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15/fev

Em comparação a zona da semana passada, este episódio foi um pouco melhor. Não houve tantos absurdos, a não ser a existência do Enzo e seu plot inútil. A tal despedida do Jeremy nem foi para ele, mas para Liz que ganhou 100% de atenção. Que mancada! A Xerife iria dessa para melhor de qualquer jeito, custava esperar? Soa cruel, mas é uma realidade. Estava toda esperançosa de que o menino Gilbert me faria chorar que nem uma condenada, que teria um espaço na trama para chamar de seu… Nem fiquei triste, mas muito feliz de que alguém, finalmente, tomou coragem de vazar dessa cidade chamada Mystic Falls. Até eu vazaria.

 

A trama abriu com Liz de volta ao local de trabalho. Além do gosto breve de despedida, a personagem acarretou um pouco de suspense ao vasculhar casos policiais em aberto. Tudo porque não queria deixar nenhum assunto inacabado. Logo, ela empacou na pasta sobre o acidente que custou os pais de Elena e me vi querendo por mais (um milagre, diga-se de passagem). Desejei que esse viés da história vingasse e que o nome Katherine retornasse com força (sei que essa parte seria impossível, mas só escutar o nome dela seria um deleite). Porém, como tem acontecido com frequência, eis mais um plot em potencial que quase nos arranca da cadeira, mas termina em vaia por ter uma “conclusão” besta. No caso, uma tempestade. Esse revival só serviu mesmo para dar ritmo aos momentos entre Jeremy e Elena, que foram muito, muito poucos, e nem emocionou.

 

Quero acreditar, com todo meu coração, que há algo errado no acidente dos Gilbert. Esse é aquele momento em que insisto até me provarem o contrário. Vejam bem: não há história. Jeremy e Liz se foram, Kai virou emo. O que vem depois? O plot sem noção do Enzo. Quem merece isso? Invistam na tragédia dessa família, amém!

 

Vejam bem²: havia bagagens. Houve a mensagem urgente da mãe de Elena (não acreditei por um só segundo que isso tenha acontecido só porque Jeremy foi pego no flagrante se drogando). E tem Damon, que deixou reticências sobre o que realmente fazia em Mystic Falls justamente naquele dia. O dia em que Stefan também retornou depois de anos. Assim, o que trouxe, de verdade, Damon Salvatore de volta ao lugar que foi expulso? Possibilidades de amarrar essa história com a Sarah?

 

Adeus, Jeremy!

 

Esperei flashbacks, esperei Bonnie, esperei balões. Tadinha de mim! Criei um filme muito lindo na minha cabeça, com todos reunidos em volta da mesa, comendo até a entorpecência, e a Bonnie caindo de paraquedas, como se fosse uma gincana do Gugu. Engraçado como esse povo perde energia com coisas sem cabimento e, agora, que há realmente motivo para fazer festa, sambar e beijar na boca, ah! um abraço está de bom tamanho. Não, né?

 

Amei forte a curta cena em que a Santa Gilbert aparece na maca, depois do acidente. Pensei que esse flashback daria apoio ao adeus do Jeremy, mas, infelizmente, não passou de uma cena aleatória. Deu-me nostalgia dos bons tempos de TVD, já que investir em retrocessos não faz mais parte do contexto da série. Que tristeza!

 

Por isso torci o nariz pelo fato da Liz ter falecido neste episódio. Ofuscou a saída do Steven. Mas não foi isso o que mais me irritou, mas o fato de geral, do nada, tê-lo enxergado. Preguiça.

 

Não serei a padroeira do Jeremy, até porque ele nunca foi um dos meus personagens favoritos. Mas foi abuso demais Elena pagando de irmã do ano, pois ela deixou de dar bola para ele há séculos. Quando a vi, junto com Damon, na escola, quase tive um troço. Impossível não lembrar da primeira tentativa desses dois pagando de “parentes” do ano. Um mico que gerou uma patada homérica do Little Gilbert que aplaudi de pé. Agora, para consertar (e para mostrar que os dois meio que amadureceram), houve o repeteco da discussão com a diretoria que acabou em hipnose. Poderiam ter economizado saliva, obrigada.

