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23/jan

Este episódio não me fez tão feliz. Foi morno, parado, quase empacando. Chego aqui com um gostinho agridoce porque esperei muito, até do Disco Bob, pai do Ruzek, que não trouxe nada de empolgante, nem uma tretinha com direito a tapas do Voight. Chateada! Fato é que criei expectativa e caí do cavalo, pois é do Jack Coleman que estou falando, galera. O cara é rei em interpretar personagens cretinos, mas, dessa vez, falhou.

 

Quem amenizou um pouco essa minha decepção foi Mark Pellegrino, que honrou a cretinice que tanto amo em nome dos velhos tempos. Assim como Coleman, ele se dá melhor quando encarna os tipinhos odiáveis e fiquei com vontade de estapeá-lo pela gota de machismo para cima da Erin. Mas o amo mesmo assim… No auge das malditagens malditas.

 

O caso semanal não proporcionou o drama característico quando gira em torno de assuntos familiares, pauta que só serviu para dar um pouco de intensidade na relação Bob e Ruzek – que me fez chorar um tiquinho. Porém, o elemento surpresa não foi esquecido. De início, estava na cara que Wes era o culpado. O desenrolar da investigação apontava para ele, uma ideia que se intensificou quando a gaiola do Voight entrou em cena. Geralmente, quem fica de castigo nos confins da Inteligência, sempre tem uma história para contar. Nesse caso, não houve nada. O homicídio mexeu um pouco as estribeiras só por causa do menino Jordan e de algumas oscilações emocionais do Sargento. E morreu aí! Jamais passaria pela minha cabeça que o namorado era o responsável pela tragédia por um motivo tão X. Que coisa, não?

 

Acho que poderiam ter explorado o viés de Lucy, a jornalista. Tenho certeza que renderia pano para manga, mais que os problemas financeiros ou o garoto que queria dar um sustinho em nome do amor que sentia pela namorada. Está aí uma ótima dica de plot, já que a maioria dos profissionais dessa área, focados em pautas de investigação, tendem a ser marcados para morrer. Um fato extremamente real.

 

Foi muito bom rever todos os personagens dentro da Unidade de Inteligência e conquistando a ação solitariamente, sem ter que lidar com o fanfarrão do Lang (admito que senti falta desse rostinho ordinário). Gostei do pouco destaque que Ruzek teve, mas o propósito me deixou meio insatisfeita. Assim, ele não é meu personagem preferido. O detetive é cheio das graças e tem uns comentários que me dá nos nervos de vez em quando. Achei o histerismo para cima do pai desnecessário, só por causa da revelação de Al sobre a festa do tal Terrino. Foi humilhante! Ok que Voight é Rei, mas o assunto corrupção ainda existe. Só não ficou tão escancarado como o acordo com a Corregedoria. Burburinhos nunca cessam em Chicago.

 

Em contrapartida, a conversa entre pai e filho foi muito linda. O ponto alto do episódio, sem dúvidas. É sempre muito bacana descobrir e compreender os diferentes tipos de motivações para cada personagem ter se tornado protetor do Estado e defensor da lei. No caso de Bob, ele fez sacrifícios que o impediram de ter um cargo melhor devido ao desejo de cuidar do Ruzek. Um detalhe que o detetive não sabia e caiu do cavalo ao perceber que o daddy não é flop porque Deus quis, mas porque definiu muito bem suas prioridades. Sensacional a afirmação de que um pai cuidou do filho direito ao vê-lo ser mais bem-sucedido.

 

No primeiro encontro entre Bob e Voight, achei que o problema seria hierárquico ou recalque ou frustração profissional. Hank pode ter se tornado a pessoa mais amorosa do universo, mas se é uma coisa que ele não anula é a autoridade e o narizinho empinado por comandar a Unidade de Inteligência. Sem contar o sorrisinho ora sacana, ora de insatisfação. Imaginei que o segredo vetado de Ruzek seria algo bem no nível Al e Voight na temporada passada. Não passou de um desprezo mútuo com indiretinhas, depois de algumas biritas. Às vezes, me pergunto quando alguém chamará o Sargento de corrupto no meio da rua de novo. Halstead me representava nessa discussão, mas geral se conformou. Quero caos, gente!

 

O que dizer sobre Roman e Burgess? Ultimamente, tenho gostado tanto deles juntos que shipparia facilmente. Desculpa, mas sou sem frescura. Enfim, o retorno dela ao trabalho será um processo árduo de superação. Espero que ela consiga vencer isso da melhor maneira possível, sem novos  traumas.

 

Sobre Lindsay, sério mesmo que, depois de todo aquele carnaval em cima dela, seguida da insistência em recrutá-la para a força-tarefa, terminou com a oportunidade de ser babá de madame? Estou rindo para não chorar. Ok que esse encadeamento de trama não vingaria, mas não poderiam ter dado um final mais interessante? Como ela ter sido inteligente demais e o chefe ficar de cara com tamanho brilhantismo? Sexismo? Really? Não gostei mesmo!

