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08/jan

Ah! Que saudade que estava de resenhar Chicago Fire! Só não pensei que ser otária estava incluso para amenizar esse sentimento. Não sei vocês, mas fui otária. Pelo visto, continuarei a ser otária, de um jeito positivo, claro, pois o retorno da série acabou com a minha raça.

 

Literalmente, este episódio foi explosivo. Amém, porque a 3ª temporada pode ter mantido a qualidade das storylines até aqui, mas grande parte dos chamados foi morna demais. O que aconteceu esta semana não economizou na tensão, nem muito menos na impressão de que uma nova morte poderia rolar – o que me faz concluir que os sacanas por detrás das câmeras gostaram demais da empreitada de aniquilar alguém, sem pestanejar, o que acho ótimo.

 

O chamado desta semana pertenceu ao Halstead, que deixou a Unidade de Inteligência para nortear esse plot aflitivo que envolveu Mills e Brett. A trama abriu emendada ao cliffhanger do episódio anterior, uma correria que colocou todo mundo para trabalhar. Os poucos minutos de cena do detetive foram suficientes para mostrar novamente o quanto a atuação do Jesse amadureceu. Seu personagem tem mais voz. Está mais presente. Achei muito bacana aproveitá-lo sem o auxílio dos outros companheiros de trabalho, especialmente por ter alguns débitos, o que incluía rever Gabby. Foi maravilhoso vê-lo botar ordem no barraco, daquele jeito energético que, com certeza, teve Voight como inspiração.

 

Era fato que o chamado que atraiu os paramédicos foi maquinado. Totalmente falso! Ainda tento entender porque a hashtag Save Mills não incluiu a Brett, pois ela roubou a cena. O retrocesso que mostrou o que realmente aconteceu me deixou desesperada. Sem sombra de dúvidas foram os melhores minutos do episódio.

 

Peter dando uma de ninja foi impagável. Amei vê-lo todo protetor para que Brett não se ferrasse em uma trama que, aparentemente, só o tinha como foco. Mas…

 

A audácia da Brett para sobreviver valeu muito mais que todos os quiques do Mills. Quando ela me aparece com o estilete, pensei que o paramédico fosse o pedaço de bife a ser remendado. A frieza em matar Vic, a decisão de criar um caminho que pudesse auxiliar na busca e chamar Gus, o maluco que quase estourou seus miolos, são detalhes que provaram que essa mulher é badass. Inclusive, que é esclarecida sobre o que deseja. No caso, pegar Lullo.

 

Sylvie se destacou e provou que de boa menina não tem nada. A personagem chegou ao 51º Batalhão com aquela áurea de boba e de ingênua, aquele tipo de pessoa que todo mundo adoraria dar uma pisada. Porém, a moça tem mostrado o seu valor. Ainda não me conformo como há pessoas que não gostam dela e queria sonhar que tenha acontecido uma mudança de opinião depois deste episódio. Uma coisa que me irrita é “ódio” por “associação”. Por mais que Dawson tenha ficado com o crédito de salvar o dia, a rainha do episódio foi Sylvie.

 

Dentre todas as decisões malucas de Brett, foi pertinente vê-la brigar contra a ética que a faz paramédica. Ao invés de pensar em Vic como um cidadão que salvaria em tempo de serviço, ela simplesmente deu a ideia de matá-lo. Uma decisão induzida por causa da pressão do momento. O bom desse sequestro é que o companheirismo entre Mills e Brett parece que engatará. Antes, Peter não hesitava em ralhar com a novata e, ao que parece, qualquer climão foi assentado.

 

Só espero que Peter tenha uma storyline depois dessa. Ele é o personagem mais perdido da temporada.

 

Agora: Lullo rima com Pulpo e pressinto que a saga desse cara não terminou. Vic deixou isso muito claro.

 

Momento chata: o acidente de carro… O capô virou pão de forma na torradeira e todo mundo saiu bem (até o Vic saiu legal, vamos combinar). Achei forçadíssimo, ainda mais por ver que nenhuma cabeça foi decepada! Bem… se situações dessas acontecem na vida real, em CF não seria diferente.

 

Let it Go para Dawsey

 

O hábito que eu tinha de mergulhar de cabeça em determinados shippers e me dar mal com eles trouxe um aprendizado chamado desapego. Desaprendi a sentir por muito tempo o drama da separação de um casal que torço muito. Dói no começo e depois passa. Por isso que adoro séries em que é possível aceitar mudanças de casais e até apoiar alguns inusitados. Chicago Fire é uma dessas, bem como CPD e até mesmo meu xodó teen chamado Teen Wolf. Essas três séries não possuem uma escrita focada no arco amoroso, como TVD, e isso aquece meu coração que ama uma história sendo bem contada acima de qualquer desilusão amorosa.

 

Sendo bem fria, “perder” Dawsey agora é melhor do que ver esse relacionamento se deteriorar assim que ambos se casarem. Desde que essa lambança começou, sinto uma preguiça danada. Amo o casal, mas Casey começa a me irritar. E isso é grave, porque tenho simpatizado mais com o Severide (e sempre foi o contrário). Gosto demais desse casal, é um dos shippers que pertencem ao meu top 10, e achei válido usarem esse timing para acarretar uma separação. Quem é que gostaria de ver um divórcio? Eu não! Oficialmente, estou do lado da Gabby. Ninguém faz ideia do quanto estou com raiva do Casey.

