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25/jan

Para uma série que já perdeu todo o apelo de anos atrás, o retorno do mid-season foi até que bom. Claro que o crédito vai para o Kai, que me fez vibrar de expectativa sobre a próxima investida contra a Santa Gilbert – personagem que é vampira, mas que tem essa necessidade constante de bancar a humana desamparada. Shame! Obviamente que a trama não se esqueceu daqueles absurdos que rendem dosagens de diversão e de frustração. E no pacote inclui o que, pessoal? Acertou quem respondeu “sangue de vampiro não cura câncer”.

 

Outra parte positiva é que este foi o segundo episódio que o mozão Paul dirigiu. Imaginem meu peito inflando de orgulho neste instante. Fiquei muito feliz por ele ter assumido um roteiro tolerável, escrito por Melinda Hsu Taylor, cheio de ação e com encadeamento rápido. Só elogios, especialmente por coordenar o trabalho de cena do Chris (o Kai). Além dessa novidade, vale frisar o que todos já sabem: The Vampire Diaries foi renovada e Steven sairá dessa vida para minha felicidade e glória. Bem que o Paul poderia seguir esse exemplo, right?

 

Muito bem! Então que todos estavam de volta à Mystic Falls, o que rendeu uns bons segundos de nostalgia. Revimos a casa das Forbes, bem como a mansão Salvatore que parecia Hogwarts por causa do treinamento mágico de Jo – que jura com 3 Js que exterminará Kai. Essa última observação reforçou que o papo de fusão prevalecerá por mais algum tempo, o que não curti, porque já virou enrolação. Cadê o foco na Bonnie? Geral resmungou horrores sobre isso e, de repente, os gêmeos passaram por cima da pessoa que, a essa altura do campeonato, já se tornou extremamente amarga (tomara!).

 

Enquanto Jo pagava mico, Kai estava ocupado com a Santa Gilbert. A explicação do sequestro clichê: usar o corpinho dela para testar a magia recém-absorvida da fronteira de Mystic Falls. Enquanto uns brincavam de Armada de Dumbledore, o gêmeo do mal estava ocupadíssimo sendo Comensal da Morte. Ri como se não houvesse amanhã de cada fala e atitude desse cidadão. Juro que torci por ele, da mesma forma que acontecia na época do Klaus. Nada mais divertido que ver Elena sendo tratada como carne moída, nem que seja por 5 minutinhos. Isso sempre faz bem ao âmago, admitam! Especialmente se pormos na balança no que essa figura se transformou da 4ª temporada pra cá. Não é porque a personagem está um amorzinho sem memória que eu a perdoei das sacanagens (como perder as lembranças do Damon).

 

O twin do mal provou de novo que não tem limites. Ele trouxe agonia, expectativa, tensão e conflito para a trama, algo que estava em falta há muito tempo em TVD. Acho-me no direito de desejar que esse personagem sobreviva até o final da temporada, mas, pelo visto, passada a crise dos gêmeos, o foco será Bonnie. Só o bruxão tem trazido interesse e segurado as pontas, verdade seja dita, dando aquele gosto de assistir a um episódio dessa série. Kai tem se saído muito bem como vilão. A atuação do Chris está a cada semana de arrepiar.

 

Claro que desaprovei a ideia de Elena ser o cerne da bagunça, pois meio mundo está cansado de ver a suposta protagonista ser tratada pior que o Matt – o coadjuvante avulso. Nunca cansarei de dizer que, a essa altura do campeonato, a dondoca deveria se impor mais. É fato que pecaram demais no amadurecimento dela desde a transição para o vampirismo devido aos arcos amorosos que a tornaram absurdamente dependente. Ao invés de se virar como toda heroína, ela corre para o orelhão chamando o Damon. Não, né? A Elena humana era mais valente que esse protótipo de vampira, e este episódio apenas relembrou isso, ao ponto dela quase abrir o berreiro de tanto chorar por causa do anel.

 

Por outro lado, foi compreensível Elena buscar a humanidade de Kai, a fim de fazê-lo retroceder para salvar a própria pele. Vibrei quando ele a engana, falsamente choroso, se deliciando com o resultado final de mais uma maldade. O bruxão se ama por dentro e por fora. Arrogância sem fim! Em nenhum momento o personagem vacilou, completamente imutável. Sádico e frio. Acho que nem preciso dizer o quanto surtei quando ele desenha o ‘K’ na bochecha dela. O bichinho é tão ruim que um CD do Pearl Jam não seria capaz de comprá-lo.

