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04/fev

Vomitando arco-íris com este episódio de The Originals! Arrisco a dizer que as cenas mais impactantes deste episódio foram muito #GirlPower. Mortíssima de orgulho da Hayley, da Rebekah e da Freya. O mais importante é que a trama deu continuidade aos acontecimentos da semana passada, amarrando perfeitamente os plots em aberto e, assim, dando espaço para novos. Tudo isso mantendo o ritmo apressado, sem dar bola para assuntos banais. Até Finn fez a diferença, chegando a uma conclusão que me deixou com um gostinho de quero mais.

 

O episódio abriu com uma Rebekah delirante, com o nome de Freya ainda no chão e com uma bruxinha espiã. Não quis acreditar quando essa cidadã se revelou como a primeira menina da família Mikaelson (sou cética até que me provem o contrário). Clichê demais! Acreditei que se tratava de um espírito, algo que seria lógico e tolerável.

 

Freya acarretou curiosidade, uma incerteza de quem ela seria. Tenho que dizer que, conforme essa incógnita ficava cada vez mais clara (mesmo o começo do episódio deixando isso óbvio), minha sobrancelha foi parar na testa. Não por não ser Dahlia no corpo da jovenzinha, mas por não ver motivo da personagem surgir e revelar que todo o samba tem como intuito atacar os Mikaelson. Rebekah não está inclusa nesse pacote por ter provado lealdade, mas até quando?

 

Se o foco fosse Esther, eu entenderia. Seria plausível. Em tese, Freya não conviveu com os demais Mikaelson. Ela apenas os espiou ao longo dos séculos, mas isso não justifica. Como ela despeja a culpa da mãe em geral? Esse desejo por vingança está incoerente e tem que ter uma explicação homérica. Acima de tudo, precisa ser 100% diferente ao rancor do Finn, que atua devido ao desgosto por aqueles que destruíram sua “família perfeita”.

 

Por isso, seria mais conveniente Freya anunciar que iria atrás da cabeça da mãe. Esther a sacrificou para ter Elijah. Sem contar que os pais Mikaelson nunca tiveram uma real ameaça (e nem incluo o Klaus porque é uma rotina de séculos). O posicionamento dela, convicto e ameaçador, anunciou um pleno domínio do passado dos irmãos. Contudo, até então, esse plot não faz sentido. Justamente por causa do Finn, a real pessoa magoada sobre esse escarcéu e com ações que condizem com sua trajetória. Ele sim tem todo o direito de vingança por não aceitar o que a família se transformou depois do sacrifício da irmã.

 

Freya também se vingaria de Finn? Porque deu a entender que ela quer pegar geral e jogar dentro do poço. E, de novo, não faria o menor sentido. É bem provável que um esclarecimento sobre essa storyline demore, pois é fato que a novata é carta coringa da temporada. Ainda mais agora que Hope deixará de ser um segredo universal. Espero que seja algo inteligente, pois estou exausta de todo mundo querer dar cabo nos Mikaelson por recalque.

 

Rebekah subiu o nível do episódio. Foi muito a cara dela querer canalizar o poder na defunta do sanatório das bruxas – cujo corpo ainda é uma incógnita. Se é que é uma incógnita, pois parece que Freya resolveu todo esse mistério. Enfim. Mesmo que o plano não tenha engatado, era óbvio que daria errado. Afinal, essa personagem não tem sorte com praticamente nada.

 

Achei interessante a tentativa de “corromper” Cassie (que não deveria ter morrido. Ao menos, não tão cedo) para ter uma aliada na fuga. Foi demais vê-la partir para cima dos Comensais da Morte, digo, os bruxos kindred para proteger Freya. Rebekah estava muito badass e eu amei! As ações dela representou a fatia Girl Power do episódio. O soco desengonçado foi fenomenal – e as caretas de dor também. Ela não queria ser tão humana? Agora receba.

 

Haters gonna Hate: estou me afeiçoando mais a essa versão da Rebekah. Não que não ame a personagem na pele da Holt, ainda amo, mas as tolices da versão loira me deixavam infeliz e revoltada. Agora, ela tem atuado mais e já nem quero essa cidadã voltando a ser vampira.

 

Se é uma coisa que sou extremamente crítica é sobre histórias de bruxas. Sou fascinada. Felizmente, não estou, até então, decepcionada com o novo norte da storyline da Rebekah. O mistério sobre Freya e o clima sobrenatural meio carregado no sanatório criaram palco para um pequeno filme de terror que me fez querer por mais. Gosto desse tipo de suspense, que instiga, que faz você se remoer para saber o que tem além da porta. A única parte envolvente do episódio, sem sombra de dúvidas!

