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27/fev

Não sei vocês, mas meu coração ficou destroçado com este episódio de Chicago P.D.., e nem é de Linstead que estou falando. Depois de ter sofrido demais na semana passada com Burgess e Roman, agora foi a vez de me debater por motivos de mozão Antonio Dawson.

 

Desde o plot da Layla, se é que aquilo pode ser chamado de plot, almejei, dolorosamente, um merecido destaque para o detetive. Afinal, ele, junto com Voight, é a razão desta série existir. Sendo tão rei quanto o Sargento, demorou muito para Dawson ter um episódio decente para chamar de seu. Muito que bem, a espera valeu a pena. Nada mais sensato que presenteá-lo com uma trama bem articulada ao invés de um breve flerte. Estou feliz!

 

O episódio desta semana colocou na roleta a palavra lealdade. Linstead de um lado. Dawson e Cooper do outro. Todos dançando conforme a mesma música: relações disfarçadas.

 

Chicago P.D. - 2x16 - Resenha

Antonio voltou a prestar serviço para o Departamento de Narcóticos, uma infiltração muito mais tenebrosa em comparação aos antigos serviços já prestados por ele na Inteligência. Dessa vez, o detetive não precisava apenas de roupas adequadas e de tecnologia de ponta, mas de uma maravilhosa atuação. Por causa disso, uma das coisas mais bacanas deste episódio, nada escancarada, foi a teatralidade. O personagem provou que é ótimo ator e guiou uma peça com enredo intrincado satisfatoriamente. Tudo para encontrar Rick, o policial que embarcou nessa tramoia primeiro e que gerou um rastro de questionamentos.

 

O mozão rendeu uns belos sustos, mas não o suficiente para se temer pela vida dele. O personagem simplesmente reinou dentro de um grupo do qual era novato, provou que é cheio de charme e que dá conta do próprio espetáculo, sendo monitorado de pertinho por Voight. Tenho até que elogiar a confiança e a preocupação do Sargento. Nem parece que essas duas crianças se bicaram há um bom tempo atrás, né? Simplesmente adorei vê-los compartilhar impressões sobre os próximos passos. A cena que encerrou o episódio foi precious demais.

 

A trama foi mais dramática que eletrizante. Digo dramática porque Cooper foi um “bandido” atípico. Ele não era dissimulado, mas, talvez, uma pessoa que se meteu na criminalidade por não ter muitas opções de vida. Essa é uma frase que nem gosto de dizer na vida real, pois acredito que todo mundo tem opção, basta um esforcinho. Um esforcinho que tornou esse cidadão mais carismático por desejar algo melhor. Fiquei com dó! Achei triste demais a expressão dele ao descobrir que o amigo e cúmplice não passava de um policial disfarçado. A mágoa no olhar, tão transparente, e o terror no rosto do personagem, me deixaram sem chão.

 

Cooper criou mais simpatia em comparação aos outros inimigos que circularam por esta temporada. Esse cidadão se revelou assustado e inseguro, como um adolescente que fuma escondido dos pais. Além disso, sentimental, que cria laços com extrema facilidade. Um belíssimo bode expiatório para a Inteligência que não tem nenhum receio de destruir corações, por mais bondosos que eles possam se apresentar no final do dia.

 

Chicago P.D. - 2x16 - Resenha

O que magoou mesmo é que Cooper tinha um amorzinho pelo comparsa. Isso foi o que me deixou arrasada. Não era apenas uns trutas envolvidos em um grande esquema. Havia certa camaradagem, por mais que fosse falsa por parte de Antonio. Juro que fiquei bem assustada quando ambos se encontraram e achei demais o súbito reconhecimento, cheio de alegria. Parecia até real. O personagem tocou lá no fundo ao dizer que queria sair dessa vida e ao tentar impedir que Dawson matasse Rick. Quando o disfarce caiu, foi de chorar vê-lo se tocar, em choque, de que não sairia de Chicago para se repaginar e que Dawson era um traidor.

 

A cena na sala de interrogatório com Ruzek foi destruidora.

