Menu:
18/fev

Olá pessoas, humanos, autômatos, aliens, animais de estimação com superinteligência e qualquer ser que não foi citado acima, mas está presente no blog da linda da minha xará Stefs! Vou falar sobre a saga que acompanhou minha vida A Princesa da Terra, o que é APDT, o que essa saga me fez sentir, como ela apareceu e tomou forma entre várias folhas de papel computadorizadas ou não. E muito mais!

 

Não é novidade (Bem, talvez para vocês que acabaram de me conhecer seja uma novidade, but anyway, MOVING ON) que eu não tenho problemas muito visíveis em falar sobre meus enredos. Como a própria Stef me disse uma vez, são poucas pessoas que conseguem mostrar todo o trabalho dessa forma, estou a parafraseando, mas é uma verdade. Porém, antes de publicar cada coisinha minha vem muita pesquisa, muita revisão e muito, muito, muito desespero. Imaginem uma escritora maluca hiperativa com um milhão de coisas em mente e tão pouco tempo para executar suas ideias.

 

Mas minha maior preocupação não é se vão gostar ou não do que escrevi. Óbvio que me importo com essa parte, bastante até e estaria mentindo se dissesse que não existe nervosismo sobre ser aceita ou não no ângulo de fantasia, mas o que sempre me vem à mente quando estou escrevendo é: o que eu acho disso? Para ser sincera, sou a maior fangirl dos meus próprios livros.

 

Se uma coisa está ruim, vou apagar mesmo que isso tire algumas páginas do enredo, e acho que isso é algo que um escritor iniciante tem bastante medo de fazer. Aquelas perguntas de “quantas páginas um livro precisa ter para ser bom?”, independente do número de páginas de um livro, ele pode ser uma merda ou muito bom. Tem muitos exemplos de livros incríveis como As Crônicas de Gelo e Fogo com milhares de páginas, e livros igualmente bons como Um Estudo em Vermelho que não passa de duzentas páginas na maioria das edições. Mas esse post não é sobre autoajuda e sim sobre a minha vida com A Princesa da Terra, então chega de enrolação.

 

Hoje, quando penso em APDT, me vem esse pensamento a mente: será que as pessoas vão me achar meio maluca ao ler A Princesa da Terra porque tenho conhecimento até demais sobre fatos sobrenaturais? ‘-‘

 

Criei um mundo inteiro desde pequena baseado em fatos que aconteceram de verdade. Sobre as coisas que via e achava incríveis, o que me trouxe a paixão pelos cinco elementos naturais do mundo, a birra com insetos pequenos e o fato de amar assistir documentários sobre aranhas e escorpiões.

 

Cada detalhe pequeno desde minha infância me fez criar a saga da vida de Annelize, até o nome da personagem veio de algo muito real pra mim, e acabou caindo como uma luva para a personagem em sua jornada. Com o tempo, mais e mais coisas foram aplicadas ao enredo e tudo ficou tão grande que chega a ser assustador.

 

A primeira vez que A Princesa da Terra surgiu pra mim era muito novinha, devia ter uns cinco anos e desde lá essa saga, ainda não tão bem formada na época, me acompanhava.

 

Achava extremamente divertido brincar no quintal, o que me levava a fazer estradas com meu tio com uma inchada, criar pontes e então puxar caminhões de madeira por tudo isso, e criar estórias com isso. Mas bem antes, eu tinha a ideia de construir uma casa na árvore, e minha mãe foi maravilhosa e me construiu duas! Uma em nossa casa, e uma na casa da minha bisa, Isabel. Uma das casas ficava um pouco abaixo de uma árvore aos fundos da minha casa, e era legal como as folhas caíam sobre ela, já que essa não tinha teto. Eu subia lá, me divertindo com isso.

 

Adorava o barulho dos caminhões seguindo o caminho da terra, adorava como sorria bobamente e pulava como uma criança entre essas brincadeiras, adorava como havia tipos diferentes de folhas e animais, e como cada inseto, mesmo estranho, fazia parte do mundo de forma sensacional. Aquilo me cativava, e me fazia imaginar que era uma super-heroína em um mundo todo meu, um mundo natural. Um mundo onde meu maior sonho se realizaria, ter superpoderes! E então pensei, bem, posso realmente criar um mundo só meu, qual o problema disso? Poderia fazer meus contos malucos lá dentro e me divertir com isso!

