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31/jan

Este episódio de The Vampire Diaries me ensinou que a vida é curta, independente de você ser mortal ou imortal, e que nem bruxaria é capaz de curar câncer. Esses são alguns exemplos que me fizeram rir no estilo Kai, pois a cota de absurdos desta série só aumenta e não há o mínimo esforço em disfarçar (já virou costume). Por mais que os acontecimentos desta semana tenham exigido muita compostura para controlar as emoções, não senti nada. Gargalhei em grande parte das cenas, especialmente da manipulação escancarada do estado da Liz. Fato é que tudo quase foi para o ralo se não fosse pelo Kai, que impediu um flop total.

 

Absurdo 1: o paciente da Caroline. Não desmerecerei o empenho desse cidadão, pois ele trouxe o típico suspense que costumava rolar no começo de cada episódio de TVD. Os minutos iniciais até pareciam da Era de ouro da série. Imaginei que fosse Kai à espreita, depois do tombaço na escola, mas eis que Colin pipoca na casa das Forbes. Vejam bem: sangue de vampiro não cura câncer, mas torna alguém em um GPS ambulante.

 

Pior que isso foi a notícia de que o paciente virou vampiro. Não só isso, mas um vampiro com a doença da qual foi diagnosticado piorada. Como viver?

 

Absurdo 2: o caso da Liz se tornou mágico. Tão mágico que os bruxos disponíveis também se tornaram uns belos inúteis. Assim como o vampirismo, a bruxaria sempre deu um jeito nas coisas mais impossíveis – como trazer Ric do Outro Lado. Agora, curar um câncer não pode!

 

Em poucos minutos, Jo anunciou uma sequência de absurdos que se juntou ao grupo de incoerências que TVD tem apresentado desde a 4ª temporada. Chegaram ao ponto de pensar em transfusão para “renovar” o sangue da Liz, outra “novidade” que me fez rachar o bico. Sério, é impossível não pesar essas coisas considerando a trajetória da série. Sei que frisar esse pensamento toda semana é cansativo, mas tenho necessidade de passar o marca texto. A xerife se tornou uma “sobrenatural” sem solução, anulando tudo o que “aprendemos” em quase 6 anos. É tão natural trazer mortos do além ao invés de curar câncer, né? Argh!

 

Pergunta do dia: por que diabos não se aproveitou esse viés para trazer o Klaus? Sangue de híbrido não faz milagre? Não queriam um crossover? Olha a chance Klaroline perdida… Aposto que se incluíssem o personagem, o absurdo do estado da Liz atingiria o ápice.

 

Desculpem, mas não consigo digerir essa situação. Não consigo ver naturalidade nisso. É injusto. É estúpido. Liz nunca foi qualquer personagem. Ela fez muito mais que a protagonista da série. Para quê? Para aniquilarem-na desse jeito grotesco? Que irresponsabilidade!

 

Absurdo 3: sangue de vampiro não cura câncer, mas faz um paciente capengar com a doença pós-transição. WTF? A solução do fiasco? Kai! Olhem, amo o bruxão, já se tornou meu personagem querido, mas, quando Damon o tira da cama para sugar a “magia” de Liz, quis dar um soco na cara dos dois. A essa altura do episódio, não sabia se ria ou se chorava, porque meu ódio estava na testa. E o que dizer do AVC da Liz? E aquele delírio que simbolizou o possível insucesso da despedida entre Caroline e ela? Admito que essa cena fez um pouco de cócegas no meu peito, mas a minha revolta estava no auge. Amém que essa mulher sobreviveu. Não sei o que seria desta resenha se ela tivesse falecido.

 

Também não tive dó da Caroline em meio à negação sobre o que causou. Estava psicologicamente preparada para encarar esse outro absurdo. O que me deixou tranquila foi Liz ter sobrevivido para que pudesse passar o resto do tempo com a filha. Da mesma forma que foi desnecessário criar essa storyline para a xerife, seria inaceitável dar a vampira mais um fardo, além da realidade de ter adiantado o falecimento da mãe.

 

Mesmo com esse alívio da sobrevida de Liz, não foi dessa vez que chorei. Fiquei estática, como uma pedra, vendo o tempo correr, igual ao funeral da Bonnie – sendo que todo mundo sabia que ela estava viva. De novo, WTF? Infelizmente, a perda da xerife não doerá em mim tanto quanto a Jenna – e olhem que sempre admirei essa mulher em todos os sentidos.

 

Sinceramente, foi cedo demais para focar no drama da Liz. Até porque Bonnie está pairando por aí. Percebam que o nome da bruxa nem foi mencionado e, semana que vem, acontecerá o maior furo ever, pois, do nada, geral lembrará que tem uma amiga barrada em um universo paralelo. Por qual motivo? A despedida do Jeremy. Saudade de quando os plots conseguiam dançar envolvidos na mesma música, sem comprometer tanto os personagens. Só acho que deveriam dar prioridade ao que interessa. Sinto muito se a Bonnie é mais importante.

