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09/jan

A 2ª parte da 5ª temporada de Pretty Little Liars começou intensa. O episódio dividiu muito bem os ânimos que oscilaram entre a felicidade e o desespero. Apesar da trama ter contado com momentos contraditórios, como de praxe, para tapar dezenas de buracos, safar alguns e prejudicar outros, gostei bastante do que aconteceu esta semana. O retorno se apoiou nos 3 meses antes da morte de Mona, o que fincou o Dia de Ação de Graças como ponto de partida para alinhar as novas storylines. Ali e Spencer ficaram no centro das atenções, personagens que acarretaram conflito mais do que suficiente para firmar mais uma vez – e for good – que A está mais viva/vivo do que nunca e perversa/o.

 

Rosewood não é nada sem um bom velório. Um clichê enraizado em Pretty Little Liars. Mona foi homenageada, mas nada pareceu singelo por causa da ausência do corpo. Foi muito triste ver a situação da mama, despedaçada, procurando meios para não deixar a memória da filha simplesmente desvanecer. Tenho que dizer que vibrei muito com o tapão dado na cara de trakinas de Ali, o que tirou rapidinho a ousadia dela. Não me esqueci daquele sorrisinho e daquela jogadinha de cabelo quando Holbrook anunciou esse infortúnio. Foi uma delícia! Quem também ganhou muitos pontos foi Hanna, cujo posicionamento na casa dos Vanderwaal foi inspirado na amizade que tinha com Mona e não por uma necessidade investigatória.

 

O funeral também serviu para situar o que mais ou menos acontecerá daqui por diante: busca do corpo + arma do crime + culpado. Enquanto essa bagunça não é resolvida, Spencer enfrentou um dia de cão. A Liar permaneceu como a assassina de Bethany, algo que conseguiu ser remediado graças à ousadia das amigas que tentaram mudar o ponteiro do jogo para Ali. Se é uma coisa que aprecio é quando esse quarteto se entrega ao histerismo.

 

Por mais que eu não aceite a facilidade e a rapidez com que Toby se tornou policial, este episódio deu um gostinho sobre o quanto ele pode ser útil. Não só para as meninas, mas para interromper a corrupção que rola no Departamento de Polícia de Rosewood – um dos objetivos do personagem. Só por isso perdoo um pouco essa súbita empreitada que se banhou na incoerência. Pior que isso é o repeteco de alguém com distintivo atuar com A.

 

Qual é a do Gabe afinal? Que palhaçada!

 

O que mais me incomodou neste episódio foi o retorno da Sra. Grunwald. Quando ela apareceu no previously, me perguntei o que diabos ela faria em Rosewood. Nunca escondi o quanto sou contra a inciativa de trazer Ravenswood para PLL. Aceita o cancelamento que dói menos! Esse papo da Hanna em usá-la para encontrar o corpo de Mona foi mais uma ideia sem pé e nem cabeça. Do jeito que a série é, bem capaz dessa senhora encontrar o cadáver e descobrir quem é A, e depois ninguém saber como provar. Afinal, está para nascer polícia mais incompetente que a dessa cidade. Colocando na balança séries desse gênero, A não seria tão bem-sucedida/o por quase 5 anos. É meio vergonhoso.

 

Apesar de tudo, a Sra. Grunwald trouxe tensão. A cena dela com Hanna foi uma das melhores do
episódio. Ela me assusta desde a primeira aparição. Por mais que não ache que o tema sobrenatural se encaixe em PLL, é um gênero que muito me atrai e esse foi o momento que me absorveu por inteiro. Ok que foi meio esquisito Grunwald usar seus poderes, mas isso só justificou o título do episódio. Mona está pairando por aí, um ponto de vista que dá respaldo a versão dela como fantasma do Natal. Sabem daquela história de falecidos com débitos perambular entre os vivos? Então…

 

Outro ponto positivo da aparição dessa senhora foi ao abordar Ali, o que abriu uma incógnita sobre o que ela viu. Essa atitude me fez lembrar da Mona prevendo a morte da Rainha da Maldade. A pergunta que fica é: aonde Marlene quer chegar com essa mulher?