 

Então lá estava, brincando com seres que tinham poderes baseados nos elementos, água, ar, fogo, terra e amor. Foi ali que eu me autodenominava A Princesa da Terra e fingia ter superpoderes e usar vestidos enormes, e hora ou outra brincava de milhares de outras coisas como qualquer criança normal, mas cada coisa que fazia era acrescentada a minha historinha sobre coisas diferentes que mais para frente se tornaria uma saga de quebra de inocência.

 

Acredito que esse início e tudo o que sou agora não seria possível sem o apoio da minha mãe que desde pequena estava lá contando contos de fadas para mim e quando tinha dificuldades estava lá para me abraçar e conversar comigo sobre meus dramas. Tanto que um dos contos que ela me contava sempre intitulado A Rosa Azul deu nome ao meu primeiro livro que citou o conto em minha versão lá no meio.

 

Desde que minha mãe me ensinou a escrever, criava quadrinhos sobre A Princesa da Terra com desenhos bem sofridos, mas sempre era divertido de se fazer. Daí para frente, sempre que recebia um trabalho em que precisava escrever sobre algo, lá estava a Stephane escrevendo sobre uma princesa filha de um dos elementos. Antes que realmente pensasse em escrever de verdade participava, lá para 2010 quando a internet se tornou grande parte da minha vida, de um RPG. Lá as coisas começaram a tomar mais forma e A Princesa da Terra me salvou. Não apenas quando tinha meus 13, 14 anos, mas desde sempre.

 

Sempre fui um ponto de alerta. Era só chegar em um lugar novo que todo mundo resolvia falar sobre mim e geralmente sobre meus supostos “problemas”. Sério, desde pequena o que mais ouvi em minha vida inteira foi que eu tinha algum problema, o que é engraçado já que nunca tirei uma nota vermelha, nunca fiz nada errado e ainda assim todos pareciam ter algum problema comigo. Chegou a um ponto quando era mais velha em que tentaram me matar duas vezes porque tinha tirado notas boas e usava maquiagem.

 

Foi um tempo bem difícil, mas não estou afim de falar disso, afinal, não estou nem um pouquinho na vontade de fazer todo mundo ter pena de mim. É algo que acho horrível: pessoas que ficam contando suas histórias tristes para se tornarem famosinhas. Sim, passei por muita merda e sofri pra caramba, mas passou, pra que vou querer ficar relembrando? Muita gente sofreu bullying antes mesmo desse ato ganhar uma palavra de definição bonitinha e até isso acontecer ninguém ligava.

 

Então vou ser bem sincera. A Princesa da Terra salvou minha vida muitas vezes. Quando tudo estava na merda e eu só tinha minha mãe me apoiando, comecei a escrever sobre tudo o que conhecia. Comecei a escrever as primeiras versões de APDT como uma forma de expressar o que sentia e mostrar na maior sinceridade do impossível sobre todas as coisas que acreditava. As coisas que via, mas que pareciam invisíveis ao olhar dos outros. Quando as coisas ficavam feias na minha vida real, ia pro mundo que criei, Teranie, e me refugiava ali escrevendo sobre uma garota de olhos verdes que tinha superpoderes.

 

Isso começou a se tornar real quando estava nos meus últimos anos no RPG. Foi por aí que a personagem principal começou a tomar mais forma. Mas ainda sem um nome oficial. Por muito tempo, Annelize não tinha nome próprio e sim apenas era conhecida como A Princesa da Terra e pronto. Minha personagem lá no RPG foi batizada de Annelize e vivi como ela por muitos anos. Percebi que gostava mesmo de escrever naquele tempo, e aí resolvi escrever de verdade sobre A Princesa da Terra que, naquela época, já tinha recebido um tanto de nomes estranhos antes da oficialização.

 

Agora não era mais quadrinhos bobos ou apenas contos sobre uma super-heroína com poderes vindo de elementos, ela estava tomando cada vez mais forma. Cada personagem estava crescendo e o enredo estava se tornando bem maior, isso junto a mim. Na mesma medida que A Princesa da Terra crescia, eu crescia também. De certa forma, me conecto cada dia mais com os personagens dessa saga justamente porque eles começaram inocentes e simples e com o tempo se tornaram fortes, e eu me sinto assim. Sinto que a jornada deles também foi minha jornada e isso me faz sofrer e ser feliz com eles.

 

As experiências que passei no RPG me fizeram ver as coisas de forma diferente, e não só isso como o que passei na vida real também me fez pensar muito sobre tudo. Daí a Annelize nasceu de verdade sendo uma junção de tudo o que fui no RPG, e tudo o que ia aprendendo com a vida conforme ia escrevendo.

