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19/mar

Mais quanto sofrimento neste episódio de Pretty Little Liars. Se as coisas estão assim, nem quero pensar em como será o season finale que vem aí. Para ser bem sincera, prefiro não esperar nada, pois ainda não boto fé de que saberemos quem é A ou Big A. É tanto A que já estou absolutamente perdida. Como é de praxe em todo final de temporada, sempre um personagem X retorna, um avulso é acrescentado para preencher a cota da trama e os pais ressurgem. Nada disso foi mais importante que o resultado de um plAno até então perfeito: colocar as demais Liars na cadeia.

 

E que penitenciária mais legal, onde você pode imitar a conferência do Skype, onde várias pessoas podem falar ao mesmo tempo. Melhor, sem se preocupar com grampo nas ligações. Ok then…

 

A meta que foi iniciada na 2ª parte desta temporada foi realizada com sucesso. Com mais e mais evidências, e uma ausência surreal de testemunhas, Ali foi condenada. De quebra, carregou Aria, Emily e Spencer nas costas. Tenho que dizer que fiquei arrasada pela Rainha da Maldade.

 

Como disse na semana passada, esse clima de tribunal foi awesome e lamento por ter acabado tão rápido – um detalhe que me decepcionou no final das contas. Digo isso porque, já que o objetivo do season finale é revelar quem é A, no mínimo, seria mais interessante explorar esse plot junto com flashbacks que trouxessem os pontos relevantes de quase 5 anos da série. Ok que essa investida tem cara de series finale, mas poderiam ter planejado esses últimos episódios de maneira que trouxessem para a cadeira de testemunhas personagens que, de certa forma, sofreram nas mãos de A, de Mona e até mesmo de Ali. Seria um caos delicioso de assistir.

 

Para um caso de homicídio, a resolução foi muito prática, como quase tudo em PLL. É como se em Rosewood só houvesse as Liars e a família da Ali, um erro tremendo. De novo, volto a frisar a falta de Lucas e de Jenna, duas pessoas que teriam muitas histórias para contar, ao mesmo tempo em que criariam certo saudosismo com relação às temporadas anteriores. O júri nem foi corrompido como deu a entender, o que permitiu A sambar à vontade. Nem teve sombra de uma testemunha realmente surpresa, pois Lesli nem teve tempo de se tornar um alguém marcante. Nessa reta final, faltou um pouco de senso em trazer de volta parte da galera de peso, porém, nada impediu que a trama trouxesse a angústia e o medo sobre o que está por vir.

 

Devido a mais 2 anos de série, é bem provável que a encheção de linguiça continue extrema. Se A não for revelada/o como o prometido, nos restará mais uma onda de frustração. Sinceramente, não dá mais para segurar este mistério, embora este e o episódio anterior tenham sido muito bem escritos e muito bem pensados para sair um pouco do mesmo modelo de finale.

 

O que me preocupa com essa “revelação” é que a atual versão de A é a/o boss. De acordo com Marlene (repetindo a informação), não há mais “A” Team desde que Mona foi obrigada a se retirar. Somando a crueldade e a esperteza em apontar a morte da gênia para as meninas, como descobrirão quem está por detrás do capuz/máscara? Como tirarão o blur desse enigmA? Como capotarão uma pessoa claramente inteligente e sádica em 40 minutos?

 

A trama voltou a sondar as vésperas do Dia de Ação de Graças, mas não causou tanto impacto. A busca pelo álibi da Rainha da Maldade também não engatou, sobrando para a tal de Kendra, que também não incitou o gostinho de uma possível reviravolta. O final do julgamento foi muito X. Muito pobre. Foi rápido demais, até mesmo Ali sentar na cadeirinha para se defender e não fazer o serviço direito. Até os 3 minutos de flashback dela no parque não serviu de nada. Por terem focado tanto na “revelação”, economizaram demais neste episódio.

 

Contudo, isso não quer dizer que ele não foi bom. Foi ótimo, se querem saber.

