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03/dez

Faz milhões de anos que não falo nada sobre esse filho do mal chamado We Project. Não por preguiça, mas por não ter novidades. Depois dos meus surtos entre os meses de fevereiro até maio, as coisas até que se desenrolaram de forma tranquila. Nada de estupendo aconteceu, a não ser algumas descobertas estranhas que me deixaram na pausa dramática. Só sei que a história, literalmente, está na reta final e isso me apavora.

 

Lembro-me como se fosse ontem quando terminei a primeira parte do WP. Foi emocionante. Fiquei parada em frente ao computador, chocada, vendo a vida passar em slow motion. Dessa vez, sinto que ficarei meio desesperada, meio órfã… Até porque é a conclusão de tudo.

 

Mês passado foi o mês do NaNoWriMo. Tinha um plot afiado para conquistar as 50 mil palavras no decorrer de 30 dias. Estava disposta. Estava empolgada. Já tinha os primeiros parágrafos de dois capítulos prontos há meses. No dia 1, digitei mais palavras para sentir a história, mas, no final desse mesmo dia, resolvi não engatar esse plot. Meu alter ego simplesmente me perguntou: por que diabos você escreverá outra história sendo que não terminou a que realmente interessa? Peso na consciência imediato!

 

Então, resolvi fazer desses 30 dias uma maratona para destrinchar a parte 3 do WP que já estava no meio. Sendo assim, esse projeto literário se tornou meu NaNoWriMo e usei novembro para guiar os personagens para o fatídico fim. Claro que isso é sabotagem, por isso nem lancei no site as palavras que escrevi, pois muitos capítulos já estavam prontos. Como escrevia a passos de bebê, justamente porque a história começou a percorrer um caminho extremamente complexo e estreito, esses últimos 30 dias me deram um gás.

 

O foco que tinha se dispersado entre agosto e setembro voltou com tudo, e eis que estamos em dezembro e só consigo ver uma história perto do fim. Isso soa dramático e besta para alguns, mas, quando se escreve um filho por 2 anos, sentir a perda não é lorota. Dói mesmo. Agora, neste presente momento, estou com medo de continuar porque não quero que acabe. Não quero deixar meus personagens para trás, embora eu saiba que os reencontrarei em algum momento, desde o começo, para iniciar a famosa releitura + edição.

 

Muitas coisas aconteceram nesses últimos 30 dias. Meus protagonistas finalmente se envolveram (já disse que odeio instalove), quem eu achava que era herói não era bem o herói e pisei em dezembro ciente de que meu vilão pode ser outro personagem. Em 30 dias, fui traída pela minha história e consigo escutar o riso dos meus personagens até agora.

 

Sobre o romance: esse é um ponto que relutei com todas as minhas forças. Por mais que goste de uma pitada amorosa, fiz de tudo para evitá-la. O que mudou? O fato de tratar esse envolvimento como parte crucial do que acontecerá no final. Meus personagens principais não colocam o que sentem um pelo outro como uma prioridade. Eu sabia que, se escrevesse, teria que ter significado tanto para mim quanto para eles. Literalmente, como se fosse uma primeira vez. De um jeito que mudasse os dois. Não que os tornassem dependentes. Se é uma coisa que tem me irritado em muitos livros é o amor instantâneo que nasce com uma olhadinha de 5 segundos, ao ponto do crush ser mais importante que família e amigos. Esse é o real motivo que me fez relutar por tanto tempo. Acho uó!

 

Relutei tanto que passei dias sem escrever para ter certeza se era isso mesmo que queria. Enrolei, enrolei, enrolei, enrolei… Até que chegou o momento, e escrevi enlouquecidamente. Terminei acabada e aos prantos.

 

Adendo: sempre choro quando escrevo determinadas cenas ou diálogos. Me envolvo demais.

 

Sobre o herói: gosto de mulheres no poder em qualquer história. Porém, minha heroína resolveu passar a coroinha do poder para quem agora vejo como herói. Isso me desesperou, mas, depois de um belo almoço, entendi que esse era o rumo certo e que não necessariamente o boy salvará todos contra o mal.

 

Sobre o vilão: ainda estou indecisa nesse quesito e o capítulo que escrevi no dia 30 de novembro me deixou na dúvida de quem é o maldito da história. Gosto das minhas opções. Esse é aquele impasse que será resolvido conforme o desenrolar da escrita. Fatos.

 

De tudo isso, o que me abalou mesmo foi a possível troca de heróis. Uma troca que só depois entendi que não destruirá tudo que escrevi em 2 anos. Perguntei-me: e agora? Terei que reescrever tudo com outro ponto de vista? Não estava nos meus planos, gente! Ainda mais quando penso no tempo em que fiquei concentrada em desenvolver e escrever a storyline da personagem que sempre foi e sempre será minha heroína – e que não foi nada fácil, pois tive que encaixar muitos personagens. A princípio, fiquei com medo do quanto esse revés estragaria tudo, mas, no fim, não influenciará em nada. Ele é uma força a mais, até porque ela, neste presente momento, não está na melhor das situações.

 

Nesses últimos 30 dias, também me deparei com a dificuldade de matar personagens. Deus do céu como é difícil! Entendo porque Stephenie Meyer fez Twilight a nave da Xuxa, todos felizes e saltitantes no fim da história, porque eita tarefa complicada. Ainda mais quando são personagens que você se apega demais e imagina a casa, os filhos, o estilo de vida no futuro… Fazer a lista de morte é doloroso porque você quer que todo mundo sobreviva e seja feliz. Daí, me lembro de Jogos Vorazes e perco a timidez.

 

Outra coisa: eu deveria acusar minha TPM pelas lágrimas que derramei ao longo da escrita dessa 3ª parte. Mas não foi culpa da TPM. Esse é meu nível de envolvimento com a coisa toda. Fico abalada, destruída, com remorso o resto do dia. Sem contar que sonho com os personagens quando fico nesse estado, provas do quanto esse filho do mal chamado WP me consome por inteiro. São nessas horas que me bate a aflição e a insegurança de não saber se um dia publicarei essa história. Gostaria de ver se alguém se debateria como me debati e ainda me debato ao escrever cada cena, ao matar cada personagem e ao ver a protagonista sofrendo mais que a Maria do Bairro.

 

Por mais que tenha comentado aqui no blog sobre a importância do outline e dos roteiros para cada capítulo, nada mais insano que deixar a história nos guiar. Isso também aconteceu nos 30 dias. O papel me dá segurança, mas, ao longo da escrita, muitos insights me abordam, um detalhe muito comum desde a época em que escrevia fanfics. Isso tem acontecido com frequência agora no fim, pois estou bem intuitiva. Não sei explicar como faço isso, mas minha mente tem um jeito esquisito de me nortear. Sem outline, sem nada. É mágico!

 

Enfim, pretendo fazer um post maior sobre o WP, com o balanço do ano. Não podia deixar de comentar sobre o NaNoWriMo, porque é tradição. Só sei que faltam uns bons capítulos para ter um descanso desse filho do mal. Admito que não estou ansiosa, mas apavorada. Honestamente, não sei o que esperar, pois estou preparada para novos reveses.

 

Para encerrar o post, deixarei algumas (de muitas) músicas que ficaram no repeat nesse processo de 30 dias.

 

Até a próxima!

 

Vídeos hospedados no YouTube e podem sair do ar a qualquer momento

 

Stefs
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