 

Para um personagem que nasceu junto com The Vampire Diaries, faltou investimento, e isso não é apenas no quesito despedida. Tudo bem que deve ter sido meio “Steven acordou e decidiu se demitir” e, provavelmente, as senhoras responsáveis pela série receberam o tiro sem colete e tiveram que reajustar a história do personagem (algo que duvido). O que me deixa aliviada é que a saga dele terminou com dignidade, um futuro que muitos que ficam não terão. Elena não tem mais recuperação. Stefan virou babá. Damon não sabe se quer ser mané ou marido do ano. Matt e Tyler, pff! Caroline pff! E Bonnie em outra dimensão por quase 15 episódios.

 

Tirem suas próprias conclusões.

 

A notícia da saída do Steven foi uma das melhores da minha vida. Da mesma forma que aconteceu com a Claire Holt. Não, gente, não detesto o trabalho deles. Minha felicidade se resume ao fato de que séries da CW empacam carreiras, justamente porque a emissora não se toca e não cancela o que tem que cancelar (saudades Warner!). Um exemplo: por mais que ame Supernatural, é fato que Jensen e Jared não farão mais nada depois. Não por falta de talento, mas pelo tempo que se empenharam em um mesmo projeto (e eles toparam isso, o mesmo Paul que só não se sente estagnado porque ainda dirige alguns episódios).

 

É aquela velha história: fica quem quer, mas não são todos que serão bem-sucedidos.

 

O mais triste dessa despedida é que Jeremy se tornou tão dispensável que não fará falta. Com o passar das temporadas, ele não passou de um zero à esquerda. Foi fácil se acostumar a essa ausência de atenção e teria sido melhor se o personagem tivesse realmente morrido na 4º temporada. A situação toda foi triste e meio heroica. Um desfecho bacana. Gostei de vê-lo a caminho da facul, mas poderiam ter apostado em doses de nostalgia.

 

O melhor momento do adeus foi quando o Little Gilbert está prestes a pegar o busão e Ric revela sua singela preocupação. Foi honesto, muito mais que o abraço dado por Elena. Achei bárbaro por ter sido ele a dar a palavra final, o cara que sempre cuidou desse menino, fato. Surtei quando o teacher revela a bagagem extra com estacas e entrega a listinha de incidentes para uma análise (ataque de animal ou sobrenatural). Essa cena dos dois foi maravilhosa e foi o único momento que senti de verdade que o personagem ia embora. Fiquei toda derretida.

 

Mas ainda não me conformo com o fato dele ter ido sem ver Bonnie. Reticências para um season finale. Não me conformo também com a realidade de que Stefan não estava lá pelo Jeremy, o garoto que protegeu incontáveis vezes do Damon. Dois pontos ausentes que me deixaram chateada.

 

Provavelmente, Steven se resumirá a participações, no estilo Holt. Se não houver, não há coração Beremy que resista mais uma frustração por causa dessas showrunners malucas.

 

Adeus, Liz!

 

Juro que tentei me desligar da sacanagem por detrás da morte da Liz. Não deu. Considerando o início do definhar da personagem, os momentos dela na companhia de Damon neste episódio foram os únicos que mexeram comigo, pois sei que a admiração de ambos sempre foi recíproca. Um acompanhou os passos do outro no decorrer dos anos de TVD e solidificaram uma confiança. Demorou, mas usaram a sensatez de colocar esses personagens lado a lado, pois, como disse há algumas resenhas, nada a ver Stefan envolvido nisso. Achei justo, justíssimo, a Xerife passar os últimos momentos com o amigo.

 

Isso fez meu coração feliz, pois se é uma coisa que nunca duvidei é do carinho do Damon pela Liz. A cena final de ambos doeu demais. Subiu um inconformismo. Deu ódio. Um ódio que aumentou quando Caroline revive aquela cena linda com a mãe. Nossa que tiro!

 

Meu coração se agitou algumas vezes, mas a frustração me tomou por completo. Liz diminuiu a cota humana da série, o que, provavelmente, dará espaço para Ric, o único adulto/humano num bando sobrenatural e que não tem plot. Ainda é inaceitável a forma como a personagem foi descartada e tudo só piorou quando o direito de Caroline em se despedir foi negado. Tudo para deixá-la surtadíssima, o que fará Stefan cumprir a tal promessa de cuidar dela. Não tem como simpatizar com essa fatia da história que nasceu errada, apoiada a uma ideia tão sobrenatural quanto a Elena (#ironia). Agora que acabou, resta engolir a seco e aceitar.

