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09/jan

A espera pelo retorno de Chicago P.D. valeu muito a pena. Muito mesmo! Jamais passaria pela minha cabeça que o impasse com a Burgess ganharia uma tremenda proporção longe de pautas políticas ou religiosas, pois bem esperava um viés terrorista. A trama foi muito bem arquitetada por uma pessoa que tinha problemas de dissociação e que foi capaz de tomar meu fôlego no decorrer dos 40 minutos. Foi desesperador! Meus músculos ficaram contraídos o tempo todo de aflição e meus olhos ficaram semiabertos temendo a próxima armadilha. Sem pestanejar, este episódio faz parte do grupo de melhores desta temporada. Tão de parabéns!

 

Assim como aconteceu em Chicago Fire, este episódio teve como objetivo concluir o que ficou em aberto no mid-season finale. Foi terrível rever a cena em que Burgess é atingida. Um belo jeito de reiniciar uma inquietação que se prolongou no decorrer de uma trama cheia de timings perfeitos e muito bem encadeada. Mais terrível que isso foi ver Sean agir não só para honrar o distintivo, mas por culpa. Foi torturante ver esse homem tomar a frente de uma investigação que precisou de toques leves, passadas cuidadosas, respirações comedidas e muito suor. O policial não hesitou em nenhum momento, o que lhe deu um merecido destaque, especialmente para provar que não é tão mala quanto aparentava ser.

 

Uma puxada de orelha do Voight sempre é o que se espera em um momento tão tenso como esse. Ainda mais quando é uma pessoa do time de Inteligência que está com a vida na berlinda. Roman duelou com o agridoce de ter que exercer a sua função ao mesmo tempo em que lidava com a culpa e com a antipatia esclarecida de Ruzek. Os dois prestes a tretar, sendo apaziguados por Lindsay e Halstead, me fez querer estar morta. Não suporto quando esse povo briga entre si. Dá vontade de colocar geral no tapetinho da disciplina. Antonio já ensinou como é difícil trazer justiça em nome de uma parceira e com alívio as coisas deram certo.

 

Verdade seja dita: Sean era um balão. Uma pessoa que chegou e que facilmente ofuscou a Burgess por ser perspicaz e, aparentemente, não ter medo de se jogar. Sempre o achei meio estranho, não fui fisgada por ele logo de cara, mas agora o menino Roman ganhou meu respeito. Não só meu, como de Voight, que me deu um tiro ao animar o oficial e não culpá-lo. Surtei, surtei muito quando o Sargento apenas diz que ele é a polícia de verdade e que a única forma de fazer jus à parceira é pegar o causador dessa terrível dor de cabeça. Aplausos!

 

Falando em aplausos, o caso semanal precisa ser ovacionado de pé. Lembrou-me Jogos Mortais, com todas aquelas armadilhas muito bem construídas e posicionadas para tirar a vida de alguém. Isso obrigou a galera improvisar. Até a charadinha do Spencer foi assustadora. A melhor cena no meio desse caos foi a que Voight usa o livro para ativar uma das emboscadas e pede para a equipe pegar os escudos balísticos. A iniciativa foi incrível e mostrou o quanto o posicionamento dos personagens mudou para melhor. Todos estão ensaiados, uma dança bem coordenada a cada episódio. É um deleite, especialmente quando une uma pitadinha de humor.

 

Gente, aquele livro e a cara do Voight = impagável!

 

A promoção de Burgess

 

Como venho dizendo em muitas resenhas, Burgess perdeu muitos pontos comigo ao se envolver com Ruzek e, de quebra, deixar o objetivo de entrar na Inteligência de lado. Beijinho ali, beijinho aqui, um tiro, uma cama de hospital… Como se ainda fosse Natal, a personagem ganhou o direito de viver, de ter o boy e de assumir o posto de Erin. Não sei vocês, mas não fiquei tão feliz. Tirou o gosto da conquista por mérito.

 

Vejam bem: Kim nunca hesitou em mostrar que tem talento e capacidade para pertencer a essa equipe, algo que Atwater não chegou nem perto. Vê-la subir de cargo por quase ter perdido a vida e ter direito ao romance com Ruzek me deu nos nervos. Ok que isso é muito associável a barragem que existe (acho que posso dizer existiu) com Linstead. Jay e Erin são extremamente talentosos, são muito bem resolvidos, não hesitam em botar a mão na massa, detalhes que via na Burgess na temporada passada. Sei que ela não decepcionará, a personagem é esforçada, mas soou como um gesto de caridade.