 

Criando palco para Steroline

 

O tiro é ver o sacrifício de um personagem para o “amor” nascer. Bastou criar um clima pesado e emocional, cheio de “chantagens”, bem a cara do Stefan, para Steroline trocar chamegos e fofurinhas. Até aí, foi tragável, mas a moda de criar histórias paralelas continua, só para embasar um shipper. Isso aconteceu no relato do Salvatore sobre a mãe que serviu de similaridade para aproximá-lo de Caroline. Ideia que aconteceu com Delena, já que a cena da chuva só existe na mente do Damon. Encheção de linguiça para tentar dar respaldo a um casal.

 

Natural demais, só que ao contrário.

 

Por mais que tenha visto na promo, ri quando Liz faz Stefan prometer que cuidará de Caroline. O Salvatore raramente quebra uma promessa, né? Já sabemos onde isso termina…

 

Nunca cansarei de repetir: Plec e Dries não sabem solidificar romance. Os relacionamentos e os teases românticos mais queridos da série pertencem a Era Williamson. Até o início Delena era perfeito até essas duas cuspirem em cima. E a forçada sem precedentes continua. Pelo menos, não criaram sire bond, um fato que, pensando bem, é mais perdoável perto da súbita inutilidade do sangue de vampiro.

 

Repetindo: Liz não merecia isso, ainda mais quando relembramos as zoeiras que TVD fez da 4ª temporada pra cá, a fim de “consertar” os erros. Gente perdendo a memória, sire bond, vampiro morrendo além da fronteira de Mystic Falls e voltando com massagem cardíaca… Enfim! Uma coleção de absurdos que não merece amém, mas cutucões frios e calculados.

 

E, venham cá, Steroline pretende beber a mesma fórmula Stelena, né? Amo as headlines da Caroline sendo a substituta da Elena, só que ao contrário. Stefan como babá foi lindo na época que TVD bombava. Voltá-lo a isso é pedir o auxílio da minha faquinha de rocambole. Protegi o personagem quando o babado estava focado em Bamon, não tiro minha defesa, mas reduzi-lo a presença da Srta. Forbes é demais para minha saúde.

 

Elena, Damon, Delena

 

Damon continuou sacana, like old times. Bati palmas quando ele arranca o coração do paciente da Caroline, sem medo de ser feliz. Quanto menos drama, melhor! O Salvatore rendeu boas risadas de novo, voltou a ser um pouco mais da versão antiga do personagem e assumiu a situação daquele jeito que não liga para ninguém – ao ponto de tirar Kai do sono. Sem comentários sobre a pentelhada para cima do Tyler. Morri na BR de tanto rir.

 

O Salvatore me deixou com o coração apertado ao desabafar a importância da Liz. Bateu saudade de quando ambos trabalhavam juntos. Volto a frisar: nada a ver Stefan estar no cerne dessa situação. Sinto muito, mas Damon é quem deveria ficar com a xerife, integralmente. Independente do tipo de relação com Caroline.

 

No meio da “dramática”, Delena vingou de novo. Não sei dizer se foi apropriado, pois a maioria dos momentos dessa dupla é bem aleatória. Foi difícil assistir as primeiras cenas do episódio, aquele chamego me deixou desconfortável. Tudo porque esses personagens não tiveram um desenrolar amoroso muito digno. Não consegui visualizá-los em um encontro, claro, pois estou acostumada aos booty calls. A história deles, da 4ª temporada para cá, nunca propiciou naturalidade. Será que agora vai?

 

E o que foi a Santa Gilbert dizer que a vida é curta… Why, Voldemort, why?

 

Elena repetiu sua inutilidade ao zanzar o episódio inteiro, um comportamento típico da Elena humana. Como vampira, a Santa Gilbert não fez nada a não ser chorar. Perto da Liz, a personagem perdeu as estruturas, o que me fez lembrar do clássico I can’t, I can’t, I can’t.  Sei que a situação é emocional demais para ela, até eu sairia do eixo. Afinal, a xerife não é qualquer mulher. Mas não contive um revirar de olhos com esse surto humano, porque volto a me perguntar pela milésima vez o motivo de tê-la tornado sobrenatural (sei que vocês sabem a resposta disso).

 

Momento comédia: Santa Gilbert ameaçar Kai. Com o Damon do lado, é fácil ter coragem, né?

 

E até quando seremos obrigados a ouvir sobre a memória da Elena? Let it Go! Damon não perdeu a chance de dar uma cutucada. Até Stefan deu um coice, o único momento de ouro dele esta semana. Quando digo que este episódio foi uma piada total, basta reverem a cena em que a Santa Gilbert cobra “responsabilidade” do ex-namorado, toda cheia de si, querendo achar um culpado. Gata, você esteva na asa do Kai e só viu o Damon pela milésima vez quando foi salva. Quem é você na fila do sangue de vampiro? Rachei horrores com essa cara de pau e dou meus parabéns ao Stefan por tê-la empurrado do cavalo.

