cima do Damon foi válido porque cogitei a mesma coisa a partir do momento que vi aquela panqueca. Assim que eles saltaram para o inferno de Kai, pensei na hora que o vampiro agia todo pomposo só para reconquistar a ex-namorada ao invés de ajudar a pessoa responsável pela sua sobrevivência. Detestei-o como se não houvesse amanhã, em nome dos velhos tempos, um sentimento que me abalava nas 3 primeiras temporadas, mas na esportiva. Odiava cada decisão egocêntrica dele, algo que fazia parte da construção desse personagem e que morreu ao focarem no romance. O Salvatore sempre pisou em cima dos outros e eu estava bem à vontade em aceitar a tese de que ele só fez o que fez com Ric com o intuito de priorizar o próprio umbigo. No caso, reatar com a Santa Gilbert.

 

Esse sentimento se dissipou quando Damon abriu o coração sobre Bonnie. Que morte terrível a minha, pois é muito raro ver esse cidadão ser sincero com o que sente com tamanha facilidade. Foi maravilhoso ouvi-lo salientar os motivos dos quais estava ali e explicar o quanto sua relação com a bruxinha mudou. Custa-lhe abrir o coração, é um parto, e achei muito bacana essa defesa, o esclarecimento dele ter retornado para o inferno de Kai. Sem sarcasmo. O vampiro firmou o que sente, um milagre pré-natalino.

 

Esse discurso também foi muito Season 3, pois Elena sempre o criticava e abaixava a bola quando parava e o escutava. Afinal, o que ela tem na cabeça é justamente a versão do Damon do passado, na época da glória da série, que só cede diante do vampiro quando o outro lado da moeda é apresentado. Detalhe que aconteceu assim que ele terminou de se explicar.

 

Fiquei com a mesma sensação de que Elena parecia a Elena de antes também. Gente, o que foi o telefonema? Ela toda alegrinha em falar com a Bonnie? Foi lindo! Por breves segundos, esqueci que essa cidadã está sem memória, pois a personagem transmitiu a sensação de que era humana, um sentimento que me abateu no episódio anterior. A vampira não tinha ninguém na cabeça a não ser a BFF e isso inflou meu coração de amor. Fiquei muito chateada por Liv ter atrapalhado o momento em que estávamos prestes a rever a casa dos Gilbert, mas foi por uma causa digna. Porém, estou chateadíssima, pois meu coração ficou na expectativa e parou de bater quando Delena retornou. Não aceito até hoje o que fizeram com aquela casa. E com os diários. E com o Kol.

 

E paro aqui porque a lista é grande…

 

Acrescento que a Santa Gilbert parecia a humana desfavorecida das 3 primeiras temporadas também. Ela chorou por causa do flop como antigamente. Um sentimento claro de impotência. Isso inclui também como a personagem reagiu ao ver Kai, mostrando de novo o quanto sua transição para o vampirismo não serviu de absolutamente nada. Nem ela se lembra desse fator, só quando está fora de si. Sem memória, Elena voltou a ser mais emocional e mais altruísta. Por causa disso, pensar e agir como um ser sobrenatural não está na lista.

 

Admito que fiquei muito feliz pelo flop Delena. Não pela Bonnie, mas por casar com os ânimos céticos de Jeremy e de Matt. Um plot que representa um contorno do cerne da trama e, óbvio, não engatará. Nenhum plot desses dois engata, então… O fracasso combateu a realidade do que é humanamente possível e da piada que o sobrenatural da série se tornou, itens que o little Gilbert trouxe à mesa. A ilusão da promessa, do quanto essa “mágica” se tornou falha e sem nexo. Um ceticismo que também virou meu ponto de interesse nesta temporada e que ganhou força com o novo posicionamento de Matt.

 

Fiquei passadíssima com a facilidade com que o ascendente foi destruído. Logo nas mãos dela. Socorro! Tinha tanto mato ao redor, né? Dava para improvisar! Mais bizarro que isso foi ver Damon preocupado em despachar Kai enquanto a crush pegava fogo. Ri alto, confesso!

 

Falando em Matt, ele é o personagem que tenho me identificado ultimamente, pois estou impaciente com essa turma sobrenatural. Repito que amaria vê-lo virar a casaca e mandar bala nos amigos. Que a justiça seja feita! Não me entendam mal. Disse na resenha passada que estou farta dessa galera agir como se não temesse nada, como se cada impacto não passasse de cócegas. Todos até aparentam certa imunidade ao perigo. Essa tranquilidade, bem como essa facilidade em conquistar algo, interpela outros fatores e impede o desenvolvimento de trama. Não tem conflito. E isso começa com a ausência de storyline individual para cada regular, detalhe permanente desde a 4ª temporada.

 

Vejam bem, Bonnie está empacada por questões de storytelling. Ela é a carta coringa para um cliffhanger que remete muito ao mid-season finale. Com Kai de volta, só há ela. Enquanto isso, todos conseguem o que bem entendem, como se fossem apadrinhados pelo Dumbledore.