 

Liz teve uma despedida melhor que a de Jeremy. Ela teve uma ode: saiu da cama disposta a resolver os casos policiais enquanto Caroline se empenhava em lhe dar conforto. A cada cena, foi possível captar o adeus – último dia no posto de trabalho, o abandono do distintivo, o alívio da resolução do caso dos Gilbert e as últimas palavras na companhia de Damon. O adolescente não teve nada disso e, de quebra, quase perdeu os dentes por causa do Enzo. E nem adiantam dizer que um morreu e o outro seguiu em frente, porque dá na mesma. Ambos foram importantes para TVD. Mereciam um adeus a um nível equiparado.

 

Damon disse que coisas ruins acontecem com pessoas boas. Reformulando: plots ruins acontecem com personagens bons. Liz, maior prova. Enzo, outra prova.

 

Os outros plots

 

Então que rolou Steroline e o ponto positivo foi: seguraram Delena. O mínimo que poderiam ter feito para não remover o “brilho” do casal em ascensão. Espero, mesmo, que não trollem, pois Plec e Dries amam destruir shipper. Ambos não têm trama e é fato que sobreviverão só de romance até o final da temporada. E isso me irrita porque Stefan é protagonista. Ao menos, costumava ser.

 

Torço para que não aconteça como Klaroline: toma aí seu beijo, não encha mais o saco, e, não, não acontecerá de novo. Até porque Caroline estará em uma tremenda bad vibe e há boatos de que ela se tirará da tomada (a única que ainda não passou por isso). Façam roda de oração para Steroline, porque foi dada a largada para trollagens sem cabimento.

 

Onde estão os Comensais da Morte para matarem o Enzo? Não dá mais para suportar esse cidadão. Não suporto nem a voz dele, gente. A ceninha dele com a Sarah foi esdrúxula demais.

 

Concluindo…

 

O que ficou comigo foi uma nova sensação de estranheza por causa da súbita impressão de que tentaram trazer um pouco da season 1 para este episódio – bem como outros momentos da Era Williamson. Steroline me pareceu Stelena na casa do lago, Jeremy e Elena foi tão surreal quanto Enzo pagar de super-homem, e a morte dura de outra personagem querida, com a diferença de que foi uma fatalidade humana.

 

Houve também a tentativa de criar ambiente familiar, mas isso não orna mais com a série. Os personagens não são mais os mesmos e poucos continuam a ter química. Sendo bem honesta, não estou ansiosa para o “novo capítulo”.

 

Mais inadmissível que tudo isso é ter a sensação de que o retorno da Bonnie só acontecerá quando os episódios se aproximarem do season finale. Uma sacada até que esperta, porque os fãs que ainda persistem só querem saber como/quando a personagem retornará. Porém, a audiência tá aí, mostrando a falta de interesse geral.

 

Até lá, teremos que aguentar a saga flop do Enzo. Choremos!

 

Boa sorte, Steven! RIP Liz!

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Fiquei tão de cara com este episódio! Poderiam ter feito tantas coisas legais para o Jeremy e deixar a Liz para depois. Afinal, a ideia de jerico do câncer já estava plantada, custava segurar a onda?

    A cena Steroline foi bem conduzida, mas…

    Essas mulheres não sabem dividir as prioridades. Elas não sabem criar mitologia e todo o tempo gasto em TVD, desde que o Kevin saiu, é no romance – e destruíram praticamente TODOS. Fim da picada!

    Gente, o Tyler não aparecer por causa de mulher é tão ruim quanto o Matt ter parceria com o Enzo HAHAAHAHAHAAH

  • Pra começar, eu achei esse episódio tão nada a ver mas as cenas da xerife tocaram meu coração. O primeiro beijo Steroline foi sem graça, mas a cena foi bonita porque tinha Ella Henderson tocando como "a song for a love theme" rsrs. Sem falar que aquela cena do final da Caroline aprendendo a andar de bicicleta sem rodinha e todo mundo junto na morte da xerife foi tudo.

    Essa despedida do Jeremy foi tão desnecessária (FAIL!) , até a cena dele com a Senhorita Gilbert pareceu forçada. Esse revival do caso da família Gilbert também foi tão "Hey, eu vou enganar vocês.", pra mim tem dedo do Damon nessa história (até porquê ele já tinha encontrado a Elena, lembra?).

    O erro dessas showrunners são que elas entram em um assunto e esquece todos os outros. Em nenhum momento citaram o problema do clã Gemini, até Enzo remexeu no passado e o Kai ficou quietinho vendo toda uma agitação (não perturbou nem um pouco? Nem apareceu pra chorar pelo lado Luke de ser)? E o Jeremy comentando que o Tyler não apareceria no episódio porque rompeu com a namorada?

    R.I.P. Liz1