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06/fev

A minha “insatisfação” com relação à introdução da trama deste novo crossover, que aconteceu lá em Chicago Fire, amenizou um pouco mais. A continuação da bagunça criada por Adrian deu vontade de me pendurar na televisão. Uma pena que o climão desse suspense ficou concentrado só em Chicago P.D., já que os bombeiros do 51º Batalhão não tiveram espaço no caos. O que me deixou bem preocupada (algo que comentei na resenha da 1ª parte) foi pensar que a correria em busca de uma solução pudesse comprometer a qualidade do episódio. Afinal, o que rolou em CF não deu muito trabalho.

 

Ainda bem que tudo se desenrolou nos conformes.

 

A continuação da saga de Adrian, que não era Adrian, nem muito menos qualquer pessoa que poderíamos imaginar, merece o adjetivo genial, especialmente por motivos de Antonio Dawson. Finalmente, o mozão ganhou uma trama decente. Vocês não fazem ideia do quanto esperei por esse dia, pois, por mais que goste muito da Erin, não dava mais para tê-la nos holofotes (já, já vira a nova Dawson, assistam). O detetive relembrou que é awesome, em todos os sentidos, e botou a turma para trabalhar. Faltava mesmo um plot que o envolvesse de corpo e alma, algo que o caso Layla não propiciou – e que foi um fiasco.

 

Chicago P.D. - 2x13 - Resenha

Esse detetive maravilhoso assumiu a tramoia que parecia não ter solução. Cada investida de Adrian criava a impressão desconcertante, impregnante, de que Shay não seria vingada – detalhe que tem sido bem constante em alguns episódios desta temporada, pois muitos casos chegaram perto de não serem resolvidos (como o de Layla). Dada a largada para caçar esse maluco, muitas perguntas eram deixadas pelo caminho: como capturar um cidadão que não deixa provas? Que é perfeccionista? Que tem muitos álibis? Como capturar um cidadão que se diverte e ama o que faz? Como barrar uma pessoa que alimenta corpo e alma a cada incêndio provocado?

 

Por detrás de uma faceta de cara normal, cotidiano, empenhado, brilhante e charmoso, havia um monstrinho salafrário que não curtia ser subestimado.

 

O encontro Adrian vs. Antonio foi sensacional. Ri demais do cuspe que não existiu, o que mostrou o quanto o detetive iria longe para colocá-lo atrás das grades. Melhor ainda foi ver Gabby concordar, pegando o mojo da situação, atuando, sem hesitar. Acho que nem preciso dizer que a melhor cena do episódio foi Adrian vs. Voight. O Sargento arremessando fósforos, tentando atiçar o parasita que curte um belo incêndio, foi muito digno. Rachei horrores com a insolência. Só lamentei a ausência da gaiola. O incendiário ficaria bem dentro dela.

 

Chicago P.D. - 2x13 - Resenha

Adrian foi o personagem dos personagens. Nem Pulpo conseguiu me tirar do sério como esse senhor. Não hesitei em elogiar o Robert Knepper na resenha de Chicago Fire, e não me custa nada rasgar um pouco mais de seda. O personagem calhou certinho com o ator, um grande provocador. Soube amedrontar e trouxe insegurança. O incendiário não hesitou em nenhum momento em investir para cima da turma da Inteligência, mesmo ciente (será?) de que todos seus cutucões poderiam colocá-lo na cadeia. Cada medida do Voight garantia uma resposta, o que contribuiu para o encadeamento rápido da trama. Enquanto os detetives buscavam meios para rachá-lo, ele buscava meios para mostrar o quanto era ótimo no que fazia.

 

Surtei, surtei muito quando esse cidadão explica para o Al e para o Ruzek os benefícios de um incêndio. Juro que teria metido a cabeça dele dentro da prateleira, fala sério!

 

A confirmação de que Adrian foi responsável pelo incêndio que custou Henry Mills me fez pirar. Queria muito que esse viés não terminasse em suposição e Boden fez o favor de afirmar o que eu queria ouvir. Quando o Chief chama a atenção do Atwater sobre o nome Ross McGowan, que se referia a um dos bombeiros que morreu no mesmo incêndio que o pai do Peter, soltei um palavrão que acho que até minha vizinha escutou. Não tenho nem palavras para descrever o soco que recebi com essa revelação. Por mais vilões como Adrian em CF/CPD!

 

Mesmo com essa alegria de viver enquanto assistia ao episódio, algumas coisas me incomodaram. O crossover transitou em tentativas de explorar outros incidentes e de resgatar vítimas que teriam passado pelo mesmo que Shay. Penso que esse estudo de caso poderia muito bem ter sido desenrolado em Chicago Fire. Os bombeiros sabem dos incêndios que participaram, não é? Nem seria preciso um arquivo, pois os membros do 51º Batalhão formam um cérebro gigante.

Chicago P.D. - 2x13 - Resenha

Isso me deixou de cara, especialmente quando “bombeiros não podem fazer quase nada pelo caso Adrian” se tornou a desculpinha esfarrapada, frisada neste episódio (e que comentei na resenha de CF, com mais empatia).

