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20/fev

Eu poderia muito bem deixar este episódio sem resenha, mas acho que nem um gif representaria o que senti. Não, ele não foi ruim. Ele foi maravilhoso e superou todas as minhas expectativas. Terminei de assisti-lo boquiaberta, com lágrimas nos olhos e com um coração no colo. Sem dúvidas, este também entrou para a minha gaiola de favoritos da temporada.

 

A trama intrincada elevou a qualidade de Chicago P.D. a outro nível e tirou a narrativa da zona de conforto ao dar vez para Roman e Burgess. Além disso, o jogo de câmera foi incrível e contribuiu com a dramática. O explorar de ecos e de sons abafados só me fez temer pelo pior até o fim. Parabéns a todos os envolvidos no trabalho de edição. Outstanding!

 

Quando vi a promo do que aconteceria esta semana, fiquei muito tensa. Gosto da Burgess, embora ela só tenha me decepcionado desde que esta temporada começou. Não engoli esse súbito desleixo com a própria carreira. Peguei uma birra de leve de Burzek, porque não conseguia me conformar como uma mulher espirituosa, prestativa, corajosa, cheia de sede de migrar para a Inteligência, simplesmente parou no tempo, conformada em ter apenas um relacionamento. Sou daquelas que acha muito surreal – mesmo que faça parte da nossa realidade – uma mulher abrir mão dos seus  desejos para viver de amor.

 

No caso de Kim, o amor vingou, mas e o profissional? Minha morte foi quando ela virou para o Atwater e afirmou praticamente que a Inteligência era uma utopia.

 

Finalmente, eis um episódio que quebrou essa impressão de flop tour da Burgess com sucesso.

 

Kim Burgess encarou o peso na consciência ao ter declinado o posto na Inteligência, crente de que sua vida não tinha grandes mudanças por causa das suas escolhas. Antes disso, veio à tagarelice de um cidadão que a pontuou indiretamente como previsível. Isso rebateu nas atitudes que quase guiaram Sean e ela para a morte. Um ímpeto de se provar e de arriscar. Nem que fosse por um dia só para sair da suposta rotina.

 

A trama deste episódio foi um teste de vida. Um aprendizado difícil, mas bem-vindo. Foi um meio de resgatar aquela mulher espirituosa, prestativa, corajosa, forte, cheia de sede por justiça. Que não pensa duas vezes em se colocar em risco, não só para mostrar o seu valor, mas para agregar experiências que contribuíssem com seu desenvolvimento profissional. Em outras palavras, que a fizesse ir para a Inteligência por mérito e não por pena. Burgess me enchia de orgulho ao não hesitar diante de um desafio, e foi exatamente isso que aconteceu esta semana. A diferença é que a personagem desencadeou um efeito em cadeia cheio de reviravoltas por estar naqueles dias em que os complexos pessoais falam mais alto.

 

Neste caso, não há Ruzek para culpar. Burgess sempre julgou seu sentimentalismo como algo péssimo e todas as suas inseguranças estavam elevadas neste episódio. A personagem sempre achou que policiais precisam ser icebergs o tempo todo, algo que ela não é. Esse é um ponto que sempre a deixou meio assim sobre sua função e, no mínimo, foi o que acarretou a recusa na cara do Voight. Kim sempre se achou fraca, mas sempre teve sensatez.

 

Mesmo assim, ela se culpou por não acarretar mudanças ao seu redor, o que acho injusto, mas é uma atitude normal. Digo isso porque acredito piamente que as pessoas sentem quando devem dar o próximo passo. Burgess não quis um salto radical por causa do namorado, mas pelo parceiro que lutou bravamente para salvar.

 

Será que se ela tivesse migrado para a Inteligência, Sean estaria vivo? Duvido muito.

