Menu:
27/mar

Um mês sem Chicago P.D. foi um belo teste de resistência. Como estava com saudade dessa turma, especialmente do rei do universo e tudo mais chamado Voight! E, claro, de escrever as resenhas.

 

Para um longo período de ausência, o retorno foi até que bom. Os primeiros minutos foram inusitados ao darem foco no caso semanal para depois abrir espaço para a turma da Unidade de Inteligência. Tudo porque o objetivo central da trama foi dar ênfase ao trabalho disfarçado/infiltrado. Ao longo desta temporada, já batemos de frente com o tema corrupção e ficamos um pouco mais por dentro de como funciona o trabalho de um informante. Nada mais justo que explorar essa faceta undercover, a mais complicada de todas.

 

Foi interessante saber que cada membro da UI estava infiltrado em diferentes movimentos de protesto e foi uma pena não terem explorado isso. Esse é um dos trabalhos que muito me atrai, por ser um desafio que sempre traz à tona uma nova faceta dos detetives e dá aos atores o desafio de ser qualquer pessoa, menos o personagem que assumem. Inclusive, é um job com riscos, tanto de morte quanto de trairagem. O caso deste episódio foi um leve cutucão sobre o assunto, um petisco, que aumentou minha vontade de ver alguém falhar nessa brincadeira. Ruzek foi o escolhido para nortear essa história que não passou de um plano, dentro de outro plano, até encontrar o responsável que, claro, estava muito bem disfarçado. A atenção dada a esse personagem me fez torcer um pouco o nariz, pois ele é meu novo Severide. Não consigo lidar. O jeito molecão, a impulsividade e certos comentários dele me irritam. Espero adorá-lo um dia, como tenho adorado o Kelly ultimamente.

 

Não nego que o detetive tem ótimos insights, mas de que adianta se não há razão, só emoção, na hora de correr atrás de um criminoso? Isso dá em morte, meus caros, e ainda não me recuperei da perda da Shay. Emoção e razão são dois sentimentos que tornam CPD atraente, óbvio, justamente pelo que falei há muito tempo: nada mais desagradável que policiais com pose de super-heróis e que terminam o dia impassíveis como se nada tivesse acontecido. A série é humanizada e precisa manter isso vivo no decorrer de cada caso.

 

Ruzek representa essa essência muito bem, aprecio quando um personagem mostra que se importa, mas ele extrapola limites, sendo que, considerando tudo que já viu/enfrentou até aqui, isso não deveria acontecer. Ao menos, não exageradamente. Contudo, ele fez jus à atenção que ganhou. Claro que esse moço não dosaria suas emoções por ser assim desde que ingressou na Inteligência – o que lhe rendeu duras críticas do Al –, mas há imaturidade envolvida também. Ele é o baby da casa e não enfrentou um caso de verdade, daquele de doer no âmago. O detetive é infantil, basta lembrar como tratou o pai e tomou na cabeça por ser babaca.

 

O detetive trabalha muito bem em grupo, mas sozinho abre margem para irresponsabilidade. Vimos isso aos baldes na season 1. Achei que essa tramoia lhe daria um baita susto, que o faria segurar um pouco a onda em futuras situações policiais, mas só restou ira acarretada pela desilusão sobre o caráter de Felicia.

 

Ruzek norteou o episódio dentro do esperado. Nada o abalou de um jeito que me fizesse crer em uma mudança. Não ainda. Foi uma desilusão nada chocante. Acho que está na hora de apostar nele, torná-lo, quem sabe, mais obscuro. Não me dou bem com personagens criados a leite com pera, e é o caso desse cidadão. Sinceramente, o detetive não provoca curiosidade como Al e Jay, por exemplo. Até mesmo Antonio que, sempre que tem chance, se revela uma bela caixinha de surpresas. Tudo que Adam fez no decorrer desta tramoia foi previsível por causa do bendito temperamento, a não ser a conduta nos minutos finais que me fez glorificar de pé.

