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08/fev

Este episódio me fez refletir sobre as possibilidades de realmente largar The Vampire Diaries. Estou bem a fim de quebrar o pacto e falo bem sério dessa vez. Tinha absoluta certeza de que o “aniversário da Bonnie” seria a maior furada ever, só não esperava um flop total. Foram 40 minutos, que pareceram 2 horas, de nada. Uma trama completamente vazia. Ainda tento medir o que foi mais revoltante: Bonnie não voltar ou Kai virar emo. Plec e Dries ensinando de novo como arremessar no lixo trama/personagens, aniquilando qualquer potencial.

 

O que aconteceu esta semana garantiu mais uma chance de reflexão: o que os personagens se tornaram? Onde está a criatividade da série? Como pretendem levar um provável fiasco para um 7º ano? Vejam bem, não há mais história. E arrisco a dizer: TVD podia muito bem acabar semana que vem. O clima deste episódio foi de total conclusão, e o mesmo acontecerá no próximo graças à despedida do Jeremy. Haverá o início do tal “novo capítulo”, sendo que poderiam já assentar as coisas – Delena endgame, beijo Steroline, adeus Little Gilbert e o retorno (possível) da Bonnie. Tudo embaladinho. Só entregar e dar adeus.

 

Para que mais um ano de repetição de todos os itens citados acima, com exceção do Jeremy? TVD capenga descaradamente na audiência, números que caem a cada semana desde o retorno, e a CW ignora. Nem Supernatural, que geral mete o bedelho, está tão mal assim. Saudade de você Warner que cancelava tudo, sem dó.

 

Entendo a necessidade de evolução e de transição, pois, até mesmo na ficção, heróis e heroínas passam por provas constantes que os mudam. Contudo, em TVD, ninguém vai para canto algum. Só o Jeremy por motivos de Steven. O trio que mandava na série perdeu o brilho, três ditos protagonistas que costumavam dar ritmo a todos os episódios e que se transformaram justamente nisso: três portas. Algo que tem a ver com a falta de uma história.

 

Resmungos à parte, quando digo que não teve nada é porque não teve nada. Tudo começou estranho com uma festinha a ser dada para quem não estava presente. No caso, Bonnie. Jeremy me representou em todas as patadas, porque não fez o menor sentido essa súbita comoção pela pessoa que ficou há 3 episódios esquecida. Sem contar que Caroline e Elena não estão mais na mesma vibe desde a 4ª temporada e, atualmente, cada uma delas dança conforme a música de um respectivo Salvatore. Tanta empolgação para um Happy B-Day para nem cortarem o bolo. No fim, uma estava ocupada com Kai e a outra cavando a tumba de outro urso que não era o Mr. Cuddles. Um belo dispêndio de tempo. Nada com nada.

 

O que veio a partir daí foi insustentável. A única pessoa que comoveu, lógico, foi Bonnie, que abriu a trama com… Café da manhã com panquecas e suco de laranja! Meu coração Bamon derreteu! Por mais que eu saiba que não rolará nada entre os dois – até prefiro, porque não estragará meu amor por ambos que nasceu por causa dos livros –, foi impossível não bater palminhas toda vez que ela mencionava Damon. E toda vez que ele a mencionava. Saudade dos dois juntos!

 

Um viés que tinha um baita potencial, não passou de uma tremenda palhaçada. Só de pensar na possibilidade do Jeremy ir embora sem a Bonnie se despedir… Prefiro não pensar!

 

Bonnie comoveu por causa do cansaço de ficar empacada e de ser esquecida, detalhes que me deixaram arrasada. Contudo, a sirene dos absurdos tocou quando a palavra “suicídio” entrou em cena. Ok que a promo escancarou essa ideia, mas, vendo-a se desenrolar, WTF?

 

Mais uma vez, a explicação das coisas inexplicáveis em TVD veio da boca dos personagens. Nesse caso, o fato real e concreto de que Bonnie não poderia, jamais, morrer no inferno do Kai. Porém, deram essa “possibilidade” e se criou um alarde para… Nada.

 

A personagem querer se matar já foi um abuso, vamos combinar! Kai deixou claro desde que entrou em cena que é impossível morrer no “universo paralelo” e, do nada, da mesma forma que sangue de vampiro não cura câncer, Bonnie colocou a própria vida em risco. Sendo que viu esse cidadão ir e voltar. Lembram-se da ferida que ela ganhou na barriga provocada pelo gêmeo do mal? Bastou uns curativos e umas aspirinas, e tudo certo. Agora, fazê-la desejar a morte e chegar perto de provocá-la, foi demais. No mínimo, ela desmaiaria e retornaria.

 

Essa demonstração de mulheres fracas, que não se sustentam, que se rendem a um gesto de covardia, me gasta tremendamente.Apesar de tudo, Bonnie conseguiu mudar esse cenário. Ela provou o quanto ainda é fiel ao que é. Ela não sofreu com nenhuma influência externa e continua a ser desvalorizadíssima. Nada mais incrível e heroico que vê-la lutar pela própria vida depois de um pensamento covarde, atitude que humilha a protagonista da série. A bruxa deu o exemplo e nada mais lindo ver uma personagem feminina, em qualquer história, lutar por si mesma.

 

Mais incrível ainda foi ver que Bonnie mudará com base nessa experiência, algo ainda mais maravilhoso. Mudar pelas circunstâncias. Algo que a Santa Gilbert não tem coragem de fazer.