 

O que me incomoda também é o ato de quebrar pescoços, uma atitude que se tornou banal. Uma atitude dada ao Enzo que nem abala mais. Achei maravilhoso Matt cuspir verdades sobre o vampirismo e aplaudi de pé a sapatada dada em Stefan. Está na hora de todo mundo sair da zona de conforto e agir como os monstrinhos que são. Como bem disse o humano, a vampirada sempre limpará a sujeira com o instinto sobrenatural – que virou clichê. O Salvatore hipnotizou a Sarah e Enzo foi lá e a matou. Que bacana, não? Todos têm sangue nas mãos. Todos são iguais, se diferindo na personalidade. Além de Kai, Jeremy e Matt reforçaram um possível conflito que tem tudo para ser interessante, mas essa minha esperança esmoreceu quando o foco de canalizar a raiva foi voltada para Enzo. Tanto impacto para os dois buscarem a morte mais cedo.

 

Outros pontos nada pertinentes

 

O que fizeram com Enzo? O personagem perdeu todo o apelo! Sério mesmo que deram a ele uma obsessão por Stefan? Vai se tratar, amiguinho! O vampiro era mil vezes melhor na companhia do Damon. Até da Caroline. Esse plot de querer provar que esse Salvatore não vale nada é digno de Meninas Malvadas, com direito ao Burn Book, fotinha, um recadinho de rodapé e, logo em seguida, uma festa à la Caroline para mostrar quem é o rei de Mystic Falls. Gente, Enzo me tirou do sério, mais que a picuinha do Ric quando cobrou do Stefan um parecer sobre Bamon. Essa infantilidade de vampiros acima de 100 anos me deixa prestes a um colapso. Ok sentir raiva, mas vamos agir com maturidade, sim? Nem o Cruzeiro Salvatore parecia abalado com as genialidades dele, quem dirá eu, você e todo o universo.

 

Stefan e Sarah foram o tapa buraco épico. Tento entender o objetivo desse flop que nem pode ser chamado de plot. Só deu motivo para fortalecer o interesse de Enzo em encontrar motivos para desmoralizar sua mais nova obsessão. Aqui houve outro ponto de facilidade e dei amém ao ver que o Salvatore não pagava de burro. Porém, vamos combinar que foi desnecessário demais todo o suspense em torno dessa who, um detalhe que chegou a ser mensurado por Tripp que incitou Matt a não sair da cola dela. Tempo perdido! O resultado óbvio: Monique será vampira (e as memórias dela voltarão). Mas, como esperamos que isso aconteça, é bem provável que Enzo a tenha matado. Além disso, a real menina Salvatore pode aparecer em Mystic Falls. Será que ela cobrará o bolsa família?

 

Não tenho curtido essa fragilidade da Liv por mais que ela esteja assim por causa do encadeamento da própria storyline. Ela matou um cidadão e está prestes a matar o irmão. Sem contar que o coven está doido para capturá-la. Muita pressão emocional envolvida, um detalhe que Tyler se mostrou muito disposto em apaziguar. Já fiquei descontente de vê-la ocupar o lugar da Bonnie como a “bruxa mais usada da cidade”, porém, achei bem feito ela trazer Delena de volta. Tem que mostrar quem é que manda, como no season finale da temporada passada. Foi justíssimo (desculpa, Bonnie!)!

 

O duelo entre Liv e Kai foi o ponto alto do episódio, o único combate que interessou e que me fez pensar pelo pior. O saldo? O bruxão quer protegê-la e emendou um acordo com Tyler. Jo que se prepare!

 

Matt e Jeremy, os novos caçadores de Mystic Falls? Posso exigir a inserção de Ric como mentor, já que ele está revoltadíssimo com o BFF? Esse trio contra o sobrenatural seria outstanding!

 

Bonnie me deixou no chão. Damon narrando a correria dela me deixou sem vida. Vê-la chorar me deixou em estado de desespero. Doeu demais e não aguento isso porque ela sempre salva todo mundo e toma na cara. Nem quero ver os flashbacks do próximo episódio, a bruxinha com a Elena de madeixas lisas, em clima natalino… Estou desmaiada!

 

Outros pontos legais: Damon citou Boyz II Men (quero mais anos 90 em TVD), Jeremy e Elena em um momento glam, Kai no Twitter. Faltou tocar Britney.

 

De novo, quem salvou um pouco o episódio foi Kai, pois, de resto, não sabia se estava assistindo TVD – o que tem acontecido com frequência – ou alguma novela da Globo, em que tudo acontece fácil, de um jeito que quem assiste ou dá risada ou fica passado, sem entender absolutamente nada. Nem Harry Potter teve a vida fácil, e olhem que ele tinha varinha, vassoura, capa de invisibilidade e afins. Achei terrível a caça ao ascendente, pois não criou suspense. Inclusive, depender de um personagem para causar algo é barra, especialmente quando se perdeu o hábito de criar e moldar uma mitologia convincente. Continua triste!

 

PS: ver os personagens empurrando Caroline para Stefan está mais chato que ler tuítes falando mal da Taylor Swift ou das Kardashian. Por favor, parem que tá horrendo, obrigada!

Stefs
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