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06/jan

Resolvi falar um pouco sobre o tema de 2015 do Random Girl, algo que não cheguei a fazer nos anos anteriores. O ano de ser você mesmo é uma afirmação válida para mais de 365 dias. A inspiração dessa ideia nasceu no post “Seja você… O mundo se ajustará” que calhou perfeitamente com um projeto que será dividido em duas partes: o manifesto e o ‘garota aleatória’ (ainda não pensei em um nome, mas precisava de um para sinalizar a proposta).

 

Como já comentei por aqui, o blog terá um manifesto. Um manifesto que durará até o Random Girl não existir mais. Desde o ano passado, quando comecei a focar um pouco do meu tempo em textos que mais lembram conversas, senti que era isso que deveria fazer. Gosto de compartilhar um momento X ou algum dilema que me incomoda, e transformá-lo em palavras que possam ajudar alguém. Sempre tive uma noção de que era isso que deveria investir, não só por causa dos feedbacks positivos, mas por ser algo que toca meu coração.

 

Por que a decisão do ‘ano de ser você mesmo’?

 

Não é surpresa para ninguém que não sou mais uma adolescente. Também não é surpresa para ninguém quando digo que ser adulto não melhora certos complexos. Quando você passa dos 25 anos, as coisas tendem a ser mais intensas quando falamos de expectativa vs. realidade. Ainda mais se você não viver de “acordo com os mandamentos da sociedade”.

 

Quanto mais velha fico, mas me sinto em um romance da Jane Austen, sem a parte de ter que arranjar um boy para ter dinheiro. Porém, o peso de “não ter uma família perto dos 30” é uma realidade que tenta me atormentar por causa de certos comentários (que aumentam na época de festividades) e todos se chocam quando digo que nada disso é minha prioridade. Por causa dessas pressões externas é muito fácil e tentador escapar de si mesmo para agradar alguém.

 

Minhas prioridades são: ser estável e conquistar todas as ferramentas para exercer os trabalhos que prezo. Se é uma coisa que sou muito esclarecida é que romance, filhos e assim por diante só ganharão uma rota na minha vida a partir do momento que eu me sentir completa. Ainda há muitas lacunas que preciso preencher sozinha. Há muitas coisas que acredito que precisam ser feitas por mim e para mim. Nada acontece se você não se amar, se preservar e se cuidar primeiro. Não poderia concordar mais, perto dos meus 29 anos.

 

Meus pesos e minhas medidas de vida são estabilidade econômica e independência profissional. Quando eu tiver esses dois itens resolvidos – mais um We Project pronto para me fazer sofrer –, o universo está autorizado a me dar ‘um amor para recordar’ (sendo que recordo de alguns e sei que não estou pronta para essa emoção de novo). Um detalhe que meio que estipulei mentalmente, se querem saber. Não quero um relacionamento sério agora. Um namoro a essa altura do campeonato me atrapalharia de todas as maneiras inimagináveis.

 

Por isso é importante você ser quem é em meio a tantas cobranças que surgem no decorrer dos anos. Independente se a pressão ganhar força com a pergunta “e os namoradinhos?”. Cada um carrega um peso diferente e, às vezes, não tem nada a ver com casar e ter filhos. O que importa é sempre ser você mesmo em qualquer tomada de decisão.

 

O que posso dizer é: nada mais sensato que você confiar em si mesmo para lidar com uma imensidão de indagações e de inseguranças. É difícil, mas acredito que, acima de tudo, o que importa é ser fiel ao que você admira e ao que você quer conquistar. Principalmente, a quem você quer ser. Amores vêm e vão, assim como amigos, mas você permanece.

 

Como você gostaria de permanecer?

 

Com 28 anos, sinto o peso enorme nos meus ombros por causa dos típicos complexos vindos de comparações do lifestyle de pessoas que possuem a mesma idade que eu. Eu poderia amargurar isso, me sentir insegura, mas me sinto feliz com o que tenho. Claro que faltam muitas coisas, mas aprendi que posso conquistá-las uma de cada vez. Antes eu vivia com muita pressa. Agora não mais. Saber que os 30 anos estão aí deveria me apavorar. Admito, dá um pouco de medo. Porém, acho que estaria muito mais apavorada se estivesse ainda na inércia, calando meus desejos para ficar na zona de conforto. Sair do trabalho para escrever um livro que nem sei se será publicado foi uma quebra tremenda de amarras. Foi o momento que priorizei eu mesma e os meus desejos. Que fui fiel ao que sentia. Senti medo, senti receio. Estou preocupada agora, mas isso me faz lembrar de um quote que se resumia basicamente a isso: se você não sente medo é porque essa decisão não é tão arriscada como imagina.

 

Arriscada no sentido de trazer algum tipo de mudança interna e externa. Decidi me por à frente e tenho colhido muitos frutos desde então.

 

A escolha do tema teve muito a ver com a situação da qual me encontro. Tenho 28 anos, minhas conquistas podem não ser enormes, mas são gigantescas para mim. Ao invés de ficar desesperada porque não tenho um carro (quem ainda quer carro em São Paulo, pelo amor de Deus!?), uso essa “falta” como um lembrete para eu não fugir do que quero verdadeiramente para a minha vida.

 

Sim, amaria ter um carro, especialmente para emergências, mas amaria mais ter um livro publicado. Prioridades!

 

Mario Quintana disse: o segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você. Desde que assinalei minhas prioridades de vida, rego todos os dias meus projetos e meus desejos. E é mágico vê-los brotar. Para isso, basta um maravilhoso cultivo. Não quero, nunca, me desprender do meu jardim. Se eu não cuidar do que é meu, não plantar o que acredito e não dar atenção a todas as sementes, aí sim perceberei que passei pela vida à toa. E ninguém quer isso, certo?

 

Quero continuar não só este ano, como em todos, sendo eu mesma. Quero plantar mais e mais sementes. É aí que o manifesto se encaixa, pois será uma forma de me ajudar. De, talvez, ajudá-los.

 

Sobre o 2º projeto

 

Ele será apresentado em breve.

 

Finalizando…

 

Este ano precisarei do meu eu mágico mais do que nunca. Por mais que haja pessoas que me apoiam e que esperam o meu melhor, não posso deixar de lado o que meu coração sente.

 

Sendo assim, quero cultivar meu jardim com as mais belas sementes. E gostaria de vê-los ou vê-las fazer o mesmo junto com o futuro manifesto aleatório.

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Não é bem um livro, mas o "Garota Aleatória", projeto girlie Hahahahahahaha [inclusive, tenho que atualizar esse post, obrigada] Hahahahaha

  • Um livro? Já vejo perfeição a caminho…

  • Mônica Oliveira

    Sobre o segundo projeto: soon. hahahahaha