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20/mar
The death of a loved one, a father, a child, we strive to find the reason behind it all.
And when those reasons don’t make sense, we question God. We look up and we say, “God,
how could You do this to us? How can You put so much on our plate?”
But we’re not operating on God’s timetable, are we? We don’t understand God’s plan. How can we?
And let me tell you, this is where faith comes in.

 

Fazia tempo que não chorava que nem um bebê diante de um episódio de Chicago Fire, considerando apenas esta temporada. Desde a morte de Shay, só uma lágrima ali, outra acolá deslizou pelo meu rosto em formato de Trakinas. Agora, foi uma cachoeira.

 

Diante de um episódio emocionalmente complexo, só nos restou fazer parte da reflexão causada pelo 1º chamado. A trama não teve nada de interessante, porém, explorou aquela perguntinha diária que eu sei que você também faz: por que pessoas boas sempre pagam caro enquanto as pessoas ruins continuam a perambular entre nós?

 

Neste caso, uma criança que nem ao menos chegou a saborear a vida. Dizem que, dependendo dos acontecimentos, viver com remorso é a melhor das vinganças. Um pensamento que se aplica ao pai relaxado que tirou Herrmann do eixo.

 

Nada mais certeiro que fazer um personagem levar um chamado ou um caso para o lado pessoal. Herrmann se viu na corda bamba entre agir como pai ou bombeiro nessa trama carregada e dolorosa. Os sentimentos do personagem foram muito bem explorados, o sangue frio para injustiça e o lado fraternal para o estado de Alec. Foi fácil sentir a comichão da raiva dele, pois também não tenho tolerância para pais irresponsáveis. Não tenho tolerância para crianças que sofrem descaso. Ed mereceu aqueles socos, embora eu seja contra justiça com as próprias mãos. Infelizmente, não há nervo que fique no lugar diante de umas circunstâncias dessas.

 

Se fosse o Voight, esse cidadão terminaria na vala, fatos reais.

 

Não foi preciso tantos desdobramentos para Herrmann elevar a trama no quesito emocional, mas não de um jeito colorido. Não foi um sofrimento de alegria, como costumo dizer. Foi um beliscão no coração, único e preciso, que deixa um vergão. As atitudes dele foram totalmente compreensíveis, justamente por ser pai. Nenhum outro personagem entenderia melhor essa problemática senão esse bombeiro. Ele é pai de crianças lindas. Ele é um marido dedicado. Ele é otimista e acredita no bem das pessoas. Como Mouch bem disse, a situação ativou um inconformismo diante das circunstâncias vividas por Alec.

 

Quando Burgess me mostra aquele vídeo do Ed soprando a fumaça da droga no rosto do filho, quis vomitar! Aqueles soquinhos ainda foram muito amigáveis. Merecia uns chutes na traseira também. Por ser um pai presente e afetuoso, seria um escândalo se Herrmann não se envolvesse com a situação. Eu não teria dado outro plot para tirá-lo um pouco das sombras e, sem dúvidas, esse dilema trouxe vida a um episódio que poderia fazer parte da coleção daqueles que passam batido.

 

A cena da igreja me derrubou com todos os paralelos. Tive que abaixar a cabeça por alguns minutos para me recuperar. O discurso funcionou da seguinte maneira com a minha pessoa: foi como se Orlovsky tivesse segurado meu coração bem firme entre as mãos para espremê-lo com a ponta dos dedos. Lenta e dolorosamente. Não tenho estruturas para esse tipo de coisa, não tenho mesmo! Sou dessas que se pergunta como algumas coisas/pessoas ainda resistem e existem neste mundo. Não lido bem, ainda mais quando não há explicação.

 

Só o andar de cima para culpar.

 

Como entender esse mundo foi uma pergunta que Herrmann não chegou a uma fatídica resposta. E não há. Uma hora estamos aqui, na outra não, e batemos de frente com as belas palavras de um personagem que tem toda razão: precisamos aproveitar os momentos mundanos. Como disse Cruz, são as pequenas coisas. Resumindo: pequenas coisas que fazem a diferença.

 

Fiquei com esse sentimento agridoce da dúvida por ser justamente uma criança envolvida. Não entendo mesmo como os pequenos perdem a vida sem ao menos terem vivido. Penso em castigo aos pais para ter algum tipo de consolo, porque não há algo que possa me provar o contrário.

 

Nisso, foi inevitável não pensar em Shay. Ela era uma pessoa boa. Sempre se preocupou em animar as pessoas e deixar seus problemas para depois. Errou, errou muito, mas a ex-paramédica se destacava por ter um coração puro. Por não querer mal a ninguém. Por ajudar até demais quem não merecia. Detalhes que apenas frisam o quanto a morte, às vezes, é injusta. Certos indivíduos continuam aí, enquanto Shays e Alecs não conseguem nem chegar perto de realizar os sonhos.

 

Como Orlovsky (e minha mãe) disse: ninguém sabe os planos de Deus. Só sei que aprendi duramente que perder alguém nem sempre deve ser encarado com 100% de negativismo. Pode ser um estopim para a mudança. Um estopim, talvez, para algo melhor. Considerando Chicago Fire, temos Severide. O personagem mudou, e está aí no mercado, lindão e saudável.

