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26/fev

Este episódio serviu apenas para esquentar as turbinas rumo ao season finale. Inclusive, para realçar que quem for A não está para gracinha. É até interessante ver essa evolução, considerando que o enigmA da série começou a brincadeira de forma juvenil, com mensagens de textos e poucas investidas, digamos, corporais. Agora, já no final de mais um ano de Pretty Little Liars, essa pessoa, cuja promessa é ser desmascarada no último episódio desta temporada, não tem hesitado nem um pouco em dar a cara tapa e cometer estragos fora da antiga zona de conforto. No caso, em um covil, com muita tecnologia.

 

A maior prova disso foi a cena do hospital. Quando A se levanta que nem uma múmia, surtei como se não houvesse amanhã. Ela/ele estava ali o tempo todo. Como lidar?

 

Marlene afirmou no Twitter que só existe uma/um A. Não há mais a suposta turma gigantesca, porque essa pessoa roubou o jogo de Mona. É difícil aceitar, ainda mais depois deste episódio, que o enigmA assumiu tudo e age por conta própria. Não tem como controlar a sensação de que há olhos em todos os lugares de Rosewood. Seja quem for, o clima começa a ficar tempestuoso graças a essa ousadia muito bem-vinda. A essa altura, é provável que E. Lamb já tenha ido dessa para melhor, como Cyrus. Agora, Mike é o tagueado da vez, e o motivo de preocupação das Liars, ao ponto de ter seus aparelhos de academia sabotados.

 

Incluso ao pacote, agora há – de novo – Spencer, do outro lado do mundo, correndo sério risco de ser julgada por outras leis. Que belo dia para se estar vivo!

 

A partir de agora é de se esperar, no mínimo, que as coisas fiquem mais sombrias. E é o que espero, pois o fim da temporada passada foi bem fraco.

 

Outro objetivo do episódio foi destacar os novos alvos de A. Nesse meio tempo, as Liars ficaram empenhadas em “fazer as pazes” com Ali, prometendo tirá-la da prisão antes do julgamento. Uma corrida contra o tempo que também inclui a proteção automática de Mike. Porém, como fazer isso se A já está por dentro da iniciativa, ao ponto de ter entrado facilmente no novo lar da Rainha da Maldade para amedrontar seu objeto de desejo?

 

Ali ganhou atenção depois de tanto tempo fora, e a meta foi lhe conferir um pouco de dramatização. Nada como fragilizá-la novamente no final de uma temporada, certo? Além de A, a personagem é outro enigma, que ninguém sabe para que time joga. O reencontro com as Liars foi um perfeito trote de caráter. Afinal, ou você acredita nela ou não. Juro que fiquei receosa, pois esperava berros, sapatadas e um novo plot do mal. Não confio nessa moça.

 

A trama foi bem intencionada ao expor essa tal mudança de caráter de Ali. Isso já começou com a falta de um surto para cima das meninas, algo que era de se esperar. Nem que fosse uma frase banhada de ironia. Simplesmente, a personagem ficou sentada, impassível, com cara de cachorro molhado. Chocante se formos pensar em tudo que essa cidadã já aprontou na vida, especialmente durante sua segunda chance em Rosewood.

 

No decorrer da 1ª parte da temporada, vimos essa personagem brincar com a própria dualidade, criando dúvidas sobre ser ou não A. Porém, essencialmente, a problemática dela sempre foi o caráter. Ver Ali fragilizada é difícil de engolir, porque essa garota é muito esperta. Além disso, ela é teatral e sacal. Considerando a nova posição dela, foi fácil se deixar levar pelas supostas verdades, especialmente na conversa com Hanna. Essa atitude calhou perfeitamente ao explorarem um pouco a rotina da Rainha da Maldade. Muito tempo de ócio = muito tempo para pensar na vida. Espero que ela não faça ninguém de otário!

 

A Rainha da Maldade vem de um season finale que, sem sombra de dúvidas, foi carregado de mentiras. De novo, só acreditou naquele relato quem quis. Vê-la ensandecida para desabafar a tal “verdade” – vejam bem, “verdade” para Ali sempre será aquilo que acredita, o que é visualizado por ela mesma, por ser seu jogo de interpretação –, sem filtro ou distorções, pode quebrar o que foi dito há muitos episódios atrás. Em um âmbito geral, a personagem teria que abrir o jogo desde o dia em que foi atacada até seu retorno em Rosewood. Será que essa moça será capaz de ir tão longe e botar essa “verdade” à mesa do júri? Duvido!