 

E os homens do Quarter

 

Finn garantiu uma tremenda reviravolta. A começar pelo fato do bruxão não ter perdido tempo em começar a condenar os irmãos. Nada mais conveniente que eliminar Kol, o cara de pau de todos eles, um ser tão inebriante que conseguiu me fazer de otária. Por mais que estivesse escancarado, jamais pensei que esse cidadão realmente ajudaria Aiden e Davina, pois sabemos que o bruxão nunca hesita em mudar de lado para garantir certa vantagem. Sharman estava tão convicto na mentira do seu personagem que foi muito fácil acreditar em uma nova virada de casaca. Esse Mikaelson é perigoso, foi mestre do jogo por alguns episódios, e muito lamento que, provavelmente, ele será tirado de cena.

 

Nem quero pensar nos berros da Davina quando souber disso, pois será muito Elena Gilbert, e não estou podendo com esse crush platônico dela por ele. Em contrapartida, perder Kol pode amadurecê-la. Admito que doeu, pela milésima vez, ver que o insolente dos Mikaelson será eliminado. Nunca escondi que esse idiota é meu top dos irmãos. Nunca escondi também meu desejo de vê-lo mudar. Se era um personagem que adoraria que encontrasse algum tipo de redenção era ele. Depois de tudo que aconteceu, até dou crédito ao Finn, pois ninguém merece esse foco em eliminar Klaus. 2015 e o povo empenhado numa baboseira dessas…

 

No fundo, fiquei com dó do Kol. Ele prestes a chorar foi golpe baixo! Depois da macumba do Finn, fiz uma retrospectiva mental da trajetória dele. O personagem nunca teve nada e, provavelmente, morrerá sem ter. Isso que me deixa frustrada, sabem? Havia um espaço tremendo para esse Mikaelson pensar e ser mais sensato. Cami precisa fazer tratamento de choque para curar recalque, pois eita sentimento que domina essa família de doidos.

 

Sobre o desejo de eliminar Klaus: isso não orna mais com a trama. O foco agora é equilibrar os ânimos no Quarter e torná-lo pacífico para Hope, não é? Por que esse plot ainda existe, mesmo?

 

Klaus vs. Hayley

 

Se você pensou “Klaus deve ter tirado a Stefs do sério”, acertou! O personagem estava maravilhoso até quebrar o pescoço da Hayley. Friso, de novo, que essa paranoia dele me tira do eixo. Somem TVD + TO. O híbrido já era para ter passado dessa fase. Ainda mais agora que ele é todo papai responsável e preocupado. Menos egoísmo, por favor! Não aguento esse disco furado, essa desculpinha esfarrapada que sempre o impulsiona a cometer burradas.

 

E, vamos combinar, para que todo aquele escarcéu para cima da Hayley e do Jackson se terminaria na obviedade de uma jura de morte? Bitch, please!

 

Há certas coisas no Klaus que é muito Klaus, e sei que não mudará porque é parte do que ele é. Mas, gente, essa paranoia eterna não dá. Até o Finn, o mais otário da família, começou a se amar por dentro e por fora. Até a besta do Kol. Ok que nada se compara ao que o híbrido passou com Mikael, mas 1000 anos de neurose requer tratamento de choque.

 

O único momento que Klaus me fez feliz, além de ter empacado na soleira da Mary com aquele sorrisinho cínico que tanto amamos, foi me representar ao dar respaldo a minha desconfiança sobre Jackson – algo que comentei na resenha passada. Mas foi só isso. Quando o egoísmo dele aflorou, queria que existissem mil Hayleys para quebrar as fuças dele.

 

E que cena maravilhosa a de floresta, não é? Os dois discutindo aos berros. Sensacional!

 

Klaus foi muito babaca em cuspir na cara da Hayley que ele é o senhor da Hope. Que ele manterá a menina segura. Ele, ele, ele, zzzzz! O híbrido falou e agiu como se a little wolf fosse nada. Juro que só conseguia pensar no Elijah quando os dois começaram a discutir e desejei muito que ele aparecesse para interromper essa palhaçada. Hayley foi rainha em dizer as mais lindas e honestas verdades. Klaus é a ameaça. Sempre foi. E teve que engolir a sinceridade dela a seco. Achei bem feito! A personagem estava poderosíssima, #GirlPower, me matou de orgulho ao intervir a favor do Jackson e, de quebra, dar uns tapas nesse bebezão paranoico.

 

Que enorme diferença da Santa Gilbert, não é? Nunca cansarei de cutucar esse quesito.

 

Quando critico Klaus é justamente por esse motivo: ele não é mais um vilão. Ele é o protagonista. O que me deixa feliz é que o híbrido já mudou, absurdamente, em comparação ao que era em TVD. Ele pensa um pouco mais no bem-estar do próximo e se tornou um pouco mais racional antes de tomar medidas drásticas – como aconteceu com Elijah. Mas o egoísmo e a paranoia ainda o condenam. Foi intolerância partir para cima de Jackson, algo não impulsionado pela Hope, mas por puro recalque.

