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12/fev

Para um episódio que aparentava ausência de qualquer caos, muita coisa aconteceu, e não foi só nos 30 minutos finais. Tramas como esta têm estado em falta nesta temporada de Chicago Fire. É fato que andam economizando bastante nas histórias impactantes, como os socos e pontapés desta semana, que movimentou a turma em um dia pavoroso de inverno.

 

A trama se desenrolou sob o pensamento do papa Boden: united we move forward. Uma frase absolutamente oportuna depois do dilema com o incendiário.

 

De início, o episódio teve ares imprevisíveis, os personagens estavam dispersos resmungando do frio e do quanto seria difícil trabalhar naquele dia. Detalhes que me preocuparam. O que me deixou meio descontente nos primeiros minutos é que não houve nenhum comentário sobre o que aconteceu no crossover (e, realmente, ninguém tocou no assunto). Gabby estava muito bem para quem quase foi queimada no samba do Adrian. Não que eu quisesse uma missa, mas a bombeira foi vítima, e não houve nem palmadinhas no ombro e um ‘você tá legal, amiga?’.

 

Enfim. Dentre todas as pessoas que poderia receber uma oferta para vazar da asa do Boden, eis que o escolhido foi Severide. De duas, uma: ou a Capitã surgiu com aquele suposto novo incêndio culposo por ser uma tremenda preguiçosa ou só estava ali para testar a inteligência do Tenente. A 2ª opção foi validada e vejo futuro para o personagem fora do 51º Batalhão. Não que eu queira que ele vá embora – se fosse nas temporadas passadas, nossa, faria até abaixo assinado –, mas por ser uma bela chance de recomeçar. Como a personagem frisou, ele é dedicado e preza os detalhes. E ainda terá a chance de reformular um Departamento.

 

Fico contente que a oferta não foi 100% descartada. Pode haver um momento em que Severide volte atrás. Considerando que CF foi renovada, essa é uma experiência que poderia amadurecer muito mais o personagem.

 

E ainda acho que ele se aventurará com a Capitã Cunningham. Se é que me entendem.

 

Para tensionar um pouco os ânimos, eis que temos um bebê e uma mãe desequilibrada que vive em um relacionamento abusivo. Perfeito para amenizar a friaca de Chicago. Quando Toni me tira o revólver, imaginei Dawson tomando uma bala bem na testa. Assim, foi um chamego a bombeira cuidar de Grace, mas precisava mesmo colocá-la de novo em posição de risco? A personagem é muito forte e dona de um ego mais potente que o colete à prova de balas do Voight. Ser a bela desamparada não orna com essa moça.

 

Claro que esse fator de donzela desamparada rebateu em Casey, que garantiu o revival da angústia Dawsey, algo que sempre foi muito marcante. Quando ele comenta com Severide que ambos revivem hábitos antigos, concordei, toda fangirling, e não tenho vergonha de admitir que os prefiro assim. Surtava quando havia flerte, atenção comedida, cuidado mútuo, alguns exemplos do que se perdeu quando o romance veio à tona. Não que isso tenha acabado quando os personagens ficaram juntos, mas a magia esmoreceu.

 

Também achei de uma estranheza tremenda Casey não se pronunciar sobre o babado do incendiário. Pareceu até que Adrian não existiu, só no plot do Severide. O que reuniu Dawsey por belos e maravilhosos minutos foi a bebê. Já consigo projetar o fim de CF com Dawson grávida (ignorando o fato de que a série pode seguir o rumo de SVU e ter vida eterna).

 

Agora, o que foi Casey tentando ser gatinho? Morri na BR! Ri demais com a inabilidade de flertar. Essa brotherhood em nome da pegação nem começou e já considero pacas.

 

Brett foi outro ponto de tensão do episódio, sendo rainha do primeiro e único chamado. A personagem tem provado a cada semana que é linda, maravilhosa, forte, divertida e corajosa. Ela não tem me decepcionado desde a sua aparição e continuo a lamentar pelas pessoas que não gostam dela. Mais Sylvie para mim! A paramédica não tem receio algum de assumir o perrengue, é sangue frio quando tem que ser, geniosa, tudo o que tira Mills do sério. Está na hora de uma storyline incrível para ela, mesmo tendo sambado nos chamados, até nas curtas aparições. Continue a me orgulhar, sua linda!