 

Falando em Elena, o que foi a súbita dúvida, lançada para cima do Damon, sobre “mudei tanto assim só porque virei vampira”? Uma indagação tardiamente cutucada pelo Kai. Gata, a resposta é sim. Você é outra pessoa desde que lhe deram dentinhos afiados que não são usados para nada. Até a Dilma sabe disso. Ao invés de amadurecer, a Srta. regrediu. Pior foi o boy afirmar que eles não teriam ficado juntos se a dondoca ainda fosse humana. Resposta para o fandom? Porque Delena vingou de novo e forte.

 

Mas que foi engraçado a Santa Gilbert se doer, 10 mil anos depois, sobre sua “transição”, ah! foi sim. Está para nascer personagem mais ilógica. Claro que foi um milagre vê-la se tocar das próprias mudanças, mas, como sempre, não houve reflexão.

 

Esse nem foi o ponto que me fez ficar jogada na BR. A começar por Elena aconselhando Jeremy a seguir em frente. Como se fosse o grande exemplo. Até aí, a gente ignora, porque essa personagem já não faz mais sentido. O tenso foi quando a dondoca chama Damon de canto e também diz que precisa seguir em frente. Esperei, considerando a vibe do irmão, que ela afirmaria que seguiria sozinha. Achei, por 5 segundos, que a Santa Gilbert levaria a dedo o conselho que escreveu para si mesma antes das memórias serem apagadas. Como fui otária, Brasil!

 

Considerando tudo que Elena já passou, era para vir dela o desejo de lutar por si mesma. Essa falta de determinação só destaca o quanto Bonnie é a única personagem feminina digna de aplausos. Quando digo que a Santa Gilbert não pode ser chamada de protagonista é porque ela deixou de ser inspiradora. A personagem poderia ter todos os defeitos até o 3º ano, mas atuava dentro das suas morais e das suas crenças. Protagonistas fazem isso e não o contrário. Protagonistas acarretam uma torcida. Um sucesso. Não é o caso dessa moça.

 

Kai agora é emo

 

Como fiquei chateada com o que Kai se transformou. Esperei, que nem uma otária, que todos os comportamentos dele fossem parte de um plano maior. Até então, não é. Todo aquele suspense de que gêmeos fundidos se tornam um Klaus 3.0 esvaiu pelo ralo, pois o personagem ficou er… Emotivo? O dito vilão da temporada “morreu”, ao menos que se prove o contrário. O cara ficou tão molenga que levou uma baita surra da Liv. Oi?

 

Os pontos positivos de Kai é que ele não deixou o pouco do sarcasmo que lhe restou de lado. Ele continuou a me fazer rir e fiquei em pânico achando que a morte o puxaria pelos pés. Não aguentei com a carta, nem muito menos a tentativa desse cidadão explicar que chorou sem fazer uso da palavra “lágrimas”. Rachei horrores!

 

Em contrapartida, por ter se fundido com Luke, a nova explicação absurda é que o bruxão também absorveu as qualidades do irmão gêmeo. Bondade, altruísmo, essas coisas. A prova dessa boa vibe veio de um pedido da Elena, no caso, trazer Bonnie de volta. Até aí, continuei a esperar uma reviravolta, mas não aconteceu. Damon fez até o favor de dar sangue de vampiro na boquinha dele. Que belo dia para se estar viva.

 

Kai anunciou que estava completamente poderoso. Onde? O personagem não conseguiu manter um poder “rodando” por mais de 5 minutos. O único personagem que tem funcionado na temporada foi trollado.

 

Adendo: a cena dele indeciso sobre matar Liv ou não foi awesome demais. Kai ainda é desequilibrado, não está lidando com os bons sentimentos, e prevejo sanatório para ele. Ainda bem que há um em New Orleans. Seria sucesso vê-lo aborrecendo Klaus.

 

Concluindo…

 

Não sei se vocês notaram, mas este episódio teve muitos recados para o fandom. Os personagens agora não precisam falar conforme a trama, mas reafirmar certas ideias das showrunners que são alvos de críticas dos fãs. Elena bateu no peito e deixou claro que sua transição (ou a falta dela) nunca impediu que seu caminho encontrasse o de Damon. Do outro lado, Kai tem me saído como hater Delena. Que fase!

 

Estou bem chateada com Stefan. Enquanto Elena zanza, ele fica escorado. Mais drástico que isso foi ver Caroline passar quase 40 minutos cavando um buraco. Esses dois frisaram que o episódio não teve nada. Ambos só se movimentarão quando o romance começar… Ou não.

 

Mas vamos combinar que Stefan bêbado é sensacional! As cutucadas para cima da Caroline foram precious.

 

Podem cancelar o Enzo e o Matt. Mandem o Jeremy colocá-los na bagagem, porque eita duplinha que não orna com nada nesta temporada.

 

Foi bom ter um relance mais próximo de Sarah. Ela é uma graça e me lembrou a Lexi com aquele rosto trakinas e o cabelão. Tenho até dó do que farão com a personagem. Acho graça Enzo insistir em um plot do qual não tem justificativa plausível. Ele nem tem conhecimento anterior do passado dos Salvatore. Melhore!

 

Levem o Tyler também. Elogiei-o semana passada, pois entendi a necessidade de proteger Liv por causa do débito que o impediu de se transformar em lobisomem, mas já deu.

 

No mais, acredito que a despedida do Jeremy será fofinha. Espero que tenha Bonnie, mas…

Stefs
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