 

Faz parte de um relacionamento ter altos e baixos, ainda mais quando se pensa em casório. O problema aqui é que os dois não conseguem lidar um com o outro, não conversam, e a separação é uma forma de fazê-los se reencontrar. Tenho que dizer que era meio claro que a dupla não lidaria com esse papo de relacionamento à parte do trabalho e vice-versa. Quando essa brincadeira começou, cada um teve atitudes que condenaram a iniciativa antes do estopim – o revirar de olhos do Casey quando Gabby anunciou que queria ser bombeira e, mais tarde, Gabby querendo trabalhar e ele misturando as coisas.

 

Parte de mim está muito feliz com esse “término”. Não briguem comigo! Apenas me baseio no que vi no final do episódio: pela primeira vez, Casey tratou Dawson como Candidate e a incitou a aprender. E eu pirei demais com isso, porque, até então, a bombeira parecia que só estava ali para correr e ter ideias vindas do ego infladíssimo. Quem a ajudou foi Herrmann, uma bênção dada pelo Tenente, que se tornou um muro temporário que adiou o combate Dawsey. Matt me decepcionou demais neste episódio, verdade seja dita.

 

Não me entendam mal. Se um casal quer mudanças, ambas as partes precisam dançar conforme a mesma música. Casey nunca escondeu seu descontentamento com a mudança de cargo da Gabby. Ele apoiou, é isso que futuros maridos fazem, mas carrego em mim a impressão de que esse senhor ficaria muito contente se, no fim, a noiva desistisse. Afinal, o salto dela impediu o casamento que tanto planejou. Como o personagem tem amado jogar a culpa nas costas dela, não duvido que haja uma frustração enrustida por causa da impossibilidade de casar. Mas ficar quieto e de marra não resolve nada.

 

Achei importante Gabby frisar que não há diálogo, algo que comentei nas resenhas passadas. E não há mesmo! Casey não sabe conversar fora do antro profissional com a mulher. Isso é um problema tremendo. Por mais que doa ver esse shipper despedaçar, nem eu lidaria com Matt com toda essa falta de empatia. Quis esbofeteá-lo com a olhadela por cima do ombro quando Dawson volta ao posto, como se ela fosse uma “paspalhona que pede folga e retorna querendo sentar na janelinha”. Argh!

 

O que me deixa aliviada é que Peter foi distanciado dessa zona e espero que continue assim. Nada contra ao menino Mills, mas já disse que não aceitaria vê-lo como pivô de toda essa situação. Até porque Dawsey tem uma storyline muito bem alinhada. Gabby mostrou neste episódio, no auge da emoção, o quanto ama Casey e envenená-la com um revival seria uma estupidez. Ambos se amam demais. O problema mora no Matt.

 

Estou 100% com a Gabby e espero que ela não me tire do sério também. Foi corretíssima a cobrança de um posicionamento mais profissional de Casey quando deu piti e pediu para ser liberada do trabalho (tudo bem que ela falhou várias vezes, mas reconheceu). O Tenente deveria tê-la impedido, mas não o fez.

 

Casey deveria tê-la impedido de ir embora, mas não o fez. Preferiu socar a parede. Tá certo!

 

Sobre o soco na parede: lembrei-me do acidente dele na 2ª temporada, o baque na cabeça que o deixou meio fora do eixo. Vai que isso ainda é resquício, certo?

 

O que dizer sobre Boden e Donna? Que loucura! Estou tão feliz pelo bebê ter terminado bem. Não suportaria ver esses dois arrasados. Herrmann foi maravilhoso em dar apoio ao amigo junto com a esposa, o que frisou de novo o quanto os membros do 51º Batalhão são uma família. Esse plot foi essencial para reafirmar que o senso de companheirismo, cumplicidade e respeito continuam como os chavões de Chicago Fire.

 

Agora, sentem aqui: quem é o stalker com a reportagem sobre o incêndio maligno que custou a Shay? Isso me fez voltar ao que Cruz disse neste episódio: tudo parece manipulado. O mais bizarro é que este episódio trabalhou muito isso, como se todos os plots tivessem sido falsos de alguma forma, aquela sensação de nem tudo ser o que parece. Isso quer dizer que o ocorrido no season finale da temporada passada faz parte do combo de chamados sacanas? Boicote ao Batalhão? Ajuda, Voight!

 

Por mais que soe interessante, não sei se estou pronta para mais uma dose de angústia com a Shay envolvida. Ainda mais agora que Gabby arregaçou as mangas para lutar pelo cargo e pelo noivo, e que Severide finalmente colocou as emoções no lugar. Sinceramente, acho esse cutucão fora de tom. Como confio nos roteiristas da série, o motivo para isso deve ser além do excelente. Porém, deixo a lacuna do quanto seria bom esse resgate, pois a trama custou a respirar depois do luto. Talvez, esse seja o plot para o crossover com CPD que rolará nos respectivos episódios 13 de cada série. Admito que estou bem preocupada.

 

Como tenho dito em algumas resenhas, esse clima sufocante, instigador e imprevisível estava ausente de boa parte dos episódios do 3º ano de CF. A morte de Shay foi o único estopim e, pelo visto, continuará a gerar dor de cabeça por ser o novo mistério da 2ª parte da temporada. Ainda bem que esse episódio apimentou as coisas, manteve o ritmo do anterior e concluiu as pontas soltas para deixar uma de arrepiar os cabelos.

 

Antes de ir, o momento fangirl:

 

– Jay e Gabby me fizeram vomitar arco-íris;

 

– Jay contra o Lullo foi algo delicioso de assistir;

 

– Cruz e Brett derreteu meu coração. Se casem, por favor!

 

Fim!

Stefs
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