 

Sempre gostei de criar enredos sobre qualquer coisinha que visse, e como sempre fui uma criança meio maluca que prestava atenção logo nas coisas que ninguém se importava, acabei quando crescida criando algo sobre isso. As coisas que vemos, mas não reparamos. Os pequenos detalhes e as escolhas que tomamos que agora não parecem muito, mas depois percebemos que aquilo mudou nossa vida.

 

Desde que me conheço por gente, amava contar histórias e estórias, mas só comecei a levar isso a sério depois da época de RPG no Orkut. Foi aí que a até então Elizabeth (nem queiram saber o sobrenome antigo da Annie.) recebeu seus primeiros textos e putz, tinha cada pérola haha

 

Mas um dia as coisas funcionaram.

 

Em 2012, estava em meus últimos tempos no colégio e tinha muita coisa ruim rolando, e foi quando resolvi escrever de verdade a primeira versão “oficial”. A versão que acreditava que seria a definitiva e ao mesmo tempo comecei a divulgar de verdade a saga na internet que até então era uma trilogia, mas o momento dos desastres começa. A revolta dos não-derrotados!

 

Estava escrevendo o segundo livro da suposta trilogia quando resolvi começar a revisar o primeiro para enviar para as editoras e deu merda. O primeiro livro não estava nadinha como realmente queria que estivesse e tomei uma das decisões mais difíceis da minha vida junto a meus projetos. Comecei tudo de novo.

 

Tudo o que todos conheciam da saga foi completamente ignorado e estava no zero novamente. Tinha uma ideia em mente e sabia o final de toda a saga, mas como começar? Tem tantos rascunhos em meus HDs antigos de computador de APDT que chega a ser triste, mas finalmente o dia feliz chegou. Imaginei um lugar puro de terra amarelada, com um pentagrama desenhando no chão e uma garota no meio dele usando botas beges e com seus cabelos vermelhos espalhados por todo o lugar. Pronto, era naquele momento em que sabia que tinha tudo o que precisava para iniciar meu sonho.

 

Sempre quis mudar um pouquinho o mundo, fazer algo importante e ter superpoderes, estava meio que inclinado para isso, mas quando criei algo para mim, aí sim deu tudo certo. Não estava apenas pensando em como isso mudaria o mundo ou como minhas frases de efeito seriam repetidas mundialmente, claro que todo autor sonha nem que seja um pouquinho com essas coisas, mas ali, escrevendo para mim, escrevendo sobre o que sabia, acabei descobrindo coisas novas. Me descobrindo. Juntando com supercola os caquinhos que um dia foram a Stephane, recuperando minha alegria.

 

Escrevendo sobre supostas outras pessoas me redescobri e percebi que eles tinham mais de mim do que deveriam. Tenho um pouco de medinho básico disso porque não consigo imaginar do jeito certo como vocês vão reagir a isso tudo.

 

Quando tudo começou parecia que ia ser tão simples, mas acabou sendo muito mais forte.

 

Eu respiro A Princesa da Terra. Na verdade, respiro meus enredos, contos e livros. Vivo por eles e eles vivem por mim. Em um passeio de metrô, lá estou eu imaginando cenas, no carro, no ônibus, na feira, em todo lugar minhas experiências pessoais criavam um pedacinho da história de A Rosa Azul e da saga da Annelize, assim como muitos outros projetos. No final, acabou tendo mais sobre minha vida nesses projetos do que esperava inicialmente que tivesse. Eram minhas experiências, minhas pesquisas, minha visão do mundo colocada no papel.

 

E tudo tomou uma proporção gigantesca! Há tantos cadernos com tantas anotações sobre a saga da Annelize que eu havia inventado uma nova língua, estava aprendendo a falar latim (muito mal, mas tá quebrando o galho mais ou menos.), existiam teorias sobre a criação do mundo, anjos, demônios, vampiros, e todos os seres existentes. E muitos que eu mesma criei. E ali, todas as minhas pesquisas durante os anos, todas as horas na frente do computador ou ao assistir documentários na TV passaram a ser uma forma de pegar o real e o transformar em algo da fantasia. Logo existiam livros inteiros apenas sobre Teranie, o mundo de magia criado por mim e usado na saga.Histórias secundárias sobre personagens que queria introduzir no enredo, detalhes sobre roupas, cabelos e muito mais!

 

Tudo o que vivi até então foi expressado naquelas palavras. Os livros sempre foram uma parte de mim que um dia todos vocês vão ver, e que provavelmente vão se surpreender, por que ali sou eu sendo sincera sobre o mundo, sobre minhas opiniões e sobre a força de certas coisas.

