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21/jan

O mais insuportável dos Mikaelson ganhou direito aos holofotes. Digo insuportável porque não vou com a cara dele desde The Vampire Diaries. Quando fiquei sabendo dessa barbaridade, aguardei um retorno de The Originals totalmente banhado de lamentos e de choramingos em nome da Esther. Sinceramente, não botava fé na sede dele em dar fim na vampirada – tendo como foco principal os irmãos que o desprezam. Até porque Finn não tinha alicerces. Bem… O personagem surpreendeu. Garantiu risos e tensão em meio a uma Nova Orleans que tenta a duras penas unificar vampiros e lobisomens, e destruir o domínio das bruxas.

 

O episódio começou certinho: com a narrativa de Klaus. Sempre piro quando isso acontece. Plec e Narducci podem investir mais nisso, sem timidez, por se uma agradável re/introdução. Dessa vez, o híbrido reapresentou o papel de cada irmão, tendo em vista o que aconteceu no mid-season finale: Elijah com o probleminha da porta vermelha, Klaus agora focado em tornar o Quarter seguro para Hope, Finn pagando de bonzinho para ludibriar Mikael, Kol sendo o pestinha egocêntrico de sempre e Rebekah em um sanatório à la American Horror Story. Só magia!

 

Não sei se aguentarei por mais tempo esse novo viés do plot de Elijah. Está intragável. Um tanto quanto desnecessário, totalmente superficial. O personagem ainda sofre com os efeitos colaterais da magia de Esther e com o TOC dos traumas, mas cadê o trabalho em cima desses dois pontos? Sério mesmo que a ideia foi terapia? Please! A única coisa interessante é vê-lo duelar com a moralidade e o caráter. Afinal, ele tem vergonha das coisas que fez.

 

Também gostei de vê-lo na companhia de Cami, algo que realmente faltava em The Originals, mas não dá mais para engolir essa ladainha, seguida de terapia. Não consigo vê-lo largado no canto, fingindo que não existe. Se a dificuldade é assumir o flop, faça-o ser ripper logo para passar menos vergonha. Está muito clara a tentativa de criar esse clima, com a diferença de que Elijah tem mais compostura. Esse plot picotado está maçante, nada vai a canto algum. Esse personagem não precisa ficar tanto tempo de castigo para se remendar. Dica!

 

Elijah pode ser pior que o Klaus no quesito sede por sangue, mas ele não é frágil, como bem falou. O autocontrole dele para cima da Cami foi excepcional. Deixá-lo de babá da Hope é um tanto quanto frustrante. Está na hora de revisar essa parte do roteiro.

 

Klaus estava em um estado de humor impecável. Caí para trás quando ele cutucou a Hayley sobre Elijah. O personagem estava com os ânimos sob medida. O sorrisinho dele, todo serelepe, apresentando Hope para Cami foi precioso demais. O que me matou um pouquinho de orgulho foi vê-lo reavaliar as prioridades depois do babado com Esther. Tirada a mãe, só restou Finn, a dor de cabeça que não pretende ser descartada por capricho, mas para pacificar o Quarter em nome da filha. Foi sensacional ver essa mudança de comportamento, algo pontuado no 1º episódio, e que não botei fé. Afinal, é o Klaus. Desde quando ele pensa nos outros?

 

Isso é muito bom, já que na temporada passada esse cidadão só queria saber de sentar no trono e adeus mundo. Só não podem amolecê-lo demais.

 

O que aconteceu foi uma ótima mudança de prioridades que mostrou até que ponto Klaus amadureceu. Por mais que se sensibilize por causa de Hope, ele não é 100% idiota e provou que jamais o será ao apunhalar Kol de volta ao descobrir a “falha” na transição de Rebekah. O que ele fez com o irmão simboliza o nível de maldade autorizada, muito bem dosada. O personagem ainda é brutal, isso não pode ser ignorado. É o que o mantém interessante depois de tantos anos. Torná-lo consciente do que precisa fazer e do que precisa ser feito, sem colocar o ego a frente de todos, é um avanço tremendo. Vamos ver por quanto tempo dura!

