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08/mar

Descreva a melhor versão de si mesma. 

 

Acredito que a melhor versão da minha pessoa se manifesta quando estou sozinha, mas, estranhamente, ela também se manifesta quando estou com as migas e os migos.

Explico.

 

Gosto muito, muito mesmo, de passar tempo comigo mesma. Vibro como criança quando minha mãe e minha irmã anunciam que sairão, pois isso significa que terei todo aquele tempo para ficar comigo. Para aproveitar o silêncio.

 

Faço muitas coisas quando estou sozinha e sei que elas são fragmentos da melhor versão de mim. A mais importante, óbvio, é a escrita. Quando escrevo, o melhor (e o pior) de mim se manifesta. Consigo desabafar  o que sinto, de um jeito mais profundo. É minha terapia de anos e, admito, não há melhor! Porque não há outro modo que escancare minha honestidade.

 

Converso também, muito, falo o que tenho que falar com a sinceridade que nem sempre agrada. Porém, o melhor de mim sai na íntegra na escrita.

 

Sentar e escrever é o momento em que mais exploro todas as minhas versões. É praticamente um atestado de como me sinto em dado momento. Isso alivia. Isso me faz refletir. Isso me faz buscar respostas. Até mesmo compreender minhas carências.

 

Por saber que escrever apresenta a melhor versão de mim mesma, meu coração é completamente incluso em cada palavra. Não sabia que era capaz de ser tão clara enquanto escrevo. Não sabia que, de certa forma, minha escrita, com base em tudo o que me aconteceu ou no que sinto, é mais humanizada. Quando alguém chega até mim e diz que dado texto melhorou tal dia, é sinônimo de missão cumprida para mim.

 

A melhor versão de mim mesma se manifesta quando compartilho minhas histórias. Sou introvertida. Tenho limite de tempo para me doar as pessoas. De socializar. Amo-as, mas sou daquelas que dificilmente você verá toda semana, a não ser que trabalhe comigo. Gosto da solidão. Gosto da minha companhia, embora ela me irrite de vez em quando.

 

E não é ruim. Não vejo isso como isolamento, mas aprendizado, reflexão, observação. Nem todas as pessoas são corajosas o bastante para ficarem sozinhas por saberem, claramente, que é um momento de lidar consigo mesmo. Mas eu gosto. Muito. Descubro altas coisas sobre eu mesma, como aconteceu quando saí do último emprego para escrever o WP. Soube mais dos meus limites e quando frear essa obsessão em ficar forever alone hahaha.

 

Mas no meu vício de ficar sozinha também mora os demônios que atacam quando me sinto incompetente. Mas, faz parte do processo… Em tentar resgatar o melhor de si na escuridão.

 

A melhor versão de mim também se manifesta quando estou em meio às pessoas que gosto muito. Por mais que aprecie minha dose diária de solidão, a solidão não me mostra o quanto sou importante na vida de outro alguém. Entendam, minha solidão não tem nada a ver com tristeza. Só tenho meu timing para tudo!

 

Vejam bem: se um dia eu casar e não estiver bacaninha no dia D, mando cancelar tudo! Tenho até dó do marido (e do dinheiro) ao pensar numa sacanagem dessas hahaha.

 

Quando estou em meio ou em contato com as pessoas que amo, elas me lembram de que não estou sozinha. Que é bom ter alguém por perto para dar a mãozinha. De que posso contar com elas. De que posso dar um berro desesperado quando estou na lama. De que posso me desligar da Matrix e ser eu mesma (penso demais na vida!).

 

Com elas renovo meu emocional. Com elas me lembro de que não posso ir a fundo na minha solidão quando meu emocional está um lixo. Na companhia das pessoas que amo, mesmo aquelas que moram longe, o melhor de mim se manifesta.

 

Bem como na solidão. Bem como quando esparramo minhas palavras por aí.

 

Amanhã o desafio continua com a seguinte questão: uma foto daquela garota que arrasa e o motivo de tanto orgulho. 

Stefs
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