 

Claro que quem estragaria o samba do Kai seria os Gilbert. Elena usou seus raros minutos de inteligência para derrubá-lo e Jeremy apareceu, mais tarde, à la Katniss, derrubando-o com um tiro certeiro. Isso lhes soa familiar? Quem pensou na morte do Kol, bate aqui! Para dois inúteis, derrubar alguém como o bruxão, muito mais forte que o Mikaelson em questão, custaria a temporada inteira. É sim um absurdo os irmãos darem cabo em mais um vilão que poderia esmagá-los com um estalar dos dedos.

 

Elena e Jeremy passaram quase metade da temporada lixando as unhas e, do nada, vencem no final do dia. Se a Santa Gilbert pagasse de heroína desde que transitou, engoliria uma cena dessas com extrema facilidade. Porém, se ainda estou engasgada com a morte do Kol, aquele samba grotesco, imaginem a minha cara quando Jeremy derrubou Kai. Pausa dramática! Ainda bem que o Steven sairá dessa furada que nem a Susana Vieira explicaria.

 

Chegou a hora do tiroteio, caros leitores. Hora de colocar aquele colete esperto para se proteger das verdades que lançarei a partir dos próximos parágrafos.

 

Antes disso, preciso falar da Caroline que parecia Caroline. Empolgadíssima, cheia de fé de que salvaria a mãe e, claro, com aquela insistência típica, focada em testar essa tese de que sangue de vampiro não cura câncer. Comportamentos normais de uma personagem que estava totalmente descaracterizada, em todos os episódios desta temporada, por causa do Stefan. Foi muito bom vê-la voltar ao próprio senso, centralizada no bem-estar da mãe. A vampira se agarrou ao típico otimismo que se estendeu as possibilidades sobrenaturais que, na mente dela (e na nossa), resolve tudo. Bem… Menos câncer.

 

Esse empenho conseguiu me comover, pois relembrei da trajetória das duas, que derrubou crenças e valores, especialmente sobre o sobrenatural existente em Mystic Falls. Os momentos mãe e filha foram emocionantes e dosaram a crueldade e a correria envolvente de Kai. Sim, esperava, ansiosamente, que o paciente teste de Caroline fosse curado. Torci mesmo, pois me agarrei a última faísca de que esse papo de sangue de vampiro não curar câncer era uma pegadinha. Pois bem, não é.

 

Agora, tento decidir o que é pior: sangue de vampiro ser inútil ou o fato da Caroline matar a mãe. De onde tiraram isso? Tudo por Steroline? A personagem é extremamente sensível e carregará não o fato de que falhou com o paciente, mas por ter feito Liz beber seu sangue. Ela a condenou e sofrerá demais com isso para quê? Para dar espaço para o Stefan consolá-la e tornar o “amor” unilateral recíproco?

 

Eu sei que muitas pessoas acreditam que Steroline não tem nada a ver com o que acontece com a Liz, pois ambos vêm de uma química que nasceu na temporada passada. Para mim tem tudo a ver. Repito que torcia pelos dois, por crer que não haveria mais ninguém que pudesse fazer Stefan feliz a não ser Caroline. O palco para torná-los um casal estava montado no 5º ano, ainda não entendo porque não aproveitaram.

 

Isso acarretou minha indignação e a necessidade de entender isso, de uma vez por todas.

 

Detetive Stefs em: sangue de vampiro cura câncer SIM!

 

Stefan repetiu que sangue de vampiro não cura câncer e Damon deu a palavra final. Neste episódio, esse assunto se deu por encerrado. Liz morrerá e fim. Por causa disso, senti-me no direito de correr atrás de algo que me mostrasse que estava sendo ranzinza ou injusta com esse viés um tanto quanto absurdo. Afinal, sangue de vampiro traz o amor de volta, mas não cura uma doença grave. Durante o hiatus, tentei me convencer de que essa iniciativa não tem nada a ver com Steroline, mas tem sim.

 

Tia Stefs tem a resposta e não tem nada a ver com a ciência. Nada como encontrar uma luz direto da própria fonte: L. J. Smith.

 

Quero dar os parabéns para quem fez esta imagem.

