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16/jan

Está mais do que clara a tentativa desta 2ª parte da 5ª temporada de Pretty Little Liars em resgatar a fórmula do sucesso: cenas arrepiantes que firmam a presença de A, intercaladas à rotina das Liars. Nada mais sensato que retomar essa receita, que fazia muita falta, especialmente para cobrir a ausência das SMS. Ao contrário da semana passada, que foi rendida às chorumelas, o histerismo das meninas fez deste episódio barulhento e cheio de conflitos. Atrelado a isso, a trama trouxe momentos de susto que garantiram ótimos solavancos no peito.

 

Mesmo depois dos acontecimentos do episódio passado, as Liars continuam no papel de otárias e insistem que Ali é A, só que com um estagiário. Pode até ser, mas essa é uma boa hora para desencanar dessa ideia.

 

Além disso, foi importante ver que Mona não foi esquecida. Algo que seria de praxe considerando que PLL adora abandonar plots para resgatá-los a tempo do Natal, quando quase ninguém mais se lembra do que aconteceu. Que bom que a busca pelo corpo continua. O problema é que o real causador dessa tragédia ainda está por aí, já que Ali tomou a culpa.

 

O que tem me tirado do sério é essa súbita importância que Holbrook tem recebido. Não gosto do personagem, nada tira da minha cabeça que ele é um Wilden só que mais flop. Pode ser que no final eu leve um tapa na cara, mas, mesmo assim, continuarei a desprezá-lo. Preguiça de mistérios em torno de policiais. Quis morrer quando Hanna o defendeu e foi atrás para amenizar o peso na consciência. O que restou foi mais uma história mal contada. Ainda poupo muitas opiniões sobre Gabe por ter em mente que ninguém entra em PLL à toa. Alguém me diz onde está esse cidadão? Que pai mais creepy o dele, não? No mínimo, o detetive já está em algum matagal.

 

Toby e seus valores

 

Toby tem ganhado um destaque formidável desde que engatou a carreira de policial (embora não seja fã dessa ideia, vale o lembrete). O personagem foi responsável em criar o principal atrito do episódio por causa do facão, possível evidência interligada à Mona. Um item que trouxe um debate em torno de valores e de morais que atingiu o ápice na companhia de Caleb e de Spencer. Uma tríade que tinha tudo para ser cúmplice, mas alguém sempre precisa dar com a língua entre os dentes. Nenhum segredo é guardado por muito tempo, fato.

 

Admito que Spencer teve boa parte da razão sobre eliminar a possível arma usada para aniquilar Mona. O caso A não requer uma investigação de praxe. Se há uma evidência ou uma mensagem, é fato que o otário é quem morder a isca. Tanto ela quanto Caleb foram certíssimos em dizer ao Toby que nesse duelo vence quem proteger a traseira e não quem age com princípios. A é praticamente uma entidade, que move as peças como lhe convém, sempre com o intuito de enclausurar alguém. Nunca houve algo concreto que pudesse ser levado à mesa de interrogatório de boa, sem incluir as Liars e os afiliados. Nesse quesito, não tenho o que tirar e nem pôr.

 

O problema dessa discussão é que combateu tudo o que Toby pensa e o que o motivou a ser policial. Não é errado querer as coisas nos conformes. O personagem quer ser um suporte para as meninas e saber de tudo o que acontece na delegacia, sem filtro. Entendi perfeitamente essa ânsia de levar o facão para examinar as digitais. É algo padrão e que mudaria o jogo. Especialmente de abordagem, já que a série só se importou em explorar subplots sobre oficiais corruptos. Como comentei na resenha passada, a polícia de Rosewood é incompetente, um dos maiores furos de roteiro de PLL. Por mais que um oficial seja corrupto, isso não cabe a todos.

 

Agora, Toby representa a chance de tapar esse furo e espero que ele continue a defender o que é ético. Tudo bem que ele já errou bonito ao reportar para Spencer coisas sobre as investidas de Tanner, sendo que isso é antiprofissional. É uma investigação. É preciso mantê-la privada.