 

A personagem nunca foi confiável e é de se temer o que ela quer falar. Ali teve muito tempo para pensar sobre isso. Para se convencer de algo que possa desabafar tranquilamente. A sua verdade. Escolher Veronica como treinadora soou como uma nova fachada. Ela sempre usou as pessoas e abusar da mãe de Spencer não seria nenhuma surpresa. Claro que a advogada conseguirá converter a sua não-criminosa, mas sabemos que a Rainha da Maldade dá conta das mentiras, sem precisar de muito esforço. O teatro só ganhou uma coordenadora.

 

Por outro lado, A deu motivos para confiarmos um pouco mais nessa sede de verdade. A não ser que Ali tenha dupla personalidade e se trolle, sem saber. O enigmA deixou claro que não é uma boa ideia a Rainha da Maldade desabafar o que esconde, com direito a um bilhetinho nada carinhoso, e sensacional, e uma versão miniatura do seu objeto de desejo no barril.

 

Além disso, A deu uma passadinha na cadeia e completou o raciocínio de Ali ao escrever que “Mona contou tudo”. Contou o quê? Que A realmente matou Mona ou que Mona realmente se finge de morta? Pode votar na dupla personalidade? Marlene gosta do Norman Bates, ué. Seria incrível Ali dentro de Ali, algo que comentei em algumas resenhas. Ou Mona dentro da Mona…

 

Enfim, vê-la abaixar a guarda e chorar me faz pensar que essa garota finalmente descobriu que foi uma megera e que chegou a hora da redenção. A personagem provou o gosto de ser controlada na prisão e não curtiu muito. Nada como sentir na pele essa emoção! Deu até para captar um pouco o “lamento” com relação ao nome Mona, o que me fez voltar ao momento em que, supostamente, a gênia a ajudou a sumir de Rosewood. Cumplicidade?

 

Isso calha perfeitamente com a suposta não morte da Mona. Ela poderia fingir que morreu, mesmo depois do flashback com Mike. O problema foi o corpo dela no porta-malas visto antes do hiatus de final de ano desta temporada. Porém, ninguém ainda o encontrou. Lendo algumas matérias, faz até sentido o que a Mrs. Grunwald falou sobre ela estar sofrendo, coberta de terra, em algum universo paralelo que só Marlene sabe.

 

Talvez, o objetivo agora é fazer com que Ali se retrate sobre as coisas que contou no final da temporada passada. Abrir o jogo é algo que A teme, pois essas duas figuras possuem uma ligação. O enigmA conhece a Rainha da Maldade e vice-versa, o que pode explicar as ameaças mais intimistas, mais presenciais. A personagem recebeu uma nova ameaça de morte e ainda me pergunto o que significa o bilhete anterior sobre as Liars irem fazer companhia a ela na cadeia – com direito a sorrisinho. Para trazer a verdade, será preciso um resgate total na história de PLL. Com isso virá, possivelmente, a resposta do novo mistério: quem é Varjack?

 

Em Bonequinha de Luxo, Varjak (sem o C mesmo) é um homem (duh!). Mas, por ser PLL, pode ser uma mulher. Enfim, tenho gostado muito desses paralelos com esse clássico. Todos têm se encaixado.

 

Sabemos que dentre as principais ligações da vida da Rainha da Maldade está Ezra, o cara que sempre a tratou como Holly. O cara que ainda me deixa com um pé atrás. Considerando o plot do filme, até que faria sentido o ex-teacher ser A. Ali sempre foi a garota que viveu uma mentira, atuando, como uma bonequinha de luxo. Holly e ela têm como característica semelhante tornar tudo ao redor delas a mais pura verdade, até aos olhos de desconhecidos. Elas se apresentam para a sociedade de um jeito dissimulado.

 

Ao lado dela, temos Ezra que tem muito do Varjak: outsider, que não se encaixa e que encontra aconchego em Holly. Varjak é um complemento de Holly. No fim, ambos se apaixonam.

