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29/jan

Como eu queria que todos os episódios de Pretty Little Liars fossem tão redondinhos como o desta semana. O ritmo acelerado contribuiu para um rápido envolvimento e foi impossível não pensar no pior. Sem contar que o encadeamento da trama frisou novamente o quanto essa versão de A é ágil, sacal e inteligente. Já foi o tempo que as SMS eram o big thing da série. Nada como sentir a presença real do inimigo/inimiga em meio a uma atmosfera pesada. Ao contrário de antes, essa figuraça não está mais tímida em manipular qualquer situação.

 

O episódio continuou de onde parou na semana passada, um detalhe que tem sido bem característico desta temporada por conta da renovação da série – o que gerou a necessidade de segurar a passagem de tempo. A reunião das Liars com Caleb centralizou os babados da vez: Hanna como dona da unidade de armazenamento e o que tem no barril. Claro que o conteúdo daquele negócio não seria revelado assim de graça, pois temos um possível cliffhanger rumo ao season finale. Embora essas tenham sido algumas novidades da trama, nada mais cansativo que o repeteco de que Ali é A e que Holbrook é o estagiário.

 

Acho que a importância de Holbrook começou a esmorecer. Ele estará no próximo episódio, então, é bom nos prepararmos para ouvir uma desculpinha esfarrapada. Emily foi uma das Liars que não acredita mais nesse suposto envolvimento dele com Ali, uma pauta que se estendeu até Toby que ficou na corda bamba por revelar suas ideias para Tanner. Tenho que dizer que gosto do posicionamento da detetive, mas PLL ensinou que policiais não são confiáveis. E se foi ela quem manipulou o polígrafo da Ali e Gabe descobriu? Possibilidades!

 

Alguns esclarecimentos foram dados sobre a unidade de armazenamento e a mais pertinente foi saber que o local foi alugado 1 dia antes da morte de Mona. Uma investida pré-programada que se encaixa, pois, vale lembrar, que a personagem perdeu o jogo que a fazia membro do “A” Team. Por saber demais, ela automaticamente se tornou um alvo a ser eliminado. Para mim, colocar Hanna como a causadora desse pesadelo soa como uma conveniência só porque ela é a única loira do grupo. Acho que o peso “BFF” mata “BFF” não é fundamental. Acho.

 

Afinal, a teacher da Spencer descreveu a dona do lugar como loira e há uma loira atacando Mona no vídeo. Soa como uma oportunidade bem aproveitada, uma distração, pois não faria sentido culpar as outras Liars. Não teria lógica dar crédito a qualquer outra/o personagem.

 

Sem álibi, as atitudes de Hanna foram burras, mas até que compreensíveis. Só no quesito trama! A Liar trouxe à tona alguns pontos que têm marcado a segunda parte desta temporada: a necessidade de estar um passo à frente de A, a urgência de burlar a polícia e as tentativas de alterar qualquer cenário criminal para poupar uma nova rasteira. As Liars têm agido conforme o que A deseja, essa figuraça quer mesmo que o quarteto mova as peças por ter mais cartas embaixo da manga. Com a retirada do barril de cena, só há as roupas nos plásticos e uma gota de sangue. E agora?

 

Ri da Emily ao dizer que Hanna não poderia retirar uma evidência de cena, sendo que, há semanas, ela deu ideia para Spencer fazer isso. A também quer esse tipo de discussão, justamente por saber que as Liars farão de tudo para se protegerem e para protegerem quem amam. O desejo principal é fazer as meninas se moverem exatamente desse jeito, pois, a cada passo, novas evidências são plantadas. Se uma delas morrer no processo, é brinde.

 

Por mais que tenha visto na promo deste episódio, perdi a respiração quando Hanna e Caleb abrem a unidade e só dão de cara com o barril. Tudo limpinho (ou quase), sem as prateleiras (que bem pensei serem de Ezra) e sem as roupas plastificadas… Que pânico! De novo, reforço o que Caleb disse na semana passada: a tentativa é montar um caso contra as Liars, o que casa também com a carta que Ali recebeu sobre o quarteto se juntar a ela.

 

O novo jogo de A até que está impecável. Sem limitações e sem pudor. Dá para sentir medo com os aparecimentos bruscos. Essa nova versão da/do personagem é avassaladora e não hesita, nem mesmo para matar. É um/a maluco/a que subiu o nível da brincadeira. Retiro o que disse sobre a saudade das SMS, pois atitudes presenciais são mais assustadoras que mensagens, vamos combinar. Quando A surge e tranca Spencer e Aria para virarem picolé, meu coração caiu nas minhas pernas. Cena incrível! Trabalho de edição sensacional, que só contribuiu para deixar tudo agonizante. Adorei os detalhes do gelo no vidro, indicando que as duas eram consumidas pouco a pouco. Por mais momentos assim, por favor!

 

Vale comentar sobre o rato que saltou para assustar Emily. Isso é algum sinal? Motivo de teoria? Só me lembrei da Paige dando aquele berro horrendo, uma cena que saltou do nada e que ficou tosquíssima.

 

O resultado final é que A está tão meticulosa/o que dividiu as meninas sem um pingo de esforço. Literalmente, as fizeram de otárias. Nesse momento, fiquei um pouco confusa com os cortes de cena, mas depois me lembrei que Spencer e Caleb não moveram o laptop da unidade de armazenamento (é tanto computador que fico perdida). Esse desvio provou que realmente há alguém muito à frente delas. Como se fosse alguém de dentro. Como se esse alguém quisesse impulsioná-las a jogar do jeito certo, ao ponto de garantir isso “pessoalmente”. Ao ponto delas saírem sem pensarem nos rastros de DNA que podem ser usados contra elas.

