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28/jan

Este episódio foi tão preguiçoso que… A única coisa que deu para captar foi a necessidade de criar paranoia por causa do segredo que protege Hope. Hayley está prestes a tagarelar mais do que deve e o cérebro de Marcel corre o risco de ser frito por Finn. Tudo para desmoronar Klaus, como manda a etiqueta. Cada vez mais, os personagens se alinham, tanto para a descoberta da mascote, como para a possível chegada de Dahlia (o que dá agonia só de imaginar que essa figuraça dará as caras lá no final da temporada, uma tese meio óbvia).

 

As coisas não mudaram tanto em comparação a semana passada. A trama deu continuidade a muitas coisas: a vampirada presa e morrendo de fome, Klaus desesperado atrás de Finn e o desejo mútuo sobre a localização de Rebekah. Ninguém sofreu tantos danos, como era o esperado, e a tentativa de tensão veio da mordida que Marcel recebeu. De início, achei a maior besteira, duvido que isso ainda choca, pois TVD usou e abusou dessa fórmula. Não que The Originals não possa usá-la, só não causa tanto impacto como antes. O repeteco só valeu pelos flashbacks, o que tornou esse viés aceitável.

 

O que aconteceu esta semana teve dois objetivos principais: reforçar o tema família e explicar a liderança nata de Marcel. O vampiro ganhou o cerne da trama por meio de novos e deliciosos flashbacks (coisas que sempre amo em TO) que me mataram lentamente. A mordida deu aval a delírios muito bacanas do passado desse personagem. A primeira cena com Klaus foi estridente!

 

Além disso, os retrocessos mostraram e explicaram essa habilidade nata dele em ser líder. Descobrimos que não foi a primeira vez que ele transforma uma galera e monta um exército. Praticamente, Marcel aprendeu a ser Rei a força, não por se inspirar na antiga tirania de Klaus. Sozinho, o personagem aprofundou o conhecimento do que é família com base nas experiências. No fim, ele descobriu que essa palavra não se resume a um tipo sanguíneo, algo que reforçou o quanto o vampiro quis formar uma nova gangue para reconquistar o Quarter.

 

A postura de líder, a autoconfiança e a confiança no próximo, características de Marcel, deram gracejo a esse episódio lento. As situações apresentadas esclareceram como o personagem dominou o Quarter com facilidade, assim que os Mikaelson pularam fora. Isso pode ser um indicativo de que ele repetirá a conquista enquanto Klaus brinca de proteger Hope. O sinal disso foi a vitória da vampirada em voltar para casa sem se alimentar. O cara tem pulso firme e disciplina. É bem capaz de vermos esse bonitão assumindo o trono sem empecilhos e recebendo tapinhas nos ombros do daddy. Olhem que lindo!

 

Digo isso porque Klaus mostrou de novo uma maturidade de se chocar. Tenho que dizer que Joseph Morgan estava excelente neste episódio. Atuação deslumbrante! Ao ser sugado por mais um momento mágico de Finn, o híbrido fez o que achei uma baita mentira: perdoar Elijah. Gente, esperei, ansiosamente, pelo momento que ambos se morderiam por causa da revelação. Afinal, não importa a atrocidade e o timing, tudo é motivo para os Mikaelson se bicarem. Ao menos, era. Fiquei aliviada, não só por poupar um drama à toa, mas por mostrar que Klaus tem mudado e, de um jeito estranho, se esforçado para isso.

 

De novo, voltamos a promessa dele no 1º episódio desta temporada: focar nos inimigos para tornar o Quarter seguro para Hope. Algo que ele repetiu para Elijah. Mesmo tenso e quase histérico por causa de Marcel, o híbrido segurou a onda com excelência para quem não perdia tempo em matar. Nada como ser pai, né?

 

Meu coração ficou na mão quando Finn sondou os segredos de Klaus. As olhadelas dele em direção a Elijah, lacrimejantes e em pânico, me deram vontade de apertá-lo. Se alguém indesejável tocar na mascote, já preparem para assistir o apocalipse.

 

Elijah e a terapia com Cami voltou a me tirar do sério, mas fiquei um pouco mais calma quando a porta vermelha e sua real definição me envolveram por inteiro. A explicação dada por Esther ficara por isso mesmo e, sendo sincera, acreditei que era uma mentira bem conduzida para destruir o filho que se preocupa com valores e morais. Assim, confirmou-se que o vampiro tem vergonha do que fez, algo revivido no episódio passado. Porém, o problema real era medo da reação do Klaus sobre o ocorrido com Tatia.

 

Confesso que fiquei desnorteada com essa revelação. De todas as coisas que poderiam afligir Elijah, lá estava ele temendo o irmão só porque ambos amaram Tatia. Esse Mikaelson sempre dosou suas atitudes e é meticuloso demais, o que faz o ato de temer Klaus uma grande novidade. Sendo que ele domina o híbrido praticamente o tempo todo. A diferença foi a garota. A recepção inesperada de Klaus me chocou. Como disse, esperava carnificina. Espero que agora arrumem o plot do Elijah.

 

Essa situação rebateu em cheio nas percepções de Finn que, claro, age por motivos incoerentes. Ele quer destruir a vampirada por quê? Porque a mãe quis! E o que ele pensa sobre isso? Nada! O personagem trouxe de novo aquela chata entonação dramática feat. mimimi que até mesmo Kol revirou os olhos. A presença dele quase me fez dormir devido ao repeteco de argumentos que estou exausta de ouvir. E bota covardia, né? Muito conveniente prender os irmãos com base em um feitiço que o tornou chefe da situação. Um flop mesmo!