 

Essa divergência de pensamentos coloca Spoby na corda bamba. Spencer nunca perdeu o feeling de botar a mão na lama e Toby sempre tentou evitar que ela se sujasse. Agora, esse conflito de opiniões é real, o que abre espaço para segredos. É bem capaz que o mutismo entre em cena, pois ele percebeu que falar sobre o que vê ou ouviu, acarretará nas atitudes irresponsáveis da namorada. A discussão final deles partiu meu coração, embora a Liar merecesse o berro por ter dado mancada. Promessas são promessas.

 

Vamos falar sobre Ali

 

Os encontros com Ali fizeram parte do combo de cenas top do episódio. No primeiro momento, a Rainha da Maldade aparece abatida, jogando com o emocional de uma das pessoas que arruinou a vida. Sinceramente, essa moça não tem a mínima noção da realidade. Adorei Toby dando uma sapatada nela. A compostura do menino Cavanaugh me encheu de orgulho.

 

Essa cena deu aval para se pensar muitas coisas. Primeiro: o que há no envelope que Toby tinha embaixo do braço? Segundo: por que a Rainha da Maldade foi transferida tão rapidamente? Terceiro: o que significa o uso da pulseirinha claramente médica?

 

Essa minha última indagação abre margem para discutir sobre os possíveis problemas mentais de Ali. Na semana passada, Jason comentou que a irmã vê as coisas diferente, de outro ponto de vista, e tenho certeza que isso se repete agora que a personagem está presa. Parece que ela não se tocou que se deu mal, e parte para o emocional dos outros não por estar desesperada, mas por saber que é um ponto fraco.

 

Ela sabe o quanto as pessoas enfraquecem quando a sensibilidade é cutucada. Ali sempre usou isso como arma. A ultrapassagem de limites a fez assinalar Toby como seu igual, outro modo que a fez conquistar aliados e que, de novo, não deu certo. A personagem está presa, mas ainda tem a habilidade de confundir. Além disso, a Rainha da Maldade sabe manipular as próprias emoções. É regra acreditar na história que conta para que soe verdadeira, não é? Ali ainda quer lugar no palco, só que nada do que tem feito está rendendo bons frutos. Acho graça!

 

De novo, a dualidade da personagem encucou, pois, até então, não está clara as verdadeiras intenções dela. Ali pode ser A ou não, mas aprendemos ao longo de quase 5 anos que essa mocinha tem o benefício de cartas coringas que vão desde CeCe e, possivelmente, Holbrook.

 

Às vezes, fica um pouco óbvio que Ali não tem noção do mundo em que vive. Dissociação pura. Quando uma pessoa passa por um trauma muito forte, ela pode bloquear o que aconteceu e criar outras memórias para fugir do tormento. Dependendo do quão grave, essa mesma pessoa pode desenvolver uma nova personalidade. Como não há confirmação sobre gêmeas DiLaurentis, não seria nada surpreendente as gêmeas serem Ali. Duas em uma.

 

Esse não é um viés inédito na série, pois Mona passou pelo mesmo no finale da 2ª temporada. A diferença é que essa suspeita de dupla personalidade à la Norman Bates não foi explorada. Sem contar que essa personagem me pareceu perfeitamente sã até o fim da sua trajetória em PLL. No caso de Ali, esse viés é possível. Um caminho que daria força ao fato dela ser uma ótima jogadora.

 

A personagem joga tão bem que tentou abocanhar Hanna. De novo, com foco no emocional. A Liar é leal às amigas, nada mais sensato que cutucar essa insegurança. Amo quando Hanna endurece e mostra que a brincadeira perdeu a graça.

 

O ponto alto dessa cena foi Ali ter justificado a razão de ter ficado ausente no Dia de Ação de Graças: encontro com Cyrus. Não colou, gata! Desde quando ela entrega as coisas com facilidade? Por desespero de ser salva que não é, pois, se pensarmos bem, a Rainha da Maldade está muito mais segura atrás das grades que na rua. Ok que a relação dela com Cyrus destruiria o depoimento que ainda protege o seu “desaparecimento”. Nesse quesito, a afirmação pode ser verdadeira.

 

O que me deixou inquieta: a maneira como ela desmereceu a própria inteligência, sendo que bolou um plano para se fingir de morta. Desde quando Ali baixa a arrogância para se colocar como uma “igual” as Liars? Jamais que isso aconteceria, pois a Rainha da Maldade nunca escondeu o prazer da superioridade. A tentativa foi pagar de vítima, mas sabemos que Ali se ama muito para se autodepreciar, ainda mais na frente de uma das meninas.