 

Tenho a singela impressão de que aquela gota de sangue é de uma das meninas. Não sei se seria de Hanna, já que a meta é abocanhar todas para dançarem de macacão laranja com Ali.

 

Só sei que quero mais A em ação, investindo pessoalmente no seu próprio plano e mostrando superioridade. Tenho que dizer que o benefício dessa sombrA trouxe uma trama fechada, o mesmo que aconteceu no episódio da semana retrasada, em que tudo funcionou. Sem dúvidas, quanto menos personagens, mais o encadeamento da história mostra serviço.

 

Os outros plots

 

Quero mesmo entender qual é desse foco na Ashley e no Jason. Não quero aceitar esse suposto plot amoroso, pois, a essa altura do campeonato, não faz o menor sentido. De novo, fiquei com a sensação de que o menino DiLaurentis parecia uma cópia da irmã, com todos aqueles falsos complexos, com medo de ser julgado pelo passado, todo engajado em manter a mama Marin trabalhando com ele. Um punhado de negativas.

 

Negativas sempre revelam o pior de Ali e acho que isso também cabe ao Jason. Os dois não digerem muito bem um ‘não’. Por mais que tenha tocado canções românticas para os dois, não consigo aceitar que Ted será chutado. Por um lado, sou até a favor, pois quanto menos avulsos, melhor. E quero pensar que essa proximidade tem a ver com a suposta tramoia de sabotar Hanna. Como comentei por aqui, nada mais sensato que derrubar as duas, e depois dar um jeito de pegar o resto que é mais relutante. Até Emily deu uma endurecida.

 

Não entendo a saída da Paige para dar espaço a um novo affair para Emily. Porém, algo estranho aconteceu: eu gostei da Talia. Muito mais que todas as ex. Não sei explicar, mas o encaixe da personagem na trama ficou funcional. Ela está no mesmo ambiente de trabalho de Ems, o que evita tantos saltos que sempre quebram o ritmo da ação. O posicionamento de Talia tem sido complementar ao plot da Emily e isso está bacana. Adorei a naturalidade das cenas. A Liar bem que precisa de alguém para desabafar e espero que segurem o romance.

 

Aria continua a causar estranheza. Para variar, a personagem é afetada por poucos episódios, sempre contornando o caminho de A como se fosse simples. Basta dizer a verdade sobre algo que inventou/escondeu e tudo certo. Isso reforça o que Mona disse sobre ela ser uma bela mentirosa e A sempre a impulsionou a relatar o que fez de errado. E o plot sempre envolve Ezra, cujos babados terminam com um beijo ou uma separação. Vamos combinar: o que Aria enfrentou nas últimas semanas nem se compara ao que Hanna e Spencer têm passado. Bastou se lamentar, mostrar a carta e acabou o plot. Parece até que é de propósito.

 

Ezra também me parece fora do eixo. Ele tem me deixado desconfortável com esse súbito otimismo. O bom é que o teacher disse uma verdade sobre o seu relacionamento com Aria: o tempo que ambos ficaram juntos aniquilou grandes experiências. Ele perdeu o emprego. Ela bitolou na dele em vez de curtir a adolescência. Por mais que ambos se amem, a Liar não curtiu o ensino médio como deve, graças a constante manutenção de um relacionamento que combatia as guinadas de A. No anuário dela não há nenhuma conquista embaixo da foto, vejam bem. Ezra tem razão.

 

Aria lamenta por não ter aproveitado tanto, porém, isso acabou de ser despertado. Algo que explica os motivos dela não ter sido aceita nas universidades em que se inscreveu. Atividades extracurriculares pesam muito e a Liar não tem nenhuma. A personagem sobreviveu com namoricos que não engataram e sentiu o estresse da relação com o teacher, o que a consumiu por inteiro. E a ele também. Hora de refletir!

 

Spoby parece que está por um fio. Toda semana digo isso e me espanto ao vê-los juntos devido ao norte da investigação da morte de Mona. Quero drama! Da mesma forma que o objetivo desta parte da temporada é montar um caso contra as Liars, há o desejo de fazer Toby confrontar âmbito pessoal e profissional. Gostei dessa tensão. Amei as atitudes de Tanner para cima dele, pois, como disse a algumas resenhas, o personagem está fora da ética. Agora, o policial precisará escolher o lado que quer jogar e não o culpo se a preferência for honrar o distintivo. Afinal, ele quer ser justo.

 

O momento que o deixou na saia justa foi ao ver Hanna e Caleb e não dizer nada. Uma baita obstrução de informação que poderia demiti-lo rapidinho. Se o intuito dele é ser verdadeiro, de seguir a investigação de cabo a rabo, abrir mão de Spencer será preciso. Tanner está com os olhos de gavião em cima dele. Não será fácil manter Spoby até o fim da temporada.

 

Haleb e Spoby estão sufocando na maré de A e, pelo visto, as coisas piorarão. Tenho que dizer que o final do episódio deu a entender que a sombrA também é espionada por alguém X e me pergunto quem seria o gênio que parece muito intencionado em fazer parte da brincadeira. Que nervoso!

 

E agora A?

 

De quem será a gota de sangue?

 

Será que Tanner não reconheceu mesmo o que tinha dentro do barril? Qual é a dela com o Holbrook? Acobertar? É neto ou algo do tipo?

 

De novo: o que diabos o Jason quer com a Ashley? Curar carência afetiva que não é!

 

O polígrafo de Ali foi alterado? Lembremos que A esteve na delegacia e fuçou os arquivos de Gabe.

 

De quem são aquelas roupas? Mona? Ela gostava de roupas floridas…

 

E o que dizer desse PLL Reveal?

Vídeo hospedado no YouTube e pode sair do ar a qualquer momento

Stefs
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