Menu:
22/jan

Episódio morno. Só não foi totalmente arrastado porque A estava cheia/o de gracinha. Esse é aquele momento que a qualidade de trama começa a decair por causa de uma palavra chamada enrolação. Ainda mais agora que conseguiram unir dois pontos pertinentes que nos guiarão, pelo visto, até o season finale. No caso, a morte de Mona e o que isso tem a ver com Gabe. Mesmo com esse prato cheio para causar estardalhaço, a trama economizou demais.

 

Hanna não fez corpo mole ao aceitar que Gabe é possivelmente um duas caras. Spencer está cada vez mais histérica, ao ponto de ter levado a dedo a promessa de vazar o mais longe possível de Rosewood. Aria continuou a temer A por causa da carta que a fez ser aceita na universidade. E, para plot mais desnecessário, temos Emily sofrendo pela Paige. Incluído a isso, Jason marcou presença e Holbrook me fez de otária ao não dar o ar da graça.

 

Falando nele, Holbrook continua a ganhar importância. Espero, mesmo, que todo esse suspense tenha a ver com a maior das maiores revelações que Marlene prometeu para esta temporada. Enquanto isso, não consigo digerir essa atenção toda, como vocês bem sabem. Muito conveniente o personagem mandar uma mensagem para a Aria, justamente a garota que ele não escondeu o interesse. Lembram-se do especial de Natal? Aquela cara de pau trajada de Papai Noel? Foi bizarro e nojento, fato! Confesso que fiquei na expectativa de um encontro, já que ele se tornou tão necessário, mas fui otária. Estamos no episódio 16 e Marlene ama enrolação. Jamais que o detetive apareceria agora.

 

Para deixar tudo ainda mais estranho, Jason cruza o caminho de quem? Aria! Perceberam que tudo que é estranho, e que tem meio a ver com A, voltou a envolvê-la? Friso de novo o quanto o comportamento do menino DiLaurentis está semelhante ao de Ali. A irmã pode estar presa, mas quem garante que ele não é os olhos dela? O personagem quer farejar algo e quem mordeu a isca foi essa Liar, que não manteve a matraca fechada. Que ódio me deu quando ela começa a debater um segredo tremendo do quarteto, sobre Gabe ser o estagiário. Argh!

 

Não acredito em coincidências e nem na relutância de Jason sobre não querer mais ver a irmã. Nada mais conveniente também dizer que uma visita bastou. Uma visita mais do que suficiente para Ali mandá-lo vigiar o quarteto. Só foi ela sair de cena que ele ganhou atenção, vejam bem. Ainda me lembro que esse cidadão ajudou de leve a Rainha da Maldade a fugir, e fiquei pensando se isso não foi um sinal de “jogamos no mesmo time”. Os dois são cúmplices. Só conseguirei parar de pensar nisso quando me provarem o contrário.

 

Foi muito apropriado vir da boca dele a suspeita de que a irmã tem uma ajudinha que, possivelmente, vem da delegacia. Hanna meteu a louca na semana passada entoando o nome de Holbrook, e se Ali pediu para Jason sondar essa informação? Possibilidades! Vale comentar que tinha me esquecido do polígrafo, a Rainha da Maldade sendo aprovada com perfeição, mas nunca deixarei de ressaltar o quanto essa menina sabe afugentar os próprios sentimentos.

 

Pode até ser que Gabe a ajude, mas ninguém em PLL dura tanto tempo para contar história. Ele “afirmou” que está cansado de se esconder, então, porque não foi enfrentar Aria? Ele não é tão ousado? Sinceramente, já acho que o detetive está escondido para o resto da vida.

 

Refletindo: e se o Jason for o estagiário da Ali e não o Gabe? Faria muito mais sentido, especialmente ao notarmos a tranquilidade com que ele fez Aria falar sobre as suposições das meninas. Acho que o personagem apenas sonda o território para escolher de quem será o sanguessuga.

 

Um incômodo chamado Aria

 

Este episódio realçou toda a estranheza que sempre ronda Aria quando A começa a pressioná-la. Ela voltou a ser a Liar que recebe as informações, mas “se esquece” de compartilhá-las.

