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22/fev

Este episódio me fez acreditar por meros segundos que The Vampire Diaries realmente terá um fim na 7ª temporada. Plec, que escreveu e dirigiu o que aconteceu esta semana, afirmou que a saída do Jeremy deu abertura para pensar na conclusão de determinadas histórias, já que a meta agora é focar no futuro. Tudo bem que ela mencionou mais alguns agridoces anos para a série, mas, novamente, friso que não há mais para onde ir.

 

A medida desesperada? Reciclar plots, algo que estava tão escancarado neste episódio que me debati.

 

Os primeiros minutos foram um tremendo golpe baixo com a continuação do flashback que encerrou a trajetória de Liz em TVD na semana passada. A pequena Caroline, dramática desde sempre, partiu meu coração ao demonstrar sua preocupação em imaginar que um dia teria que viver sem a mãe. O plot da Xerife pode ter sido uma mancada sem precedentes, uma ideia de jerico que será uma mancha eterna na série no quesito construção de storyline, mas, pelo menos, Plec tomou vergonha na cara e honrou a personagem como se deve.

 

Caroline ficou no centro das atenções e teve como missão vencer esse dia terrível. Pensar em certas pendências, como o beijo do Stefan, virou um “dilema” para o dia seguinte. Distante, falsinha e fria, ela bem que tentou agir dentro dos parâmetros da sua personalidade, mas estava claro que a vampira não estava para gracinha. Mesmo sobrecarregada de emoções, a personagem lidou com os preparativos do adeus à mãe como era de se esperar. Não seria ela se não houvesse uma lista e um delimitar de tarefas para cada um dos amigos.

 

O velório foi lindo. Deu gosto de assistir. O clima tristonho resgatou a amargura de uma fatalidade que sempre destruiu nossas estruturas ao acompanhar TVD. Posso não ter chorado pela Liz no decorrer da doença, mas senti muito por ela no funeral. Não chorei por causa da perda em si, mas por causa do peso da situação. Acertaram nos lamentos e na beleza da despedida de uma personagem incrível. Sofri ao ver a Xerife fardada no leito. Sofri quando os companheiros de trabalho prestaram a última homenagem, batendo continência, anunciando o chamado final dela. Ideias assim sempre me emocionam, vide Chicago Fire e Chicago P.D..

 

A cantoria de Caroline era algo que estava ansiosa para ver. E foi tão lindo! Essa cena serviu para que Stefan olhasse para a vampira pela primeira vez como um possível interesse amoroso. Confesso que fiquei desconfortável com as olhadelas do Salvatore para cima dela, como se tivesse descoberto a América ou algo do tipo, pois a Miss Forbes sempre esteve ao lado dele e nunca disfarçou o que sentia.

 

Em contrapartida, isso foi bom, porque mostrou que ele nunca pensou nela como uma namorada até agora. Por mais que não dê meu dinheiro para Steroline, tenho que agradecer por irem devagar, ao ponto dele ter um tempo de reconhecer que o que sente, e o que ela sente, pode se tornar em algo melhor.

 

Como o episódio ensinou: nem sempre o amor é verdadeiro, mas porque não tentar? A vida é assim, cheia de experiências, ficadas e afins. Stefan só saberá se Caroline é a the only one quando se envolver. E, sinceramente, não acho que matarão o triângulo – mesmo ele estando praticamente morto. Nunca se esqueçam de quem escreve essa série nos dias atuais.

 

Por mais que tenha pegado um pouco de birra da Caroline, não teve como não admirar a sua compostura ao lidar com um dia terrível. Sabemos que ela é absurdamente dramática, que chora demais da conta, mas, no conflito, o lado bom das coisas sempre prevalece. A vampira tentou dar o melhor de si, só que, dessa vez, pensar positivo não adiantaria nada. Liz se foi e não havia reversão.

 

Somando as falhas, mais o adeus não dado a mãe com vida e o fato de que quase a matou, o que resta para Caroline? Em poucos dias, a vampira teve que lidar com os golpes da vida no nu e no cru, sendo que sempre viu otimismo em praticamente tudo. Uma personagem que tinha chance de lidar com o luto de uma maneira saudável e diferente no quesito trama, uma experiência que a tornaria ainda mais incrível, terminou em reciclagem de plot.

 

Em outras palavras, tirar a dondoca da tomada aka desligar as emoções!

 

Estava ciente dessa possibilidade e gostei tanto quanto do fato de sangue de vampiro não curar câncer. Que morte terrível a minha quando esse spoiler se confirmou.

 

As falsianes contra-atacam

 

Só há um lado positivo no fato da Caroline desligar as emoções: Candice sairá da zona de conforto e, finalmente, dará conta de uma “novidade”, um ineditismo no desempenho da sua personagem. É a chance da atriz explorar o lado sombrio da vampira. Não duvido que a transformação será awesome, porém, não deixa de soar como um repeteco do que houve com Elena (com a diferença de que uma pensou em vender a casa e a outra queimou).