 

 

O detetive banca o docinho e o piadista, e vê-lo cogitar o Voight’s Way me deixou jogada na BR. Foi um grande momento do personagem e a melhor cena do episódio. Agressão, dar um passeio, forçar até a testemunha falar, ameaçar de morte… Atitudes que fazem o Sargento amar um pouco mais o que faz e morrer de orgulho quando alguém da sua equipe age fora do padrão de interrogatório. Quem se lembra do Antonio perdendo as estribeiras por causa do Pulpo?

 

Jay foi quem eu esperava ser o entusiasta desse “esquema”, mas quebrei a cara ao vê-lo salvar o vilão da temporada passada. Por isso foi uma surpresa ver Ruzek longe do bonde da Disney, mostrando potencial para ser sangue frio. Uma perversidade, por assim dizer, que vale o investimento, especialmente para trincar o castelinho que protege o relacionamento dele com Burgess. Achei sensacional essa cena. O Rei assistindo ao caos, sem intervir, foi a cereja do bolo.

 

Mesmo com esse bafafá, Ruzek não deixou de ser impulsivo e alarmista, mas nada disso trouxe a agonia esperada para dissolver um caso que contou com a típica arrogância dos federais. Uma presença que trouxe desconforto e que acabou fazendo Voight brilhar mais que o detetive. Depois de Disco Bob, acreditei que este episódio seria promissor para o personagem, mas não foi bem assim.

 

Não me entendam mal: a perfeição da storyline do Ruzek me incomoda. Estamos quase no final de mais uma temporada e ele não sofreu nenhum abalo digno de socar a parede. Halstead foi ameaçado de morte, Antonio traiu um cara maneiro, Erin teve todo aquele teste com a mãe, Voight foi sequestrado e Al teve o lance que quase custou sua esposa. Considerando o que já aconteceu aqui, esse detetive contou com tramas estáveis demais. Tão estáveis que nem o namoro com Burgess sofreu um abalo decente. E nem incluo o tiro por ser algo da storyline dela, que serviu para o amadurecimento dela e para tirar Burzek do armário.

 

Torci, assim que Sierra deu aquela bitoca na bochecha dele, para a casa cair. Talvez, a falecida tenha balançado as coisas. Afinal, trabalho disfarçado requer que você seja outra pessoa e, como Sean bem disse, há coisas que detetives precisam fazer para sobreviver/dissolver o caso.

 

 

Achei que o foco no trabalho infiltrado/disfarçado trincaria Burzek. Está na hora de chacoalhar o castelinho e aposto nesse job para isso acontecer. O roteiro desta semana só fez cócegas e me lembrou amargamente das coisas que Burgess fazia para ganhar o respeito do Voight. Aquilo sim é se jogar e assumir posição de risco. O boy nem chegou perto.

 

Para um episódio que chegou quase emendado ao de Antonio, um magnífico trabalho de undercover, Ruzek perdeu uma bela chance de brilhar dentro do caso e ficou só nas beiradas. Ao menos, nos lembramos que ele é um ótimo corredor (celular com as fotos da ex-noiva soa familiar?). Talvez, um grande impacto o amadureça, pois é isso que o personagem precisa. Amadurecer. Porque é fato que esses surtos terminam em morte.

 

Morte já muito bem cotada em CF ou em CPD. Como Shay se foi, imagino que a Unidade de Inteligência perderá um integrante.

 

Os outros plots

 

Irmão do Jay (leiam isso imaginando meu grito)! Não é de hoje e nem de ontem que espero um aprofundamento da história do Halstead e eis que esse momento de ouro chegou. Will estacionou e tem muita história para contar. Para quem não sabe, esse cidadão é uma das costelas de Chicago Med, então, veremos esse rostinho com mais frequência. Quero muito saber o que ele andou aprontando em New York, cidade de quem, de quem, de quem? Do crush do Voight, Olivia Rainha.