 

Antes da Mona falecer, Aria foi acusada de ser a Rainha da Mentira. Depois, o reencontro das duas no episódio 5×11 fez de um simples cochicho uma conversa de banheiro, que pontuou o fato de Ali subestimar essa Liar – que também foi dita como possível novo alvo de A. Esses fatos têm reforçado de novo a necessidade dessa personagem em saber tudo de ruim primeiro, além de enfrentar ataques mal conduzidos. A dondoca me perde o computador da Mona daquele jeito zoado e, emendado a isso, todo mundo se lembrou de mandar mensagens para ela: A, Gabe e até Jason, que a convidou para um lanchinho. Para piorar, Aria foi a pessoa escolhida para levar as flores para Ashley, que também tinha uma mensagem que poderia arruinar o pedido de Ted.

 

Ok que sou a maior entusiasta da Aria ser uma das integrantes do “A” Team, mas não zoem minhas emoções ao escancarar tanto deslize em curto espaço de tempo.

 

Hanna de volta ao normal

 

Tenho que aproveitar esta resenha e elogiar a Hanna. Critiquei forte a maneira com que a fizeram reagir por causa do retorno de Ali. Poderiam ter usado a temática de alcoolismo melhor, mas, como era algo evidentemente temporário, esse subplot não ficou bacana e me deixou irritada. Fiquei enfurecida com os comportamentos sem pé e nem cabeça da personagem, mas me recuperei. Faz dois episódios que quero comentar isso, mas estava com medo de me decepcionar. Agora, posso dizer que a perdoo pelo momento de complexos sobre si mesma. Nada mais feliz que ver Hanna voltar a ser Hanna, amorosa, preocupada e ajuizada.

 

Formidável a compostura dela em lidar com a situação da mãe. Ashley saiu mal do momento com Jason, imatura perto das atitudes e das reações da filha. Não passou pela minha cabeça que a Sra. Marin ainda estava com Ted (aquele hábito de PLL engolir o personagem e do nada trazê-lo de volta, argh!), ou teria reclamado horrores na resenha passada. Não tolero traição.

 

Hanna foi compassiva com Ted. Adorei o clima pai e filha. Derreteu meu coração. Acho que nem preciso comentar o quão perfeito foi o pedido de casamento e ruminei por lembrar que Ashley deu a maior mancada por causa de um novinho sarado. Ainda não consigo entender qual foi dessa ficadinha com Jason, a não ser criar angústia por bobagem e mais um subplot para estender a enrolação. Considerando que PLL se abstém de tantos momentos felizes, criar deslizes com base em personagens secundários não ajuda a trama em nada.

 

Essa Liar foi maravilhosa o episódio inteiro e muito me chocou o fato dela ser a “dona” da unidade de armazenamento. Esse súbito revés na storyline dela calhou certinho. Afinal, Ali e Hanna se cutucam desde o começo da temporada. Se a Rainha da Maldade for A, ou se tiver ajuda de alguém, como tanto tentam insistir e enfiar pela nossa goela, nada mais pertinente que jogar a culpa na garota que desafiou quem não devia desafiar. A visitinha na cadeia deve ter influenciado, pois a Liar não hesitou em colocar um ponto final não só por ela, mas por todas as meninas, ao afirmar que ninguém liga mais para Ali – que não aceita negativas do jeito esportivo.

 

Além disso, nada como colocar a culpa na pessoa que foi por anos a melhor amiga da Mona. Justamente para aumentar o peso da dramatização e dar respaldo ao que Caleb falou durante o episódio: alguém está montando um caso com base nesse incidente que apontará para um deles. Bingo! Será Hanna a pessoa que fará companhia para Ali na cadeia?

 

Vamos lembrar que a teacher da Spencer descreveu a dona da unidade como loira.

 

Spencer feat. Caleb

 

Spencer tem sido a personagem mais forte desde então, o que não é nenhuma novidade. É bem difícil detestá-la por magoar Toby de novo, por querer comandar uma investigação por si só na companhia de Caleb. Dá para entender e aceitar essa atitude dela como algo “racional”. O episódio passado deixou isso muito claro. Não dá para lidar com A conforme as leis. É preciso ser mais inteligente. Doeu vê-la discutir com o namorado, claro, mas não há muito que se fazer. Não quando há um caso construído prestes a colocar Hanna de roupa laranja.