 

Finn: agitador da micareta

 

Por mais que me doa dizer isso, o personagem sambou com seu baseado mágico. Cheio de ousadia repentina, esse cidadão não perdeu tempo em agitar a micareta dos vampiros e dos lobisomens para um desafio a cara de Hannibal Lecter: quem seria banquete de quem?

 

Finn trouxe apreensão e conflito, como também garantiu boas risadas. Gargalhei da súbita aparição dele na mansão dos Mikaelson, todo desequilibrado, e puxando o baseado mágico para criar a barreira. Para intensificar o climão, o bruxo ainda causou uma séria dor de barriga na vampirada que ficou enlouquecida querendo churrasco de lobitos. Gente, não tem como negar que tudo que ele fez, conforme aparecia em cena, foi cômico. Quem o leva a sério? Uma das melhores cenas é quando ele reencontra Kol e Klaus. Chorei!

 

O único momento verdadeiro de Finn, que me fez sentir o perigo que virá por aí, foi ao encarar o que Esther se tornou. Estava ansiosa por esse momento, pois, até chegar lá, assistimos um personagem que claramente perdeu as estribeiras. O bruxo começa a ser vencido pela dor e pelo trauma que a mãe lhe causou ao sacrificar Freya, o estopim de tudo. Finn está desequilibrado, e esses tendem a ser os piores personagens. Se era preciso um motivo para enlouquecer de vez, nada como tornar a mãe desprezível. Esse Mikaelson agirá inspirado nas suas paixões e nas suas crenças destruídas. Não haverá moralidade.

 

O reencontro Finn e Esther foi a cena mais forte do episódio. Vê-lo desmoronar e notar que todas as suas crenças caíram por terra foi sensacional. Ainda mais quando esse sentimento foi provocado pela mulher que não hesitou em ir contra ao que prometeu combater. O estopim desse surto só está no começo. Pela próxima promo, o personagem ainda causará. Ele tem os pais para canalizar poder, o suficiente para estragar muita coisa. Repito que esse Mikaelson me deixou surpresa, não quis crer na transformação desse cidadão, e dou a ele todos os créditos por ter tornado esse episódio muito, muito bom. Kol também rendeu risos – os Mikaelson estavam engraçadinhos não acham? – por causa do sucesso de mandar Rebekah para o sanatório de bruxinhas. Achei graça do comportamento dele, todo sorrateiro, se esgueirando pelas frestas para saber se tudo aconteceu como planejou. O bruxão só achou que continuaria a sambar. Nada como terminar o dia correndo o risco de virar petisco.

 

O que aprendemos – de novo – é que Kol é incorrigível. Até poderia dizer que o personagem melhorará por causa dessa reviravolta, mas duvido. Klaus e ele mostraram que dariam supercerto como parceiros de crime, nos curtos minutos diante de Finn, mas as marcas do passado sempre pesam entre os Mikaelson. Seria excelente vê-los juntos, ainda mais agora que Elijah está ausente.

 

Vamos falar sobre Rebekah

 

Não sei vocês, mas nunca vi essa personagem tão inteligente como neste episódio. Só foi preciso torná-la bruxa para ela ser mais perspicaz? Não me entendam mal, sou apaixonada pela Rebekah, mas a dondoca jamais arrasaria desse jeito sem um impulso. Isso é uma perspectiva, claro, pois nunca a vimos sambar sem os irmãos. A então bruxa sempre foi marionete. Sempre foi norteada por alguém. Por mera ingenuidade. Ela nunca teve uma iniciativa por si só, a não ser matar Klaus. A antiga vampira sempre foi comandada.

 

Rebekah saltou para um manicômio de bruxas, sem a mínima noção do que tinha que fazer, e se virou com uma maestria que me deixou fora do eixo. Meu resmungo se deve apenas por ter achado muito fácil ela se virar em curto espaço de tempo. Foi forçado, vamos combinar. Em contrapartida, gostei desse viés, mas ainda dou risada por ver como a Holt faz falta. Tanta falta que tiveram que encontrar um meio de manter a personagem em TO.