 

Era mais do que evidente que ela voltaria para a Inteligência, não por ser personagem regular, mas porque explorar a força-tarefa seria o mesmo que pedir 1 hora de CPD ou um spin-off (algo que não ligaria). Como comentei na semana passada, Erin é muito humilde para lidar com as cachorradas de um bando formado por homens arrogantes, que não respeita a única mulher da sala, nem as testemunhas. A agora detetive colocou tudo que viveu em dois dias (no caso, dois episódios) na balança. Na Inteligência, ela jamais seria tratada como lixo e suas opiniões seriam ouvidas. Jim não escondeu em nenhum momento o descaso, e até diria que ele a viu como um pedaço de carne para ser usado. Jay ia dar na cara dele!

 

Amém que Lindsay voltou para casa, local onde suas crenças, seu caráter e sua forma de investigar fazem realmente a diferença.

 

Vamos falar sobre Linstead

Admito com todo meu coração o quanto fiquei aliviada por não darem tanta atenção aos dois. Os minutos iniciais foram o bastante, uma fofura sem comedimentos, uma cumplicidade que me fez vomitar arco-íris. Sem contar que ambos estavam tão à vontade como se estivessem em lua de mel. Não pude com o round 2 dessas duas pessoas maravilhosas.

 

Fim do momento fangirl.

 

Quando digo que fiquei aliviada é porque seria de uma falta de tato tremenda dar muita atenção ao shipper em vez da trama. Isso gera pensamentos errôneos, como muita divulgação em cima dosdois para trazer novos fãs – o que tem acontecido, já que geral só quer saber de Linstead e se esquece do resto do elenco, inclusive, de Chicago Fire. Se situem, por favor!

 

Admito também que fiquei feliz por Erin ter ficado de lado neste episódio. Ela já ganhou foco demais enquanto os outros contam com minúsculos minutos de tela, com subplots que perduraram por menos de 2 semanas. Isso me fez lembrar da época em que Dawsey era o real thing, roubando cena dos outros. Não que eu ligue, mas me preocupo com os demais.

 

Outra coisa que admito é que estou bem preocupada com esses dois. De novo, Jay demonstrou que está apaixonado. Ele não consegue esconder. Está no olhar, no sorriso, em cada sarda daquele rosto bonito. Ele foi fisgado e tem maiores chances de sair machucado, já que Erin, simplesmente, deixou claro que nadará conforme o curso da maré. Sem vínculos. O que me faz pensar no quesito “dar satisfação”. Lindsay é a parede, como bem disse na semana passada. Não diria que a personagem só quer curtir, mas essa decisão é sinal de insegurança.

 

“Deixar a rolar” é um avanço, pois achei que a detetive sairia pela tangente. Erin sempre colocou o trabalho em primeiro lugar e, enquanto Jay já foi fisgado, ela está naquele momento que sabe que está prestes a se apaixonar. Porém, quer evitar ao máximo, de forma a colocar a situação de ambos como se fosse uma curtição. E não é!

 

O “deixar rolar” é justamente um pedido por ela não saber como se sente. Se fosse o Halstead, é óbvio que o cara já teria pedido a mão dela em casamento, mas esse plot exige hesitação. Até porque Erin voltará para a Inteligência. Isso me preocupa também, pois essa decisão mútua dará aval para um romance escondido e eu não lido bem com essas coisas. Acho isso bem ruim, pois Burzek já brincou disso, e só calhou bem porque ambos são palhaços. Linstead não combina com essa pegada, sinto muito.

 

Ok que ambos soaram bem sacanas neste episódio, o que me faz gostar menos ainda dessa ideia de ver Linstead se pegando às escondidas no horário de trabalho. No apartamento do Jay pode. Embaixo do nariz do Voight, não pode. Seria desrespeitoso, até para Erin que sempre escutou o paizão. Não que espere uma treta do século. Afinal, o Sargento deu amém para Burzek, não tem desculpa para barrar Lindsay e Halstead. Mas seria antiético.

 

Meio que indiretamente, Jay e Erin já começaram a lidar com o trabalho no meio deles. Ela quase partiu para o meio do nada para ficar fora por meses. Agora, os dois estarão na Inteligência e nem é com o Voight que me preocupo, mas com o estresse que essa brincadeira pode causar. Trabalho é uma coisa. Vida off é outra. Dawsey ensina, gente! Dawsey ensina!

 

Por mais que eu diga que Erin e Jay possuem maturidade para seguir em frente com o possível romance, Dawsey serve de exemplo de novo. Os dois não se conhecem profundamente. Foram parceiros de trabalho e, geralmente, os plots de CF e de CPD não abrem margem para “me fale sobre você”. Afinal, é a arma para destroçar um casal que, do nada, começa a se morder. Só consigo pensar que determinadas circunstâncias, se não forem bem conduzidas, podem estragar Linstead. E eu me recuso estar viva para ver isso acontecer.

 

No mais, espero que continuem a desenvolver a história dos dois com a mesma excelência da 1ª  temporada, e não por causa do alarde dos fãs. Já estou com colete à prova de balas para me proteger ao menor sinal de bagunça.

 

Chicago P.D. entrará em um breve hiatus e só retornará no dia 4 de fevereiro. Prontos para #OneChicago?

Stefs
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