 

Estou ali pulando pra saber o som exato dos pés ao chão e descrever, observando um machucado para ver como o sangue vai escorrer e descrever e expondo a minha dor pela Annelize e a tornando forte, e crescendo com ela. E se apaixonando com ela, vivendo com ela.

 

O que criei com menos de cinco anos de idade, todos os sonhos que tive a partir daí, o conto que minha mãe criou e me contou todas as noites por anos, a minha maluquice por fazer pesquisas, meu amor pelo número treze e a cor vermelha.

 

A saga começou como uma trilogia, simples assim, e hoje ultrapassa até isso e se torna maior, é, vocês vão ver muito mais do que esperam de APDT por ai ainda. São cinco livros, e a minha vida.

 

Estaria mentindo se dissesse que essa saga é só mais uma coisa na minha vida, porque A Princesa da Terra tem mais de mim do que achei que teria no início disso tudo e já disse isso, mas repito porque isso me assusta e me deixa feliz ao mesmo tempo, haha

 

Mas foi assim que seguiu toda história, estória e conto meu, com um pedacinho de mim e foi assim que me apaixonei por escrever enquanto minha vida real era uma merda, tinha necessidades e sempre continuava lutando. Expressei minha luta na fantasia e agora ela se tornou real. Minha luta, meus personagens, meus protetores, minhas pesquisas, minhas loucuras, isto é A Princesa da Terra.

 

E em breve todos vocês vão conhecer, alguns gostar, outros não, mas não existe algo que possa agradar a todos não é? Tem gente que não gosta nem de chocolate!

 

Mas de uma coisa eu garanto: APDT é de verdade. Porque isso está sim acontecendo na minha mente, mas aquelas palavras escritas no papel são os meus mais profundos pensamentos, e o meu refúgio de todo o mundo maluco que é a Terra.

 

Talvez, o conteúdo surpreenda vocês conforme os livros vão se passando, mas surpreendendo ou não… Essa jornada vai ser incrível. E de todo coração digo que espero que vocês se divirtam lendo tanto quando me diverti escrevendo, e que de alguma forma aprendam um pouquinho com meus livros como eu aprendi os escrevendo.

 

Duas pessoas podem interpretar o mesmo texto completamente diferente, mas sendo A ou sendo B o significado tido para cada pessoa mesmo sendo diferente é importante. Então, não me importa como vocês vão interpretar minhas palavras, desde que elas tenham um significado importante para vocês.

 

Nesse caminho todo, perdi meu trabalho várias vezes. Passei por muita merda tanto com problemas digitais quanto com a minha vida real, mas mesmo em toda essa dor e sofreguidão nunca desisti e quero que vocês mantenham isso em mente. Nunca desistam de seus sonhos por mais difícil que pareça.

 

Você pode querer escrever, cantar, ser advogada (o) ou qualquer outra coisa, se você quer de verdade, se você ama de verdade o que faz ou quer fazer, então, tudo vai se encaixar. Siga seus sonhos não pensando na glória ou nos lucros, corra atrás de seus sonhos os seguindo com a alma. Realize seus desejos por amor a seus sonhos e tenha paciência. Não desista, as coisas só acontecem no tempo certo. Se for pra acontecer, acontecerá. Lute por suas ideias com todas as suas forças e nunca desista de seus sonhos e nem de si mesmo.

 

Lute por você. Seja você mesmo e faça tudo por amor e com tudo de si, não faça nada pela metade. É isso.

 

Espero que tenham gostado de saber um pouquinho sobre o mundo de A Princesa da Terra, e espero vocês em minhas páginas por aí na internet (provavelmente a Stefs vai listar todas elas no final do post… Ou não –q) comentando tudo lindamente e aguardando o lançamento oficial do primeiro livro dessa saga tão amada pela própria escritora (Hihi) agora em 2015.

 

E se puderem me ajudar a fazer esse sonho se tornar real: compartilhem o blog da saga, compartilhem os posts no Facebook, no Twitter, em todas as suas redes sociais!

 

Toda a divulgação que puderam fazer sobre APDT é agora MUITO importante.

 

Xx Steph

#CompartilheAPDT

www.aprincesadaterra.blogspot.com.br
www.opotedeglitterrosa.blogspot.com.br
www.facebook.com/aprincesadaterra
www.twitter.com/princesadaterra
www.instagram.com/princesadaterra
Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3
  • Mônica Oliveira

    Gente, cadê, quero ler tudo AGORA! Hahaha
    Boa sorte com o lançamento do livro, adorei seu post! :)