 

A discussão entre Caroline e Elena sobre não desligar as emoções foi de uma falsidade tremenda. Sinceramente, forçaram demais ao colocarem as duas juntas. Ambas não são mais um exemplo de melhores amigas. Ambas se distanciaram. Desde o começo desta temporada, essas crianças se bicam como se não houvesse amanhã. Agora, a Santa Gilbert, que, do nada, virou uma “ótima” conselheira, quis explicar os prós e os contras de saltar o luto. Sendo que não hesitou em deletar as memórias do Damon. Não, né? Vê-las discutir reforçou meu desejo para que essas personagens comecem a se odiar como nos livros.

 

Caroline tem a grande chance de repetir tudo que a BFF fez. Pode ser até pior, pois a personagem é um balde emocional. Ela sente demais enquanto a Santa Gilbert sente de menos. Não tenho dúvidas de que isso só foi para empacar Steroline. Se não bastasse reciclar essa história, Stefan repetirá a profissão de babá da garota que gosta.

 

Este episódio pregou algo que poderia ter sido aproveitado no storyline da Caroline: humanidade. Até Damon bateu de frente com ser ou não legal, de se importar ou não se importar. Elena fraquejar é uma coisa, fazer o mesmo com Caroline ou com Bonnie é outra. Essas duas são o efeito rebote da Santa Gilbert e evoluíram mais que a protagonista. Elena não tem mais solução. Precisava mesmo estragar o que há de bom na Miss Forbes?

 

Para firmar a impressão de que Caroline é a substituta da Elena, pegaram a mesma história ao invés de fazê-la seguir em frente, como aconteceu com a bruxa rainha. Bonnie pensou no suicídio, mas revidou ao decidir lutar por si mesma. Não tem nem como mensurar qual das duas está em um posto ruim, pois uma perdeu a mãe e a outra ficou solitária em um universo paralelo quase sem chances de retornar. Lidar com determinadas situações é o que lhe define, ponto final. Como isso definirá a Miss Forbes até o fim da temporada? Enquanto ela regredirá e se corromperá, Bonnie continuará a seguir em frente. E Elena empacou para sempre.

 

A nova aventura da Caroline foi meio “ela nunca passou por isso, então, façamos, pois assim geral para de julgar”. De novo, os personagens se justificam no lugar das showrunners. O diálogo-desculpa: Miss Forbes jogou na cara da Santa Gilbert que também tem direito de desligar os sentimentos para pular o luto, como todo mundo fez. Que exemplo! Sempre adoro quando alguém cospe as verdades nos pés da Elena, mas, dessa vez, fiquei enojada.

 

Não tem como te defender, Caroline!

 

Tanto show para terminar em mesmice. Para colocar as duas em um posto equiparado para que, no futuro, ambas deem palmadinhas no ombro uma da outra e digam “passei por isso, amiga, mas você está perdoada, porque dói demais perder alguém”.

 

E não dói demais coisa nenhuma. Como saber o quanto dói se você sabota o seu próprio luto? Exausta dessa covardia sentimental, verdade seja dita.

 

Caroline sempre foi uma personagem especial, com nuances maravilhosas que a tornavam superior à Elena. Sim, ela me irritou no começo desta temporada, mas a vampira sempre prezou a humanidade apesar dos pesares. Agora, depois de anos, teremos uma Elena Gilbert loira. Até o I can’t foi reprisado, gente! Felizes?

 

E ainda me vem com “sei lidar com meu vampirismo melhor que você”, sendo que Caroline, bem como Elena, não age como vampira há séculos. Miss Forbes passou as últimas temporadas dopada, quebrada, presa… Um Matt de saia! Amigos, isso se chama má escrita, onde caráter e valores não importam. Sad, but true.

 

Não entendo a dificuldade de uma garota seguir em frente, mesmo sendo sobrenatural. Até Bonnie, bruxa, se negou a fraquejar, chutou a poeira e voltou com direito ao colo do Damon. Olhem que delícia! Nem toda dor é eterna, mas covardia sim. Como Caroline se torna tão fraca e incoerente, sendo que sempre foi a mais cri, cri, cri com determinadas coisas? Ainda mais sobre covardia? Como logo ela caiu em contradição sobre aquilo que nunca concordou? Como ela, que sempre abraçou o lado bom das coisas, cedeu ao mesmo caminho que destruiu Elena para sempre e todo sempre? Não entendo isso! Ninguém pode evoluir de um jeito saudável.

 

Não queria que a Miss Forbes seguisse pelo mesmo caminho. Ainda mais agora que Stefan se recompôs na vida. Sei que é pedir demais a essa altura do campeonato, mas…

 

Ao invés de darem a personagem um meio de recuperação humanizado, como ela mesma, os escritores provaram que não sabem criar nada inédito. Nada que nos espante. Mais um personagem desliga as emoções, matará horrores e choramingará depois. Elena maior exemplo, que mais parecia uma criança criada a leite com pera, que não aceitava não como resposta. Há uma diferença em ser filha da mãe e ao mesmo tempo maravilhosa como Katherine, e a Santa Gilbert “sem coração” só se tornou um bebê sem limites. Considerando que Caroline é puro sentimentalismo, prevejo o mesmo.

