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05/fev

Aconteceram muitas coisas neste episódio de Pretty Little Liars, mas foi o mesmo de não ter acontecido nada. Pura enrolação! A parte positiva é que, para uma história que está focada em montar um caso contra as Liars, nada mais sensato que começar a despachar algumas evidências antigas, aperfeiçoar as que já existem e abrir brecha para outras. Porém, ainda resta saber quem terá o benefício dessa pesquisa: A ou Ali (ou as duas).

 

O episódio desta semana não foi tão estrondoso quanto os dois anteriores, mas deixou um rastro de indagações a serem refletidas sobre o que virá a seguir. No meio dessa “confusão”, a pergunta principal foi: por que Gabe voltou agora?

 

Esse cidadão deu as caras e foi a mesma coisa que nada também. Grande mistério em torno dele, não é? A aparição do personagem apenas provou que ele é, além de avulso, um inútil. Desde que a segunda parte desta temporada começou, esperei, enlouquecidamente, que Holbrook revelasse algo que pudesse mudar todo o jogo ou, no mínimo, que já estivesse morto. Nada disso aconteceu e, admito, fiquei frustrada. Afinal, as Liars falam desse cidadão há eras e, na hora do vamos ver, Gabe simplesmente paga de gatinho para cima da Hanna enquanto esclarece que não teve nada a ver com os babados que transitam de Mona para Ali – e vice-versa.

 

O ponto positivo é que ele girou o ponteiro da roleta para Tanner.

 

Seria Tanner o agente provocador de Ali ou de A? Vamos pensar!

 

Ver Tanner como a falsinha da vez faz sentido. Por mais que tenha adorado as últimas atitudes dela, toda empenhada em realinhar a investigação da morte da Mona, ela faz parte do DP de Rosewood. Isso quer dizer que, tirando Toby, todo mundo ali fede. Sendo assim, penso que essa senhora poderia estar ao lado de A, sendo a estagiária, o que dá ainda mais sentido ao descarte de Gabe. O caso pertence só a ela agora, o que facilita qualquer tipo de manipulação. O namorado da Spencer não poderá interferir em nada, a não ser que descubra algo por acidente (muito provável), por não ser detetive.

 

Até então, tudo caminha conforme o planejado e o julgamento da Rainha da Maldade está bem aí, batendo na porta. Como disse, Tanner tem o controle total do caso e, sem Gabe, não há outra pessoa com posto equiparado para contestá-la (a não ser que inventem). Toby foi ludibriado na semana passada, o que o forçou a escolher um lado. E, provavelmente, foi o da Tanner. A personagem tem tudo nas mãos e pode fazer o que bem entender.

 

E, para arrematar, nada mais conveniente que o sangue no chão, perto do barril, ser de Ali.

 

E Tanner é mulher. Qualquer apelo fraternal da parte dela para as Liars, que são carentes e inseguras há mil anos por causa de A/Ali, é bem-vindo, pois o quarteto nunca contou com apoio policial. Uma flanela na cabeça de cada uma delas é o bastante para firmar confiança e para a detetive sair do radar de suspeitos. Até Gabe incluí-la.

 

Depois do vídeo resgatado na casa da Mona, a detetive assumiu um posto mais “amoroso” com as meninas, embora não tenha se deixado levar pelas mentiras, mantendo o faro aguçado. Vê-la como suspeita soa mais conveniente que Holbrook, sem dúvidas.

 

O surto de Gabe na delegacia fez cócegas no meu peito com relação a sua inocência. Resta saber o que ele queria provar, pois a mensagem de que “destruíram a investigação” não passou batida. E, vale recordar: o detetive foi retirado de cena por péssimo comportamento. Em outras palavras, por atitude antiética provocada por A – que mexeu no computador dele, lembram? Pelo visto, teremos mais um repeteco de policial corrupto na história.

 

E que preguiça desse norte inesperado do Mike. Sério que, de todos os personagens, resolveram pegá-lo para pagar de creepy da vez? Foi fácil tolerar o Lucas, mas esse cidadão não. Uma tremenda forçada essa mudança “radical” do personagem. Tudo isso só porque ele gamou na Mona? Só porque é muito provável que ele tenha problemas de temperamento?

 

Sempre achei a família Montgomery a mais esquisita do bairro e, agora, tenho absoluta certeza disso. O que dizer de Mike quase partindo para cima de Lesli por causa do livro – que se revelou ser mais que um livro? O que foi ele saindo de fininho para encontrar alguém que ama jujubas? O que foi a repetida visita para Ali? E a agressividade para cima de Aria?

 

Se Tanner é a estagiária de A, Mike pode ser o estagiário de Ali. Como bem pontuou Hanna, quem quer que seja essa pessoa, há coerência em ser alguém inesperado, que ninguém jamais suspeitaria. Espero que a escolha de Mike para “gerar tensão” seja temporária, pois o menino precisa de muito caldo para ser convincente. O aborrecente mal conviveu com Mona, vamos combinar. De onde veio toda essa bitolagem? De onde veio esse desejo de estar com Ali? Já não gosto desse plot sem ao menos ter evoluído. E se evoluirá, pois sabemos que PLL instiga e demora semanas para dar uma resposta.