 

Spencer conquistou os holofotes ao trazer inquietação à trama por causa da possibilidade de ir presa de vez pela morte de Bethany. A cena com Jason foi o ponto alto do episódio. Surtei quando a personagem diz que é irmã também e que só quer a verdade. Às vezes, esqueço que os dois têm o mesmo pai, pois sempre suspiro diante dessa claríssima tensão sexual (desculpa, Toby!). Foi muito bom ver que o discurso da Liar surtiu efeito ao ponto dele encarar a perfeição chamada Ali, a irmã que sempre dá um jeito de se safar. Adorei muito esse confronto, pois mostrou que Jason está farto de ser comandado. Tudo bem que o personagem foi lá e deu brecha para a Rainha da Maldade fugir. Problemas de ser leal demais.

 

Adendo: Confesso que fiquei com pena do descaso familiar que Jason sofreu do pai, por motivos óbvios. Venha aqui para tomarmos um café, bater um papo…

 

Assistir a “queda” de Ali foi um deleite para os meus olhos. O que dizer dela sendo presa? O que dizer sobre o fato dela não ser A? Mesmo na berlinda, foi muito fácil captar a dualidade da personagem. Ao mesmo tempo em que era algemada, ela não escondeu certo prazer em saber que as Liars se ferrarão – supostamente – sem tê-la nos arredores. Cinismo puro. O que importou é que o tal álibi (que nasceu do nada) foi destruído com a mesma facilidade que foi criado. Ainda tento escolher o que foi mais incrível: o tapa, as Liars barrando a fuga ou Aria mandando ver no apito à la Mona. É oficial: Ali se encontra no flop tour.

 

Entendam: gosto da bitch Ali, não dessa versão que estacionou em Rosewood. Essa dualidade deu tudo o que tinha que dar e estava mais do que na hora dela sambar, sendo A ou não. Pelo menos, ser presa remove essa autoconfiança de fazer o que bem entender. Agora, toda trajada de laranja, o medo aparente de A se ressaltou. Um medo que ela até esboçou em outros episódios, mas que não foi convincente por ela ter jogado desde que voltou.

 

Sobre o fato dela não ser A: não baterei o martelinho e dizer amém. Ali pode não ter matado Mona, uma afirmação recorrente neste episódio que soou como um pedido implorativo para que todos mordam essa suposta isca. Ainda há uma lacuna sobre onde ela estava e o que fez no Dia de Ação de Graças, e sobre o que aconteceu com Bethany. Não dá para confiar!

 

Os outros plots

 

Dois personagens que têm tudo para crescer se desenvolverem direito: Emily e Caleb. Agora que Paige se foi, essa Liar tem a grande chance de atuar sem um vínculo amoroso que, de alguma forma mágica, sempre tem algo com A. Acho essa folga muito conveniente, especialmente por ela ter se mostrado a mais ousada em querer justiça em nome de Spencer. Tudo bem que esse sentimento deve ter sido impulsionado pela mágoa enrustida de Ali, mas tenho que dizer que ver a certinha do grupo disposta a forjar provas foi um baita choque. Ainda por cima, convencer Spencer a embarcar nessa. Foi bizarro e interessante.

 

Caleb também tem a chance de mostrar serviço. Ou melhor, tinha. Gente, como Aria me sai com o laptop embaixo do braço, em plena luz do dia? Não aprende! É como disse na resenha passada: da mesma forma que as provas aparecem com facilidade, o desaparecimento segue a mesma regra. Spencer está livre, Ali na cadeia, mas e a justiça para Mona? Caleb ficará transtornado, espero que ele tenha transferido o suficiente para a própria máquina e que esse incidente não dê brecha para a Grunwald brincar de Sibila.