 

E, para mim, aquele pano parecia um lenço, considerando que Ali usava um no flashback, e não uma jaqueta. Ou a legenda estava errada ou eu não sei…

 

O único ponto interessante do depoimento de Ali foi quando o advogado a aborda sobre um campeonato de arco e flecha. A resposta: ela não lembra. O esclarecimento: auxílio de um dos colegas do acampamento. Isso me fez voltar ao episódio em que Jason e ela rememoram uma viagem deles com os pais. Ele acusa a irmã de sempre recordar das coisas de um ponto de vista diferente, o que me fez pensar na época que ou Ali não é Ali, ou Ali tem problemas psicológicos. Assim, não é possível que uma pessoa não se lembre das próprias conquistas, por mais bobas que sejam. Ainda mais a Rainha da Maldade que sempre enumerou tudo que fez, como fez e o motivo de ter feito, e nunca perdeu a chance de se gabar. Achei muito estranho esse branco.

 

Isso também me fez voltar aos episódios que deram foco nos olhos de Ali. Algo inexplicável até então. Só sei que esses irmãos têm sérios problemas de memória. Jason insiste que “não se lembra” do que aconteceu no dia em que a Rainha da Maldade “morreu”, só que havia muita loira e muita blusa amarela. Se houve uma troca, por exemplo, entre Ali e Bethany, voltamos a teoria das gêmeas. Considerando esses brancos, pelo visto nada aleatórios, é inevitável não pensar que Ali não é Ali. O que nos faz voltar também ao flashback com Jessica, reprimindo a filha diante de 2 presentes. Forçando-a a mentir, o que criou uma serpente manipuladora.

 

Por falar nessa teoria, Marlene resolveu abraçá-la, mas não do jeito que esperamos. Em entrevista ao E!, ela falou que alguém da série tem uma gêmea. Não necessariamente Ali. O que fazer?

 

Lesli foi apenas uma semente do que se tornou uma erva daninha. A menina conseguiu me tirar da razão com a súbita mudança de comportamento, uma encenação que, com certeza, deixou Mona muito orgulhosa. Ninguém melhor que a gênia para exprimir mudança de caráter e ainda soar convincente, algo que essa estranha fez sem nenhum pingo de dificuldade. Senti que Spencer queria voar no pescoço dela, pois somos gêmeas e era isso que teria feito. Não consigo tirar da minha cabeça que essa cidadã foi ameaçada por A, justamente para capotar o álibi de Ali e para barrar Mike.

 

Para não dizer que foi esquecido, como a faca encontrada nos terrenos da casa de Mona, Mike retornou e sentiu o gosto do perigo. Antes mesmo do corre-corre acabar, já tinha dado o personagem como morto. Apesar de não ser muito fã do menino Montgomery, ele voltou ao seu senso normal e achei bem digna a insistência na verdade. Ainda mais diante da irmã estranhamente relutante, como se quisesse mais se preservar em vez de protegê-lo. Não é de agora que esse menino está com um alvo nas costas e a ameaça imaginária se tornou real. Queria-o muito na cadeirinha das testemunhas, mas A sabe destruir o barato das coisas.

 

O bom da tortura contra Mike é que Aria se debateu com relação a algo mais relevante que um romance. A personagem sempre sofreu com base nas atitudes do Ezra, um repeteco que nunca lhe causou tanta dor em comparação ao que já rolou com as outras meninas. Dessa vez, o ataque contra o irmão fez a Liar subir pelas paredes por algo mais sensato. Mais tenebroso. Mais nível A. De coração partido todo mundo sofre, não é? Essa tensão desvia um pouco as atenções para a mediocridade dos conflitos dela contra o enigmA. Quem não se lembra da perda do notebook da Mona? Aquilo foi muito ridículo, gente, cês me desculpem!

 

Outro ponto muito bom do ocorrido com Mike foi fazer o time masculino contra A correr. Afinal, cairá nas mãos deles dar uma força para as meninas, então, nada mais justo que um aquecimento. Senti um pouco de raiva do Caleb por causa daquele discurso, como se a vida de todo garoto de 15 anos tivesse que ser azarada como a dele. Ezra agiu certinho em defesa do ex-cunhadinho, não teria feito diferente, até porque o outro gênio da computação só fez o que fez por Hanna. Uma bela discussão entre razão e emoção, dois sentimentos que estavam em alta neste episódio.