 

Todo mundo sabe que Plec e Williamson apenas pegaram os personagens dos livros e lhes deram novos vieses de trama. Se fosse 100% fiel, Elena Gilbert seria loira. Mesmo com a autonomia criativa, defendo que isso não impede showrunner, roteirista e derivados de fazer a lição de casa com base no que existe no papel. No caso, câncer vs. sangue de vampiro.

 

Fato 1:

 

 “Se eu trocar sangue suficiente com Poppy para transformá-la numa vampira, ela não terá mais câncer. Cada célula do seu corpo mudará e ela terminará um espécime perfeito: impecável, sem doenças.”

 

 

Poppy é uma personagem de L.J. Smith, do livro “Mundos das Sombras, Vampiro Secreto I”. Eu o tinha lido em inglês e o comprei faz um tempão. Quando sorteei os livros do mês para ler, esse título saiu, e quiquei pela casa gritando. Por quê? Porque achei a prova que me convenceu de vez que esse plot da Liz não tem fundamento.

 

Fato 2:

 

“Os dois tipos de sangue reagem um contra o outro… Eles lutam. Olha, se quiser uma explicação específica, é parecido com isso. O sangue de vampiro destrói a hemoglobina… os glóbulos vermelhos… do sangue humano. Depois de destruir o bastante dos glóbulos vermelhos, você para de conseguir oxigênio de que precisa raciocinar direito. E, quando ele destrói mais, você não tem oxigênio de que precisa para viver.”

Fato 3:

 

“O sangue de vampiro faz tudo, menos transportar oxigênio.”

Onde quero chegar?

 

Poppy tem um câncer, cuja taxa de salvação é muito baixa: no pâncreas. No livro, o caso dela é avançado como de Liz, com dores fortes, perda de peso e apatia. James, o vampiro secreto e BFF dela, pensa no óbvio: torná-la vampira. Dá certo? Dá! O processo de transição é lento, justamente por ter que renovar o sangue. É pertinente dizer que, nesse título, as regras criadas por Smith sobre as relações entre vampiros e humanos (como namorico) são diferentes de TVD. Mas sangue de vampiro cura câncer.

 

Conclusão

 

Sei que Plec e Cia. têm meio que o direito de fazerem o que bem entenderem com a história de TVD. Bem como sei que na ficção pode tudo. Afinal, vivemos para ver Edward Cullen brilhar (e todo mundo caiu em cima, porque não tem lógica. Vampiros são seres da noite, please!).

 

Repito: a turma de TVD tem direito sobre os personagens, mas a história em si tem autorização para ser alterada. Porém, é L.J. Smith que assina tudo. Mudar o relacionamento, a cor do cabelo, os nomes… É compreensível. Agora, encontrar, pela milésima vez, direto da fonte, que Plec e Cia. inventaram algo que um fã poderia contradizer, é uma nova prova do quanto a escrita se tornou desleixada. Não me importa se são dois livros diferentes, a autora é a mesma. Deve ter sido poético na hora da leitura do roteiro, mas Poppy existe. E foi curada com sangue de vampiro. Uma personagem da mesma criadora de Elena Gilbert.

 

Poppy só me provou o quanto a storyline de Liz não faz sentido. Essa liberdade criativa de Plec e Cia., após a Era Williamson, só cai em contradição. Não estou sendo chata, apenas realista. Não tinha necessidade de criar isso para solidificar Steroline, sendo que ambos poderiam ter se envolvido na temporada passada. Curso natural das coisas, para quê?

 

Me dizer que sangue de vampiro não cura câncer sinaliza para mim uma falta de conhecimento do universo de TVD. Não incluirei outros trabalhos, como os da Anne Rice, pois são histórias vampirescas com apelos completamente diferentes. Sim, Plec e Dries podem fazer o que bem entenderem. Sim, a ficção existe para isso, inventar. Mas acredito que, no mínimo, invenções deveriam ser plausíveis. Nem Teen Wolf cospe tanto assim, gente, e foi inspirado em um filme de 1985!

 

Por mais que Mundo das Sombras não seja TVD, L.J. Smith tornou essa ideia de cura possível. E, outra, TVD, como disse na última resenha, sempre arranjou um meio para curar os piores males. Agora, para atender um shipper, que poderia muito ter acontecido a qualquer momento, com todos os méritos, se criou um viés inaceitável, em todos os sentidos. Especialmente se pensarmos nas bizarrices que já rolaram na série.