 

O posicionamento de Tanner me deixou espantadíssima. De certa forma, a personagem mostrou que é justa, ao contrário do parceiro. Só de pensar na ideia de que Holbrook é um novo Wilden tenho preguiça. O que se aprendeu nesse plot é que Toby pode ter encontrado alguém realmente disposto a jogar limpo. Posso dizer que já temo muito pela vida dessa mulher? Afinal, o justo nunca sobrevive em Rosewood. Toby e Tanner podem ser grandes parceiros, ainda mais agora que haverá uma revisão das evidências do caso Mona e Bethany. Nesse quesito, estou bem empolgada. Espero que dê certo.

 

Mike me deixou triste, mas já pode ir embora. Tem muito avulso em PLL. O personagem só precisa relatar a versão de Mona que ninguém nunca viu, só ele, ao ponto de sentir mesmo a perda. Aria, pode fazer seu irmão tagarelar.

 

Paige só foi importante para dar palco a A que fez questão de mostrar que esse jogo continua. Juro que quando vi as Liars conversando sobre o futuro e criando metas de sair de Rosewood, pensei em resoluções do ano-novo. Os fogos de artifício me mataram de rir. Não só por eu estar certa, mas por causa da parafernália. Surtei demais com o final que tirou completamente o alívio das meninas. A letra tingiu perfeitamente o céu de vermelho.

 

Enfim…

 

Tudo neste episódio se apoiou aos acontecimentos de 3 meses atrás, com foco em encerrar o arco da Mona. A memória da personagem permanecerá viva, óbvio, até porque ela deixou migalhas que só Hanna será capaz de compreender. A trama deixou muito claro que tudo que a falecida descobriu durante a saga no “A” Team está espalhado por aí. O cachorro de pelúcia, o laptop, o livro, a câmera. Da mesma forma que a personagem foi genial em fazer uma planta da casa de Ali, foi ainda mais genial ver o quanto ela foi inteligente em garantir algumas evidências caso sumisse do mapa. Ainda não acredito que ela se foi.

 

Aproveito e digo que doeu demais ver a cena do ataque. Meu coração ficou pequenino. Pelo menos, a cena deu uma visão de que a tal pessoa que a matou estava de peruca – o cabelo parecia original no 5×12. Foi triste!

 

Só espero que os próximos episódios não sejam tão contraditórios quanto esse. Digo isso porque foi bem cômodo soltar acontecimentos no ar, já que ninguém sabe o que realmente aconteceu no Dia de Ação de Graças nos arredores de Rosewood. Apenas observo!

 

A refletir

 

– Então que Ali não recorda dos acontecimentos da mesma forma que Jason. Dissociação?

Stefs
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Escreva seu comentário antes de ir <3
  • heyrandomgirl

    Hey, Marcio, tudo bem? Obrigada pelo comentário e pelo elogio, awn <3

    Achei bem bizarro Spencer topar essa ideia da Emily. Foi um tanto quanto inusitado que só provou o quanto a bicha estava desesperada hahaahahahahah Ainda bem que deu errado. Seria uó!

    Eu sinto pena momentânea do Jason (e de mtos personagens), que não pode ser prolongada. Se eu usar sempre o meio para explicar as babaquices dos outros, Ali está abençoada e perdoada Hahahahahhaha

    Obrigada pela visita! Beijosss.

  • Marcio Roberto

    Gostei muito da sua review! Episódio bom, não foi lá grande coisa, mas bom. Spencer meio que desapontou por querer plantar provas, mas ainda bem que acharam aquelas câmeras. Mike enfim me convenceu desse amor por Mona (não que eu não tenha minhas suspeitas, mas enfim) Jason é um idiota, que podia morrer que falta num faz. Não tenho a menor pela dele, pois Ali e principalmente Cece, já deixaram claro que ele não prestava, aliás nunca prestou.