 

Andrew também me tirou do eixo. Votaria nele fácil para ser A, ainda mais quando me apareceu um terno nos minutos finais do episódio. Mas está fácil demais desconfiar desse cidadão, né?

 

Tenho dentro de mim que A é homem, mas, logo Andrew? Ok que, em parte, explicaria essa obsessão em stalkear Aria, a garota supervalorizada por Mona e Ali, e essas indiretinhas que o apontam como Varjak. O personagem foi esperto em investir na Liar que fala demais quando está sob pressão. Emily pode ter todos os defeitos, mas ela ainda pondera antes de fazer burrada.

 

Como queria estapear a Aria ao vê-la despejar praticamente até a cor da cueca do Mike.

 

E o que foi a mensagem no anuário? Um tipo de escoteiro-olheiro? E, para quem não sabe, tem como principal ferramenta um facão. Really? Poderia Andrew ser a Katniss que atacou Mike e que ajudou Ali a vencer o torneio? Ou a Ali que não é Ali ou é a real Ali? Estou-confusa-por-favor!

 

Isso me faz perguntar a vocês: a Rainha da Maldade chegou a vê-lo alguma vez na rotina da série? Não confio nos meus neurônios agora. Explicando: só assim para esse cidadão terminar como Varjak ou A. Só assim para esse cidadão continuar a passar despercebido. Tudo bem que ainda acho muita pilha, como aconteceu com Lucas, e pode não dar em nada.

 

Até que se prove o contrário, Varjak e A podem não ser as mesmas pessoas, e sinto que Varjak será revelado e não A. Marlene trabalha com pistas, não com evidências.

 

Tenho que elogiar a última cena sinistra de Andrew diante de Aria. Foi muito “ninguém sai, porque me revelarei como o serial killer de Rosewood”. O personagem está cada vez mais esquisito e ele tem charme para brincar de Norman Bates.O que dizer sobre Toby? Queria pegá-lo no colo! Por mais que ainda seja contra esse salto do personagem, não tem como não elogiá-lo por ao menos ter tentado. A polícia de Rosewood é uma seita e só policiais como Wilden sobrevivem (no trabalho e não na vida hahaha). Quando vi o distintivo na mesa, pensei seriamente que ele desistiria. Não que eu não quisesse, mas não havia ficado tão evidente como agora o quanto essa criança queria essa posição. Frustrante!

 

Aproveitando que PLL ainda está em clima shakespeariano: confiar ou não confiar em Tanner, eis a questão. É muito difícil saber qual é a da personagem, justamente por ser mulher. Digo isso porque ela não usou as jogadinhas baixas e sujas dos detetives anteriores para cima das Liars. Só sei que essa senhora me irritou, mas me fez rir, especialmente ao cutucar Caleb sobre a foto tirada do Mike. É o mal do século, né? Tem gente que sofre acidente de carro, mas não esquece de tirar um selfie.

 

O episódio foi corrido e não deu brecha para reflexão. O final foi destruidor! A estava ali o tempo todo, mas economizou nos últimos movimentos. Apenas enviou um SMS e mais uma penca de evidências para Tanner. Seja lá quem for o enigmA, a dancinha da vitória é até que merecida e estou me remoendo para saber quem é essa pessoa, mesmo ciente de que não saberei de nada no final das contas. Não quero me encher de expectativa e isso será bom quando escrever a resenha semana que vem.

 

Pergunto-me: como os meninos levarão a trama nas costas?

 

Pergunto-me: do que Emily será acusada, sendo que o sangue dela não foi coletado?

 

Não menos importante: Ali desvendou o bilhete de Mona. Se bobear, nem será usado.

 

Enfim, considerando a promo do próximo episódio, arrisco a dizer que PLL poderia ter seu fim tranquilamente na semana que vem. Alguém concorda?

Stefs
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