 

Toda a minha admiração por ela retornou com força total, pois é dessa mulher que gosto mais. É dessa versão da Burgess que aprecio e que torço. É de personagens como ela que a ficção precisa, sem sombra de dúvidas. Aquela que tem os seus momentos de insegurança, que explora suas emoções, que tenta se culpar por algo cuja resolução não está em suas próprias mãos e, no fim, dá a volta por cima. A policial foge da típica mulher robô, que manda bem em todos os sentidos. Chicago P.D. mostra a sua verdadeira intenção toda vez que explora o lado humano dos personagens. Quando resgata valores que são testes de sobrevivência.

 

Burgess pode achar que não mudou, que seu trabalho não é eficiente, que se tornou fraca, especialmente depois do tiro, e que não tem nada de destemida. Contudo, ela se provou em meio a uma situação que poderia acabar com a raça dela e do Sean. As reviravoltas da trama foram desesperadoras e foi muito fácil prever de que dali nenhum dos dois sairia. A personagem foi badass do começo ao fim. Enfrentou o homem que os levou para dentro daquele depósito, depois negociou e salvou Aubrey. E, mais tarde, lidou com Orion.

 

Todos os medos, especialmente de um revólver, levaram a personagem ao auge. Marina deu o melhor da sua interpretação neste episódio e arrasou. Levou a trama lindamente nas costas.

 

Bastou uma demonstração gratuita, frenética e caótica da vida para Burgess perceber que ela é importante e que seu trabalho importa. E isso é a mudança que a personagem realmente precisava para voltar a pensar como quer viver daqui para frente. Como ela quer obter novas experiências para continuar a ser honrada por mérito, não porque foi vitimizada pelas circunstâncias. Não era uma questão de um posto na Inteligência ou do namoro perfeito, mas da real demonstração de que nasceu para ser policial. Ao ter tudo que precisa, ela é badass, sangue frio, lutadora e compassiva. Essa mulher tirou meu coração do lugar em todos os sentidos. Fiquei apreensiva com cada reviravolta dessa trama pra lá de maligna.

 

Burgess voltou a me deixar orgulhosa e espero que tudo isso dê a ela o brilho que lhe foi tomado. Não tenho o que criticar sobre cada medida dela. É assim que ela é. Bondosa e extremamente sentimental. Porém, uma cretina quando pisam no calo. Vide Platt. A trama dela foi enriquecedora até mesmo por ter trazido peso político, histórico, uma discussão saudável de que não há apenas uma má polícia, mas pessoas más. Como Sean disse, cidadãos como Orion afetam não só o bom convívio de um bairro, mas da humanidade em geral.

 

É fato que ela tem muito que aprender com Sean. Essa situação escabrosa mostrou que Burgess tomou a decisão certa em recusar a Inteligência. Não é mais uma questão dela depender dele ou vice-versa. Os dois dependem um do outro e têm muito que construir como parceiros. Pensando assim, fico até um pouco triste, pois Atwater deveria fazer parte disso. O salto rápido na carreira dele o deixou meio supérfluo.

 

Mas já que temos Sean, nothing hurts. Apaixonei-me ainda mais por esse mané. Adoro quando ele é duro na queda e não passa a mão na cabeça. Burgess precisa de alguém direto, justamente por ser emocional. Enquanto Ruzek afaga, Roman chacoalha, e isso é muito bom.

 

Burgess está em uma nova fase de mudanças. Ela não só enfrentou e administrou uma situação perigosa, como voltou a matar um bandido. Ao vê-la desabar no banheiro, encarei o sinal de desabafo entalado desde que tomou o tiro. Agora é esperar e ver o que rola.

 

Os outros plots

 

Nem tem o que dizer sobre a turma da Inteligência, pois ninguém fez nada. Porém, foi divertida a aulinha com o choquinho de alguns volts, bem saudável, né? Também adorei ver Voight na nostalgia com a saga que lhe deu vida e meu amor since Chicago Fire. E, claro, nada mais impagável que Platt receber uma cantada.
Sobre Linstead: vocês permitem minha chateação? Que história é essa desses dois morarem juntos? W-T-F? Derek Haas e amigos, não é porque o fandom é alarmista que vocês também mergulharão nessa, por favor, melhorem! Nada de reciclar plot!