 

Vejam bem, Klaus socou o lobito sem parar de mencionar o pai. Claramente, esse cidadão não cruzou o Quarter para impedir que o segredo sobre a filha fosse revelado. Pensem bem: o impasse era algo que poderia ser selado com típicas ameaças – algo que aconteceu. Precisava de todo esse show? Não!

 

Klaus é tão mentiroso com seus próprios sentimentos que, se realmente estivesse focado na Hope, jamais teria se movido atrás da Hayley. Falou-se tanto sobre impedir o Finn e nada. Aliás: onde estava aquela preocupação do episódio anterior com relação ao Marcel? O híbrido sabia que a vampirada sumiu e, simplesmente, não associou “Finn + ele ainda quer saber o que escondo”? Esse cidadão desviou o caminho para chegar a canto algum.

 

Os outros plots

 

Gostei muito do curto viés dado à história da família da Hayley. Acho que precisam explorar mais o background dos Crescentes e dos lobisomens em geral, já que eles se tornaram o meio essencial para pacificar o Quarter. Ainda não sei se confio totalmente no Jackson, mas o personagem meio que se provou neste episódio. Se houver traição iminente, será meio tarde, porque os bichos de 4 patas serão híbridos. Klaus “não terá a mínima chance”.

 

O que dizer do Aiden quebrando dolorosamente o pescoço do Josh? Juro que achei que meu shipper afundaria antes de eu autorizar (sendo que não autorizo).

 

Davina tirou Kol do eixo sem saber e só dei risada. Afinal, o Mikaelson estava claramente frustrado por se ver boicotado por causa do excesso de altruísmo alheio. A bruxinha parou tudo para salvar Marcel e Josh, algo que ele não faria nem por mil navios. Achei graça!

 

E agora Marcel?

 

E vai ter Dahlia ou não ver ter Dahlia? Porque, assim, ela é o real perigo da Hope, independente do Finn ter chegado ao segredo do pop (muito fácil, diga-se de passagem). O Mikaelson além de sondar certo terá um exército de vampiros à disposição. Como lidar?

 

Freya sumiu de vista. E Rebekah pareceu muito bem com a ideia da irmã se vingar dos irmãos. Penso seriamente que essa menina cutucará o Always and Forever. Até porque, Bekah sempre tentou matar o Klaus. Nada como reabrir antigas cicatrizes. Aquele sorrisinho de alegria pelo retorno no Quarter morrerá rapidinho quando os Mikaelson receberem uma visitinha nem um pouco especial. Mas achei lindo de doer o reencontro dos dois.

 

E o Elijah, hein? Nunca o vi tão inútil (tudo bem que tem um pouco a ver com a agenda do Daniel). Agora que centralizaram a Rebekah, o personagem será um zero à esquerda, como no meio da 1ª temporada em que ele ficou no caixão.

 

Hayley contou sua historinha de ninar para o Jackson. Queria pensar que ela não quebrará a cara. Cheguei a um ponto de torcer para esse casamento dar certo só por causa do atrevimento sem noção do Klaus.

Stefs
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  • Socorro que eu me perdi nas resenhas e nos filmes, esqueci dessa. Depois assisto o último episódio.

    Esse episódio foi tão DEMAIS! O que dizer da Rebekah que estava realmene determinada? Só me pergunto como que ela é tão experiente com bruxaria, mas não matuto demais com isso porque ela está demais como bruxa.

    Nem preciso dizer que a Freya arrazou, né?! Pleno Carnaval se a Freya fosse uma escola de samba, ela seria aquela que a gente assiste o desfile e já pensa: É óbvio que ganhou e se não ganhar é porque essa merda é roubada. Essa bruxa é um samba e pelo que me pareceu, tão poderosa quanto a mãe (ou será que aprendeu alguma coisa com a tia?). Todas as questões que você levantou sobre o plot dela são plausíveis, então aguardemos (ou nem tanto já que ainda não assisti o novo episódio e até a resenha já saiu).

    Esse negócio de eliminar o Klaus é tão "recalque 2° temporada de TVD" e já estamos em TO > 2° temporada pleno 2015 #old.

    Essas cenas da floresta foram as melhores, mas o que custa o Klaus confiar um pouquinho na Hayley? Quando ela voltou eu queria ver ela entrando em uma briga feia e gritando: CONFIA EM MIM, CARALHO. kkkkkkk'

    Jaiden abala minhas estruturas, não estou pronto pro over do casal.

    Nada como um reencontro lindo entre irmãos que sempre viveram em desavença.