 

Sim, ela consegue ser apavorante quando quer, mas a Rebekah de Holt não faria tudo isso, até porque sempre foi barrada. Ficou forçado por causa dessa falta de costume em vê-la agir por conta própria. Ainda mais engarrafada no mesmo lugar e com poucos recursos para trabalhar.

 

Foi pertinente apresentarem o sanatório pelos olhos de Cassie e como ela foi parar ali – um buraco na trama, já que a bruxa despertou do feitiço de Esther diante de Klaus e de Elijah, o que me fez perguntar como ela foi parar lá.

 

Enfim, essa storyline parece que vai longe por motivos de Dahlia. Especialmente pelo aparecimento do nome da Freya no joguinho wannabe de Ouija. O que isso significa? Não sei, mas não aguento mais esse mistério. Pelo visto, será a menina Mikaelson que norteará essa história até o pesadelo de Esther dar as caras, e mal posso esperar. Talvez, Rebekah será responsável em expandi-la, o que impulsionará ainda mais o desejo dela em fugir. Até porque não vejo o Kol abrindo a boca sobre o que fez, a não ser que Klaus parta para a ignorância.

 

Os outros plots

 

Estou no aguardo do momento em que meu shipper do pop será destruído: Josh e Aiden. Quero vê-los casados, tendo um lar, filhos, bem Neil Patrick Harris. Sim, sou sonhadora. Ambos são o novo remake de Romeu e Julieta. Já que a vida do Josh foi poupada na temporada passada, por causa da aceitação do personagem, estou em contagem regressiva para vê-lo morrer (ou Aiden). Não queria, mas está demorando demais para alguém bater as botas em TO.

 

Gia, rainha! Concordo com o fato dela ter se tornado meio que o braço direito do Marcel. Para uma recém-vampira, a mulher teve jogo de cintura, até com dor de barriga. A personagem arrasou na compostura.

 

Vocês que me desculpem, mas eu casaria com o Jackson depois daquela declaração. Nunca achei o personagem ruim, só um balão, um possível avulso. Jamais imaginaria que a importância dele se ampliaria. Fiquei com o coração na mão com o discurso desse bom moço que parece saído de um romance da Jane Austen. De novo, que declaração! O lobito até penteou o cabelo! Não é todo dia que se acha boy apaixonado e disposto a casar sem ser correspondido. Como recusar? Quero roubá-lo!

 

O drama é que esse casamento é uma amarração. Não quero nem pensar quando chegar na fase de devoção. Certeza que rolará um chamego embaixo do edredom, se é que vocês me entendem… TO foi renovada. Tem mais um ano para dar dor de cabeça (em outras palavras, destruir os vossos shippers). Não sei se Hayley será capaz de amá-lo. Ela já o ama, mas no sentido de respeito e de admiração. Gosto de vê-la na companhia do Jackson, a personagem ganha força. Prefiro-a com o Elijah, óbvio, mas daí me lembro do pedido de casamento e queria estar morta.

 

Davina pagando de otária, até quando? O que se sabe por enquanto é: chegará um momento em que a personagem terá que decidir entre Kol e o Coven. Espero pela segunda opção, pois o quanto essa menina sofrerá ao saber que seu crush não é recíproco não está escrito em nenhuma tumba que os Mikaelson já deitaram. Amor adolescente! Tenho que dizer que Marcel foi rei em poupar Kol em nome da sua ex-protegida. Fez mais que a obrigação depois da apunhalada que rendeu o sequestro dele e do Finn.

 

Por enquanto, Finn será o principal dilema dessa segunda parte da temporada de TO e espero que ele consiga prolongar toda essa tensão e essa expectativa. Muito pouco foi dado, não dá para especular. Como disse, é bem capaz que a storyline de Dahlia esteja interligada à Rebekah, mas isso é uma suposição. O intuito mesmo foi situar esse Mikaelson como dono da ação.

 

Enquanto isso, a vampirada continua com dor de barriga e Freya está louquinha para bater um papo. Próximo episódio, cadê?

Stefs
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