 

De novo, ficou claríssimo que Jay quer investir no relacionamento e Erin continua a esconder sua relutância com flerte descarado. Esses dois precisam se conhecer mais antes de qualquer outro passo. Pelo amor de Deus! Não sei vocês, mas achei muito infantil da parte da Lindsay trollar o Halstead. Não esperei Linstead por tanto tempo para pisarem no acelerador e destruírem a mágica (ok que isso é de se esperar, mas me deixem resmungar). Vamos combinar que nem Dawsey ultrapassou a linha de chegada depois de 3 episódios. Já prevejo a nhaca!

 

O que me preocupa é que os olhos de céu aka Jay é uma flor que se fecha facilmente. Coisas de homens com carreira militar, que têm essa necessidade de viver depressa, como se não houvesse amanhã. Isso é uma suposição, pois a maioria dos personagens que passam pelo tormento do Iraque feat. Afeganistão têm essa sede de fazer acontecer por causa dos traumas. Um detalhe que acharia interessante se explorassem, já que há promessa de sabermos mais detalhes da família Halstead, como o irmão médico que logo chega aí.

 

Estou preocupada. Bem preocupada.

 

E nem é do Voight que me refiro. É a empatia, a química e o conhecimento mútuo entre Linstead que não estão sendo trabalhados. Tira logo esses dois do armário!

 

Acho que nem preciso continuar a resenha, né? Foi muita perfeição para pouco episódio. Agora, preciso me preparar para tomar outro tiro por motivos de mozão Antonio Dawson.

Stefs
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Escreva seu comentário antes de ir <3
  • Daniela Messias

    hahahaha ela só tinha metade do meu amor também!
    Olha, confesso q eu cheguei a gostar mais de Linseride… riri
    Maas, fiquei sentida pelo Jay "/ ele deveria seguir em frente, e desencanar da Erin! (ñ, ñ é por causa do Severide rs)
    E claro: As indiretas do Voight lacravam a cada cena! hahahah ñ me aguentava!
    beijoos!*

  • heyrandomgirl

    Sim, somos duas! Demorou muito para um episódio assim, 100% aflitivo, cheio de altos e baixos. Continuem! Burgess voltou a ganhar meu amor total [pq antes só tinha metade hahahaahahahah].

    Linstead é um caso complicado, porque gostei de ter rolado. Vibrei muito, bem fangirl, mas, depois, não curti o encaminhamento. Acho que vc vai amar o próximo episódio HAHAHAAHAHAHAHAHAHHA
    Depois me conte!

    Beijossss!

  • Daniela Messias

    De fato, esse ep foi um turbilhão de emoções! Fazia tempo q ñ ficava com o coração na mão…e isso foi bom! hehe
    Fiquei orgulhosa da Burgess! Sem palavras p descrever o quão top foi sua demonstração (mais uma vez) de força e determinação. uau!
    Quanto a Linstead: ñ está do jeito q eu pensei q seria?! Sei lá, esperava algo mais sério (talvez) do q esse chove e ñ molha. (acho q é por isso q ñ vejo a hora do Voight descobrir hahah. E falando nele, foi cômico aquele momento de nostalgia!)
    beijoos!

  • heyrandomgirl

    Olááá!! Obrigada pela visita e pelo comentário *-*

    Este episódio subiu no meu pódio de melhores da temporada. Reviravoltas surpreendentes, um balde de aflição. Tbm fiquei com muita pena do Aubrey e até do primo dele. Quando o último asiático apareceu só me restou a dizer: CÊ TÁ DE BRINCADEIRA! HAHAHAHAHHAHHA

    Beijossss!

  • liss2amore .

    Esse episódio foi o melhor dos melhores! Amei tudo, mas ri demais quando apareceu aquele asiático no final, porque parecia que não ia parar de surgir inimigos. Só fiquei triste pelo Aubrey, estava torcendo para ele refazer a vida.