 

Lembrem-se: quem escreveu a Santa Gilbert desligada não foi Kevin Williamson, então, um fiasco é de se esperar. Estou bem preparada para morrer de ódio, pois não curti nem um pouco quando Elena saiu da tomada. Ela não tinha personalidade maligna cultivada, e houve um duelo claro de aproximá-la e ao mesmo tempo afastá-la de qualquer semelhança com Katherine. Se Caroline ficar badass como na 2ª temporada, tudo bem, aprovo, mas como Plec e Dries adoram destruir as personagens femininas, então…

 

E aonde vamos com a Santa Gilbert com o penteado à la Ariana Grande?

 

Os outros plots

 

O que salvou o episódio (além do velório): retorno da Bonnie e abraço Bamon. Por mais que tenha sido ordinário demais o retorno da bruxinha, tenho que dizer que estou aliviada. Estava convicta de que a personagem saltaria em Mystic Falls do presente só perto do season finale. Amém que isso não aconteceu (e me pergunto qual foi a dificuldade de adiar por 1 episódio o comeback, sendo que Jeremy acabou de ir embora). O que possivelmente vem por aí? Dries afirmou que Bonnie sofrerá de estresse pós-traumático (que nunca tem aprofundamento). Considerando o salto que ela deu nos braços do Damon, quem não ficaria curado depois disso?

 

Outra coisa maravilhosa: o flashback Defan. O que dizer do little Stefan, gente? Queria pegar esse menino no colo! Meu Deus, porque não investem nesses dois? Quem se importa com Elena e Caroline debatendo quem lida melhor com o vampirismo? Chorei com a aflição do Damon sobre o discurso de Liz, só por ter rebatido na falha dele com a mãe. No retrocesso, não me aguentei com ele arrumando a gravata do pequeno Stefan. Também não aguentei com o pequeno Stefan chorando e julgando o irmão mais velho desde cedo – bebum sempre, mostrando que nunca lidou com o que sente. Amei vê-los mais próximos neste episódio. Tudo bem que o conteúdo da conversa foi Caroline, mas vê-los sem ódio recíproco é bom demais.

 

Gente, alguém cancela Tyler, Matt e, aproveita, leva o Enzo? Nossa que chatice! Não sei vocês, mas gostaria de saber qual é a poção do amor que tem afligido tão rapidamente os homens dessa série. Tyler me chega bêbado no velório por causa da Liv? Olar? Quando esse sentimento virou autodestrutivo? O personagem só me lembrou do quanto é desnecessário e, com todo respeito ao Matt, tive que rir da investida de ambos em serem policiais. Era óbvio que isso aconteceria, pois não há lei em Mystic Falls. Mas Tyler? Seriously? Esqueceram-se do gene lobito?

 

Falando nessa poção do amor, Ric pedindo Jo em casamento foi minha morte. Morri de novo com a gravidez. O que perdi nesse plot também? TVD tem tentado demais gerar circunstâncias humanas, mas, na menor chance, tira um personagem da tomada e o torna incoerente. O babado é tão forte que o ineditismo da trama veio em forma de casamento e de um bebê. Cuspi na tela quando o teacher fala que a vida é curta. Tá explicado porque ele é responsável pela Elena. Ideias de jerico coincidem em momentos de alta tensão. Ric, você já foi melhor!

 

Por que eu acho que o fim desses dois será trágico? Kai ainda está soltinho da silva e, se ele morrer, todos morrem. Saudade dele sendo sacana, viu?

 

E, venham cá: para quem estava bem ativo em Mystic Falls, Enzo resolveu, do nada, tirar uma soneca? Cadê esse cidadão no meio Defan? Só rindo mesmo desse sem futuro.

 

E agora, Bonnie?

 

As citações a Lily Salvatore não foram à toa. O aparecimento súbito dela diante de uma Bonnie em fuga também não foi algo aleatório. Como Kai disse, há mais de um inferno pessoal. Isso me fez pensar na Katherine. Ela não morreu, mas foi sugada para algum canto que ninguém sabe. Confesso que estou curiosa para ver como essa história se desenrolará, porque qualquer investida que explore Defan é bem-vinda. Sem contar que essa mulher parece mais ligada ao Stefan. Alá zica! Afinal, quem acaba em um prison world deve ser tão bacana quanto Kai.

 

Inclusive, vale dizer que senti uma urgência de repetir o que rola em The Originals: explorar o passado dos irmãos e apresentar uma mãe doida. Reciclagem, reciclagem, reciclagem, reciclagem. Mas é Defan!

 

Juro que pensei que a mama Salvatore era a Dahlia. Imagina que louco, Hahaha.

 

PS: a audiência continua a cair ao som de Rolling in the Deep.

 

The Vampire Diaries retorna no dia 12 de março.

Stefs
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