 

É 2015 e essa turma não aprende. Idealizem a próxima temporada, obrigada!

 

Os outros plots

 

O episódio também teve seus momentos engraçados e dou um pouco de crédito ao Damon que parecia o velho Damon, mesmo com os olhinhos brilhantes de amor por Elena. Adorei a cena dele no hospital com a Liz, que também me fez lembrar dos momentos de ouro desses dois personagens. Até agora me pergunto os motivos do Stefan ter sido arrastado para essa problemática, sendo que nunca teve um relacionamento tão próximo com a Xerife em comparação ao irmão mais velho. Ah! Esqueci que é época de colheita Steroline. Foi mal!

 

Ironias à parte, uma das tentativas desta temporada é Delena ter, finalmente, um relacionamento funcional. Bem… Se continuarem a conduzi-los com essa calma, sem a necessidade de um pular no outro e arrancar as roupas, acho que funcionará. Ambos foram abençoados com um clima suave, sem aquela dependência sufocante. Sou uma das pessoas que paga para ver esse namoro engatar de um jeito humanizado, pois o efeito sire bond ainda vive em mim, meu argumento mais querido quando paro para cutucar esse shipper.

 

Stefan e Caroline também estavam, para meu espanto e surpresa, tranquilinhos (vejam, eu sei falar bem dos dois quando merecem Hahaha). Nada mais justo que dar a eles coisas para fazer, individualmente. Estava insuportável vê-los se bicar, fato!

 

Além disso, o Salvatore pagou de parente babão para cima da verdadeira Sarah e já é fácil prever problemas por causa do Enzo. Sério, gente, ainda não consigo acreditar que promoveram o Malarkey para brincar de High School Musical, todo trabalhado no recalque só porque a Gabriela tem Troy. Lamentável! O vampiro tinha mais futuro. Nem o Jeremy brinca disso, e olhem que o menino Gilbert tem idade para sofrer com complexo de inferioridade.

 

É óbvio que a Sarah está em perigo e Matt será incluso nessa palhaçada. Enzo usará o não mais segredo do Stefan para causar dor de cabeça, como se isso fosse lhe render um casamento com Damon (ou com Caroline). Pergunto-me: por que insistir, já que o próprio Stefan falou que não dá a mínima? Considerando que o grande trabalho de Enzo nesta temporada foi quebrar pescoços, capaz que a menina Salvatore siga o mesmo caminho. O tenso é: tornarão isso tão big deal que meu estômago revira. Sinto tanto pela storyline desse marginalzinho chamado Enzo, um subplot tão inútil quanto ver Matt bravinho com o sobrenatural.

 

Mande Enzo para The Originals. Joseph Morgan o deseja!

 

Falando em Matt, que tal resmungar menos e agir mais? Que coisa chata! O personagem era praticamente rei de Mystic Falls, poderia se tornar prefeito, detetive, padre, padeiro, tudo que a cidade, em tese, precisa para enxotar a galera. Klaus ensina!

 

Concluindo…

 

Mystic Hogwarts ainda sofrerá com os Comensais Gemini. Pelo visto, a saga continuará a ser o plot principal, já que o foco ainda é quem se fundirá com quem. Deposito meu elogio ao Luke, sempre me representando na hora de deixar essa turma na mão. Sim, concordei em gênero, número e grau quando ele lança para a irmã que nenhum dos dois tem obrigação de brincar de salvadores de Elena e Cia.. Exatamente! De trouxa já tem a Bonnie (e cadê essa mulher, pelo amor?). O embate entre Jo/Kai ou Luke/Liv ainda renderá pano para manga.

 

E espero que a Jo morra, cês me desculpem! Kai precisa ter vida longa! Não digo isso de maldade, mas a mulher desfaleceu ao ajudar Damon. Vencer o twin do mal seria uma piada como sangue de vampiro não curar câncer. Bem, TVD gosta de coisas surreais, então.

 

Liz deixou gosto de despedida ao aceitar a proposta de Caroline: beber sangue de vampiro. Por mais que esteja de cara com esse plot, tenho que dizer que os paralelos com o paciente da Srta. Forbes, vomitando as tripas, foi desconcertante. Daí me lembro da sacanagem, em que “filha mata a própria mãe”. Alguém me ajuda?

 

Alguém, por favor, vai buscar a Bonnie? Pago bem, prometo! E vida longa ao Kai!

Stefs
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