 

Hanna: rainha da minha vida

 

Essa Liar teve um belo de um momento déjà vu: sozinha, no meio do nada, sendo barrada pela sirene de polícia. Alguém se lembrou do Wilden? Porque eu lembrei e revirei os olhos. O que foi impagável no reencontro com Gabe foi a reação. Brilhante! A atitude dela ao confrontar o detetive insolente rendeu a melhor cena do episódio. Gritei, vocês não fazem a menor ideia! Considerando tudo que essa personagem passou até aqui, foi muito bom vê-la se impor sozinha ao invés de correr, uma atitude que seria de praxe. Amei esse surto repentino, totalmente corajosa e decidida, arrasando a moral (se é que havia uma) desse cidadão. Está de parabéns, continue assim!

 

E o que dizer dos flashbacks com Mona? Doeu! Mais uma vez, o que se tirou de lição com esses retrocessos foi a genialidade da personagem. Uma genialidade que voltou a ser incansavelmente elogiada. Acho demais a maneira como a falecida ainda norteia as Liars para um caminho longe de A e de Ali. Não tem como não se deleitar a cada revival dessa garota que faz muita falta. Mal posso esperar para descobrir o que mais essa mocinha escondeu por aí, já que ela ficou com todo material sobre a Bethany, retirado do Radley.

 

As palavras de Mona pareceram previsões do futuro. Ali realmente voltou e não reconheceu as amigas – que mudaram o altar para Spencer. Além do interesse realçado da personagem em pensar nos mínimos detalhes, o que se pescou foi o prazer da narrativa sobre o flop da Rainha da Maldade, caso pisasse de novo em Rosewood.

 

Algo que aconteceu.

 

Isso me fez voltar ao season finale da temporada passada, em que Ali reconta o “dia da sua morte”. Um monte de lorotas, vamos combinar! Só acredita naquilo quem quer. O momento específico que pipocou na minha mente foi quando Mona se revela como a responsável pela mudança da Rainha da Maldade para fazê-la sair de Rosewood sem ser reconhecida.

 

Considerando o timing desse flashback, parecia até que o intuito foi desmembrar a “verdade” que a dondoca relatou. Afinal, Mona parecia, e ao mesmo tempo não parecia, que sabia do paradeiro da rival. Havia convicção em suas palavras sobre “reconhecimento”. Pode até ser e me revolto quando esses detalhes surgem e nenhuma Liar soma 1+1. Faz parte de ser fã da série.

 

Os outros plots

 

Por mais que a trama tenha sido fraquíssima, o objetivo, além de esclarecer o papel do Gabe, foi dar o que fazer para essas meninas – com exceção de Emily, personagem que já desisti. De enrolação a enrolação, a trama está nas costas de Spencer de novo, já que Veronica é consultora da bancada de defesa de Ali. O intuito? Bolar estratégias que, essencialmente, não incluam a filha no pacote da acusação.

 

Esse assunto rebateu nas dúvidas de Spencer sobre ir para a faculdade, algo de se esperar depois da conversa com Jonny. O desespero dela em não seguir uma receita ao mesmo tempo em que precisa seguir as regras dos planos contra Ali – que tomam todo o seu tempo –, são sinais de um novo surto. Porém, não tão grave quanto ao que rolou com o Toby. Só acho que a Liar tem se deixado levar com muita facilidade dos últimos episódios para cá. Essa maluca anda cometendo muitos deslizes. Exaustão?

 

Aria continua a me manter com o pezinho atrás, especialmente por causa da relutância em falar logo com Mike. Qual era a dificuldade mesmo? Em contrapartida, Emily representou inadequação na trama, mas tenho que dizer que amei a cena final dela com a Talia (antes do beijo). Demorou, mas acho que escolhi meu par “ideal” para essa Liar. Não curtia a Maya, nem muito menos a Paige e acho que nem preciso dizer sobre Ali, né? Talia é uma presença agradável tanto quanto foi Jake para Aria. Romance é muito bom, mas Ems precisa de um plot de verdade, né? De todas as meninas, só ela ficou no Brew servindo cafezinho.

 

Duas palavras de destaque deste episódio: informante = quem menos suspeita. Apostas?

 

Antes de finalizar, deixo meus elogios ao Caleb. Tenho amado como ele tem participado da vida das meninas. Sempre gostei muito disso nele. O personagem se encaixa perfeitamente entre elas e dá até para esquecer que esse cidadão chegou a ir embora…

 

E agora A?

 

– E você, A? Como chegou até o livro precioso da pessoa que você matou?

 

– Venham cá: de onde saiu tanto cara desequilibrado? Gabe e Mike…

 

– E o que dizer do sangue ser da Alison, hein?

 

– Quem é o viciado ou a viciada em jujuba?

 

– Tanner sabe de tudo, disse Gabe. Como lidar com essa incógnita?

 

– Não gosto do Jonny. Ele é freak! Está na cara dele! E tenho certeza que a máquina dele dará problemas por motivos de A.

 

– Talia parece que tem segredos e a atriz confirmou que há coisas a serem reveladas. Já espero envolvimento com A ou Ali… Parente da Shana ou algo do tipo…

 

– E essa Lesli? Gostei dela, bem a cara de ser BFF da Mona. Mas tenho problemas de confiança.

 

– E onde estão as outras fitas e materiais sobre Bethany? Spencer arriscou a dizer que a noite do incidente foi planejado, mas por quem? Eita plano perfeito que rebateu em todo mundo, hein?

 

E eu quero o julgamento da Ali!

Stefs
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  • Baby Warren

    Estou atrasada pra essa review mas como estou revendo a temporada, me despedindo da série, tenho lido suas análises, são muito boas by the way. Eu não acho que as meninas tenham mudado o altar pra Spencer. ..sim, ela é a mais esperta, mas aquele grupo ficou bem democrático e igualitário quando a Alison se foi, sem líderes. Enfim, os últimos episódios tem deixado à desejar. ..