 

Por meio de Cooper, o episódio voltou a pregar o que aconteceu na semana passada: nem todos os vilões aparentam ser o que são. É válido trazer à tona esse caráter humanizado dos bandidos, pois é a base para captarmos as diferenças entre eles. Alguns são mais sensíveis, como Cooper, e outros não passam de animais, como Adrian. Dawson pode não ter terminado tão feliz por causa do que aconteceu com um cara que confiou piamente nele, mas estava a serviço da lei de Chicago. E é esse ponto que sempre pesará no contexto da série.

 

Outro ponto interessante, e que não é novidade, foi o retorno da pauta corrupção. Rick entrou na pilha de policiais sacanas, trocando o distintivo por grana. O incrível foi ver o resultado final dessa trama. Cooper fez o job do mal por dinheiro, a fim de cair fora da cidade. Rick queria o dinheiro por mera vaidade. Gosto quando o roteiro traz esse comparativo de caráter.

 

Linstead = pipoca com guaraná

 

Esperando os haters do Voight se manifestarem para eu dar block e unfollow. Desculpa, pessoal, mas Jay e Erin pediram por esse desconforto. Ambos preferiram manter o relacionamento sob disfarce, embaixo do nariz do maior farejador de mentiras de Chicago. Ambos pediram pelas indiretinhas, que achei digníssimas, diga-se de passagem. Ri demais com esse senhor escorado no batente da porta, perguntando sobre o tempo, a temperatura, o cafezinho e tudo mais. Sem querer, o plot Linstead também serviu de conflito de lealdade.

 

Era fato que Linstead não duraria e não estou chateada. Dawsey me ensinou que relacionamentos são trollados, então, a anestesia foi eficaz. Minha única crítica é sobre Erin ter dado para trás depois de ter colocado pilha. De “vamos deixar rolar”, “da minha vida pessoal cuido eu”, o recado final foi “minha realidade é diferente”.

 

Breca aí!

 

Chicago P.D. - 2x16 - Resenha

Posso não ter ficado chateada com o “fim”, mas o break ficou fora de tom. E como uma pessoa que respira romance, preciso dar meu pitaco. Foi demais para minha saúde Erin simplesmente afirmar que o lado dela é diferente, sendo que, semanas atrás, ela pregou “ninguém se mete na minha vida pessoal”. Para uma pessoa que embarcou na aventura de anular o rótulo de Voight’s Girl, retroceder a isso é incoerente.

 

Mas aí entramos na questão lealdade. Erin é fiel ao Voight. Não tem como criticar essa necessidade de aprovação, pois o cara salvou a vida dela. Deu teto, comida, roupa lavada… É para respeitar mesmo. Porém, as palavras dela antes para o que ouvi agora me frustraram. Quebrou um pouco desse ar de independência, sendo que a personagem ainda precisa de um visto do Sargento para fazer determinadas coisas. Não gosto de contradições.

 

E não gostei do Always. Always é da Shay com o Severide, não ousem!

 

Sim, foi gracinha demais a cena do banheiro, mas os motivos do “fim” não fizeram jus a todas as atitudes de Erin no decorrer do namorico. Desde quando a Deusa se contradiz? Agora que o daddy sentiu cheiro de punhalada, ela deu no pé? Para piorar, a personagem foi buscar conselho onde? Com a Gabby! Depois não querem que eu pense em reciclagem de plot romântico. Foi muito “vamos colocá-las no mesmo patamar”. Não ousem!

 

A impressão que ficou: Erin vazou por causa do conselho da esposa do Rick. Ela ama ser detetive e jamais abriria mão disso por causa de um cara. Ao menos, é o que quero acreditar. Jay é uma gracinha, mas, até onde ele é santo? Isso calhou no que digo há semanas: Lindsay e Halstead não se conhecem o suficiente. Os escritores fizeram o favor de comprovar isso. Enquanto a detetive não estiver pronta para abdicar certas coisas, não há como esse romance vingar. E eu acho que isso demorará um pouco, pois, considerando a pressão psicológica do Hank neste episódio, seria surreal demais Linstead apenas chegar à mesa dele, falar que se amam, e ele dar amém.