 

Os bruxões salvando o episódio

 

Como comentei na resenha passada, o papo dos gêmeos persistirá e, pelo visto, não terá hora para acabar. Além de fundir o poder de uma dupla, a treta pode se estender até Bonnie. Fico feliz e aliviada por essa saga não ter sido encerrada, pois é o que tem salvado os episódios, considerando o timing em que Kai aparatou em Mystic Falls. Até dormindo o cara me deixou preocupada. Fiquei apreensiva pela pobre da Jo, que merece uns belos elogios por não ter se abatido com o ceticismo geral sobre seus poderes.

 

Os bruxos me emocionaram muito mais que o plot manipulado da Liz. Team Gemini! Essa é a única história que tem sentido e que tem segurado as pontas dos episódios desta temporada. Para quem chegou como meros coadjuvantes e estepes para uma Bonnie sem magia, Liv e Luke ganharam um destaque tremendo esta semana e lamentei por Luke ter ido dessa para melhor. Nunca escondi o quanto gostava do personagem e o quanto ele me representava em não dar moral para a galera. Perdi um amigo que botava todos para sambar.

 

Esses dois gêmeos representaram a irmandade que Elena e Jeremy deixaram de lado. Ambos foram até o fim para se protegerem de uma regra mortal: Coven acima da família. O reaparecimento do papa Parker tensionou a situação e deu graciosidade a um episódio que estava fadado a ser ruim. Sempre esteve muito claro que esse cidadão não retrocederia, pois o conceito de família é muito diferente ao que rola com os Mikaelson. Que ódio!

 

A coragem de Luke foi inspiradora e digo com propriedade: que belo jeito de morrer. O menino, atarracado e aparentemente chorão, cresceu de uma hora para outra, mas com certa justiça. Confesso que a súbita arrogância dele, que se destacou depois de saber que é mais forte que Liv, me incomodou, mas esse sentimento se dissipou quando o personagem bateu no peito e confrontou Kai. Um confronto com propósito. De onde já se viu família sacrificar família por poder, não é? O menino Parker não conheceu Esther Mikaelson, tadico!

 

Kai e Luke roubaram a trama com excelência. Quando o feitiço para fazer ambos se fundirem começou, fiquei em pânico. Essa cena foi a melhor do episódio e trouxe o que Liz barrou: suspense e agonia. Não queria que nenhum dos dois morresse e, quando ambos caem des-mai-a-dos, quis enfiar minha cabeça na privada. Eles não deviam morrer, ué. Tem Tyler, Matt, Elena, tantas opções, gente. Mas Luke se foi e estou triste.

 

A parte positiva é que Kai permanece. Amém! O gêmeo do mal me fez surtar como uma adolescente (especialmente quando quebrou o pescoço do Damon). Pirei com as tiradinhas dele para cima da Elena e a maneira como confrontou Jo. O súbito reaparecimento do personagem salvou o que restava do episódio, cortando com autoridade o rodízio de cenas soníferas da Liz. Mais forte, quero ver o que o bruxão causará em Mystic Hogwarts. Aparentemente, o episódio da semana que vem será explosivo por motivos de Bonnie, mas não quero criar expectativa.

 

Adendo: queria dizer que Kai rindo da cara do Luke me fez gargalhar como se não houvesse amanhã. Eu não posso com esse personagem, socorro!

 

Concluindo…

 

Mesmo com todo esse bafafá da Liz, tenho que dizer que o viés médico tem dado novos ares a The Vampire Diaries. Porém, não deixa de ser bizarro, pois ninguém nunca precisou ir ao hospital no decorrer de quase 6 anos. O bom disso é que, por breves segundos, Elena, Damon e Stefan compartilharam uma cena. Juntos. Sem treta. Há muito tempo isso não acontecia e fiquei feliz. Parecia até a tríade de antes. Uma pena que ninguém mais é protagonista.

 

Tenho que admitir que a mitologia em torno do Coven Gemini tem funcionado, ainda mais quando os Viajantes e Markos são as últimas péssimas referências. Os bruxos têm sido uma bela fonte de atrito. Ignorando os vieses amorosos, até que a série tenta reajustar o que se perdeu. No caso, trama envolvente atrelada a uma mitologia. Não criarei expectativa sobre isso também, pois é o mesmo que dar um tiro no pé. Quando Kai morrer, é bem provável que tudo fique terrible.

 

E agora Bonnie?

 

Tyler não é meu personagem favorito, mas amei a maneira como ele protegeu Liv. Essa é a primeira vez que comento dele por aqui, e digo que sou até a favor do romance. E a pergunta que não quer calar: quando é que esse cidadão matará alguém?

 

E o Papa Parker desistirá mesmo de perseguir os gêmeos que resta? Sério mesmo que ele não fará nada para controlar o Kai?

 

E cadê a Bonnie, pelo amor de Deus!

 

Agradeço a todos os envolvidos pela ausência de Enzo, outro que está impossível de engolir.

Stefs
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