 

 

Em poucas cenas, fiquei feliz com as informações sobre a família Halstead. Há um pai, que deve ser ruivo, o que obriga escalar Mark Williams, o Sr. Weasley. Fiquei mais passada com essa novidade em vez da existência do Will, pois acreditei que Jay era órfão ou renegado, lacuna enfatizada no dilema com Bembenek. Momento do qual ele entoou aos berros que se formou alone, que ninguém pinou o distintivo nele. Resta saber se há uma mãe, o que obriga escalar Julie Walters, a Sra. Weasley.

 

Ruivos + potterhead = eu.

 

E partiu meu coração ver Jay diante de Erin com aquela cara de adolescente chateado, assistindo a mais um episódio cold-shoulder-da-garota-que-amo-mas-que-só-quer-trabalhar. Fiquei de cara com a Lindsay sobre finalmente-conheci-alguém-da-sua-família. Provavelmente teria conhecido antes, né, gata? Se você não tivesse tratado a ficada como deixa-rolar. Estou de olho!

 

Estou de olho também no que intentam fazer entre Voight e Olivia. Sou muito, muito a favor. Surtei demais com o presentinho dela para ele, mas estou relativamente preocupada. Sabem por quê?

 

Como a Bela derreteu o coração da Fera? Com amor. Em tese, se Hank se apaixonar, ele se tornará mais maleável com qualquer relacionamento. Em tese. Sim, me refiro a Linstead, e se a ideia for fazê-lo ter algo para gerar um amém, já podem parar com a palhaçada.

 

Entendam: qualquer amém dado a Linstead, se não for bem bolado, descaracteriza o Sargento. Precisa ser um tremendo plot convincente para provocar essa bênção e não faz sentido isso acontecer por meio da Benson. Se Voight foi relutante até aqui, acho mancada darem um amor a ele para amolecer um coração que já é sensível.

 

Lembram-se da Olive? Maior prova de que a Fera tem o coração de ouro.

 

 

Não quero que criem um relacionamento para liberar outro, como se fosse adesivo do Tvtag. Já me basta o que Voight fez por Burzek, ao ponto de dar o posto da Erin de caridade para a Burgess. Foi o cúmulo!

 

Quero sim que todos os casais sejam felizes, mas desde que não comprometam a caracterização de ninguém. Simples assim! Se Voight disse que não quer Linstead brincando de casinha embaixo do nariz dele, Voight não quer Linstead brincando de casinha embaixo do nariz dele. Ao transformarem esse não em sim, que seja com plausibilidade. Ele não é o Boden que deixa tudo à mercê dos funcionários.

 

Mas eu quero saber o que está escrito no bilhete, socorro!

 

Era um chupão no pescoço da Platt, né? Digam que sim porque minha legenda estava em inglês!

 

E o que foi o Mouse sendo barrado? Tadinho! Outro que me deixa maluca porque quero saber do tempo de exército junto com o Jay.Semana que vem, teremos treta entre a faceta perversa do Voight e Olhos de céu Halstead. Não será fácil!

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3
  • Daniela Messias

    Heey!! =) me desculpaa pelo sumiço!
    Bom, já começo (como sempre) concordando com vc: de fato, o Adam consegue extrapolar, e sim, ele merece uma boa chacoalhada! Tinha quase certeza que Burzek seria abalado por conta do q aconteceu…E realmente, a storyline dele precisa de uma faceta, não sei qual, mas precisa!
    Não sabia que o Will seria do Chicago Med o/ espero q ele não dê muito trabalho..engraçado: enquanto uns sofrem com término, família e tals, outros apenas se estressam! aiai …Ah, sou super a favor de ruivos o/ *.* hehe
    Sobre o bilhete: acho q poderia ter algo do tipo: "até o próx crossover" *sonho*
    E a parte do chupão foi um dos pontos altos desse ep! hahahaha q super!!!
    Uma última coisa: sério meesmo q haverá outra morte?! "/ por essa, eu não esperava…
    beijoos e até!