 

Um minuto de silêncio sobre o papa Boden. Ok que estava meio óbvio que ele dormiria para sempre assim que o Chief lhe deu as costas, mas não quis acreditar que isso de fato aconteceu. Não pude, de forma alguma, com essa cena. O caso Shay mal esfriou e lá vai paulada. Que conclusão mais destruidora de vidas. Se ser membro do 51º Batalhão é estar na pior, quer dizer que tá bem, né? Só que ao contrário! Ai, gente, que dó!

 

O final do episódio reforçou o que o papa Boden disse em sua festinha. Para seguir em frente, essa turma precisa ficar unida. Todos, no final do dia, no frio do capeta, estavam lá para ajudar a bebê, e Brett e Mills. No final do dia, todos estavam lá para prestigiar um ente da família de outro profissional do Batalhão. A trama frisou que, apesar dos acontecimentos trágicos, trabalho é trabalho, mas companheirismo, humildade e força em cada braço e em cada mão permanecem. Drama atrás drama, juntos, todos se fortalecem.

 

E nada mais triste, e ao mesmo tempo animador, que ver Severide assistindo a mais um vídeo da saga dele com Shay. Dessa vez não houve lágrimas, mas sorrisos. Como se ele estivesse apenas ali, à toa, revivendo um momento com alguém que poderia apenas estar em algum outro continente viajando. Finalmente, o Tenente está livre de todo o peso da perda dela. O que está por vir no caminho dele necessitará dos seus ânimos mais hostis. Indiretamente, Shay se tornou uma página do passado concluída, mas isso não quer dizer que será esquecida.

 

Momento fangirl

 

Quero um mozão Cruz pra chamar de meu.

 

A partir de agora, está permitido contar as referências à Chicago Med. Vem pra nós!

Stefs
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Escreva seu comentário antes de ir <3
  • heyrandomgirl

    Aqui tá tudo certinho *-* Ah! Que belezura! Seja bem-vinda todas as vezes que passar por aqui <3

    Jamais! Aqui eu não massacro ninguém hahahaahahha Nada que uma boa discussão, saudável, não resolva!

    Nossa, tá demorando demais CM. Quero ver o irmão do Jay logo tbm, socorro! hahahaha

    Beijosss!

  • Daniela Messias

    Estou bem sim, e vc?! que nada; Sempre que assisto um dos Chicagos, venho conferir sua opinião hehe
    Pois vc ñ foi a única! Não me conformo até hoje q algo tão "ooh" ficou como "Aah" ¬¬'
    Fico feliz por vc ter concordado! Se fosse outra pessoa, provavelmente teria sido massacrada rs
    Também não aguento essa espera! é muita sofrência hahahah
    beijoos, e pode deixar q eu voltarei! d=(*-*)=b

  • heyrandomgirl

    Heyyy, Daniela, tudo bem? Obrigada pelo comentário! <3

    Achei que tinha sido a única a sentir falta disso, independente da quantidade de dias que poderiam ter passado. A galera sempre se preocupou ao extremo e faltou sim um tapinha no ombro. O que a Gabby passou foi digno de trauma. A mulher quase foi queimada e ngm falou nada, como assim? Hahahahaha

    Eu tbm não queria que CF ou PD fossem mto longe. É isso mesmo que vc falou, os atores começam a sair, a essência se perde. Quem segura SVU é a Mariska e se ela sair a série vai junto.

    Tô muito curiosa sobre Chicago Med. Espero que consigam gravar e que o piloto vá ao ar. Não aceito essa espera e essas indiretas para terminar na gaveta hahaahahah

    Beijosss e obrigada pela visita *-*

  • Daniela Messias

    Também não acreditei quando nem mencionaram a (quase) tragédia com a Dawson! Fiquei 'ã? cadê o sentimentalismo?' "/
    Sabe, gosto muito da série, mas ñ quero q seja eterna igual a SVU, pq de duas uma: ou os personagens vão morrer, ou os atores uma hora vão se cansar. Senhor Dick, apenas ñ! rs
    Ah, e desde q soube de Chicago Med, eu conto as referências hehe
    beijos!