 

Finn estava muito melhor na semana passada. Engraçado, assustador, dissimulado. Dessa vez, ele voltou a ser como antes: chato, chorão e bunda mole. No fim, a reunião dos irmãos não passou de uma quebra de perspectiva. Esse Mikaelson se fechou na bolha da mãe e assimilou durante toda a vida o ponto de vista dela. As crenças dela. Esther tinha vergonha do Klaus, o mesmo ele. Ver Elijah ser imperfeito foi deleite dela, e dele. Finn tem uma vida por osmose e caiu do cavalo ao ver de pertinho o quanto Klaus e Elijah mudaram. Essa situação só confirmou o que já sabíamos: tudo que esse cidadão acredita não passa de uma perspectiva da mulher que o deixou tapado.

 

De tudo isso, a única definição que Finn acertou foi a do Kol que, realmente, não pensa em ninguém a não ser em si mesmo. E, pensando bem, nem é culpa dele, pois Klaus nunca lhe deu chance de participar e nunca escondeu a preferência por Marcel. O problema do petulante dos Mikaelson é meramente afetivo. Dar-lhe atenção pode ser um passo para melhorias.

 

The Crescentes

 

Na parte mais morna do episódio, tivemos Hayley e Jackson. O lobito me derreteu de novo com aquele discurso de minha dor é sua dor, seu calo é meu calo, sua lágrima é minha lágrima… Ok, parei! Muito fofo até eu ser pega pela faísca do ceticismo.

 

Não sei se vocês sentem o mesmo: a insistência de Jackson nesse casório pode até ser por amor, mas algo me diz que o verdadeiro interesse é outro. Penso que o personagem só tem forçado a barra para iludir a Queen a fim de tornar todos os lobisomens em híbridos. Em outras palavras, imbatíveis contra bruxas e vampiros. Feito isso, dane-se a Hayley. Amo homens dóceis e cheios de declarações, mas Jackson está muito bom para ser real. Elijah foi nobre em assentir esse casamento justamente por causa do objetivo. Em contrapartida, o lobito tem orgulho de ser o que é. Um Crescente.

 

O personagem tem um lado da moeda não explorado e estou interessada nos supostos segredos dele. Espero que não haja traição, pois meu coração ficará partido.

 

O que pegou nesse plot também é que o casamento exigirá um Fala que eu te Escuto. O momento de explorar a proposta do episódio: os segredos. Hope será o ponto-chave da temporada e a Plec até se atreveu a dizer que ela será meio mágica. Já imagino a filha do Chuck. Socorro!

 

Outros plots

 

Adorei os posicionamentos da Gia, toda “orgulho de ser vampira”. Considerando que TVD não tem mais mulheres fortes, The Originals tem explorado isso até mesmo com Cami. Aprovadíssima como braço direito de Marcel. Pode promover de cargo!

 

Davina me matou de tanto rir! Ela dando tapas na cara do Klaus desmaiado foi precious demais. O que me magoa é que a personagem continua inútil para quem sofreu horrores na primeira temporada. Até quando? Quis abraçar o híbrido ao zombar dela, pois penso igual. Vale dizer que me irritei com as mil menções ao Kol, quase a April com sua busca inesquecível pela Rebekah. Considerando o que aconteceu neste episódio, acho bom Klaus e ela iniciar uma parceria, aquele papo de vingança já deu, e ambos podem humilhar Damon e Bonnie (não desmerecendo Bamon, amo Bamon, mas Klaus é Klaus).

 

O que dizer sobre Kol… Gostaria que ele mudasse depois da milésima chamada de atenção sobre sua personalidade. Amei as poucas cenas dele com Marcel, deu para crer que o personagem pode ser melhor, basta um esforço. O bruxão também recebeu um tapa sobre a pauta família e parece que ele caiu em si quando a vampirada marchou e não cometeu atrocidades por confiarem um no outro, e no líder. Queria vê-lo mudar, mas Finn fez questão de pontuá-lo como uma raposa. Pensando em kitsune, a escolha do animal calhou perfeitamente com Kol. Sempre mentiroso e trapaceiro.

 

Cami sambou muito lidando com Elijah. Adorei quando ela aniquilou o sorrisinho dele ao jogar a real sobre o quanto foi invasivo Esther mexer na mente dele. Bravo!

 

E agora, Mikael?

 

Os pais Mikaelson continuarão no cochilo até quando?

 

Marcel e a vampirada sumiram do mapa. De tanta zica que esse grupo tem sofrido, já podem mudar o nome da série para The Lobisomens.

 

E precisava mesmo fazer o Klaus se desviar do objetivo de pegar o Finn para barrar o casamento da Hayley? Vale lembrar que Elijah apoiou a ideia, por saber que essa decisão é heroica. E vale lembrar também que o híbrido achou lindo levar a Cami para conhecer a filhota e tudo mais. Qual é o problema do Jackson saber da Hope? Pode abraçar a ideia dele ser duas caras?

 

De segredo em segredo, teremos a trama de The Originals. Liberem logo a Dahlia em nome da Esther!

Stefs
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