 

Nessas horas me pergunto onde está a polícia eficiente para acabar com esse drama que durará mais duas temporadas. Why!?

 

Pirei muito com a continuação da saga estrelada por Spencer e Caleb. Melhor dupla para entender e destrinchar a genialidade da Mona. Os cérebros desses personagens valem ouro! Foi demais a cena na unidade de armazenamento, mal acreditei que os dois engatinharam no duto de ar para, no fim, darem de cara com uma cena escabrosa. Deu-me aflição só de imaginar a pequena Mona esmagada naquele barril, gente. Minha mente criou várias cenas horrendas e não quero que isso seja verdade. Faço das palavras da Spencer as minhas: a diva não merece essa baixaria. Já me basta como se deu a morte dela.

 

Gostei muito da interação desses dois personagens. Jamais imaginaria que ambos teriam tanta química. Eles são eficazes e ousados, e conseguem contrabalancear o medo um do outro. Spencer é muito racional, paranoica e insistente, e Caleb quebra um pouco isso por trazer à mesa novos pontos de vista. Acho que a dupla deveria assumir a polícia de Rosewood.

 

No meio de toda essa bagunça, Jonny, o novo avulso, se destacou. Ele foi a ponte para que Spencer não se esquecesse de que há vida sim longe de Alison DiLaurentis. E a iludiu com sua história de artista na Itália, sem ter passado pela universidade. O vizinho está presente, no mínimo, para impulsioná-la a fazer coisas diferentes, justamente pelo que comentei acima: essa Liar segue uma linha reta e faz de tudo para se equilibrar nela. Ela é tão focada que, às vezes, não enxerga outras opções. A personagem foi aceita em universidades distantes, mas queria as conceituadas. Daí, vem Jonny e quebra toda essa certeza ao dizer o que eu queria ter ouvido antes de prestar vestibular: faculdade não define ninguém.

 

A mais pura verdade! Inclusive, foi bom esse personagem firmar que a formatura está bem aí.

 

Por outro lado, Jonny me pareceu meio esquisito. Ele esconde algo. A olhadinha para a mochila de Toby não passou despercebida. O personagem não está em Rosewood à toa, isso é óbvio, ainda mais por conhecer Melissa. Sendo bem sincera, esse moço tem um jeitinho de stalker que pode ter sido muito bem incitado por causa da intelectualidade de Spencer.

 

Adendo: o que me preocupa é o futuro Spoby. As coisas não serão as mesmas agora que Toby sabe que Spencer ainda brinca de detetive com Caleb pelas costas dele. Que tristeza!

 

E agora, A?

 

A imitação de covil, que mais parecia um laboratório forense, criou as mais variadas suposições. Tudo que está ali cairá nas costas de Hanna em algum momento. Literalmente, geral terá que ter muito cuidado para não pisar em ovos que acionem A. Até aproveito para resgatar Gabe, que também teve um breve flerte com Hanna, e que poderia muito bem ter atendido ao pedido de A para organizar toda aquela unidade a fim de derrubá-la.

 

Em contrapartida, fiquei possessa por Spencer e Caleb saírem de mãos vazias. Certas coisas, que deveriam ser fáceis e rápidas em PLL, se tornam tão complicadas por razões inexplicáveis. Aria me perde um laptop ao ser encurralada de um jeito infantil, e o objeto estava pedindo para ser recuperado, mas não poderia por motivos X, Y, Z. É difícil ser fã dessa série, gente.

 

Mesmo com um episódio morno, o objetivo era ampliar a temática de investigação policial. Por mais que tenham sido poucas investidas, A deu umas boas cutucadas, especialmente por voltar a mandar mensagem, mesmo que não tenha sido via celular. A sua presença na sala do Holbrook firmou a ideia de que alguém de dentro da delegacia realmente compactua com essa bagunça. Porém, pode não ser Gabe. PLL sempre tem alguém que manja de tecnologia.

 

Espero que o próximo episódio tenha mais o que temer. Admito que nem senti falta da Ali. Confesso que queria um parecer da Jenna sobre toda essa situação.

 

PS: sério que eliminaram a Paige para Emily atrair outro crush? Desisto dessa personagem.

 

PS: e o facão do Toby foi facilmente esquecido lá na cozinha da escola. Que beleza!

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3