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15/jan

Este episódio foi apenas um tease do que está por vir com relação à morte da Shay. Esse plot saiu da suposição e se confirmou como o gancho para o próximo crossover que unirá Chicago Fire e Chicago P.D. nos respectivos números 13. A trama, emocionalmente carregada, incitou sensações desconfortáveis que se estenderam até a grande descoberta de Severide. Tinha uma pequena noção de que choraria e chego aqui com o coração na mão de medo com o que ainda se desenrolará. Não é todo dia que se descobre que um ultimato possui falhas. No caso, determinar que o incêndio que custou Shay foi meramente artístico.

 

Enquanto as reticências sobre quem provocou essa fatalidade permanecem, o 1º chamado pôs Casey no centro das atenções, sozinho, algo que não acontecia desde que engatou um relacionamento com Gabby. Adorei o timing dele sem ela.

 

O drama do personagem começou graças a uma escolha rápida e feita sob pressão, detalhes que o obrigaram a lidar com muitos sentimentos. Fiquei agoniada com a pausa dramática, carregada de tensão em torno da dúvida sobre quem “merecia” ser salvo. Não fiquei surpresa com a escolha de Evelyn, a situação dela era tão irremediável quanto a de Chaplain, mas o risco de ficar paraplégica fala por si só. Tomaria a mesma decisão, sem dúvidas.

 

Gostei muito de ver o Tenente no bloco do eu sozinho. As atitudes dele me fizeram lembrar dos motivos que o amei ou o amo… (ainda estou confusa, me deixem!). Sentimento que nasceu na 1ª temporada. Não que o personagem tenha se tornado um monstrinho, nada disso. O problema é que Casey ganhou uma storyline de via única, conjunta a de Gabby. Sentia mesmo a falta de vê-lo forever alone. Individualidade faz bem e, estranhamente, Matt aparentou uma suavidade sem os perrengues românticos (que já espero sapatada de vocês).

 

Explico: essa ausência de tensão romântica entre Dawsey trouxe para o cerne da trama o Matt solidário, aquele cara que você quer como pai dos seus filhos, que não economiza em gestos altruístas e em iniciativas que melhorem o bem-estar do próximo. De novo: não que ele tenha parado de fazer isso. O Tenente se voltou para a noiva e ficou meio que um porre. Notando agora, isso é bem ruim. Um personagem que fica muito tempo preso ao arco amoroso pena demais para se restabelecer na história. Essa é uma verdade universal. Neste momento, estou em conflito entre a versão Casey com a Gabby e a versão Casey sem a Gabby. Gosto da última, não minto.

 

Dawsey não ganhou tanta atenção neste episódio, mas o cenário se repetiu. Casey conseguiu ser idiota por 2 minutos enquanto Gabby não escondeu a singela preocupação com ele. O bizarro é que as poucas interações mostraram que não foi preciso tanto esforço para que as conversas entre o casal se tornassem meramente profissionais. Os diálogos foram frios e distantes. É uma morte terrível ver esses dois separados, ainda mais em um péssimo dia, aquele propício para chorar no colo do/da crush.

 

Passei mal ao vê-los mastigando as emoções, sendo que poderiam sentar e conversar… Contar com o suporte recíproco, já que precisavam desabafar por causa dos últimos acontecimentos. Dawson bem tentou e passou por cima do orgulho ao mostrar que ainda o quer. Casey permaneceu insondável, o que aumentou minha vontade de estapeá-lo. O muro que se impôs entre esses personagens cresce a uma velocidade preocupante. Não quero pensar no fracasso Dawsey, mas, por enquanto, não vejo um caminho de retorno.

 

Sinceramente, estou com medo dos dois terminarem sem ao menos pronunciarem um fim. Sabe aquele papo de deixar rolar ao ponto de ninguém se esforçar? Só testemunhar para ver o que acontece? É esse encaminhamento que vejo no momento.

 

Vejam bem: Gabby nem pode usar a aliança de noivado. É como se ela nem estivesse, em tese, noiva. A rotina será a maior prova de que ambos têm futuro. Porém, os sinais estão aí: cada um voltou a segredar as coisas – ela sobre Shay e ele sobre como o estado de Chaplain o afligia. Só no final do episódio os dois pareciam contentes de conversar um com o outro, mas o brilho se dissipou quando Herrmann chegou e cortou o barato.