 

Comeback Tour

 

Quero me juntar ao flop tour da Gabby e da Sylvie. Vi-me ali, no meio das duas. Por mais que nada tenha acontecido na storyline de ambas, tenho adorado essa amizade e como ela caminha gradativamente para se tornar mais forte. Considerando que Dawson está a meio caminho do comeback tour na ambulância, é bom vê-las na mesma sincronia. Nada mais desprezível que duas mulheres se odiando em séries e fico feliz de ver essas coisinhas fofas se dando tão bem.

 

Falando em comeback tour, o que dizer sobre Mills? Minha animação para o milagre das tontices aka tonturas aka vertigens dele foi zero. Poderia ter comemorado e dado amém, mas fiz Damon’s Face (*revirando os olhos*). Isso me fez lembrar do que esse cidadão afirmou depois do primeiro exame que constatou seu probleminha: se não sou um bombeiro, então, o que sou? Um questionamento que calhou perfeitamente no que a irmã lhe disse: o que diabos esse job deu a ele a não ser tragédia?

 

Reconhecer que Peter é um avulso para ser mais avulso ainda me irrita. Até porque a história dele como paramédico nem foi aprofundada para acarretar tanta sede de voltar.

 

Ok que posso ver essa transição temporária para a ambulância como uma “desculpa para preencher trama”, pois ficou mais do que evidente que o personagem retornaria para o Esquadrão. O que me irrita é que, assim como aconteceu com a pancada na cabeça do Casey, criam um big deal para determinadas coisas a troco de nada. Vejam bem, Gabby passou por todo o processo de transição. Você, como eu – ou não –, queria vê-la vencer. Porque ser bombeira é badass! O plot rendeu e não foi uma mudança por caridade como aconteceu com Peter.

 

Mills conseguiu mudar de posto por causa de uma experiência anterior que ninguém viu. Seria repetitivo trazer isso para a série, eu sei, mas não foi dado ao personagem desafios para lamentar a rotina como paramédico. Sim, ele sempre foi convicto do que queria, mas essa convicção não lhe deu storyline.

 

A questão é: podem colocar Gabby na cozinha, ela ainda consegue ser interessante, até na loucura do egocentrismo. O clima da ambulância na Era Shay foi ideal por trazer tremendos desafios para duas mulheres. O desejo de Dawson em perseguir o sonho de ser bombeira também contou com um ótimo clima e foi desenvolvido por causa de Jones, que criou competição, e, mais tarde, por causa do Herrmann que a fez se provar. O que a assemelha ao Peter foi usar o fator “sou paramédico” como estepe, porém, a Miss 51º Batalhão saiu na frente devido ao encaminhamento da sua storyline.

 

Peter não passou por nada disso e se tornou o maior avulso feat. sonífero desta temporada.

 

A outra questão é: Gabby muito provavelmente voltará para a ambulância não só por motivos de Sylvie, mas por causa do Casey. E isso me frustra porque sempre ficou muito claro que essa moça quis ser bombeira e não paramédica. Ok certas desistências, mas Dawson não desiste fácil assim.

 

Só espero que reajustem Mills na trama. Estou farta dos plots desse personagem 100% superficiais e sem um pingo de aprofundamento. Se não rolar, podem mandá-lo assumir o restaurante.

 

Os outros plots

 

Atenção: quem encontrar o Otis na rua, tragam-no para mim! Meu amor pelos cotas da série não tem limites. Só de pensar em 5 minutos de destaque para esse personagem meu coração bate na testa. Quando Brett começou a falar do livro, o Otis parecia eu ouvindo o crush. Quem gosta de nerdices sabe do que estou falando. É mágico quando um cara fala que adora Harry Potter. Não é difícil se apaixonar nos minutos que se seguem depois do bate-papo. Verdade seja dita!

 

O impasse é que há o Cruz, né? Duvido que ele tenha cantado Let it Go para Sylvie. Alow!!! Joe é o cara mais sensível de Chicago. Ele só agiu por causa da influência de Otis. Mesmo sendo contra vê-los brigar pela paramédica, já rio por imaginar as trapalhadas competitivas desses dois, de verdade.

 

Atenção para o momento confissão: desejei Severide neste episódio. Acho que preciso de um Doctor. Quando ele esclarece parte do passado com April, soltei um suspiro. Imagina esse marginalzinho na escola, todo envergonhado? Ok que é meio difícil de acreditar, pois eita cidadão descarado. Mas é o pai, né? Um pai que só não ganhou na tosquice porque Bunny existe. No mais, foi bem legal, depois de quase 3 anos, saber um pouco mais do background do Tenente. Nunca é tarde para isso e ainda voto em flashbacks. Não me interessa se renderá 50 minutos de Chicago Fire. Não ligo!

 

Burgess e Roman. <3 Meus cotas mais amados de Chicago P.D. (que amém volta semana que vem).

 

Chicago Fire retorna no dia 07 de abril. Que venha Chicago Med! 

Stefs
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  • Daniela Messias

    "Se fosse o Voight, esse cidadão terminaria nas valas, fatos reais" hahahah ameei!
    Tenho feelings pelo David desde Sex and the City, e agora em CF, eles só aumentaram s2 Sem dúvidas, foi um ep bem reflexivo no que diz respeito a trama do Christopher…uau!
    Mills está meio argh! p mim…q nem vc disse: tudo muito superficial, sem uma storyline que nos deixe de boca aberta..aff! Já está dando –'
    Quando vi os olhinhos do Otis, pensei de cara na irmã do Severide! Cadê ela, por favor?! Aliás, fiquei com peninha do Cruz <3 É muito amor! Gosto demais desses momentos "profundos, mas não exagerados" que ele tem!
    beijoos!