 

Seria tão nonsense quanto Burgess ter aceitado o posto na Inteligência.

 

O “término” Linstead é muito bom sim. Ambos não se conhecem além da salinha do café (ou da escuridão do quarto, opa!), mesmo com a passagem de tempo (1 mês, what?). Os dois têm muito que aprender sobre o outro. Escolheram um bom timing para separá-los. Nada como o retorno da angústia! Realmente, há muita coisa a ser trabalhada no plot romântico desses personagens. Os escritores ainda não exploraram o background do Jay, por exemplo, e, com a chegada de Mouse, saberemos mais desse homem que ainda tem um Q de mistério.

 

Cadê a família dele? Cadê os parceiros do exército? Por que ninguém compareceu na formatura da Academia? Por que esse cidadão se frustra tão rápido? Nisso ninguém pensa.

 

Sem contar que se Linstead continuasse, a convivência na Inteligência seria insustentável. Jay batalhou muito para ser bem quisto aos olhos do Voight. O patrão não ia com a cara dele na 1ª temporada e isso poderia se repetir e nunca mais mudar. Haveria uma hora que um dos dois seria forçado, automaticamente, a mudar de Distrito.

 

Ok que essa proteção excessiva do Sargento com relação à Erin, às vezes, incomoda. Afinal, dois adultos podem sim ter um relacionamento maduro e sadio dentro do mesmo ambiente de trabalho. Não acho que Halstead e Lindsay perderiam o profissionalismo, mas, como Hank bem disse na temporada passada, o problema de um namorico embaixo do teto que comanda nunca será Lindsay, mas o cara que termina com o coração partido.

 

Chicago P.D. - 2x16 - Resenha

E Jay terminou com o coração partido e, de novo, provou que é o mais interessado. Tudo bem, Lindsay demonstrou chateação em ter que abrir mão dele, mas, a meu ver, o detetive sentiu mais. Como sempre sentiu mais. Erin poderia muito bem ter engatado a empolgação dele e ter ido abrir o jogo com Voight, mas sabemos que nenhum relacionamento no contexto dos dois Chicago é dado de graça.

 

Só consegui lamentar pelo Olhos de Céu, pois, como venho dizendo há mil resenhas, o personagem representou a parte mais destemida em tornar o namorico em endgame. Ele queria algo de verdade enquanto ela só soube provocar. Provocou tanto que o deixou chateadíssimo. Achei admirável Halstead querer lutar pelo relacionamento, sabem? Mas o problema mora na Erin e, com certeza, haverá um momento em que será preciso bater de frente com o daddy para o amor vencer. Óh!

 

Ainda bem que resgataram Mouse para afastar Jay de Erin um pouco (pode haver recaída, ué, e seria mara, claro). Estou louca para saber os segredos do tempo de exército. Surtei muito com essa investida que tem tudo para dar certo. Haas e Cia. prometeram dar mais atenção ao passado de Halstead e estou prontíssima. Especialmente porque muitas coisas já foram soltas no ar. Dispensa médica? Um salvou a vida do outro? Babado forte!

 

Finalizando…

 

Atwater e Ruzek para parceiros. Al, Antonio e Voight formam a perfeita Santa Trindade.

 

Quero que Sean seja meu vizinho para ser meu herói. Sinceramente, não sei o que dizer sobre esse cidadão que chegou odiável, mas que ganhou meu coração. Foi um ótimo caso domiciliar enfrentado por Burgess e ele. Foi bom vê-los tranquilos, na boa. Nada como um problema rotineiro, com direito a uma defunta escondida na parede. Light!

 

E o que dizer do Mouch chamando Platt para fazer aula de Zumba? Ninguém sai!

 

PS: Mouse assumindo o posto que era do Jin resgatou os ares da 1ª temporada. Que delícia!

 

De acordo com o site da NBC, Chicago P.D. só retorna no dia 25 de março.
Stefs
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