 

Até entendo esse quesito pelo motivo óbvio: bombeiros não são detetives, mas isso não deveria barrar os personagens de CF. Vamos lembrar do 1º crossover que, de quebra, teve participação do povo que pode vir a ser o elenco da ainda não confirmada Chicago Med (ainda tenho fé!). Parece até que, só porque Chicago P.D. está mais popular, o povo do fogo de Chicago pode tirar um cochilo. Faltou tato para calibrar a trama de Severide e Cia. Afinal, Shay pertencia ao mundo deles, e não de Voight e Cia.

 

Outra coisa que me deixou aborrecidíssima foi a ausência de Severide. Como você me deixa de fora o cara que começou a investigação? Posso pensar que fizeram isso por causa de Linstead? Desculpem-me, mas não vejo outro motivo para o Tenente ter sido “esquecido” a não ser esse. Vale o lembrete de que CF/CPD é uma série adulta. Acho que todos os personagens são grandinhos o bastante para guardar “rancores amorosos” e focar no que importa. No caso, Shay. Duvido muito que Kelly ligaria para Lindsay, pois o foco dele era a BFF.

 

A desculpa que vejo para isso? Dar força ao ponto final que Haas meio que deu para Linseride. Em uma opinião pessoal, essa informação não me assegura de um fim, terminado, acabado entre Erin e Kelly. Ainda mais quando há uma cota que, por mais que tenha parado de dizer em voz alta, torcia por esses dois como um casal. Certo, Dick Wolf?
Sendo assim, não fez o menor sentido a ausência de Severide. Ouvir os personagens de CPD replicando o que o bombeiro descobriu e organizou em CF me deu nos nervos.

 

Já que citei Linstead…

 

A dupla me fez feliz por terem mantido o profissionalismo. A discussão do “romance” se renderá à salinha do coffee break. Embaixo do nariz do Voight. Esperto, só que ao contrário. O “romance” entre aspas se deve ao fato do meu cérebro ainda não entender qual é a desse plot. “Romance” entre aspas porque o Voight intervirá e, vale dizer, que o teaser de um diálogo dele para cima do Jay, salvo engano, não me fez feliz. Por que repetir pegação segredada? Isso é tão característico de Burzek e acho uma sacanagem girarem o mesmo disco.

 

Fiquei espantada por ter sido Erin a sugerir em manter o caso às escondidas. Pessoal se mantém no pessoal, claro, mas vamos devagar. A detetive sempre levou as ordens do Voight ao pé da letra e a curtição tem sido tão boa ao ponto dela aceitar a pegação pelos cantos da vida. Uma tremenda mudança para quem só faltava usar a camiseta: sou profissional, não me toque.

 

Digo isso porque esperava uma atitude dessa vinda do Jay, pois ele está muito mais empenhado em fazer o barro acontecer. Porém, considerando o quanto foi difícil para ele ser aceito na Inteligência, conquistar a lealdade do chefe e conseguir confiar nele, fez sentido o detetive ter sido a pessoa preocupada em querer abrir o jogo. Ele gosta da Erin. Nada mais sensato que pedir permissão ao pai dela para brincar de casinha. Voight não ia com a cara dele, algo que mudou na temporada passada, no fim do caso Pulpo. Por que voltar à estaca zero?

 

Daí, Jay bate na porta de Erin e só quer saber de ficar completamente nu (o que não ligo, claro. Quem é capaz de ligar?). Vamos com calma aí também, pois os últimos casais que não “quiseram conversar” foram para o ralo. Assim, não estou sendo chata. Apenas estou aterrorizada com as possibilidades de Linstead atingir um nível de fracasso pior que Dawsey.

 

E esse receio só aumentou nas minhas passeadas pelo Tumblr em que encontrei uma imagem que basicamente se resumia a essa mensagem: Linstead ser Dawsey reciclado.

 

 

Lamentavelmente, há semelhanças. O que dizer sobre isso? Só sei que é bom aproveitar bem a alegria de agora, pois a galera envolvida é trolladora.

Os outros plots

 

Ainda tento decidir quem foi o maior demônio do episódio: Platt ou Adrian. Gente, esses dois só me deram tiros! A Sargento toda gentil, sorridente… Como eu ri! Jamais passaria pela minha cabeça que a encenação fosse um golpe jornalístico. Burgess, Sean e eu fomos feitos de otários com extremo sucesso. Se eu estivesse no lugar deles, rasgaria aquele jornal.

 

A cada episódio que passa gosto mais do Sean. A fofura dele com a Burgess faz cócegas no meu peito. Posso shippar os dois ou vocês me deserdam?

 

Finalizando…

 

Enfim, o 2º ano de #OneChicago foi fraco em comparação ao 1º. O foco era Adrian, um incendiário, e a “profissão” dele por si poderia ter unido com mais eficiência as duas séries e trazer mais cenas eletrizantes. Isso não quer dizer que não surtei como uma condenada porque surtei sim. Ainda mais com os momentos de ira do Voight.

 

Agora, Bunny reapareceu com um novo caso. Adoraria rever o Teddy.

 

PS: até parece que Gabby conseguiria pegar o isqueiro. Ela estava praticamente fazendo xixi nas calças, gente. Não sei vocês, mas esse final…

Stefs
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