 

Quem seria o complemento de Ali? Essa pessoa tem que ter sido, no mínimo, 100% leal a ela. Porque Varjak foi leal com Holly. A diferença é que em PLL algo aconteceu e a história mudou.

 

Bem que poderia ser Ezra, mas daí entramos no súbito destaque de Andrew, que tem a fisionomia do ator que representou Varjak no longa. Na hora que ele apareceu no quarto do Mike, berrei: olha o Varjack aí!  agora com C por causa de PLL. Depois, minha mente rebobinou e voltou na cena em que o personagem conta a sinistra sinopse do filme que veria com Aria. Total A game. A série nunca coloca um personagem em foco à toa, mas ficaria bem descontente se A fosse, do nada, esse cidadão. Ainda mais se pensarmos que Marlene não nos dá o jogo inteiro.

 

E se Varjack – com C por causa de PLL – fosse uma mulher? Meu voto seria, óbvio, em Aria. Mona sempre teve um interesse maior nessa Liar. Ali também. Como de praxe, a miúda do grupo foi a única obcecada por A, como se ela fosse A e quisesse dar um jeito de levar as amigas para a outra ponta do tabuleiro. Não seria a primeira vez. De novo, a personagem ficou na defensiva, foi assertiva, e lançou tiradas indelicadas. Ok que a culpa do surto foi Mike, mas Aria queria que todos focassem no enigmA, ao ponto de ter um ataque histérico com Spencer no telefone.

 

Nisso, caímos em Cyrus, que concluiu que A, possivelmente, conhece Ali tão bem ao ponto de recebê-lo pessoalmente. E que, possivelmente, esse alguém era de confiança dela para ser atendido sem um pingo de receio. Isso me fez pensar no que Hanna disse quando o menino Montgomery saiu das sombras: A pode ser quem menos esperamos. Não que isso seja uma novidade, mas, dessa vez, há certa apreensão, pois poucos personagens circularam nesta temporada. Antes, tínhamos Melissa, Shana, Paige, uma pancada, agora, não muito.

 

E aí que temos a união Aria e Andrew, A & A, que terminou em beijo (que pirei, claro, porque não sou obrigada). Concluindo: os homens dessa Liar sempre fedem.

 

Ponto extra

 

Londres, Londres, Londres! Sotaque, sotaque, sotaque! Repeti o encontro de Spencer com Colin umas três vezes – motivo sotaque. Depois de muito tempo, a Liar voltou a agir dentro da sua essência e pirei com ela sambando na entrevista. Claro que nada se desenrolaria nos conformes, pois A não se esqueceria do seu outro objeto de desejo. Aqui temos outra Varjack em potencial, envolvida até o pescoço com os problemas da Rainha da Maldade.

 

Concluindo

 

Mike não sairá ileso de forma alguma. Ele está ferrado falando ou calado. Falando ele salva Ali e A fica enfurecida/o. Mudinho, ele continua a ser alvo e Ali permanece na cadeia. Será que o menino Montgomery morre? O ator está em TW, a série da MTV terá uma temporada maior. Não que o personagem seja importante, mas…

 

Mona contou tudo. O quê? Os flashbacks dela revelam demais, mas o material gera conclusões nada exatas. Se fosse “as Liars contaram tudo” seria mais fácil relacionar, mas meu cérebro deu um nó. O que ficou é que, possivelmente, Mona e Ali estavam na mesma página o tempo todo, apesar do repúdio que compartilhavam na frente das meninas. Para A arriscar visitinhas ameaçadoras, é porque o pacto do ketchup com a Rainha da Maldade expirou pra valer.

 

E A quer vingança. Sempre foi esse o objetivo e as bíblias deixaram isso muito claro.

 

E de quem era o sangue na bolsa da Spencer? O que Veronica descobriu para barrar o retorno da filha? O que fazer quando se percebe que a Sra. Hastings deixou passar algo e a casa caiu?

 

E ainda quero saber do envelope que o Mike deu ao Cyrus.

 

E o que a Aria queria pegar no mural do Mike?

 

Só mais 3 episódios, turma!

Stefs
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