 

O que me deixa um pouco tranquila é que Voight deixou a decisão nas mãos dela. Porém, deu para notar que, de certa forma, o que aconteceu a mudou. A cena final, dela parada diante do espelho, tocando as feridas das quais nem se lembra como ganhou, pontuou uma mudança que pode endurecê-la. Creio em uma transição para uma mulher distante do que costuma ser. Lembrando que Burgess sempre resmungou do quanto suas emoções atrapalham e acho que a empatia secou.

 

Isso me faz pensar que o relacionamento Burzek pode se perder por causa desse trauma. Voight deixou claro que o romance não pode atrapalhar o trabalho, é regra de casa, mas sabemos que Ruzek é um meninão sem limites. Agora resta saber como Burgess atuará daqui para frente e acredito que não será cheia de sorrisos. Estou de olho!

Aproveito para dizer que este episódio me fez digerir Burzek melhor por haver agora uma prova de que há reciprocidade. Isso muito me consolou. Ruzek sempre me deu a impressão de que queria curtir, de que queria tapar um buraco depois do desastre do noivado. Ambos conseguiram me derreter. Meus pensamentos agora desejam o melhor para o casal, porém, como sabemos quem manda em CPD, trollar romances é uma ordem. Não acho que esse shipper perdurará assim que Burgess subir de andar. Vejam bem, ambos ganharam muitas bênçãos em um só dia, Voight dando OK, Platt também… Shit happens in Chicago all the time!

 

Os outros plots

 

Tenho que dizer que o agente Lang é muito lindo e estou na fila para um futuro casório. Prevejo esse senhor se encantando fácil com a Erin só para dar angústia ao Jay. Minha imaginação é fértil, com licença. Foi nobre e de uma lealdade tremenda Lindsay ter adiado sua transição profissional para auxiliar a equipe, a fim de encontrar quem provocou todo aquele caos (que precisava da turma de Chicago Fire para dar uma força, dica).

 

A personagem trabalhou, mas sentiu a todo o momento o peso da escolha ao som de Let it Go. Considerando a promo do próximo episódio, estou bem curiosa com o desenvolvimento em torno desses dois arcos (Inteligência + força-tarefa). Ambos precisam se encontrar e caminhar no mesmo compasso. Até porque Erin não tem mais o espaço embaixo da asa do Voight.

 

Adendo: bem que poderiam ter mandado a Erin para SVU. Voight e Olivia precisam de um reencontro para fazer meu coração feliz (e para rolar um caso).

 

Jay me deixou um pouco encucada. Por mais que ele tenha sido todo lindo (como sempre) com a Erin, o que pegou foi o discurso dele para cima do Spencer. Haas afirmou que trabalhará mais o background desse personagem, algo que estou desesperada para saber desde o 2×03. Aquela afirmação do detetive de não ter ninguém, que se formou na Academia no bloco do eu sozinho, mexeu comigo. De uma forma estranha, encarei o que foi dito na sala de interrogatório como algo muito pessoal, palavras que engataram um berro que me pareceu mais dolorido para ele que para o acusado. Pode ser impressão minha…

 

Pensando com meus botões, seria muito simples Jay ter parado de falar com os pais ou vice-versa. Até porque ele foi praticamente acolhido pela família do Kyle, a criança que foi assassinada pelo Lonnie. Começo a pensar que essa lacuna o impulsionou para o exército.

 

Antes de ir, o momento fangirl

 

Linstead e essa tortura psicológica semanal me levarão para o asilo de American Horror Story. Vontade de apertar esses dois e nunca mais soltar! Não quero me iludir por causa da promo do próximo episódio, embora tenha sentido um frio na barriga. Não quero ser otária.

 

Platt e Ruzek batendo um papo me deixou no chão. Tive um surto quando ela recontou – de novo – o tiro que tomou oficialmente na traseira. Queria muito um flashback dela com o Antonio nessa época. CPD poderia investir em retrocessos, poxa!

 

Agora aguenta até semana que vem! Será que Linstead finalmente vira?

Stefs
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