 

Perguntinha básica: cadê o esquadrão que inclui Jenna para salvá-la, hum?

 

Aria: a próxima vítima?

 

Aria ainda é minha A, me julguem! Por mais que as teorias do contra me tentem para abandonar essa ideia, não consigo. Já está tatuado! Sou grande defensora de uma dessas meninas pertencer ao “A” Team. Nunca cansarei de dizer o quanto isso seria fenomenal.

 

A vida dessa Liar não está fácil, o que a coloca facilmente como a nova vítima de A. Ela sofreu um ataque muito mais ou menos na semana passada, que parecia combinado. Foi muito leve. Inclusive, a personagem nem comentou sobre isso com as meninas e nem com Caleb. Por mais que os escritores tentem mostrar que Aria é suscetível a A, as tramoias que a envolvem não vingam e não são chocantes em comparação ao que as outras já passaram. Nem ser colocada em uma caixa com Garrett fez justiça. De novo, querem fazê-la sofrer e esse plot não tá bacana.

 

O comportamento dela neste episódio me deu vontade de vomitar. Compreendo o histerismo da Liar em não ter sido aceita em nenhuma universidade e em temer a permanência em Rosewood na companhia de A. Eu surtaria também, quem é que quer ficar em um lugar tão “perigoso”? Porém, o manifesto “contra” Ezra foi ridículo. Ainda mais quando pensamos no remetente: Jackie. Pior que isso é que a ex do teacher mordeu a lorota da carta. Olhem a zoeira!

 

Os outros plots

 

Foi interessante saber do segredinho de Caleb. Tenho que dizer que as cenas dele com Spencer foram demais, mas não tanto quanto a de Hanna no alojamento de trailers atrás do Gabe. Que nojo daquele urso! O que importa é que esses personagens trouxeram a pitada de medo, de pânico e de receio sobre a possibilidade de A saltar em meio a penumbra. Vale adicionar o momento em que Caleb quase virou churrasco. Curti pacas!

 

Ezra e esse instinto de autoajuda, praticamente O Segredo, me incomodam desde a semana passada. Esse desejo de pensar positivo, de mostrar preocupação e de dar abraço de consolo… Sei não! Pode ser impressão, até porque ele estava todo preocupado com o lançamento da livraria – um detalhe que só realçou o quanto o personagem não é tão bacana assim. Too much bossy.

 

Quando acho que Emily vencerá na vida, lá vai ela se jogar na fossa. Não aguento mais esses plots dela. A única parte que gostei foi a personagem dando uma de cozinheira, o que criou paralelos muito legais com as cenas de Aria. Isso conferiu uma humanização de ambas. Não é todo dia que vemos as Liars focadas em projetos pessoais, ao ponto de surtarem com isso. Foi divertido ver Ems perdida por não acompanhar as receitas, bem como Aria refazendo a carta.

 

Para concluir, este foi aquele tipo de episódio que mostra o quanto PLL – e muitas outras séries voltadas para o público teen – funciona melhor com um elenco reduzido. A história não dispersou e garantiu um cliffhanger que aumentou a ansiedade para o que vem por aí.

 

Me ajuda, A!

 

– E o bilhetinho da Ali, hein? Quem morreu para as Liars se ferrarem? (Gabe, Gabe, Gabe!);

 

– WTF Jason e Ashley? Que coisa mais sem noção! Tudo bem que vi uma possível intenção: os DiLaurentis abocanhando as Marin. Vamos combinar que Jason estava muito Ali, cheio das tiradinhas sem graça. Ele ter recusado a ligação da irmã foi sem pé e nem cabeça também, até porque esse cidadão deu uma forcinha na quase fuga. Esse atrito dos brothers precisa de detalhes;

 

– Bem-vindo, Jonny, o novo avulso da série. Conhecer os Hastings (claro que seria a Melissa) não lhe dá crédito. Não ainda;

 

– O que a Hanna dirá para a mãe sobre Jason. I can’t!;

 

– E o facão? Ficou mesmo abandonado na cozinha da escola? Really? Que prático!

 

Nos vemos semana que vem!

Stefs
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