 

Um parceiro cuida do outro

 

Essa foi a mensagem central do episódio. Brett representou muito bem essa necessidade de proteger ao chamar a atenção do parceiro de trabalho. Ao lado de Peter, ela parecia nos conformes para quem esteve em um perrengue digno de traumas. De novo, Sylvie mostrou que é esclarecida com seus desejos. Além disso, a personagem não vê problema em admitir como se sente, ao ponto de acatar o conselho de Boden sobre ter orientação psicológica.

 

Pergunto-me em que momento Peter se tornou tão cabeça dura. Jamais imaginei que ele seria o escolhido para sofrer de estresse pós-traumático e admito que já não boto fé. Até aqui, todos os plots do paramédico foram superficiais, sem aprofundamento. Da mesma forma que eles surgem, logo são dissolvidos. Entenderia mais se fosse Sylvie, pois ela sentiu muito mais a pressão do sequestro. Mills surpreendeu ao dar uns socos no abusador, achei até que ele o mataria, atitude que dá aval para supor o que está reservado para o personagem.

 

Se trabalharem a fundo a questão do estresse pós-traumático, menino Mills terá uma storyline bacana. Porém, tudo que acho bacana não tem virado com relação a esse personagem.

 

Chorei muito com o Boden e o pai. Diverti-me à beça, claro, com as expressões infelizes de Donna devido à intromissão constante do sogro com relação aos cuidados para cima do Little Chief Terrance. A verdade do Detetive Boden jogada na cara me deixou desnorteada, achei até que era mentira, pois este episódio não poupou na dramatização. Assim fica difícil sobreviver.

 

Herrmann trouxe humor, como sempre, e quebrou um pouco o peso emocional do episódio. Não sei do que ri mais: das expressões do Cruz e do Otis para o amigo, ou do bombeiro energético no Molly’s dando a louca. Não posso com esse trio! O discurso dele para as crianças, a fim de dar um trato na casa do Chaplain, foi um tiro. Cruz pode dar olhares de esguelha para Herrmann, mas, quando se empolga, não disfarça o lado crianção.

 

O caso Shay

 

Comentei na semana passada o quanto esse retorno do fantasma Shay me incomodava. Severide custou muito para voltar a ser ele mesmo. Gabby também. Foi difícil vê-los desmoronar dentro do local do incêndio que quase custou a equipe inteira. Triste demais!

 

O ponto positivo é que esses dois personagens foram obrigados a interagir. Por mais que ambos tivessem Shay em comum, o mundo deles nunca colidiu, e estou espantada por essa iniciativa ter dado certo. Juro que imaginei gritaria, sapatadas, um jogando a culpa no outro. Severide e Dawson são explosivos quando os ânimos estão à flor da pele, e achei fantástica a forma como um apoiou o outro. Um grande revés.

 

Nada como uma investigação própria para reabrir um arquivo dado como encerrado. A confirmação de que o incêndio não foi acidental veio dos olhos clínicos de Severide, que sabe perfeitamente como um fogaréu inicia e termina. Gabby e ele têm minha bênção para serem parceiros para a vida, pois amei mesmo a maneira como um balanceou as emoções do outro nessa empreitada que exigiu muito de ambos.

 

Não só sentimentalmente, mas racionalmente. Ambos tinham tudo para perder a cabeça, Dawson chegou a ser consumida pela culpa por causa da troca de lugares (e a mão do Severide no ombro dela me destruiu). Esses personagens entraram facilmente no clima de confortar um ao outro, na parceiragem. Temi muito a junção desses dois, pois nunca vi química (não necessariamente romântica, se é que me entendem). O tempo de tela deles sempre foi diminuto e ampliar a storyline da Shay para centralizá-los não foi tão ruim assim.

 

No fim, trazer esse viés da Shay de novo para Chicago Fire não foi uma decisão só para criar território para mais um crossover com Chicago P.D.. A meta é honrar a memória da personagem, já que houve um salto no tempo que anulou o velório. Agora, sabemos que haverá uma homenagem e nada mais justo isso acontecer assim que o incendiário queimar no mármore do inferno na gaiola do Voight (embora a promo tenha dado a entender que as honrarias à paramédica acontecerão antes do corre-corre em Chicago).

 

Já estou preparada para ficar com o psicológico abalado. O que me restou foi um coração na mão. A promo do próximo episódio deixou claro o pesadelo que dará início a mais um crossover que promete. #OneChicago vem aí, mas só no dia 3 de fevereiro.

 

Momento Fangirl

 

Brett e Dawson me fizeram vomitar arco-íris! O que foi as duas fofocando sobre a empolgação do Cruz? Morri largada na BR. Quero ser Mermaid junto com elas, posso?

Stefs
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